Thursday, June 22, 2006

Nova coluna no Focando, que acaba de retomar suas atividades:

Em De Cara Nova , estarei todas as quintas dando pitacos sobre beleza, moda e saúde na visão que quem não está lá tão familiarizada com essas coisas quanto deveria, falando sobre a revelação de que um bom cérebro não precisa vir, necessariamente, acompanhado de maus hábitos e péssima aparência :-)

Segunda-feira é dia de estréia do Davison, também no Focando, desta vez sem o Edmund, mas com o mesmo bom humor.

Passe lá!



PS: Desculpe a falta de respostas e meu desaparecimento, estou estudando bastante esta semana e só voltarei ao normal no final da semana que vem. Porém, tanto Sala de Estar quanto De Cara Nova serão atualizadas normalmente neste período.
Na Paradoxo desta semana:

Em Sala de Estar


A sociedade secreta dos que amam

Felicidade saiu de moda

por Vanessa Lampert
de Porto Alegre

No dia em que completo dois anos de casada, leio em um desses sites de fofoca que David Beckham e Victoria Adams renovaram seus votos de casamento em uma cerimônia secreta. De acordo com o site, a surpresa foi preparada por David e, emocionados, depois de sete anos casados reafirmaram a intenção de passar o resto de suas vidas juntos. Não se sabe até que ponto isso é verdade ou estratégia de marketing para posar de casal feliz, mas o fato é que a primeira reação é sempre de dúvida, imaginando que ninguém pode ser assim tão feliz a ponto de, depois de sete anos de união, ainda fazer juras de amor eterno.

Nossa sociedade tende a aceitar como "realidade" relacionamentos descartáveis e superficiais, enquanto romances duradouros e casamentos estáveis soam como ilusão e fantasia. Enxergar as coisas por um lado positivo é uma raridade, há uma tendência forte de abraçar o pessimismo, esperar o pior e procurar ver situações e pessoas com os piores olhos possíveis. É nesse ambiente de escuridão que olhares debochados são lançados para quem se assume feliz. É feio dizer que se é feliz, parece ou que você está querendo passar uma falsa imagem, ou que você quer jogar um holofote sobre a infelicidade alheia ou que você, pobrezinha, ainda está iludida, e que em breve cairá em si e verá que a vida é uma grande porcaria. Em todos os casos, há pelo menos um consenso: você está mentindo.

Que a vida é complicada, não há a menor dúvida. É inegável o fato de que existem problemas incomensuráveis no mundo e na vida particular dos indivíduos e que cada um vê seus problemas como os maiores do universo. Também o stress e a depressão têm sido identificados com muito mais precisão nos dias de hoje e têm recebido mais atenção e cuidados por parte da comunidade médica. Mas o que se percebe, nesses dias, é que houve uma espécie de glamourização da tristeza e do infortúnio.

Muita gente vazia, muita gente mais interessada em alimentar suas mazelas do que tentar resolver seus problemas, que se esconde atrás da máscara do fatalismo para fugir de sua própria vida. Adolescentes que se declaram depressivos ou borderline só porque é "moda", com seus fotologs pretos e suas converxas axim. Adultos que não se cansam de repetir a ladainha de que o amor não existe e que felicidade é utopia, que todo casamento é fadado ao fracasso, porque é mais fácil aceitar conclusões prontas do que gastar tempo lutando para descobrir como as coisas funcionam.

Eu também não sei como as coisas funcionam. Não sei se David Beckham e Victoria Adams realmente querem passar a vida juntos, mas não posso deixar de pensar que aqueles casais expostos na mídia são formados por pessoas. Eles não são robôs sem sentimentos que vivem em função de um plano de marketing, eles vivem. E se eles vivem, podem ter problemas, podem chorar, podem sofrer, podem se sentir perdidos vez ou outra, podem se emocionar com uma declaração de amor e podem sim viver uma história bonita, longe dos holofotes. Não sei se é o caso, mas poderia ser.

Àqueles que se acomodaram à confortável posição de afirmar que o amor não existe, que relacionamentos que dão certo são mera jogada de marketing, que casais apaixonados estão temporariamente iludidos e que a verdade - ah, a real verdade - é que o normal é estar constantemente infeliz ou apático, com pequenos picos de alegria, os tão famosos momentos felizes, sinto informar que estão errados. Não é fácil, mas com uma boa dose de afinidades pessoais, mais um tanto de amizade, mais um outro tanto de maleabilidade e um par de corpos que se encaixam, é bem possível construir um relacionamento sólido firmado no amor e no companheirismo entre um homem e uma mulher. Claro que não estou aqui a passar uma receita de bolo, relacionamentos são difíceis e não existe uma única criatura que não tenha passado por altos e baixos em sua vida, mas por que acreditamos tão facilmente que o certo é estar sempre neutro ou melancólico, exceto por pequenos picos de alegria, e não cogitamos a hipótese de que talvez o contrário seja viável, estar sempre alegre, exceto por pequenos vales de neutralidade ou melancolia? Talvez vivamos de cabeça para baixo, sem perceber. A verdade é que escolhemos através de quais lentes enxergaremos nossa vida.

Depois de nove meses de namoro seguidos por recém-completados dois anos de casada, aprendi que falar de felicidade, ao invés de inspirar outras pessoas, suscita sentimentos ruins naqueles que realmente não estão interessados em confrontar suas certezas. Então fiquei cada vez mais reservada, chegando ao cúmulo de evitar falar de amor e de felicidade, como se estivesse fazendo algo condenável se mencionasse essas palavras em algum texto. Não falei das coisas boas, também não falei das coisas ruins, calei-me por completo, guardando para nós aquilo que é só nosso. A maturidade, desta vez, não veio com a experiência alheia para a atenta observadora que vos escreve, ela veio com o tempo, com os erros e acertos, como acontece com as pessoas normais. Foi algo que levei quase dois anos para aprender e que repasso agora, a qualquer casal apaixonado que queira ouvir, como se estivéssemos à beira de nossas bodas de prata. E quem disse que não estamos?

Resguardem-se. Amor causa reações estranhas em quem não o tem. Declarem-se em cerimônias secretas, troquem juras eternas longe de olhos e ouvidos que não sejam seus. Esqueçam aquela conversa de gritar seu amor para o mundo, isso é amadorismo. A sociedade secreta dos que amam surpreende os céticos com relacionamentos duradouros, casamentos sólidos e com o tão esperado fim que nunca chega. Quando casei, muitos não acreditavam que duraria um ano, não tenho provas de que houve um bolão de apostas sobre quanto tempo o casamento duraria (porque tínhamos muito pouco tempo de namoro, eu tenho fama de ter temperamento difícil e quem o conhece sabe que meu marido tem amor próprio o suficiente para não agüentar uma mulher chata ou mandona), mas sinto que frustramos expectativas.

A verdade é que eu não estou autorizada por mim a dizer que estou hoje mais feliz do que quando nos casamos, nem que foi a melhor coisa que fiz em minha vida, nem mesmo que o amor é ainda mais forte, mais sólido e maior hoje do que há dois anos, nem que passarei toda a minha vida ao lado dele, nem ao menos que não sei nem quero viver sem ele, ou que agradeço a Deus pelo presente que é completar esses dois anos de casamento, ainda que tudo isso seja verdade (e é), porque acabei de falar da importância de resguardar-se. Não sei, porém, até que ponto calar-me é bloquear grande parte do que eu sou ao escrever, porque talvez o mais importante, acima das juras secretas de amor eterno, seja entender que não é vergonhoso, nem insensato, nem sinal de fraqueza assumir-se humano e, como tal, ter o direito de ser feliz e expressar essa felicidade quando ela - enfim - acontece.

PS: Aproveito para, mui furtivamente, desejar ao Davison que os próximos cento e cinquenta anos de casamento sejam, no mínimo, tão bons quanto esses dois primeiros. E que ninguém - além dele - me ouça.

[22/06/2006]

Sunday, June 18, 2006

Bussunda morreu. Da mesma coisa que meu pai. É um choque quando alguém tão novo se vai assim. Custa a acreditar.

Tuesday, June 13, 2006

Um pequeno comentário sobre o jogo da Copa

A seleção da Croácia esqueceu o uniforme em casa e vestiu toalhas de piquenique.

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Monday, June 12, 2006




Se você não tem um namorado, não se preocupe. Dia dos namorados é uma data puramente comercial. E se você tem um namorado, mas não comprou ou não ganhou presente, não se preocupe, você não precisa gastar dinheiro para provar que ama.

É legal ter alguém? É claro que é, mas não ter também não é o fim do mundo. Antes só do que mal acompanhado, lembra? Sempre pensei que se fosse para eu ficar com menos do que eu queria, preferia ficar sozinha. Certa vez minha irmã me disse que não existia um amor como o que eu esperava, que era coisa de livro, de filme, que a vida real era diferente. Felizmente não acreditei.

É maravilhoso ter alguém ao nosso lado, não apenas no dia dos namorados, mas em todos os dias, porém só é maravilhoso se for especial. Muito especial. Se você não tem isso ainda, não se desespere. Esteja certo de que você está em melhores mãos - as suas - do que se estivesse com outra pessoa qualquer. Não pode ser qualquer. Tem que ser especial. Mais do que especial. Ou então - como cansei de repetir - melhor ficar sozinho.

A minha companhia sempre foi boa o suficiente. Eu era minha melhor companheira para ir ao cinema, tomar um sorvete, passear pela cidade, caminhar no shopping, visitar uma livraria... um namorado teria que ser mais do que isso. Teria que ser mais. Teria que vir para ser algo além do que eu jamais conseguiria ser para mim mesma, mais do que me completar (por que danem-se as feministas, eu SEMPRE fui pela metade), ser uma versão revista e atualizada de mim mesma, com todos os bugs consertados e vários updates incríveis. Ele veio. E se ele não tivesse vindo, eu estaria até hoje esperando por ele.

Porque não importa se é dia dos namorados ou não, se você não está com a pessoa certa, que te faria sentir que não precisa de absolutamente mais ninguém no mundo (tenha amigos só por hobby), esteja certo de que você só está ganhando.

Eu poderia fazer um discurso apaixonado para o Dave, como tantos outros que já fiz aqui, mas me lembrei de tantos amigos do MSN (Movimento dos Sem Namorados) que possivelmente passaram o dia de hoje chateados por estarem sozinhos e achei uma baita sacanagem não deixar para eles uma palavra de apoio, dizendo que a menos que eles fiquem chateados todos os dias por não ter ninguém, não existe a menor razão para que se sintam tristes hoje, no dia 12 de junho. Porque essa é uma data puramente comercial, apenas isso. Feita para que as pessoas gastem dinheiro.

Quanto ao texto apaixonado, já enviei, por email. Porque enquanto me divirto no Lampertop, meu digníssimo sofre em nosso desktop alienígena, que do velho computador só tem mesmo o gabinete. E a gente se comunica como nos velhos tempos.

De resto, tem gente (very unhappy) que vem aqui e no orkut torcendo para ler alguma desgraça e se contorce de inveja ao ver how happy we are. Não me sinto à vontade em saber que sou a causa de sentimentos tão pouco nobres, por isso já há algum tempo decidi parar de colaborar com eles, na medida do que considero possível.

Bem, feliz dia dos namorados para quem namora, feliz dia para quem não namora. Sejam exigentes mesmo, não percam seu precioso tempo aturando alguém só para preencher espaço. Valorizem o espaço ao seu lado. Assim, quem sabe, no próximo dia dos namorados, vocês possam estar com aquela pessoa com quem será mais do que especial estar todos os dias.

Saturday, June 10, 2006

Alguém está tirando sarro da minha cara

O comentário abaixo acaba de ser postado no Autor Desconhecido, referente a este texto aqui e sinto-me na obrigação de compartilhá-lo com vocês porque eu realmente não acredito que li isso. A coisa é tão absurda que acho que preciso tomar uns cinco copos d'água, respirar fundo umas sete vezes e contar até três mil quinhentos e setenta antes de responder.

""Olá, meu nome é Camila, moro na cidade de União da Vitória, interior do Paraná, tenho quinze anos e uma opinião bem crítica com relação ao texto de Willian Ferdnand Shakespeare atibuído à Veronica Shoffstall. Primeiro, a outoria de Shakespeare sobre a verdadeira versão desse texto (que tem como verdadeiro título "Depois de um tempo você aprende")é simplesmente incontestável, traz todos os tradicionais traços literários que Shakespeare usava em textos de auto- ajuda, quanto a isso não há duvidas.

Segundo, a versão dita distorcida e alongada do texto, fora escrita sem o menor propósito de má-intenção, a mais ou menos um ano atrás, é de minha autoria, e não passou de uma carta que eu escrevi a uma grande amiga para homenagear uma data especial. Como ele foi parar aí e quem o encaminhou, eu não tenho a menor idéia! Porém é verdade sim que o texto não passa de uma coletânea, eu apenas fiz uma pequena reunião do que eu mais gostava sobre Paulo Coelho, Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa e outros que a fraca memória não me permite citar agora, com base no texto de Shakespeare, mais alguns resquícios completamente originais de lições de vida,e ficou assim.

A quem achar que sou uma desocupada tentando fazer uma brincadeirinha de mau gosto que me contate para tirar a dúvida, eu aponto e comprovo cada uma das citações que fiz acima. Quanto ao fato da versão do texto que eu redigi ter sido taxada de praga, desgraça, dessas que destroem civilizações - meu Deus, quanto exagero!!! - eu acho que quem fez o comentário deveria rever os seus conceitos. Na minha opinião, não existe presente mais profundamente tocante e precioso que se dê a um amigo especial do que qualquer simples pedaço de papel com palavras não escritas, e sim, desenhadas pelo coraçaõ..."
Camila de Lima | 06.10.06 - 1:07 pm IP: 201.35.54.3

kamilinha91@hotmail.com

Por favor, pessoas, não façam esse tipo de brincadeira comigo, que eu sou uma senhora idosa, ex-cardiopata, com alergia a adrenalina, que não tolera emoções fortes.

PS: Grifos meus.

PS2: O texto está na íntegra, não corrigi absolutamente nada - como dá para perceber.

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UPDATE

Não, Camila não é brincadeira de algum stalker, ela é realmente uma menina de 15 anos que alterou um texto de outra pessoa sem saber que isso era errado e jura que Shakespeare escreve textos de auto-ajuda. Respondi por email e espero que ela compreenda que não é nem bonito nem certo o que fez e que nem Shakespeare nem Fernando Pessoa escrevem textos de auto-ajuda. E por favor, colocá-los no mesmo barco que Paulo Coelho faria com que se revirassem no túmulo! Espero, sinceramente, que ela compreenda e não me leve a mal.

Agora com licença que eu tenho um negócio efervescente para tomar.

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Wednesday, June 07, 2006



Quase duas semanas sem postar. Tantas coisas boas acontecendo que o tempo acabou passando depressa demais, como sempre.

Quanto a Saramago, a quem me referi dia desses, encontrei uma saída para lê-lo. De agora em diante o livro vem acompanhado de um kit-Saramago: meus óculos e uma folha de papel vazada, por onde consegue-se ver uma linha de cada vez. Isso deixa o processo muito mais lento e cansativo, mas ao menos eu consigo enxergar algo mais do que dezenas de linhas embaralhadas, o que é uma grande evolução. Me irrita um pouco ter de ler devagar porque sou acostumada a ler tudo muito rápido. Não, não é leitura dinâmica, no way! Também não pulo linhas, palavras ou pontuação, leio tudo bem direitinho, só mais rápido do que o normal.

Adquiri esse hábito na escola, uma vez por semana (ou a cada quinze dias, ou uma vez por mês, não me recordo bem ao certo) a professora de português trazia uma caixa enooorme (não sei se era tão enorme assim...risos...) cheia de livrinhos. Nada demais, alguns paradidáticos, alguma coisa de literatura clássica obrigatória, infanto-juvenis e coisas do tipo. A gente podia ler quantos livros conseguisse naquelas duas horas. Acontece que essa caixa rodava todas as turmas e quando voltava à nossa sala, na semana seguinte (ou quinzena, ou mês, não me recordo), muitos livros não estavam mais ali. Não sei se estavam nas mãos dos outros colegas ou em suas mochilas, o fato é que se eu visse um livro legal, tinha que pegá-lo e ler imediatamente.

Aí eu sempre escolhia mais de um, ou melhor, mais de cinco. E nunca dava tempo de ler. Então comecei a prestar bastante atenção no que eu estava lendo para não perder o fio da meada e pegar um ritmo rápido de leitura. Em pouco tempo eu já conseguia ler todos os livros que pegava antes da hora de devolver. Só demoro para ler um livro se realmente não tive tempo de pegá-lo. Detesto ler um pouquinho, parar um pouquinho, ler mais um pouquinho....mas nos últimos anos o jeito tem sido fazer assim. Bons tempos aqueles em que dava para emendar um livro no outro sem respirar.

Dia desses li na Veja uma crítica do Millôr ao novo livro da Ana Maria Gonçalves, "Um Defeito de Cor". Fiquei, obviamente, com uma baita vontade de comprar (e ler), coisa que só não fiz até agora porque não encontrei em nenhuma livraria quando procurei. Li "Ao lado e à margem do que sentes por mim" da mesma autora, que na época fez publicação independente (agora está na Record), emprestado da Paula.

Li a primeira vez e detestei. Achei arrastado, irritante. Li a segunda vez (seguida) e adorei, quase chorei, senti cada parágrafo intimista na alma, e terminei o livro com uma vontade imensa de ter um para mim. Cheguei a escrever para a Ana Maria falando de minha vontade de adquirir um exemplar, mas não obtive resposta. Em todo caso, a leitura está disponível online, em seu blog .

Por isso nunca falo dos livros que leio, porque, fora o que é obviamente ruim, literatura é algo muito pessoal, é quase como falar de religião ou futebol. Não me sinto à vontade. Imagina se eu tivesse feito um texto enorme dizendo que detestei "Ao lado e à margem"? No dia seguinte teria que me desmentir, o que seria, pelo curto espaço de tempo, muito chato.

Fiquei feliz porque finalmente o Millôr está me incentivando a ler algo que preste, já que muito recentemente, por sua influência, acabei lendo "Por que me ufano de meu país", do conde de Afonso Celso, pois sua crítica negativa me deixou muito curiosa para ver a obra jurássica e dar umas boas risadas, que sem dúvida nenhuma, valeram a terrível experiência. Já tinha visto por alto, mas foi a primeira vez que li o livro de capa a capa, fazendo inclusive uma análise por escrito da coisa.

E só não comprei "Brejal dos Guajas", do Sarney, e "Dependência e Desenvolvimento na América Latina", do Fernando Henrique Cardoso, porque o que li em seu livro "Crítica da Razão Impura ou o Primado da Ignorância" foi o suficiente para me fazer ficar com nojo das obras assinadas por nossos ex-presidentes. Mas enfim, ao ler "Crítica da razão impura" li, por osmose, grande parte dos dois sofríveis livros que ele criticava.

Depois de ser praticamente obrigada pelo Millôr a ler, na íntegra, "Por que me ufano do meu país" (curiosidade dos infernos), decidi cortar relações com ele e ele figurou em minha lista negra por algumas horas. Agora preciso comprar "Um defeito de cor" para colocá-lo novamente em minha lista fúcsia, que é a lista de pessoas legais que me dão dicas incríveis. Claro que ele jamais saberá disso, porque duvido, sinceramente, que um homem hetero aprecie a idéia de ser incluído em uma lista fucsia.

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Foto de abertura: Kit Saramago.

Detalhe:




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