Sunday, January 11, 2009

Janeiro, janeiro!

Depois do meu aparente período de hibernação, em que fiquei relativamente longe deste blog e da internet, volto a utilizar este meio, com moderação. Janeiro chegou, finalmente, e me preparo para comemorar meus vinte e nove anos, daqui a doze dias. É esquisito pensar que tenho quase trinta, mas ao mesmo tempo nunca me senti tão jovem e cheia de energia.

Tenho mais energia e entusiasmo do que durante a adolescência (o que, considerando como foi minha adolescência, não é muito difícil), e pude ver, claramente, o que sempre afirmei: não devemos submeter nossas atitudes e pensamentos ao calendário, ou à voz da data de nascimento. Existem velhos de vinte anos e jovens de setenta, tudo depende da forma de encarar as coisas e reagir a elas.

Por isso o fato de estar com quase trinta não me traz nenhum peso, nenhum susto, nenhum desespero, nenhuma tristeza (nunca tive mais idade do que isso, então teoricamente, seria até compreensível que eu encarasse de forma dramática a proximidade da quarta década de vida), pelo contrário, mais um ano de vida significa ampliar as possibilidades, abrir caminhos e portas, novidades, mais experiência, maior respeito.

Confesso que me sinto mais jovem hoje do que aos dezenove, não apenas emocionalmente e espiritualmente, mas fisicamente. Estou mesmo ansiosa pelo dia 23 de janeiro de 2010, quando poderei, enfim, dizer que tenho trinta, e ouvir um espantado: "Não parece!!" Nunca imaginei que ser adulta seria tão empolgante, tão divertido. Claro, temos lutas, mas elas não apagam o brilho que descobri, não ofuscam a luz que ilumina meus caminhos. É tudo uma questão de escolha.

Passei um tempo dando tanta importância aos problemas que eles só se avolumavam em minha cabeça. Depois aprendi que minha atenção tem de estar no que é bom, no que é puro, no que é justo, no que é positivo, na esperança, na certeza, na beleza que há em cada dia. Após resgatar isso, o mundo ao meu redor mudou, porque eu mudei, e nada mais teve o mesmo tamanho ou o mesmo peso, pois não carrego mais nenhum fardo.

Comemorarei meus 29 anos com o foco no que realmente importa: o amor. Meu amor por Deus, o amor de Deus por mim, meu amor pelo meu esposo, pela minha mãe, pela minha avó, pela minha família, por meus gatinhos, pelos meus amigos, pelos meus inimigos, pelos animais, pela natureza...meu amor pela arte, pela vida, pela beleza, pela sabedoria.

Se nossos olhos enxergarem as coisas assim, então, independente da idade, teremos nossa mocidade renovada, dia após dia, mantendo a mente limpa, o coração tranquilo, tendo uma vida mais leve, evitando o estresse oxidativo das células e conservando a saúde e a alegria por muito mais tempo. Incluindo aí uma alimentação saudável e exercícios físicos...bem, as chances de ter um troço ou acordar se sentindo uma uva passa gigante (por dentro ou por fora) diminuem consideravelmente, eu garanto.

Ps: Minha maneira de pensar não define quem eu sou, por mais esquisito que isso possa parecer. Por isso não me incomodo de mudá-la quando vejo necessidade, quando me convenço de que é o melhor a fazer. Graças a essa flexibilidade me sinto tão bem. Passei por uns períodos bem desagradáveis, pensando de forma negativa, vendo o lado ruim de tudo, como se o lado ruim fosse maior do que o bom, achando que isso era prudência. Não é. Isso é covardia.

Seria burrice eu ficar agarrada a uma forma de pensar que estava envenenando a minha vida. Eu sou mais do que minha maneira de ver as coisas, por isso os posts dos últimos meses voltaram a ser mais alegres, porque é assim que eu voltei a ser, já há um bom tempo. E se decidi continuar a ser assim, de forma sólida e consciente, podem remover o equino da precipitação pluvial, não mudo mais.

A forma antiga não funcionava, voltei ao que costumava funcionar, sinceramente, com toda a minha força e vontade. O cérebro é treinável, e decidi parar de treiná-lo apenas para o sofrimento e lamentações, porque isso, sinceramente, não tem nada a ver comigo e com tudo aquilo em que acredito. As situações não mudaram antes de eu mudar, mas consertei os bugs da minha cabeça e funcionou.

O problema não estava em nada externo, mas na minha maneira de enxergar os acontecimentos. Parei de cultuar o sofrimento, fiz uma volta de 180° e decidi viver. Tenho mais o que fazer do que alimentar uma peninha de mim, não tenho toda essa importância...risos...descobrir que o mundo não gira ao redor de meu umbigo foi uma tremenda libertação, um grande alívio, um sinal para seguir com segurança, tendo minha vida nas mãos de Deus.

PS2: Várias pessoas têm perguntado minha opinião a respeito da reforma ortográfica. Escrevi um post a respeito no dia 22 de novembro de 2008, sob o título "Atualizando".