Wednesday, February 11, 2009

Tenho de confessar uma coisa. Dá uma baita vergonha assumir isso. Esperei dias, semanas, meses para ver se conseguia me livrar do vexame de confessar isso publicamente, mas agora já perdi as esperanças.

O Autor Desconhecido (estou com preguiça de abrir o arquivo que uso para copiar e colar a tag de abrir link em outra página e não, não decorei isso nesses seis anos de blogger) estava parado por muito tempo, pelo mesmo motivo por que todo o resto está parado há um bom tempo (a despeito de minhas tentativas de disfarçar isso em posts esparsos aqui e no orkut), mas finalmente resolvi ressuscitá-lo e despertar os dois mil quatrocentos e setenta e cinco e-mails com textos a desvendar que aguardam, em serena hibernação, em minha caixa de entrada do gmail.

Algumas semanas se passaram sem que eu notasse (isso aconteceu com relativa frequência nos últimos dois anos) e, quando eu finalmente decidi recomeçar as postagens com força total, eis que me deparo com aquela esquisitice da home do blogger.br, que dá a impressão de que só assinantes podem acessar o gerenciador dos blogs. Momentos de desespero e cachinhos arrancados aos tufos seriam inevitáveis no passado, mas agora sou uma nova mulher e, tranquilamente, procurei descobrir o que havia acontecido. Solicitei a ajuda de seres superiores (no caso, o senhor meu marido, Davison) e a grande mente davisoniana rapidamente descobriu que se clicasse no botão "crie seu blog" a caixa de login e senha aparecia.

Fui salva! Aliviada, coloquei o login, bem feliz, e fiquei meio chocada quando percebi que a senha da conta havia desaparecido de minha memória...mandei o programinha mental fazer uma varredura no sistema....nada. Branco. Amarelo. Verde. Todas as cores possíveis, mas nada da senha. O Campo de Senha existente em meu cérebro estava deserto. Apenas um discreto vento oriental, levantando areia e mudando as dunas de lugar. Gritei pela senha.. Nada. O vento oriental, distraído em seus castelinhos de poeira, sentado ao centro da paisagem ocre, virou a cabeça em minha direção com cara de "hã?", lábios entreabertos e nenhuma expressão. "A senha!!!" - repeti. Com uma voz de frankstein sonolento, ele respondeu, entediado: "sei lá", e voltou a soprar seus castelinhos.

Semanas se passaram. Dias. Meses. Nem sei quantos. Nada da informação aparecer. Sumiu. Escafedeu-se. Vou fazer um cartaz de "procura-se" e incluí-la na lista dos "most wanted". Já me livrei do trauma de perder todos os óculos escuros que tiveram a infelicidade de me pertencer, já parei de esquecer as chaves ou o celular em qualquer lugar...mas perder uma senha que utilizo desde 2003 me parece um tanto quanto surreal.

Alguém pode me perguntar - como o Digníssimo me perguntou - o porquê de eu não clicar naquele linquezinho bonitinho de "esqueci a senha", já que assim o próprio blogger.br me enviaria a dita-cuja por e-mail. Aí é que está o problema. Aquela conta está vinculada ao e-mail da Josephine. E daí? Acontece que eu já fiz isso, queridos, já fui ao gmail checar a conta da Josephine e não consegui entrar por ter esquecido a senha. Poizé... a vida é uma lata de ervilhas, colegas...e não me perguntem o que isso significa.

Eu jamais desconfiei que minha memória primorosa fosse me abandonar, ainda que parcialmente. Já esqueci senhas, mas as recuperei rapidamente sem grandes problemas. Agora o negócio parece estar complicado. Prometo me esforçar para lembrar ao menos de uma das senhas. E nem me adianta tentar o "esqueci minha senha" do gmail, pois fiz questão de não colocar e-mail alternativo na conta da Josephine. Ou seja, tanto o Autor Desconhecido quanto a namorada do Edmund estão ilhados.

As equipes de resgate continuam a busca, incansavelmente, e pedem aos leitores que não se desesperem. Tudo será feito para que o projeto volte a ser tocado o quanto antes, ainda que me seja necessário trocar de endereço (espero que não, mas todas as hipóteses devem ser cogitadas). Como dia desses recuperei memórias da infância (inúteis e sem a menor aplicação prática, mas enfim, foram recuperadas) que estavam há muito soterradas, há esperança.

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