Sete Meses

Hoje completamos sete meses de casados. Sete meses que passaram muito rápido. Ao mesmo tempo mal consigo me lembrar de como era viver sem ele ao meu lado todos os dias. E ele está sempre ao meu lado.
Nos momentos felizes, nos momentos complicados, naquelas horas em que eu fico confusa e começo a fazer quinhentas mil perguntas, ele responde todas.
Aos céticos de plantão, não, não me arrependi de ter casado. "Ah, mas você tem apenas sete meses de casada", posso ouví-los dizer, quase completando que quando chegar aos três, cinco anos já terei mudado de idéia. Duvido. Há casamentos que acabam antes dos sete meses!
Convivência é convivência e o natural seria que o momento mais complicado fosse o começo, o das adaptações. Sinto muito, está muito bom.
E a cada dia eu me sinto mais amada, mais segura, mais feliz. Circulei com ele esses nove dias por minha antiga vida. Minha cidade, a casa, as ruas...de repente era como se eu nunca tivesse estado ali inteira.
Esperava, sozinha, com a cabeça em um lugar que eu sequer sabia se existia. Agora, que estranho, visitei Campo Grande assim, por inteiro.
Algumas pessoas não gostam de falar que a outra é a "sua metade" (eu também, particularmente, acho esse termo um tanto quanto brega) porque para elas isso é o equivalente a dizer que sozinhas elas são apenas parte. Não deixamos de ter nossa individualidade e nosso valor por assumir que estava faltando um pedaço enorme antes do outro chegar.
E estava mesmo. Olhei alguns cadernos antigos, dava pena. Sozinha, perdida, esperando, procurando, sofrendo. Me desculpem, eu estava pela metade.
Falando em outras pessoas, tem gente que se sente incomodado ao ver um casal feliz, já notou isso? É como se aquele casal estivesse querendo mostrar felicidade só para jogar um holofote sobre a infelicidade alheia. Não é verdade. Vou te contar o que acontece, ao menos no meu caso.
Não tenho o mínimo problema em lidar com a afetividade. Sou uma criatura beijoqueira e adoro abraçar, sempre fui assim, mesmo antes de estar amando.
Agora imagine só um ser assim com um amor enooooooooorme no coração? Me desculpe, não consigo ficar quieta, é impossível. Não consigo ficar sem beijar, abraçar e dizer que amo. Não consigo deixar de escrever o que sinto e não estou com isso querendo esfregar a felicidade na cara de ninguém. As pessoas são esquisitas.
Poderia servir de exemplo, de esperança, sei lá. Se eu tenho, e não sou diferente de você, você também pode ter.
O mais importante, no entanto, e eu não canso de repetir isso, é o cuidado. É não deixar acumular ressentimentos por preguiça de discutir ou para evitar atritos.
Falar, falar, falar, abrir-se e deixar-se conhecer. Assumir seus sentimentos e deixar sempre tudo bem claro para a outra pessoa. Estabelecer uma relação de amizade e confiança, acima de tudo, ter afinidades. Quer receita?
Isso não é receita, são apenas passos básicos que estou tentando seguir, diariamente. Porque - eu já disse isso - um relacionamento é construido com trabalho diário. A gente não pode relaxar. É uma conquista diária, reconquista, redescoberta.
Alguns namoros e casamentos acabam por bobagem, porque esqueceram do diálogo, porque acumularam pequenas coisinhas e essas pequenas coisinhas se transformaram em grandes monstros horrendos. Por isso é bom enxergar isso o quanto antes.
E não ter medo da vida a dois. Devo dizer que minha vida a um me amedrontava muito mais do que nossa vida a dois. Quando você encontra a pessoa e constrói um relacionamento saudável, tem segurança o suficiente para compartilhar projetos e apoiar o outro.
Sinto como se só agora tivesse duas pernas e a base necessária para poder fazer qualquer coisa e ser plenamente feliz. Porque antes sempre faltava algo, sempre tinha um vazio, uma lacuna. A paz emocional faz toda a diferença.
Tem gente que não acredita que possa ser tão bom assim. É. Os problemas existem, mas sempre são resolvidos e a parte boa é tão boa que eles se tornam ínfimos. E se não fosse, eu não estaria aqui dizendo isso, acredite.
Acima de tudo, o relacionamento tem de estar nas mãos de Deus porque a gente não conhece nada por aqui, ninguém sabe viver de verdade e querendo acertar muitas vezes acabamos errando. Só com a direção de quem realmente conhece as coisas por aqui é que a gente consegue identificar o caminho que deve seguir.
Para concluir, eu sei, amor, que a gente ainda tem muito caminho pela frente. Mas a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que estamos na trilha certa e que teremos para sempre esse relacionamento maravilhoso e essa felicidade que a gente sente.
Hoje em dia as pessoas têm medo de usar o "para sempre" porque tudo é muito efêmero, passa rápido e dura pouco. Mas eu não tenho a menor dúvida de que esse amor é para sempre, que estaremos juntos para sempre e que seremos felizes para sempre. É só fazer a nossa parte, não é?
PS: Na foto, eu e o Dave, me protegendo da onça que na verdade é um orelhão que fica na Av. Bandeirantes, em frente ao hotel Indaiá, em Campo Grande.
E não estou fazendo propaganda porque nunca fiquei naquele hotel, nem sei como é...risos... ficamos o primeiro dia no Metropolitan, na Ernesto Geisel, suíte com hidromassagem e tudo o mais. O melhor café da manhã de hotel que já comi na vida. Muuuito bom.
Depois, fomos para a casa da mamãe, que não tem hidromassagem, mas tem o melhor almoço da cidade...risos...

Hoje completamos sete meses de casados. Sete meses que passaram muito rápido. Ao mesmo tempo mal consigo me lembrar de como era viver sem ele ao meu lado todos os dias. E ele está sempre ao meu lado.
Nos momentos felizes, nos momentos complicados, naquelas horas em que eu fico confusa e começo a fazer quinhentas mil perguntas, ele responde todas.
Aos céticos de plantão, não, não me arrependi de ter casado. "Ah, mas você tem apenas sete meses de casada", posso ouví-los dizer, quase completando que quando chegar aos três, cinco anos já terei mudado de idéia. Duvido. Há casamentos que acabam antes dos sete meses!
Convivência é convivência e o natural seria que o momento mais complicado fosse o começo, o das adaptações. Sinto muito, está muito bom.
E a cada dia eu me sinto mais amada, mais segura, mais feliz. Circulei com ele esses nove dias por minha antiga vida. Minha cidade, a casa, as ruas...de repente era como se eu nunca tivesse estado ali inteira.
Esperava, sozinha, com a cabeça em um lugar que eu sequer sabia se existia. Agora, que estranho, visitei Campo Grande assim, por inteiro.
Algumas pessoas não gostam de falar que a outra é a "sua metade" (eu também, particularmente, acho esse termo um tanto quanto brega) porque para elas isso é o equivalente a dizer que sozinhas elas são apenas parte. Não deixamos de ter nossa individualidade e nosso valor por assumir que estava faltando um pedaço enorme antes do outro chegar.
E estava mesmo. Olhei alguns cadernos antigos, dava pena. Sozinha, perdida, esperando, procurando, sofrendo. Me desculpem, eu estava pela metade.
Falando em outras pessoas, tem gente que se sente incomodado ao ver um casal feliz, já notou isso? É como se aquele casal estivesse querendo mostrar felicidade só para jogar um holofote sobre a infelicidade alheia. Não é verdade. Vou te contar o que acontece, ao menos no meu caso.
Não tenho o mínimo problema em lidar com a afetividade. Sou uma criatura beijoqueira e adoro abraçar, sempre fui assim, mesmo antes de estar amando.
Agora imagine só um ser assim com um amor enooooooooorme no coração? Me desculpe, não consigo ficar quieta, é impossível. Não consigo ficar sem beijar, abraçar e dizer que amo. Não consigo deixar de escrever o que sinto e não estou com isso querendo esfregar a felicidade na cara de ninguém. As pessoas são esquisitas.
Poderia servir de exemplo, de esperança, sei lá. Se eu tenho, e não sou diferente de você, você também pode ter.
O mais importante, no entanto, e eu não canso de repetir isso, é o cuidado. É não deixar acumular ressentimentos por preguiça de discutir ou para evitar atritos.
Falar, falar, falar, abrir-se e deixar-se conhecer. Assumir seus sentimentos e deixar sempre tudo bem claro para a outra pessoa. Estabelecer uma relação de amizade e confiança, acima de tudo, ter afinidades. Quer receita?
Isso não é receita, são apenas passos básicos que estou tentando seguir, diariamente. Porque - eu já disse isso - um relacionamento é construido com trabalho diário. A gente não pode relaxar. É uma conquista diária, reconquista, redescoberta.
Alguns namoros e casamentos acabam por bobagem, porque esqueceram do diálogo, porque acumularam pequenas coisinhas e essas pequenas coisinhas se transformaram em grandes monstros horrendos. Por isso é bom enxergar isso o quanto antes.
E não ter medo da vida a dois. Devo dizer que minha vida a um me amedrontava muito mais do que nossa vida a dois. Quando você encontra a pessoa e constrói um relacionamento saudável, tem segurança o suficiente para compartilhar projetos e apoiar o outro.
Sinto como se só agora tivesse duas pernas e a base necessária para poder fazer qualquer coisa e ser plenamente feliz. Porque antes sempre faltava algo, sempre tinha um vazio, uma lacuna. A paz emocional faz toda a diferença.
Tem gente que não acredita que possa ser tão bom assim. É. Os problemas existem, mas sempre são resolvidos e a parte boa é tão boa que eles se tornam ínfimos. E se não fosse, eu não estaria aqui dizendo isso, acredite.
Acima de tudo, o relacionamento tem de estar nas mãos de Deus porque a gente não conhece nada por aqui, ninguém sabe viver de verdade e querendo acertar muitas vezes acabamos errando. Só com a direção de quem realmente conhece as coisas por aqui é que a gente consegue identificar o caminho que deve seguir.
Para concluir, eu sei, amor, que a gente ainda tem muito caminho pela frente. Mas a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que estamos na trilha certa e que teremos para sempre esse relacionamento maravilhoso e essa felicidade que a gente sente.
Hoje em dia as pessoas têm medo de usar o "para sempre" porque tudo é muito efêmero, passa rápido e dura pouco. Mas eu não tenho a menor dúvida de que esse amor é para sempre, que estaremos juntos para sempre e que seremos felizes para sempre. É só fazer a nossa parte, não é?
PS: Na foto, eu e o Dave, me protegendo da onça que na verdade é um orelhão que fica na Av. Bandeirantes, em frente ao hotel Indaiá, em Campo Grande.
E não estou fazendo propaganda porque nunca fiquei naquele hotel, nem sei como é...risos... ficamos o primeiro dia no Metropolitan, na Ernesto Geisel, suíte com hidromassagem e tudo o mais. O melhor café da manhã de hotel que já comi na vida. Muuuito bom.
Depois, fomos para a casa da mamãe, que não tem hidromassagem, mas tem o melhor almoço da cidade...risos...

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