Friday, January 28, 2005

Experiências Culinárias



*



Não era comida congelada. Não era macarrão. Muito menos miojo. Era arroz!!! Tudo bem, de saquinho, mas foi por falta de tempo, não por preguiça ou falta de coragem. E a salada, receita da mamãe, com aquele toque especial de vinagre e pedacinhos de maçã, foi cortada e ralada por minhas próprias mãos!!! Vamos por partes.



O arroz era a coisa mais assustadora do cardápio que planejei para o jantar de ontem. Minha mãe ligou e acabei achando que não daria tempo de fazer um arroz assustador.



Tinha a minha experiência do dia anterior, a segunda vez na vida que tentei fazer arroz convencional (vulgo assustador) e a segunda vez na vida que consegui queimar o tal arroz antes mesmo de colocar água. Sim, eu tenho um dom.



Até toparia fazer novamente, desta vez lembrando de colocar a água no fogo antes mesmo de fritar o arroz. Ok. Detalhes. Mas o tempo era curto e preferi não arriscar. Joguei um saquinho de arroz de saquinho (nossa, que coisa mais redundante) na panela cheia de água e enquanto esse pleonasmo ficava pronto lá fui eu terminar a salada.



Sim, ralei os dedos junto da cenoura, sim, cortei parte da mão junto com a maçã e além de tudo tirei um pedaço da unha enquanto fatiava o tomate. A comida fica com um tempero especial quando se dá o sangue na cozinha. :)



O próximo passo era cozinhar as salsichas de ave e os ovos. Não sei por qual razão olhei a caixa de ovos antes de pegar minhas vítimas. Para a minha surpresa, eles eram válidos até dia 24 de Janeiro. Desde quando ovos têm prazo de validade?



O que acontece com ovos que passaram do prazo? Eu, que só como as coisas até um dia antes de expirar o prazo de validade, confesso, não dei a mínima bola para o tal prazo de ovo. Não me convenceu.



E nessa atitude irresponsável, coloquei dois ovos para cozinhar. Antes, precavida, coloquei sal e gotas de limão na água para que os ovos não quebrassem. Acho que o mito certo é ou sal ou gotas de limão. Os dois juntos se anulam.



Ao menos foi o que aconteceu. Alguns minutos depois olhei para a caneca e um dos ovos havia se suicidado. Um talho enorme em sua casca e bolotas cozidas tentando escapar.



Imaginei um monstro feito de clara de ovo que já não cabia mais dentro da casca e pretendia arrebentá-la, matar o que encontrasse pela frente e dominar o mundo. Talvez esses monstros se criem quando passa o prazo de validade das coisas.



Felizmente a água estava quente e o monstro encontrou seu fim antes que pudesse concluir seu maléfico intento.



Enquanto as quatro salsichas saltitavam dentro da água fervente, passei para o próximo passo: nuggets. Eu adoro nuggets. Com recheio de queijo, principalmente. Embora eu nunca consiga manter o queijo dentro dos nuggets durante o preparo. Ninguém frita nuggets como a minha mãe :)



Bem, eu desisti de fritar nuggets depois de incontáveis tentativas frustradas na adolescência. Resolvi seguir uma sugestão mais saudável de preparo dessas pequeninas criaturas: o forno convencional.



A embalagem sugere colocá-los em forno pré-aquecido por quinze minutos, virando-os na metade do tempo. Sete minutos e meio. E se eu virá-los aos oito minutos? O que aconteceria com meia hora a mais no forno? Ficariam mais crocantes?



Detesto horas fracionadas. Prefiro números inteiros, sempre. Então oito minutos. Mais ou menos, que tenho mais o que fazer do que ficar contando minutinhos.



O arroz finalmente ficou pronto, acho. Joguei toda a água fora, abri o saquinho, escorri todo o arroz e coloquei azeite na panela, em uma adaptação da receita básica da minha mãe. Jogue cebola e bem pouco alho, bem pouco mesmo, tudo picado.



Não deixe dourar, jogue logo o arroz, desligue o fogo e misture com um garfo. Ok, avise isso às cebolas. O alho me obedeceu, mas a cebola ficou bronzeada rápido demais. Tudo bem, é só fazer de conta que foi de propósito.



Quanto tempo mesmo a salsicha tem que ficar no fogo para ser considerada um alimento cozido? Por via das dúvidas, fui deixando. Era hora de virar os nuggets, ou ao menos parecia. Abri o forno, virei-os com o inestimável auxílio de um garfo e constatei que o queijo havia escapado de dois deles. Argh.



Para não quebrar a tradição, queimei dois dedos. Não sei se já comentei, mas sempre que mexo no forno queimo alguma coisa. Dedos, mão, pulso...não, não tenho aquelas luvas de astronauta. E sim, já deveria ter comprado. É, eu sei.



Arroz esfriando, salada pronta, ovo esperando (sim, no singular, porque o ovo suicida não estava próprio para consumo), salsichas ainda dançando...passados alguns minutos, resolvi resgatar os nuggets. Ligeiramente chamuscados, ainda foram retirados com vida. Finalmente, desliguei as salsichas saltitantes. Meu jantar estava pronto.



Coloquei Rod Stewart para cantar "The way you look tonight", lavei as mãos e cravei as unhas no limão para tirar o cheiro de alho (não adiantou muita coisa), caprichei na maquiagem, troquei de roupa, coloquei meu melhor (e único) perfume (já que não tive tempo de tomar banho..hehehe...), passei hidratante nas mãos e, me sentindo a esposa exemplar, esperei meia hora até que o digníssimo chegasse. Aproveitei para tirar fotos do banquete.



O carro teve um chilique no radiador e precisou ser acalmado pelo mecânico, o rapaz que mora aqui comigo acabou se atrasando por conta do veículo histérico. Sem problemas.



O moço chegou, Rod Stewart no pause (aliás, está no pause até agora...risos...), montamos dois lindos pratos, esquentamos a comida no microondas (esqueci de tirar foto dos pratos) e recebi elogios sim, tá?



Depois de prometer, com a mão direita erguida, falar a verdade, somente a verdade e nada mais do que a verdade, Dave confessou que a salada estava perfeita (sim, ele usou a palavra "perfeita" :)), a salsicha também, o ovo sobrevivente ficou igualmente bem cozido e o arroz, com um pouquinho mais de sal chegaria à perfeição. Bem, foi só colocar mais sal e tivemos um jantar perfeito. :)



Recado à amiga que acusou meu cardápio de ser pouco saudável: é bem mais saudável do que comer chese salada todos os dias, como fazíamos aí no Rio, não?...risos... estou evoluindo, favor colaborar, tivemos proteínas, carboidratos e uma boa salada crua, tudo beeem balanceado (até os nuggets eram assados e não fritos!!! Metade do colesterol - e das calorias !!).



Para acompanhar, suco de pêssego Del Valle. Sobremesas a escolher: sorvete, danette, gelatina, morango com chantilly...Dave escolheu um potinho de moça flakes (não, não estava na lista, mas como ele sabia que tinha...) e eu comi todas as outras...hahahaha...sorvete com danette e chantilly com dois morangos em cima...tudo no mesmo pote :).



E assim foi nosso primeiro jantar feito pelas habilidosas (e desastradas) mãos da mestre-cuca que vos escreve. Chega de gastar dinheiro à toa! Chega da escravidão de ter que comer fora todos os dias!! Abaixo os lanchinhos pouco nutritivos como sanduíches da esquina!!! Viva a liberdade de fazer algo comestível em nossa própria cozinha! Ainda que a gente tenha comido um pouco de esmalte ralado na salada :) Mas isso é um mero detalhe.





*Foto de abertura: eu e a salada.



Eu e a salada, novo ângulo.





Eu e um nugget chamuscado. Não necessariamente nesta ordem.





O monstro dentro do ovo, que tentou escapar, e o ovo inteiro tentando ajudá-lo.





Novo ângulo dos ovos.





As salsichas em seu momento de descanso.





O arroz quase perfeito com a cebola bronzeada (a aparência pode não ter ficado muito boa, mas o gosto estava ótimo, acreditem)





Os nuggets, reunidos







Tuesday, January 25, 2005

Impedimento Temporário



Eu tenho algumas coisas para escrever, algumas sobre a viagem, outras são coisas já escritas no caderno que eu quero passar para cá...mas quem disse que eu consigo fazer alguma dessas coisas?



Também tenho e-mails a responder, outros a escrever...mas se eu contar o que acontece comigo neste instante vocês me acharão a mais idiota das criaturas. Não importa. Vou contar mesmo assim.



Dave voltou ao trabalho ontem. Ficamos um mês de férias, grudados vinte e quatro horas por dia. Confesso que estava ansiosa para ele voltar a trabalhar e eu ter tempo de fazer algumas coisas que só faço decentemente sozinha, escrever, por exemplo. Mas agora...



Estou aqui, pateticamente apaixonada, ouvindo as duas músicas que tenho gravadas na voz dele aqui no computador (que ele me mandou antes de nos conhecermos pessoalmente), repetidas vezes..daqui a pouco um vizinho qualquer vai bater aqui na porta e perguntar se o disco está furado. Está, sinto muito.



Olhando fotos, lendo textos que ele escreveu, sentindo saudade, sofreeeeendo...caramba! Até parece que ainda há mil e quinhentos quilômetros entre nós.



Ele está logo ali, no trabalho, chega antes das seis da tarde, daqui a menos de cinco horas. E eu aqui não consigo fazer mais nada além de lembrar, ouvir as tais duas músicas repetidamente, ver fotos e mais fotos....coloco a primeira música, fecho os olhos e me vejo novamente em Campo Grande, setembro de 2003, sofreeeeendo porque ele morava em Porto Alegre e só podíamos conversar de madrugada...



A gente perde totalmente a noção de tempo quando está apaixonada. Dois dias viram dois anos, cinco horas são cinco meses, um ano é um século....



Isso tudo porque ele foi ali e já volta. E eu tinha que escrever, estudar e sair para comprar brilho labial (eu tenho o péssimo hábito de arrancar a pele dos lábios quando eles estão ressecados, então o jeito é mantê-los sempre bem hidratados para evitar a aparência de quem acabou de sair de uma luta de boxe)...mas como?? Me diga, como??



Sim, eu tenho total consciência do ridículo dessa situação, ninguém precisa me dizer isso. Mas o que é que eu posso fazer? Se é tão bom estar com ele, se a gente se dá tão bem, se eu tenho uma vontade horrenda de viver grudaaaaaada na criatura como um insuportável chiclete de morango...



Já sofri muitas vezes, de muitas maneiras, por diversos motivos. Mas não existe sofrimento mais ridículo e maravilhoso do que sofrer por amor (correspondido, de preferência). Por mais que a gente sofra, tem sempre aquela coisa boa alimentando o coração e isso é infinitamente melhor do que ter o coração vazio, amargo, desiludido, descrente. Eu tinha, por isso sei.



Assim, assumo que no momento estou impossibilitada de fazer qualquer coisa pois todos os ossos do meu corpo estão doendo porque aquela criatura despigmentada de um metro e oitenta e seis e um monte de cabelo na cabeça está a vinte minutos daqui. E eu não consigo me mover.



Acho que com os dias isso passa...ou atenua, sei lá. Acho que é só o tempo de me adaptar à nova vida velha. E preciso comer. Eu preciso comer? Tem certeza? Posso levar o computador para continuar ouvindo as tais duas músicas? Acho que pedirei a ele para gravar mais umas cinco, só para variar.



Posso ver as fotos? E borrifar o perfume dele por todos os lados para ter a ilusão de que ele está por perto? Acho que vou deitar e abraçar o ursinho que já está devidamente intoxicado com o tal perfume. Pode ser?



Amanhã eu volto...ou depois, quem sabe? Preciso conseguir fazer com que o tempo que fico longe dele seja novamente produtivo. Acho que aos poucos volta a ser. Embora a saudade esteja sempre presente porque, afinal de contas, um pedaço de mim foi ali e já volta...





Passando na frente dos atrasados, os comentários do dia 23:



Querida Van,Desejo a você toda a felicidade do mundo! Parabéns por ser uma pessoa tão especial e maravilhosa! Que tudo continue sempre dando certo na sua vida e que seus sonhos não deixem nunca de se realizar. FELIZ ANIVERSÁRIO!!!Beijos,"

Claudio Téllez

Ah, obrigada, Claudio, por esse comentário tão carinhoso, pelo scrap no orkut, por estar sempre por perto mesmo quando eu, enrolada em minhas próprias pernas, acabo não dando as caras. E eu só posso dizer "amém", né? Um presente muito especial foi ter te conhecido pessoalmente...embora tenha sido um presente de aniversário beeeem adiantado...risos.... Grande beijo!



"Van, Parabéns!!! Um dos presentes, com certeza, tenho certeza disso, foi resolver o nosso desencontro. Isso foi presente para mim também! Desejo no dia de hoje um monte de coisas bacanas, conquistas, Dave do seu lado, um bolo bem gostoso de chocolate...risos...e muitos momentos de paz nesses 25 anos.Que Deus ilumine você e traga muita luz e alegria.Parabénssssssssssss!!!!!!!!!!!Bjinhos. "

Tammy


Sim, Tammy, certamente ter resolvido todo esse problema foi um presente e tanto. Embora o preço tenha sido muito alto, não é mesmo? Nem sei se consigo ficar tão feliz quanto deveria. E ei! Eu comi bolo de chocolate...risos....com pêssego! Quem fez foi a minha sogra, estava booom...risos....você vê? Um desejo seu já foi realizado, certamente os outros também serão. Obrigada! :) Beijos



"Olá criatura mais experiente. Passei por aqui pra te desejar felicidades: PArabéns titia Danessa - revelei tua identidade ultra-secreta? Te mandei 1 e 1/2. Beijos."

Claudia

Ih, agora todos já sabem minha identidade secreta!!!! Sim, eu sou a titia Danessa. Se bem que quando saí de Campo Grande eu estava acostumada a ser a titia Danêtta, quero saber quem autorizou a mudança de nome! Quem disse a ela que deveria aprender a falar o "s"?



Daqui a pouco ela vai estar me chamando de....de....oh, céus, nem quero pensar nisso!!! Daqui a pouco ela estará me chamando de.....titia VANESSA!!! Que horror, que horror!!!



Bem, mas não importa do que ela me chame, será sempre a bonequinha da titia e vai me derreter com aquele sorriso, sempre. Pronto, já revelei meu ponto fraco...risos...o sorriso da bonequinha. Obrigada por tudo, pelo e-mail, por ter passado por aqui, por existir. Te amo, viu? Beijos!!



"Opa,opa! Quase cheguei atrasada!FELIZ ANIVERSÁRIO VAN!Mando daqui um caminhão de felicidades e duas toneladas de sorrisos para serem distribuídos ao longo dos seus 25 aninhos.Um abração da Gerusinha."

Gerusa

Chegou aqui em casa o caminhão e os sorrisos...só não sei ainda onde vou guardar tanto carinho...risos... Obrigada, viu? É bom ter bastante reserva de felicidade e de sorrisos. A gente sempre precisa. :) Grande beijo!



"Eu ainda não aceitei por completo essa história de adultez. E trabalhando na minha aplicação para Sussex, senti-me tão dependente e tutelado quanto quando precisava da assinatura paterna para obter uma segunda chamada na escola. E não é culpa minha; este não é o meu mundo, eu apenas moro nele :).



Em todo caso, economistas de verdade têm uma barba, e eu ainda estou longe de obter uma boa e sólida barba de economista.Enfim, you should do just fine. Você parece estr se estabilizando, e o primeiro passo para ter uma barba é parar de fazer a barba todos os dias.



Há uma coisa de deixar-se levar que é essencial à adultez, deixar a barba crescer, a gravata apertar, o elevador subir, o guarda-chuva abrir, o mendigo ser atropelado -- e você parece lidar com essas coisas com uma serenidade que eu admiro, de verdade.Você não vai me ver dizendo muitas vezes que admiro alguma coisa.



Quando eu terminar de voltar à infância completa, eu te mando um cartão de lá. Até então, feliz anivers"

Diego Navarro

Diego, você acha que eu estou perto de ter uma barba???...risos... Bem, na verdade este também não é meu mundo, estou aqui por um mero acaso, talvez porque teria um pouquinho de dificuldade de respirar em outro planeta :)



O negócio é que eu parei de lutar contra a idéia de crescer. Não tem jeito, a adolescência me cansou, a infância durou tempo demais e eu quero ver o que raios tem do lado de cá. Só que eu vou crescer do meu jeito, pouco me importa se no final das contas ninguém me levar a sério.



Não sei se encaro a coisa toda com serenidade, em todo caso, como você disse que admira isso, admito que sim e agradeço...risos....afinal de contas, se é tão raro assim te fazer admirar alguma coisa, melhor aproveitar, né? :)



De qualquer forma, aguardo teu cartão...risos... E devo dizer- mesmo correndo o risco de espantar você daqui com essa afirmação - que eu estava morrendo de saudade de você, guri. Não deu mais notícias...mas enfim, se está tudo bem eu já fico tranquila. Obrigada! Beijos.




"Poxa Van que coisas boas eu li aki hj, fazia + ou - uns 15 dias que naum acessava a net por problemas descritos no meu blog e hj chego aki e tenho tanta inspiração pra + uma semana...primeiro PARABÉNS que Deus te abençõe imensamente e multiplique sua habilidade com as palavras as veze ela conforta quem vc nem imagina...



depois obrigada por ter me colocado em sua observação de naum deixar de escrever :) e por último parabéns pelo 7º mês que sejam 70 anos, acho que é uma boa idade pra viver ao lado de quem se ama, depois já devemos estar caducando né ...espero voltar aki logo logo pra me inspirar + um pouco, foi bom ler sua descrição sobre essa metade e esse amor...meu casamento é dk a 20 dias e eu ando num misto de ansiedade, tristeza, alegria, vontade de chorar...



brigada amiga por mesmo sem saber ter me feito um bem enorme com todas essas descrições de amor, de metade de tanta coisa...beijos e + uma vez FELIZ ANIVERSÁRIO !!"

kika

Kika, eita, obrigada pela mensagem :) Olha, tranquilize seu coração, se vocês se amam e estão dispostos a lutar para fazer dar certo ( porque tem gente que casa para ver se vai dar certo...aí não dá mesmo, né?



Você tem que casar para fazer dar certo, aí funciona) pode ficar descansada, casar é maravilhoso, dividir a vida com quem a gente ama, continuar namorando, aprender, crescer, superar a fase de adaptação e ver que a felicidade de estar com quem a gente ama é bem maior do que qualquer problema que possa surgir durante essa fase.



E resolver tudo na hora, está anotando?...risos...não canso de repetir que é imprescindível não deixar nada acumular.



E fique tranquila mesmo, porque é necessário passar de fase. Como em um vídeo game, você já jogou a fase do namoro, já derrotou o chefe...risos...não tem jeito, para continuar legal tem que passar de fase. E não fique ansiosa, não fique triste, aproveite para viver intensamente o amor que você tem.



E que coisa, eu fico feliz em saber que ajudo alguém, de alguma forma. Se não fosse isso, não faria o menor sentido continuar aqui. Obrigada, viu, menina? E eu estou daqui, torcendo por vocês. Passei tanto tempo lendo coisas sobre desilusão e acreditando que não existia amor e agora que descobri que existe tenho que avisar todo mundo...risos... Um beijão e obrigada (mesmo).



"A questão principal continua sendo como o tempo é aproveitado, e é aí que entra uma capacidade impressionante de subvalorizar o experimentado, exceder-se nos objetivos e criar planejamentos irrealizáveis. Uma boa dose disso provavelmente cria uma pressão evolutiva saudável. Mas há os que não conseguem se controlar.



Às vezes conseqüência de uma ansiedade dilacerante, a continuamente empurrar os padrões (e a dificuldade para lidar com qualquer coisa que não esteja infinitesimalmente próxima dos padrões selecionados). Bem, mas nada disso parece aplicar-se a você. [Já é a segunda tentativa frustrada de felicitação; perdoe-me ;o)].

Gladstone

Ufa...risos....talvez porque eu não consiga fazer absolutamente nada sob pressão. Criar planejamentos irrealizáveis talvez seja uma forma de fingir para si mesmo que ainda há tempo, que ainda é cedo, que há muito futuro pela frente...mas também é uma bela forma de criar fantasias e alimentar frustrações. Não estou interessada...risos... alguns planos (absolutamente realizáveis) que tenho não falo, mas trabalho silenciosamente até que aconteçam e sejam revelados à humanidade.



Mas a partir do momento em que começo a me sentir pressionada por eles, não consigo mais fazer nada funcionar. A pressão saudável acontece quando os planos são absolutamente viáveis, imaginados passo-a-passo, para a realização gradual.



Olha, tenho que fazer um adendo à minha resposta ao Diego: por esse lado, crescer é sim incrivelmente inspirador e mágico...essa realização gradual, que nos impulsiona a conquistar mais degraus, é uma das coisas mais estimulantes da vida.



Mesmo quando há um acidente de percurso, uma escorregadela ou mudança de planos, essa imprevisibilidade da vida é o que a faz valer a pena. E eu amo tudo isso...risos....embora também a curto prazo, é muito prazeroso aproveitar as pequenas coisas, os pequenos momentos, as pessoas que a gente ama, o dia-a-dia, como cada minuto pode ser diferente do outro, enfim...viver só para o futuro e pelo futuro não é uma coisa muito inteligente...risos... Menino, obrigada pela felicitação :) é válida a qualquer hora. Beijos!!!!!



"Olá Van...Quanto tempo não apareço por aqui, mas sabendo do teu aniversário não poderia deixar de passar.Confesso que não li todos os posts, não comentei como poderá ver, mas li boa parte deles... Entre eles o post que você conta o dia em que foi a praia com a Claudia, o post da "mulher maluca" do instituto no RJ, da ruga, o que continua e fala das cicatrizes (tenho algumas).O post Será que é Amor... Lindo, emocionante.Parabéns pelos sete meses de casados, que o amor de vocês continue sempre assim... Estou entre as pessoas que ficam felizes ao ver que os amigos, conhecidos, estão assim... Amor é contagiante, ao menos para mim.Feliz Aniversário, muita saúde, paz, muitoooooooo amor!!Vou te enviar um e-mail contando como anda tudo por aqui...

Beijos

Denise"

Butterfly

Denise, eu estava pensando em você esses dias, planejando te mandar um e-mail, felizmente você escreveu. Senti sua falta, fiquei preocupada. Obrigada pelo comentário e pelas felicitações, só você mesmo para ter paciência de ler tanta coisa acumulada...risos...vou responder seu e-mail, temos mesmo muitas novidades para trocar... :)Valeu, viu? Beijos!!







PS: Agradeço, mais uma vez, a todo mundo que comentou aqui, que escreveu mensagem no orkut, que me mandou e-mail, que telefonou... obrigada mesmo, de coração. Responderei todas as mensagens.





Sunday, January 23, 2005

Vinte e Cinco



É a idade mínima para se começar a usar Renew. Finalmente estou cronologicamente habilitada a usar um creme anti-rugas. De resto..o que muda mesmo?



Bem, para quem se acostumou a ter dezessete anos e nunca teve mais do que vinte e quatro, fazer vinte e cinco realmente é uma coisa meio estranha. Sem contar que não tenho lá muita afinidade com números ímpares.



O que eu sei, observando meus quatro irmãos mais velhos é que quando se passa dos vinte e cinco, pouca coisa muda, mas em pouquíssimo tempo chega-se aos trinta. E também não se muda muita coisa.



Acho que quanto mais velho a gente fica, mais noção passa a ter das coisas e quanto mais noção se tem das coisas, mais rápido o tempo passa. Deve ser isso.



Quando fiz quinze anos, disse que iria comprar uma bengala. Porque eu ainda não me conhecia mais velha, tudo o que sabia de mim remontava à infância.



Lá se vão dez anos e hoje estou mais nova do que aos quinze ( não é isso que todos os velhinhos dizem? :) ).



Hoje é dia 23. Dia 23 de Janeiro. Meu pai faria sessenta anos. Eu faço vinte e cinco. O dia está claro, convidativo. Por aqui, as células estão um pouco mais idosas e o cérebro continua tão ativo quanto antes :) o que não significa muita coisa...risos...



Por enquanto, o que posso adiantar é que a versão 2.5 deve vir com algumas atualizações (principalmente de segurança) e um pouquinho mais agradável.



Sinto falta da minha família assim, de longe, mas estou feliz por estar com quem faz meus dias mais alegres.



É isso. Vou lá no banheiro passar um pouco de Renew, agora sem me sentir uma criminosa. Estou na segunda metade dos vinte anos, o que me faz uma criatura ligeiramente mais sábia e profundamente mais boba.



Agora com licença que tenho o dia inteiro para ter crises existenciais e pensar na efemeridade da vida e em como tudo passa rápido... mas só depois da igreja, do almoço e do bolo, claro. :)



PS: Que ninguém acredite que eu me acho velha aos vinte e cinco anos de idade, por favor!



PS2: Denise, obrigada pelo comentário :) O primeiro do dia.

Friday, January 21, 2005

Sete Meses







Hoje completamos sete meses de casados. Sete meses que passaram muito rápido. Ao mesmo tempo mal consigo me lembrar de como era viver sem ele ao meu lado todos os dias. E ele está sempre ao meu lado.



Nos momentos felizes, nos momentos complicados, naquelas horas em que eu fico confusa e começo a fazer quinhentas mil perguntas, ele responde todas.



Aos céticos de plantão, não, não me arrependi de ter casado. "Ah, mas você tem apenas sete meses de casada", posso ouví-los dizer, quase completando que quando chegar aos três, cinco anos já terei mudado de idéia. Duvido. Há casamentos que acabam antes dos sete meses!



Convivência é convivência e o natural seria que o momento mais complicado fosse o começo, o das adaptações. Sinto muito, está muito bom.



E a cada dia eu me sinto mais amada, mais segura, mais feliz. Circulei com ele esses nove dias por minha antiga vida. Minha cidade, a casa, as ruas...de repente era como se eu nunca tivesse estado ali inteira.



Esperava, sozinha, com a cabeça em um lugar que eu sequer sabia se existia. Agora, que estranho, visitei Campo Grande assim, por inteiro.



Algumas pessoas não gostam de falar que a outra é a "sua metade" (eu também, particularmente, acho esse termo um tanto quanto brega) porque para elas isso é o equivalente a dizer que sozinhas elas são apenas parte. Não deixamos de ter nossa individualidade e nosso valor por assumir que estava faltando um pedaço enorme antes do outro chegar.



E estava mesmo. Olhei alguns cadernos antigos, dava pena. Sozinha, perdida, esperando, procurando, sofrendo. Me desculpem, eu estava pela metade.



Falando em outras pessoas, tem gente que se sente incomodado ao ver um casal feliz, já notou isso? É como se aquele casal estivesse querendo mostrar felicidade só para jogar um holofote sobre a infelicidade alheia. Não é verdade. Vou te contar o que acontece, ao menos no meu caso.



Não tenho o mínimo problema em lidar com a afetividade. Sou uma criatura beijoqueira e adoro abraçar, sempre fui assim, mesmo antes de estar amando.



Agora imagine só um ser assim com um amor enooooooooorme no coração? Me desculpe, não consigo ficar quieta, é impossível. Não consigo ficar sem beijar, abraçar e dizer que amo. Não consigo deixar de escrever o que sinto e não estou com isso querendo esfregar a felicidade na cara de ninguém. As pessoas são esquisitas.



Poderia servir de exemplo, de esperança, sei lá. Se eu tenho, e não sou diferente de você, você também pode ter.



O mais importante, no entanto, e eu não canso de repetir isso, é o cuidado. É não deixar acumular ressentimentos por preguiça de discutir ou para evitar atritos.



Falar, falar, falar, abrir-se e deixar-se conhecer. Assumir seus sentimentos e deixar sempre tudo bem claro para a outra pessoa. Estabelecer uma relação de amizade e confiança, acima de tudo, ter afinidades. Quer receita?



Isso não é receita, são apenas passos básicos que estou tentando seguir, diariamente. Porque - eu já disse isso - um relacionamento é construido com trabalho diário. A gente não pode relaxar. É uma conquista diária, reconquista, redescoberta.



Alguns namoros e casamentos acabam por bobagem, porque esqueceram do diálogo, porque acumularam pequenas coisinhas e essas pequenas coisinhas se transformaram em grandes monstros horrendos. Por isso é bom enxergar isso o quanto antes.



E não ter medo da vida a dois. Devo dizer que minha vida a um me amedrontava muito mais do que nossa vida a dois. Quando você encontra a pessoa e constrói um relacionamento saudável, tem segurança o suficiente para compartilhar projetos e apoiar o outro.



Sinto como se só agora tivesse duas pernas e a base necessária para poder fazer qualquer coisa e ser plenamente feliz. Porque antes sempre faltava algo, sempre tinha um vazio, uma lacuna. A paz emocional faz toda a diferença.



Tem gente que não acredita que possa ser tão bom assim. É. Os problemas existem, mas sempre são resolvidos e a parte boa é tão boa que eles se tornam ínfimos. E se não fosse, eu não estaria aqui dizendo isso, acredite.



Acima de tudo, o relacionamento tem de estar nas mãos de Deus porque a gente não conhece nada por aqui, ninguém sabe viver de verdade e querendo acertar muitas vezes acabamos errando. Só com a direção de quem realmente conhece as coisas por aqui é que a gente consegue identificar o caminho que deve seguir.



Para concluir, eu sei, amor, que a gente ainda tem muito caminho pela frente. Mas a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que estamos na trilha certa e que teremos para sempre esse relacionamento maravilhoso e essa felicidade que a gente sente.



Hoje em dia as pessoas têm medo de usar o "para sempre" porque tudo é muito efêmero, passa rápido e dura pouco. Mas eu não tenho a menor dúvida de que esse amor é para sempre, que estaremos juntos para sempre e que seremos felizes para sempre. É só fazer a nossa parte, não é?





PS: Na foto, eu e o Dave, me protegendo da onça que na verdade é um orelhão que fica na Av. Bandeirantes, em frente ao hotel Indaiá, em Campo Grande.



E não estou fazendo propaganda porque nunca fiquei naquele hotel, nem sei como é...risos... ficamos o primeiro dia no Metropolitan, na Ernesto Geisel, suíte com hidromassagem e tudo o mais. O melhor café da manhã de hotel que já comi na vida. Muuuito bom.



Depois, fomos para a casa da mamãe, que não tem hidromassagem, mas tem o melhor almoço da cidade...risos...



O Retorno



Chegamos hoje pela manhã, caindo de sono. Sentiremos muita saudade do pessoal de lá. Passamos momentos ótimos e a viagem foi bastante divertida e relaxante. Perfeito para quem estava precisando colocar a cabeça no lugar.



Desta vez deu para o Dave conhecer melhor a cidade e - pasme - ele gostou! Mas Campo Grande é mesmo uma cidade muito bonita para quem vem de fora.



Quem mora lá acaba acostumando tanto que não dá valor nem mesmo ao pôr do sol maravilhoso que só se vê naquela terra. Aos poucos vou contando como foi a viagem, hoje é só para dar oi mesmo.



São nossos últimos dias de férias, daqui a pouco a rotina recomeça. E quem disse que ela é ruim? Na verdade estou até com saudade do nosso dia-a-dia comum.



Hoje é dia 21, eu não ia nem fazer post comemorativo, por conta do cansaço. Mas aí eu quebro a tradição mensal...risos...minha idéia é comemorar mês a mês até completar um ano. Depois disso, teoricamente, post comemorativo só no dia 21 de Junho.



Obviamente, iremos comemorar mensalmente para sempre, mas eu não farei post comemorando dezenove, vinte, trinta e sete, quarenta e cinco meses de casamento que começa a ficar meio chato.



O problema é que chega um ponto em que parece que todas as palavras já foram ditas, todas as declarações já foram feitas. Bobagem. A gente nunca consegue falar tudo. Mas algumas coisas eu prefiro guardar aqui dentro de mim porque são preciosas demais.



Passei muitos dias longe da internet, no começo até que dei um pulo em uma lan house e uma espiada do escritório da minha mãe, mas chegou uma hora em que eu decidi desligar. E desliguei. Foram muitos dias sem olhar blogs, sem checar e-mails, tentando desintoxicar da net. Acha que adianta?...risos... mas ao menos por alguns dias consegui viver sem um modem.



O problema é que longe do meu computador eu me sinto sem um braço. Então prefiro esperar voltar a tê-lo a usar uma prótese provisória, que funciona para algumas coisas, mas não tem meus arquivos, minhas fotos, meus textos...



Então é isso. Agradeço ao pessoal que passou por aqui enquanto eu não estava e podem ter certeza que eu não me esqueci dos comentários acumulados, responderei a todos...risos....





PS: Mãe e Félix, adoramos os passeios. Sem dúvida nenhuma, sentiremos falta de vocês, mas em breve nos veremos novamente, para matar a saudade, não é mesmo? Beijos!!



Monday, January 10, 2005

Vou Ali e Já Volto







Viajaremos hoje à noite. Ainda falta arrumar as malas e tudo o mais. Deixaremos o computador, mas por lá tem cyber café aos montes, isto é, continuarei por perto.



Uma semana passa rápido. Como a viagem já estava marcada antes, temos que encarar, com cansaço, calor e tudo o mais. Ontem passamos por um termômetro na rua que estava acusando 42 graus. Mais adiante, outro mostrava 41 graus. Bendito ar condicionado do carro que nos salvou do calorão da rua no momento mais crítico.



A água aqui está com gosto e cheiro esquisitos. Dizem que, por causa da "estiagem" (porque esse é o único lugar em que chove na estiagem e as plantas continuam verdes na "seca") o rio está baixo e as algas se proliferam. O gosto ruim vem das algas e todo mundo toma água mineral, porque nem filtro resolve.



Meu cabelo detestou essa água com alga e causa uma sensação estranha tomar banho sentindo um cheiro esquisito, que se assemelha a limo. Pior ainda escovar os dentes. Estou me achando, escovando os dentes com água mineral. Daqui a pouco estarei tomando banho com água mineral, cruzes!!



Fugiremos dessa água de alga por uma semana, trocando o calor de Porto Alegre pelo calor de Campo Grande. Vejamos quem se sai pior nessa competição, se o Rio Grande ou o Mato Grosso do Sul. Pior é que Dave, assim como eu, gasta suas baterias no calor. Ficamos os dois meio destruídos, até que torne a refrescar. Acho que vou morar no Alaska.



Chato vai ser ter que ficar longe do meu computador. Sim, lá tem cyber café, como eu já disse, mas o meu computador é o meu computador, né? Com meus arquivos, minhas fotos, minhas coisas...



Aproveitando que amanhã estarei na estrada, coloquei fotos nos dois últimos posts. Tiradas agora, porque achei que eles estavam...como direi? Meio "pelados", sabe? Acostumei a espalhar fotos inúteis pelos posts, não posso quebrar a tradição.



A propósito, a foto abaixo foi tirada em Gramado: eu e o Lago Negro ao fundo, onde podem ser vistos os nossos pedalinhos preferidos, em forma de cisne.



Mais abaixo, um patinho :) . De uma ninhada de doze patinhos (não consegui tirar foto de todos juntos, só estavam nove patinhos com a mãe, dois estavam escondidos e esse da foto era retardatário..risos...) que estavam desfilando pelo lago.











Então logo que puder, mando sinal de vida. A quem interessar, meu e-mail está disponível, linkado na coluna ao lado: vanlampert@gmail.com





PS: Agradeço ao Rogério B. e à Kika, que me deram alguma atenção depois do lamento do post anterior...risos....Rogério, olha só, eu nem sabia que você costumava ler isso aqui. Bom saber que você passa por aqui de vez em quando :) E Kika, não vou deixar de escrever, não, viu? Mas também não deixe de avisar quando ler. :)



PS2: (propaganda eleitoral gratuita) A quem gosta de ler bons textos, O Diário de um Lunático está na área, falando sobre minhas guloseimas preferida, as balinhas de goma. Eu sempre soube que elas não eram muito confiáveis, tanto que escrevi, há mais de um ano, o texto O Ataque das Jujubas.



O Suco de Uva foi uma tentativa frustrada de fazer algo no estilo do Edmund, por quem eu era fascinada. Literariamente, lógico. O post de sábado, sobre as balinhas de goma, vale ser lido, tanto pelo humor, quanto pela profundidade ou pelo gosto mesmo. Eu, particularmente, prefiro as verdes.





Saturday, January 08, 2005

Considerações de uma cabeça complicada







Eu sou uma pessoa complicada. Se bem que eu acho que não há ninguém que não seja complexo, mas as pessoas não costumam ser tão complicadas quanto eu sou. Percebi nesses dias a necessidade que eu tenho de escrever. É como se eu represasse todos os sentimentos dentro de mim e eles só fossem liberados durante o ato de escrever.



Eu sou sensível demais, sou uma esponja que suga todas as influências ao redor e libera, se espreme, ao correr de uma caneta sobre o papel. Impeçam-me de escrever e eu morro inchada. Então aí vai uma dica a quem quiser me matar: é só não me deixar escrever. Mas também não fique por perto porque eu fico insuportável. Mal humorada, quieta, irritadiça.



Hoje o jeito foi sair com o caderno e a caneta e escrever dentro do carro mesmo. A diferença foi gritante, entrei uma pessoa, saí outra. A propósito, há mais uma coisa que me faz ficar insuportavelmente irritada: o calor. Tudo bem, eu nasci em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quente para caramba, mas nem por isso me acostumei ao calor. Fico mole, cansada, irritada, lenta. Preciso de ar condicionado.



O ideal mesmo é eu poder escrever em um lugar com ar condicionado. Aí você terá uma Vanessa com 100% de sua capacidade mental e humor inabalável. Se além disso houver uma barra de chocolate da Prawer, pode ter certeza de que terá uma ótima companhia para qualquer coisa.



Costumo dizer que sou um felino, mais especificamente um gato, que gosta de paz, e sossego, sombra, carinho e água fresca, que prefere ficar em casa a sair por aí, se cansando. Gato castrado, obviamente, sem o stress hormonal que faz com que o pobre bicho contrarie sua natureza e viva na rua.



Eu faço tudo lentamente, do meu jeito, com minhas manias, sou velhinha. Detesto relógio e sempre chego atrasada, não importa a hora em que saia de casa. Ao mesmo tempo vivo apressadamente, como se o mundo fosse acabar ontem. Dizem que sou difícil, eu digo que sou complicada, às vezes chata, tudo depende do ponto de vista.



Me faça sair de casa do dia todo, sem descansar, sem escrever, sem ar condicionado, no calor e sem chocolate. Aí sim, não há chance alguma de sobrevivência. E eu sou livre demais para viver com as horas contadas. Está tarde, vamos logo, seu tempo acabou, você tem só mais dez minutos. O tic-tac dentro de mim torna-se uma bomba prestes a explodir.



Quero liberdade, todo o tempo do mundo, dias acontecendo naturalmente, tranquilidade, dentro do que me for possível. Na verdade eu sou simples, o mundo é simples, os outros é que complicam tudo. Joguemos fora os relógios, liguemos os ar-condicionados e viva a impontualidade que nos faz imprevisíveis. Um dia após o outro já é um ciclo cansativo. Se for tudo cronometrado e sem válvulas de escape então...



Quer ler uma coisa brega? Por mais forte que eu pareça, na verdade sou uma florzinha daquelas bem porcarias, bem frágil mesmo, que se não tiver o cuidado especial, murcha e morre. O cuidado especial, no caso: ambiente climatizado, computador com acesso à internet, caderno, caneta, chocolate, água e acesso irrestrito a todas essas coisas. Sem hora para acabar. Assim fico florida o ano inteiro. Colorida e brega para caramba, mas pelo menos feliz e bem humorada. Receita fácil para se manter uma Heiter em cativeiro. E isso, pelamordedeus, não é uma reclamação :)





PS: Gostaria de agradecê-los por terem me abandonado completamente neste espaço. Aliás, agradeço mesmo à minha amiga Blanda, já que se não fosse ela ter um pouquinho de pena desta que vos escreve, eu me sentiria falando com as paredes.



Sim, eu estou fazendo drama. Sim, estou fazendo uma coisa horrível, já que o elegante seria fingir que não percebi que ninguém, exceto a Blanda, comentou meus dois últimos posts. Mais elegante ainda seria fingir que não preciso de leitores. Convenhamos, se eu não precisasse de leitores, escreveria apenas em meus cadernos. Gasta menos :)





Alergia a Adrenalina



Dave diz que eu estou mal-humorada. Apesar de eu sempre querer negar esse tipo de coisa, devo confessar que talvez, quem sabe, de alguma forma, ele possa ter até um pouco de razão.



O que acontece é que desde que eu cheguei do Rio pouco fiz das coisas que realmente queria fazer e que me fazem ser uma criatura dócil e meiga na maior parte do tempo.



Não que eu tenha feito apenas coisas que me desagradassem, ou que eu tenha sido obrigada a fazer coisas horrendas nesse período, não é isso.



O que acontece é que eu acabei deixando de fazer coisas que me deixam tranquila, como escrever, passear nas lojas americanas, comprar coisas para o cabelo, ler, trabalhar no meu livro, assistir a um dvd legal, dormir, descansar, escrever (e receber) e-mail light, passear pelos blogs amigos, escrever em meu próprio blog decentemente, tirar minhas fotos inúteis, pintar as unhas e tantas outras coisas inúteis que fazem a Vanessa ser a Vanessa.



Some-se a isso acontecimentos estranhíssimos como os comentados no último post que me deram uma carga assassina de adrenalina (eu sou alérgica a adrenalina) e me deixaram como se tivesse sido atropelada por um caminhão desgovernado.



Sem contar que tudo tem sido feito com tempo contado, como se houvesse um cronômetro torturante sobre a minha cabeça. Eu, que detesto fazer qualquer coisa sob pressão, tenho me sentido um punhado de soja dentro da panela de pressão (não disse "feijão" porque não gosto muito de feijão, e eu não gostaria de me comparar a algo que não gosto muito).



Só que se falo essas coisas, parece que estou reclamando e deixo triste gente que quero ver alegre. Aí não falo nada e fico com essa cara de chuva.



E venho aqui, super mal-humorada, escrever um texto que nem texto é, coisa da qual acabarei me arrependendo em menos de três dias. Ah, essa vida é complicada quando a gente faz questão de não querer simplificar...



Ok. São oito e cinquenta e cinco da madrugada, meu cronômetro apita: "você tem apenas cinco minutos". Minha felicidade é que agora vou a Granela (de novo? Sim, de novo!) comer, comer, comer, comer :)



A melhor coisa que tem para se fazer lá é, depois que você já viu todas as paisagens quinhentas e cinquenta vezes, comer, comer, comer, comer, comer. Não há melhor lugar do que o Rio Grande do Sul para quem quer comer, comer, comer, comer e comer.



Eu, que já engordei dois quilos depois de ter engordado sete e emagrecido três, vou ao café colonial sem me importar se engordarei mais cinco, já que depois, em casa, posso queimar tudo o que comi. Ou não, tanto faz, não importa. Passei minha vida inteira querendo engordar, não vou reclamar disso agora.



Então, o cronômetro dispara, meu tempo acabou. Volto durante o final de semana, viajo na segunda para Campo Grande, fico uma semana e volto para essas terras quentes (como está calor em Porto Alegre nesses dias!!).



Só preciso de um tempo para pensar, digerir e voltar ao normal. Talvez comer como uma louca me ajude nesse processo todo :) Tentarei agir da forma mais lenta possível para ver se elimino toda a adrenalina da minha corrente sanguínea. E amanhã respondo comentários.



Thursday, January 06, 2005

Em processo de (in)digestão



Anestesiada. É assim que me sinto agora. Estranho porque o meu normal seria estar brava, escrever um texto furioso e agressivo sobre toda a situação que se abriu para mim ontem. Mas acho que não vale a pena. É isso. Acho mesmo que não faz a mínima diferença. Tem gente que não merece um mísero esforço da minha parte, um mísero murro na mesa seria gastar energia demais com tal criatura.



O problema é que gastei meses intermináveis do ano passado vendo aumentar uma história que eu queria ver resolvida há muito tempo, mas não enxergava como. Para me proteger, fui agressiva com uma pessoa que eu julgava louca e mal intencionada. Não há como negar. Uma coisa é alguém te dizer, outra é você mesma ler coisas que a sua amiga faloude você para alguém e que não correspondiam com a verdade.



Sabe o que parece? Alguém quer ver o circo pegar fogo. O problema é que quando vi meu nome sendo usado em vão, resolvi interferir. Nada melhor do que pratos limpos. Explicando, confiei demais em uma pessoa que se revelou A decepção, com A maiúsculo mesmo, fez jogo duplo por pura infantilidade, me jogou contra uma pessoa por quem eu já não nutria nenhuma simpatia e aumentou uma história que poderia ter ajudado a esclarecer, se houvesse interesse. Então, eu fiquei como a neurótica, a outra pessoa ficou como a louca....



Olha, eu posso ter errado muito, errei demais mesmo. Assumo meus erros, tudo o que falo, tudo o que penso, o que acho. Não faço jogo duplo, não tenho duas caras. Detesto esse tipo de coisa e finalmente acordei. Abri os olhos mesmo, cresci, amadureci na marra em menos deum mês. Como é que pode? Quem tem interesse em crescer, um dia cresce, minha filha. Quem não tem...



Escrevi textos sobre essa história, esculhambei a tal pessoa algumas vezes, para ver se ela desaparecia da minha vida e me esquecia. Muitos desses textos foram postados no Another Monster. Nunca achei que magoava a moça, porque acreditava que ela me odiava e era falsa. A gente só se magoa com amigos, não com pessoas de quem a gente não gosta. Dessas a gente espera qualquer coisa.



Acabei falando bobagem sem medir consequências. Sobre mentira, falsidade, inveja, máscaras, etc, etc.. Ainda não sei exatamente o que pensar, mas a gente sente quando a outra pessoa está sendo sincera, está tentando, se esforçando. Pois é, então é isso. Eu tenho que dar o braço a torcer e admitir que estava errada em relação a essa pessoa. Ao menos em parte. O resto, vou descobrindo com o tempo, mas oprimeiro passo foi dado.



Quanto à outra...



Olha, eu não entendo. Se você gosta de mim, você gosta de mim. Se não gosta de mim, não finja que gosta. Pode falar que não vai com a minha cara, eu sempre levei na esportiva esse tipo de coisa. Só não suporto falsidade. Alguém falando de você para outra pessoa de um jeito, pelas costas, e na sua frente falando outra coisa, completamente diferente.



O pior de tudo é você ver palavras maldosas, para machucar mesmo, de graça, por mágoa, por maldade. Nunca fiz isso, nunca mesmo. Nas vezes em que disse palavras duras minha intenção nunca foi machucar ninguém, nem minha motivação era mágoa ou maldade, muito menos inveja. Era sempre querendo afastá-la, me proteger, ou provocar, indignada por alguma coisa que havia sido feita (ou que eu achava que havia).



Posso estar errada agora? Posso estar sendo injusta com alguém? Sinceramente, duvido. Acho mesmo que a verdade se descortinou diante de meus olhos e eu é que fui bobinha por confiar demais em quem não deveria e teimosa feito uma mula para não dar chance alguma a quem tinha o que dizer.



Peço desculpas à Tammy se fiz um julgamento errado. Se te fiz agum mal, não foi por querer, você viu como as coisas foram feitas e que não havia outra forma de eu te ver. O mais complicado é fazer uma retratação pública já que falei horrores dessa pessoa para algumas pessoas que lêem este blog. O negócio é que a gente tem que ter humildade para assumir que errou e boa vontade para tentar conhecer a outra pessoa, de verdade.



Não há amizade instantânea, eu ainda nem sei se poderemos ser amigas ou não, nossa situação sempre foi muito delicada, mas agora conseguimos construir uma ponte que nunca imaginávamos que pudesse existir. O importante é que não ficará problema não-resolvido pelo caminho e que não há mais possibilidade de uma inimizade entre nós, o que para mim já está de bom tamanho por enquanto.



Não quero problemas com ninguém, não quero ninguém triste por minha causa. O que passou, passou e eu não sou um burro empacado. Que não reste mágoa nem rancor, que a gente consiga manter uma conversa civilizada sem farpinhas imbecis por todos os lados.



Uma pessoa que mesmo conversando comigo todos os dias durante meses chegou a acreditar que eu pudesse ser capaz de odiar alguém e ficar feliz com o sofrimento alheio não merece a minha consideração porque não me conhece. E se não consegue entender minha preocupação por alguém que estava claramente confusa a meu respeito e não acredita (ou não entende)quando eu digo "cara, não é que eu não goste dela, eu não a conheço,como posso afirmar que gosto ou não gosto?" Não merece que eu gaste mais palavras.



Se realmente fosse minha amiga me conheceria e se me conhecesse saberia o quanto eu me preocupo com quem não está legal, o quanto eu quero ver a felicidade alheia, até mesmo de quem não gosta de mim. Quero mesmo. Tenho pena. Espero mesmo que um dia você cresça e consiga conviver com as pessoas com menos amargura e veneno. E tenha sensibilidade para entender como as pessoas são de fato.



Duro é você conviver tanto tempo com uma pessoa, acreditar nela, confiar mesmo e de repente acordar e não saber quem é ela de verdade. Quem falou comigo esse tempo todo? E tudo o que eu disse? Será distorcido e usado contra mim em quais tribunais? Eu sei o que disse, o que não disse, o que fiz, o que não fiz e assumo. Cada vez aprendo mais que o lance é confiar desconfiando, sempre. E agora, como contar essa história?



Fiquei muito chateada, muito mesmo. Mas minha consciência está tranqüila, meu coração está limpo. Cada um cuide de seu coração e mantenha longe dele sentimentos ruins em relação aos outros. Que cada um cuide de sua própria vida e conserte o que está incomodando. Que quando a gente puder interferir na vida de outras pessoas seja para unir, não separar, para consertar, não estragar tudo, para apaziguar, não jogar todo mundo na fogueira.



E se eu não tivesse falado com ela, como você queria? De que tamanho ficaria essa história? Quando isso seria resolvido? Qual é o interesse de uma pessoa em ver o circo pegar fogo?



Anestesiada, sabe? Não tenho mais o que resolver ou dizer para você, não troco mais uma palavra contigo. Sem mágoas, só quero distância. Diga o que quiser, pense o que quiser. Mas não para mim, por favor, respeite.





Monday, January 03, 2005

Olha, Um Post!







É impressionante como a gente está sempre mudando, crescendo, evoluindo. É importante saber que sempre há o que melhorar, aprender e desenvolver nesta vida. Uma coisa importantíssima a se aprender é que a gente não deve perder tempo com bobagem. Tempo é um troço precioso.



Quando meu pai morreu eu aprendi, da pior forma possível, que nem sempre a gente vai ter o tempo que imagina com as pessoas. Algumas vão cedo, coisas acontecem, desvios, situações, histórias estranhas.



Ao invés de ficar entristecendo as pessoas que a gente ama por bobagens que existem em grande parte apenas em nossa cabeça, ou por ciúme, ou até por alguma situação realmente válida, dizer "eu te amo" e demonstrar isso com atitudes, atenção e carinho não tira pedaço.



Nesse final de ano me deparei com duas situações distintas, ocorridas em mundos distintos, com pessoas diferentes e razões pouco semelhantes.



Em uma delas, vi gente perdendo tempo com bobagem, entristecendo a quem não merece, criando situações desconfortáveis aparentemente pelo simples prazer de ser desagradável. Já cresci o suficiente para entender que tudo tem uma razão. Nem que o motivo faça sentido apenas dentro da pessoa, como imagino ser o caso.



Em outra situação, era eu quem estava atrapalhando. Havia um problema em constante crescimento e eu não queria mais resolver, por já estar cansada do troço. Acontece que tinha gente envolvida, chateada.



Não importa se a pessoa realmente é isso ou aquilo ou não é nada do que eu pensei, não preciso ser responsável por uma pessoa ficar chateada ou por uma situação desagradável para todo mundo, ainda que eu nem a conheça direito.



Foram duas questões diferentes e eu estava em lados opostos, em cada uma delas. A primeira foi aparentemente resolvida quando algumas coisas conseguiram ser esclarecidas por meio do diálogo. Eu estou aqui para te ver, quero ficar perto de você, faço questão da sua presença.



Quem estava triste ficou feliz, quem estava estranha aparentemente se divertiu e terminou tudo bem, fiquei tranqüila.



A outra está em processo de "resolvimento". O primeiro passo foi dado, não quero alimentar inimizade, existem mal-entendidos e questões a serem resolvidas e me interesso por isso.



No final das contas, além da lição de que não vale a pena perder tempo por bobagem e que a gente deve valorizar as pessoas enquanto elas estão conosco, a maior lição é que nada se resolve sem conversa. A importância do diálogo na resolução de problemas de relacionamento é imensa.



A bem da verdade, conversar é indispensável para o bom entendimento, afinal de contas, ninguém consegue adivinhar o que se passa pela sua cabeça, por mais caretas que você faça. Aí fica um pensando uma coisa, outro pensando outra coisa, todo mundo chateado, entendendo uma terceira coisa das palavras que são ditas com mensagem subliminar.



Abaixo a mensagem subliminar, vamos falar tudo na cara mesmo! Por que não? Para que a gente precisa de entrelinhas? Vamos encarar nossos sentimentos para que eles não possam nos dominar! Vamos assumir o que pensamos, o que dizemos, o que fazemos. Demonstrar amor, agir de forma correta.



Decidi que não vou mais aceitar situação esquisita. Basta tudo o que me ocorreu de esquisito durante esse ano. Se não quiser que eu seja direta, falando o que eu penso e dizendo coisas que você não vai gostar, não arrume problema comigo. Porque acabo de aderir ao movimento "Chega de Mensagem Subliminar".



Tenho a letra horrorosa e minhas palavras e frases sempre ficam flutuando entre as linhas. Nunca escrevo nada em linha reta. Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. Eu escrevo torto por linhas retas, sempre foi assim.



Mas eu não quero ficar dando cabeçada na parede, cansei. Se alguém ainda quer, nada tenho com isso. Espero sinceramente que este seja um ano de crescimento para quem ainda não cresceu e que as pessoas percebam que bem mais importante do que dinheiro e bens materiais é o amor e estar perto das pessoas que a gente ama.



Demonstrar amor e dar atenção é para hoje, para ontem, para agora, é urgente. A vida é urgente porque por mais longa que seja, acaba rápido, muito rápido. E nosso tempo é curto. É o que Deus espera da gente também, não apenas fé, também amor.



Não perca seu tempo com bobagem, o que há de mais importante neste mundo são as pessoas. Nunca fiz muita questão de ter um bom convívio com todo mundo, mas estou começando a valorizar isso.



Não apenas com quem já conheço há séculos, mas com as outras pessoas também. Por uma questão de saúde mental, por uma questão de ter ar para respirar fundo, por uma questão de saco cheio mesmo.



O post pode ter ficado esquisito, era apenas para desabafo. O dia hoje foi esquisito. Mamãe foi embora ontem e eu ainda estou tossindo, hoje foi a vez do Dave ficar doente, ainda está com febre, de cama. Agora é minha vez de fazer chazinho e empunhar o termômetro.



Hoje foi o dia do repouso absoluto. Pelo menos essa virose foi legal e me deixou ficar boa antes dele ficar doente. Já pensou os dois delirantes, com quarenta graus de febre, que romântico?



No sábado voltamos a Granela, o Lago Negro, as hortênsias, as luzes de natal. A decoração de Gramado está linda, já a de Canela está horrível. Uns anjos gigantescos e deformados no meio da rua (assustadores), bonequinhos de mau gosto pendurados ao longo do caminho e estrelas enormes brancas em uma poluição visual horrenda.



Deveriam ter copiado Gramado, com luzinhas bonitinhas, bolas verdes enormes feitas com fundos de garrafas Pet, tudo em tons de verde e vermelho, bem natal.



Nunca tinha visto Granela com tantas hortênsias. Olhei de perto. Olhe bem para a cara de uma hortênsia. Para mim, hortênsias nada mais são do que aquelas florzinhas conhecidas como maria-sem-vergonha. Sim, uma hortênsia é um aglomerado de marias-sem-vergonha azuis, formando uma couve-flor de marias-sem-vergonha.



O que me leva a crer que marias-sem-vergonha unidas conseguem ficar famosas, já pensou? Viraram até nome de avenida em Gramado!



Por outro lado, nunca vi ninguém comprar um buquê de hortênsias. Elas não têm o menor valor comercial. Ficaram famosas, mas não têm nenhum dinheiro, o que adianta?...risos...



É bonito, mas elas vêm em um formato esquisito. São bolotas cheias de flores em um arbusto também redondo. Então quando não são muitas, parecem mais algum problema de pele na estrada. Uma coisa branca empelotada.



Quando é azul e em grande quantidade, fica bem legal, bonito e tal, mas quando é pouquinho e meio esbranquiçado, dá vontade de levar a estrada ao dermatologista.



Ok, isso não é nada romântico.



No fundo eu acho tudo lindo...risos...



Agora os comentários inúteis do dia (porque eu não consigo fazer um post sem comentários inúteis): descobri algo realmente perigoso em minha bolsa.



São umas cinco lixas de unha assassinas que, juntas, cometem diversas atrocidades contra qualquer coisa que caia, incauta, dentro da bolsa. A carinha vermelha do meu celular já está quase branca, nada permanece com tinta, os papéis começam a se desfazer e canetas, óculos, o próprio visor do celular, tudo, tudo, tudo começa a ficar riscado.



Eu achava que era algum campo magnético destrutivo interessado em desintegrar minhas coisas, mas quando meus óculos de sol ficaram esteticamente prejudicados por terem sido largados desprotegidos dentro daquele ambiente, desconfiei das lixas de unha. Posso dizer que encontrei as impressões digitais delas nas lentes. É uma quadrilha.



Não estou afim de terminar este post. É isso foi um post, não um texto. Um post bem post, para lembrar que este troço ainda é um blog. Um blog bem blog de vez em quando.



Meu ano ainda não começou, deu para notar? Estamos de férias, Dave e eu. Vamos passar uns dias em Campo Grande, preciso visitar meu ortodontista porque meu aparelho móvel está tentando se suicidar e eu quero usá-lo por toda a eternidade, ele tem que estar em boas condições.



Este post, que já está todo confuso, vai ficar sem conclusão. Não estou afim de terminar texto nenhum hoje, que fique assim meio parecendo coisa que ainda não acabou. Afinal de contas, nada acaba enquanto não termina. :) Vejo se amanhã apareço com algum texto de verdade. Será que alguém lê este blog nos primeiros dias da semana?





Foto: Hortênsias à beira do Lago Negro, em Gramado.



PS: Gostei bastante dos comentários elogiosos que fizeram sobre as fotos do post do dia 29 de dezembro. Felizmente vocês não estão vendo a minha cara agora, o que é um alívio :) Mas sempre deixo bem clara a minha preocupação em colocar qualquer tipo de foto neste lugar.



Algumas são realmente horríveis, outras me favorecem bastante. O importante é colocar coisas verdadeiras, que tenham algo a ver com o post.



Ainda não me acho bonita, mas devo admitir um certo exibicionismo, se é que posso chamar assim. Se sou eu nos textos, tem que ser eu nas fotos. Ao menos aqui é assim que funciona. :)



Primeiros Comentários de 2005 (e últimos de 2004)



"Van, o final de ano se aproxima e quero compartilhar contigo o desejo de um ano de 2005 cheio de alegrias, reflexões, harmonia, saúde, trabalho, inspiração e tudo o mais de melhor que a vida nos oferece e que precisamos abraçar. beijo grande"

Marco

Obrigada, Marco :) Desejo a você também tudo isso e mais amor, tranquilidade e muito sucesso em todas as áreas da tua vida. A gente sempre renova as esperanças quando um novo ano começa. Tudo de bom para você :)



"Oi Vanzinha!Agora estou morando no Rio, na próxima vez que passar por aqui tomaremos uma xicrinha de chocolate com canela e chantilly.Hihihi!Que 2005 seja ainda melhor que 2004 para todos nós!Um beijão da sua amiga,Gerusa :*PS8:Pode tagarelar a vontade que eu leio tudinho.hehehehe ;)"

Gerusa


Êba! Bem, então nossos planos de ir a Petrópolis e acampar em sua casa foram por água abaixo...risos... Ah, quando minha mãe estava aí passamos uma tarde em Petrópolis, fomos ao museu imperial e eu fiquei deslumbradíssima. Pensei em você, mas nem deu para avisar da visita-relâmpago. Ei, adorei a idéia da xícara de chocolate com chantilly. Só dispenso a canela porque eu acho que ela faz tudo ficar com gosto de canela e eu gostaria profundamente de sentir o gosto do chocolate com chantilly :) Combinadíssimo. Um maravilhosos 2005 para você e a gente se vê em fevereiro! Beijos!



"Oi Van, se posso te chamar assim, seu blog tá muito legal, parabéns...olha só isso que vc disse sobre naum ter controle de tudo e confiar 100% em Deus, é a maior e melhor certeza que temos de ter...fique com Deus e feliz 2005 !!!"

kika

Kika, claro que pode me chamar de Van, todo mundo chama...risos.... Com certeza a melhor coisa que a gente faz é colocar nossa vida nas mãos de Deus, afinal de contas a gente não sabe viver, não sabe de nada. Sem a direção dele, a tendência é ficar dando cabeçada por aí, coisa que não me agrada nenhum pouco. Feliz 2005 para você também e volte sempre!!



"sim, seus posts são gigantescos!!!!

sim, eles poderiam ser menores!!!

sim eu os leio até o fim

e SIM, eu continuo voltando diariamente para ler todos eles... independente do tamanho rs!!!"

Dani

Hahahahahaha.....olha, eu sempre peço desculpas pela tortura, mas confesso que não consigo me controlar. Agradeço imensamente a paciência e a persistência, triste seria saber que escrevo pelos cotovelos e o pessoal só lê até a metade...risos...



Fico feliz ao saber que posso contar com leitores inteligentes (nem todo mundo tem esse privilégio) que não se incomodam em ler um texto com mais do que três parágrafos e conseguem entender tudo o que leram.



E no final das contas a gente se diverte, não? Eu escrevendo e lendo os comentários depois e vocês lendo os textos e comentando também. Ao menos espero que isso seja tão bom para vocês quanto é para mim...risos....



"P.S. vc eh linda!!!adoro suas fotos !! "

Dani

:) Ei, muito obrigada!! Quem não gosta de ler isso, não é? Também é bom saber que não assustei ninguém com a foto gigantesca do post anterior...risos... Beijos!



"Vaaaaaaan! Estamos morrendo de saudades, já. Voltem logo, afinal eu preciso de companhia pra ir no Sendas."

Paula Foschia

Ai, Paula, ainda falta um mês!!! Será que sobreviveremos?? Sabe, às vezes me pego confundindo Porto Alegre com o Rio de Janeiro, achando que posso sair de casa e ir a uma loja que fica aí ou coisa do gênero. Agora olha só, estamos morando bem ao lado do Bourbon. Imagina isso? Não preciso nem atravessar a rua para ir ao supermercado!!! É o céu!! Pena que vocês não estão aqui...buááá... mas a gente pensa em vocês todos os dias e eu falo em vocês toda hora...que coisa... bem, você sabe, ainda estou torcendo pelas suas férias. :) Beijos!!



"Ei, você está bem! =^D"

Hipácia

Hehehe...depende do ponto de vista...risos... Realmente, estou bem. Agora até lavei o cabelo e estou cheia de cachinhos de novo. :)



"Eu leio, amiga é pra essas coisas hahahahaha brincadeirinha. Cê sabe que eu te leio (apesar de vc sumir, etc e tal). Bom, inclui aí na lista: "Preciso responder os emails da Blanda e não deixá-la mais sem notícias" :PBeijos!!!!!!!! Bom 2005, Deus abençoe vcs."

Blanda

...risos....Isso está no topo da lista, Blanda. Ai, eu preciso te escrever, que droga. Você deve estar ansiosíssima, afinal de contas, faltam apenas doze dias para o seu casamento... :) A gente precisa conversar antes do grande dia, não é? Esse ano vai ser ainda mais maravilhoso para você e poderemos trocar altas dicas de mulheres casadas...risos...



Que Deus abençõe vocês também. Muitas felicidades e um casamento mais do que especial a você (e não faça mais dramas do tipo "apesar de vc sumir, etc e tal", também leio você, embora não pareça...risos....de vez em quando deixo um comentariuxxx) e ao Mauro, vocês merecem toda a felicidade do mundo. :) beijos!!



"Que 2005 seja um ano incrível para vocês e com muito mais conquistas. Beijocas"

Ronize Aline

Ei, obrigada!!! Desejo o mesmo para você, um ano cheio de vitórias, alegrias, surpresas boas e muita saúde. Tenho certeza de que muita coisa boa está para vir por aí, fique atenta! :) Beijos!!

Feliz ano novo!!! :)




"Td de bom pra vc e pro maridao! Beijos"

Angel

Para vocês também!! E que o noivo vire maridão logo, logo :)



"Adorei este seu texto, todo leve, feliz!Feliz Ano Novo pra vcs! Estou torcendo pra vcs dois serem cada vez mais felizes juntos. Que esse ano seja melhor do que o que passou e que vcs possam provar que, com o tempo, ao contrário do que muitos dizem, o amor não acaba, só aumenta - coisa que sempre diz.Vc está linda nas fotos.Beijos."

Túlio

Obrigada, Túlio, um ótimo ano para você também e tenho certeza de que a gente vai provar isso sim, se continuar levando o relacionamento nesse propósito de ser feliz. Afinal de contas, a gente casa para ser feliz, tem que trabalhar para isso, não é verdade? Quanto às fotos, obrigada :) Como eu disse, é bom saber que não assustei ninguém (só a mim mesma) com aquela foto imensa da abertura do post...risos... Beijos!!



"feliz ano novo pra vc tb!"

alec

Obrigada, Alec :) E que seja um ano incrível para você, daqueles que sacodem a vida da gente, colocam tudo de cabeça para baixo para mudar para melhor. Beijos!



"Van,Que seu Ano Novo seja muito feliz, que as sementes que você plantou e regou com tanto carinho em 2004 possam dar os frutos que você está esperando e que seus projetos e resoluções sempre se concretizem (principalmente a de responder comentários atrasados).FELIZ 2005!!!Beijos,Claudio Téllez(de casa nova: www.claudiotellez.org/wordpress)"

Claudio Téllez

Hehehe....bem, resolvi responder primeiro esses mais recentes para não ficar acumulando comentários obsoletos, né? Mas pode ficar tranquilo que este ano me organizo. Um 2005 de colheita para você também, cheio de vitórias, conquistas e novas oportunidades. Deixe de ser tão pessimista e tome menos café...risos... Beijão, guri!



"Encontrei teu blog por acaso no orkut.Muito interessante. Tbm tenho um amor "internauta", mas infelizmente não tenho tanta sorte quanto a tua, o meu além de estar mais distante (Peru), há a pior dificuldade, "família", que não aceita. Fzr o q? Eu nem sei mais o que fzr, deixei de mão mesmo. O que será, será.Felicidades.Bjs.Fuui."

Angel


Angel, o importante é nunca desistir. A família pode não entender agora, mas mais tarde eles te verão feliz e perceberão que foi a melhor coisa que te aconteceu. Distância é detalhe, já que a gente sempre pode se mudar de um lugar para o outro, somos criaturas móveis :) No meu caso, só a minha mãe me apoiou cem por cento quando comecei a namorar o Dave e decidi vir conhecê-lo.



A quem não aceitava e não entendia, preferi ignorar e fazer o que eu queria até provar para essas pessoas que eu sabia o que estava fazendo. Hoje todo mundo adora o Dave e sabe que não poderia haver melhor pessoa para mim. Como eu disse, o mais importante é saber o que se quer e não desistir, em hipótese alguma. Ótimo ano para você!! Beijos.



"Esqueceu de mim, né? ;)

Esse ano também foi muito legal pra mim, conheci muita gente nova, inclusive vc.Que papai do céu e todos os orixás abençoem vcs no ano novo.Beijos"


João M

Ah, João, esqueci não...risos....mas como o post do lançamento é mais ou menos recente, não repeti alguns nomes como você, a Ronize e a Elis. De qualquer forma, você vai ganhar um PS por isso...risos...afinal de contas, eu prometi. Bem, agradeço, mas dispenso a bênção dos orixás, com todo respeito, já que eles não vão com a minha cara e a recíproca é verdadeira :). Mas muito obrigada pela mensagem, um ano muito feliz para você e que dê tudo certo na sua vida, como você planejar. Grande beijo!



"Queria tanto um texto inédito seu. Acho que me acostumei em chegar aqui no domingo à noite e ter alguma coisa sua para ler. Ehehehee."

Túlio

..risos...desculpa, Túlio, é que a gente viajou para Caxias do Sul, depois ontem minha mãe estava conosco aqui em Porto Alegre e ficou impossível olhar a cara da internet. Mas você não tem idéia do desespero em que eu me encontrava (e ainda me encontro) para escrever por aqui. Certamente conseguirei postar algo ainda hoje. E prometo nunca mais deixá-lo sem texto novo domingo à noite...risos...