Saturday, June 28, 2008

Meu cérebro não está mais explodindo, e isso é bom :-) No entanto, ainda estou semi-surda do ouvido direito, e isso não é bom. Mas estou medicada, bem tratada e me alimentando bem. Acredito que é o suficiente. O frio tem sido mais ameno e meu secador entrou em greve, o que significa que não posso lavar o cabelo enquanto o novo não chegar (lavei ontem, o que me dá alguma vantagem). Descobri que o secadorzinho de viagem não sobrevive se uma maluca resolve acoplar um difusor para não perder seus amados cachinhos durante a secagem. Frescura.

De resto, não tenho feito nada, concentro-me em minha recuperação porque cansei de ficar doente, credo! Isso é soma de frio com imunidade baixa por stress. Tenho de aprender a parar um pouco, oh, céus! Tenho, mas não quero :-) esse é o problema.

Dia 21 de Junho comemoramos quatro anos de casados. QUATRO anos de casamento!!! Êêêê!!! Devo lembrá-los de que, no início, quase ninguém acreditava que esse relacionamento daria certo, porque foi tudo rápido, porque nos conhecemos pela internet e porque o pessoal achava que nós não batíamos bem :-) Acho que só eu, o Davison e a minha mãe sabíamos que era para sempre (pena que não tem coraçãozinho no teclado. Ou graças a Deus não tem...hahaha...eu encheria esse post de coraçõezinhos, que horror!).

Cá estamos nós, no mesmo grude de sempre, provando que o importante não é seguir os padrões, mas se comprometer em desenvolver e solidificar o relacionamento. Como eu sempre digo, isso é um trabalho constante, do dia-a-dia.

Bem, obviamente eu não consegui comemorar nada...risos... passei a noite fazendo inalação. :-D Planejei fazer um bolo, mas mal consegui levantar da cama, com as vias aéreas superiores congestionadas e uma dor de ouvido assassina. O Davison comprou uma torta, mas eu não consegui sentir o gosto. Felizmente ele sempre compra a mesma torta, então eu já sei o gosto que ela tem :-) Tudo bem, ele já me convidou para uma sessão de cinema comemorativa quando eu melhorar , todos os dias são especiais.

Mas vou confessar uma coisa: apesar de eu de-tes-tar ficar parada (os dias em que fiquei literalmente de cama foram a pior tortura da minha vida), eu simplesmente AMO me esconder em nossa caverna particular, guardada do resto do mundo, vivendo nossa vidinha, conversando com ele o tempo inteiro (e como fala essa criatura! Depois eu é que sou tagarela), rindo das gracinhas dele (e ele sabe fazer rir. Quem conhece o Diário de um Lunático sabe do que estou falando), rindo das gracinhas dos gatinhos, dizendo "não" para o Tiggy (fazemos isso o dia inteiro, mas não adianta nada. Ele responde com um "grrrum?" e continua a bagunça), vendo o Gatão fazer strike nos móveis (ele gosta de brincar de gatinho-bolinha de boliche), secando a cabeça da Ricota (ela insiste em tomar água da pia, e não sei como consegue abrir um pouco e molhar a cabeça), comendo sopinha de brócolis, tomando chá de poejo, brigando com o biscuit, lixando isopor e entortando arame. Nossa vida é bastante incomum, mas criei um universo particular aqui e tem sido bom me esconder um pouco do frio.

Ah, e estou comendo Macron compulsivamente. Alguém sabe o que é isso? O Davison comprou no supermercado para mim, eu nunca tinha ouvido falar, mas não sei como vivi minha vida toda sem o Macron!!! Ingredientes no rótulo: claras, coco ralado e açúcar. Acho que batem as claras em neve, misturam o coco e levam ao forno. É praticamente um bolinho por fora e cocada úmida por dentro. Eu, que sou enlouquecida por doce de coco, ando viciada no tal do Macron. Só não entendi até agora por que raios nomearam o tal doce com esse nome sinistro. Mistérios gaúchos.

Assim que eu estiver melhor, volto para escrever um pouco mais nas paredes da caverna, que sinto falta.

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