Sunday, December 07, 2008

Fica quieta, Vanessa



Pois é, estou postando compulsivamente, eu sei. Talvez para compensar um pouco o tempo perdido, talvez para me distrair nesse domingo quente e abafado, de baixa umidade relativa do ar. O fato é que raramente consigo ficar quieta, ser resumida. Gostaria, juro, mas não consigo.

Exceto quando esperam de mim que fale compulsivamente e seja prolixa. Aí, estranhamente, fico calada. O Davison diz que sou do contra. Pode ser.

Não sei até quando vou ficar aqui me lamentando pelo fato de eu ter, deliberadamente, desaparecido. Continuo a me lamuriar por ter perdido o contato com as pessoas e não encontrar tempo para voltar a ter contato com elas, fazer minhas coisas, colocar tudo em dia e ainda viver.

O pior é que não, não estou me lamuriando. Sou dramática e exagerada, mas não estou sofrendo nem um pouco...risos...o pior é isso. Ando bem tranquila, alegre, muito mais positiva do que nunca, encarando a vida de forma mais leve. Nossa, como aprendi nos últimos meses. Aliás, 2008 foi uma escola e tanto! Uma escola horrorosa, mas que trouxe diversos resultados positivos, muitos mesmo, e só tenho a agradecer a Deus!

Dezembro já está aí, correndo, voando, como todo o resto do ano. 2008 mal começou e já está acabando, que sensação estranha, não? Pretendo fazer um post especial de final de ano, montando um resumo do que aconteceu em 2008, para atualizar as informações por aqui. Por enquanto, já adianto que não, não tive bebê, nem estou grávida, nem me separei, na verdade acredito piamente que nenhuma dessas coisas irá acontecer algum dia, minha aliança é colada com super bonder. :-D

A propósito, andei passando raiva com algumas criaturas. Eu nunca fui de namorar, casei com o único homem da minha vida e não pretendo ter outro, nem se me separar, nem se ficar viúva, muito menos enquanto casada! Manter um relacionamento dá trabalho, é coisa séria, é maravilhoso, mas desgastante, só vale a pena se a pessoa é realmente incrível, perfeita para você, nunca fui de perder tempo, nem de me interessar por algo superficial.

O Davison é tudo o que eu sempre quis em um homem, é divertido, inteligente, sincero, romântico, sensível, companheiro, forte, amigo, cavalheiro, cristão, honesto, super ético, racional e educado. Somos do mesmo planeta, se eu não o tivesse conhecido, ainda estaria sozinha, e depois de conhecê-lo, é covardia alguém querer se comparar a ele. É o homem perfeito para mim, ponto final. As inscrições estão encerradas desde 2003, para sempre, amém.

Compreendo quem me escreve elogiando alguma foto, mas daí a me chamar de "gatinha" como se eu fosse uma mulher solteira, peralá, né? Sou uma senhora, uma velhinha daquelas bem antiquadas, sou simpática com todo mundo, sorridente, educada, mas não sou desse tempo livre, não, não confundamos as coisas.

Amo um trecho de uma das cartas de Graciliano Ramos à sua então namorada Heloísa, com quem se casaria, troque o gênero e assino embaixo, é minha idéia de amor, é o que vivo em meu dia-a-dia nesses cinco anos, desde que conheci o Davison:

"Tenho observado nestes últimos tempos um fenômeno estranho: as mulheres morreram. Creio que houve epidemia entre elas. Depois de dezembro foram desaparecendo, desaparecendo, e agora não há nenhuma. Vejo, é verdade, pessoas vestidas de saias pelas ruas, mas tenho certeza de que não são mulheres. (...) Morreram todas. E aí está explicada a razão por que tenho tanto apego à única sobrevivente" (Graciliano Ramos - "Cartas de amor a Heloísa")

Para mim essa é a maior declaração de amor, a maior definição do amor, de todos os tempos. Simples assim. É nisso que acredito (em tempo: ganhei esse livro do Davison de presente de onze meses de casamento, em 2004), é nisso que acreditarei sempre. Hilário alguém pensar que eu poderia ter algum interesse em outro homem só porque não somos mais recém-casados, ou porque eu viajo sem ele, como se o compromisso dependesse de proximidade física.

Desculpem o desabafo, mas é que não foi uma, nem duas, nem três, é uma situação que tem se repetido e que eu venho ignorando, na esperança de que as criaturas se toquem, mas quando acho que funcionou, aparece outro. Melhor já deixar tudo bem claro, porque se resolvi parar de fazer propaganda do meu casamento por aqui não é porque ele ficou monótono, chato ou agonizante, mas porque cansei de ser mal interpretada por gente que não sabe ver a felicidade alheia sem achar que estou jogando um holofote sobre sua infelicidade. Sou bem verdadeira e não suportaria carregar um relacionamento agonizante, ou acomodado. Se fosse para optar entre o divórcio ou a infelicidade, não teria dúvidas em escolher o primeiro, o Davison também pensa assim. Se estamos casados é porque estamos felizes, e trabalhamos em conjunto para nos manter sempre assim, porque um relacionamento deixado à deriva afunda, nada cai do céu.

Para finalizar, o gatinho da foto é o Tim, meu mais novo irmão, o gato mais doido do universo. Foi castrado recentemente, mas não está para adoção. No entanto, tem uma porção de gatinhos para adoção no site da Resgatos e no blog Gatinhos de Toda Parte .

Ah, só mais uma coisa: comecei a ler os emails que não tinha conseguido ver ainda e agradeço as mensagens carinhosas de quem me encontra pelo Autor Desconhecido. Aos poucos vou colocar os textos desvendados e trabalhar com mais afinco para esclarecer a autoria dos pedidos que recebo por e-mail, mas está tudo devidamente separado, ok? Não esqueci de ninguém, pretendo atualizar o Autor assim que me sobrar um pouquinho mais de tempo.