Considerações de uma cabeça complicada

Eu sou uma pessoa complicada. Se bem que eu acho que não há ninguém que não seja complexo, mas as pessoas não costumam ser tão complicadas quanto eu sou. Percebi nesses dias a necessidade que eu tenho de escrever. É como se eu represasse todos os sentimentos dentro de mim e eles só fossem liberados durante o ato de escrever.
Eu sou sensível demais, sou uma esponja que suga todas as influências ao redor e libera, se espreme, ao correr de uma caneta sobre o papel. Impeçam-me de escrever e eu morro inchada. Então aí vai uma dica a quem quiser me matar: é só não me deixar escrever. Mas também não fique por perto porque eu fico insuportável. Mal humorada, quieta, irritadiça.
Hoje o jeito foi sair com o caderno e a caneta e escrever dentro do carro mesmo. A diferença foi gritante, entrei uma pessoa, saí outra. A propósito, há mais uma coisa que me faz ficar insuportavelmente irritada: o calor. Tudo bem, eu nasci em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quente para caramba, mas nem por isso me acostumei ao calor. Fico mole, cansada, irritada, lenta. Preciso de ar condicionado.
O ideal mesmo é eu poder escrever em um lugar com ar condicionado. Aí você terá uma Vanessa com 100% de sua capacidade mental e humor inabalável. Se além disso houver uma barra de chocolate da Prawer, pode ter certeza de que terá uma ótima companhia para qualquer coisa.
Costumo dizer que sou um felino, mais especificamente um gato, que gosta de paz, e sossego, sombra, carinho e água fresca, que prefere ficar em casa a sair por aí, se cansando. Gato castrado, obviamente, sem o stress hormonal que faz com que o pobre bicho contrarie sua natureza e viva na rua.
Eu faço tudo lentamente, do meu jeito, com minhas manias, sou velhinha. Detesto relógio e sempre chego atrasada, não importa a hora em que saia de casa. Ao mesmo tempo vivo apressadamente, como se o mundo fosse acabar ontem. Dizem que sou difícil, eu digo que sou complicada, às vezes chata, tudo depende do ponto de vista.
Me faça sair de casa do dia todo, sem descansar, sem escrever, sem ar condicionado, no calor e sem chocolate. Aí sim, não há chance alguma de sobrevivência. E eu sou livre demais para viver com as horas contadas. Está tarde, vamos logo, seu tempo acabou, você tem só mais dez minutos. O tic-tac dentro de mim torna-se uma bomba prestes a explodir.
Quero liberdade, todo o tempo do mundo, dias acontecendo naturalmente, tranquilidade, dentro do que me for possível. Na verdade eu sou simples, o mundo é simples, os outros é que complicam tudo. Joguemos fora os relógios, liguemos os ar-condicionados e viva a impontualidade que nos faz imprevisíveis. Um dia após o outro já é um ciclo cansativo. Se for tudo cronometrado e sem válvulas de escape então...
Quer ler uma coisa brega? Por mais forte que eu pareça, na verdade sou uma florzinha daquelas bem porcarias, bem frágil mesmo, que se não tiver o cuidado especial, murcha e morre. O cuidado especial, no caso: ambiente climatizado, computador com acesso à internet, caderno, caneta, chocolate, água e acesso irrestrito a todas essas coisas. Sem hora para acabar. Assim fico florida o ano inteiro. Colorida e brega para caramba, mas pelo menos feliz e bem humorada. Receita fácil para se manter uma Heiter em cativeiro. E isso, pelamordedeus, não é uma reclamação :)
PS: Gostaria de agradecê-los por terem me abandonado completamente neste espaço. Aliás, agradeço mesmo à minha amiga Blanda, já que se não fosse ela ter um pouquinho de pena desta que vos escreve, eu me sentiria falando com as paredes.
Sim, eu estou fazendo drama. Sim, estou fazendo uma coisa horrível, já que o elegante seria fingir que não percebi que ninguém, exceto a Blanda, comentou meus dois últimos posts. Mais elegante ainda seria fingir que não preciso de leitores. Convenhamos, se eu não precisasse de leitores, escreveria apenas em meus cadernos. Gasta menos :)

Eu sou uma pessoa complicada. Se bem que eu acho que não há ninguém que não seja complexo, mas as pessoas não costumam ser tão complicadas quanto eu sou. Percebi nesses dias a necessidade que eu tenho de escrever. É como se eu represasse todos os sentimentos dentro de mim e eles só fossem liberados durante o ato de escrever.
Eu sou sensível demais, sou uma esponja que suga todas as influências ao redor e libera, se espreme, ao correr de uma caneta sobre o papel. Impeçam-me de escrever e eu morro inchada. Então aí vai uma dica a quem quiser me matar: é só não me deixar escrever. Mas também não fique por perto porque eu fico insuportável. Mal humorada, quieta, irritadiça.
Hoje o jeito foi sair com o caderno e a caneta e escrever dentro do carro mesmo. A diferença foi gritante, entrei uma pessoa, saí outra. A propósito, há mais uma coisa que me faz ficar insuportavelmente irritada: o calor. Tudo bem, eu nasci em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quente para caramba, mas nem por isso me acostumei ao calor. Fico mole, cansada, irritada, lenta. Preciso de ar condicionado.
O ideal mesmo é eu poder escrever em um lugar com ar condicionado. Aí você terá uma Vanessa com 100% de sua capacidade mental e humor inabalável. Se além disso houver uma barra de chocolate da Prawer, pode ter certeza de que terá uma ótima companhia para qualquer coisa.
Costumo dizer que sou um felino, mais especificamente um gato, que gosta de paz, e sossego, sombra, carinho e água fresca, que prefere ficar em casa a sair por aí, se cansando. Gato castrado, obviamente, sem o stress hormonal que faz com que o pobre bicho contrarie sua natureza e viva na rua.
Eu faço tudo lentamente, do meu jeito, com minhas manias, sou velhinha. Detesto relógio e sempre chego atrasada, não importa a hora em que saia de casa. Ao mesmo tempo vivo apressadamente, como se o mundo fosse acabar ontem. Dizem que sou difícil, eu digo que sou complicada, às vezes chata, tudo depende do ponto de vista.
Me faça sair de casa do dia todo, sem descansar, sem escrever, sem ar condicionado, no calor e sem chocolate. Aí sim, não há chance alguma de sobrevivência. E eu sou livre demais para viver com as horas contadas. Está tarde, vamos logo, seu tempo acabou, você tem só mais dez minutos. O tic-tac dentro de mim torna-se uma bomba prestes a explodir.
Quero liberdade, todo o tempo do mundo, dias acontecendo naturalmente, tranquilidade, dentro do que me for possível. Na verdade eu sou simples, o mundo é simples, os outros é que complicam tudo. Joguemos fora os relógios, liguemos os ar-condicionados e viva a impontualidade que nos faz imprevisíveis. Um dia após o outro já é um ciclo cansativo. Se for tudo cronometrado e sem válvulas de escape então...
Quer ler uma coisa brega? Por mais forte que eu pareça, na verdade sou uma florzinha daquelas bem porcarias, bem frágil mesmo, que se não tiver o cuidado especial, murcha e morre. O cuidado especial, no caso: ambiente climatizado, computador com acesso à internet, caderno, caneta, chocolate, água e acesso irrestrito a todas essas coisas. Sem hora para acabar. Assim fico florida o ano inteiro. Colorida e brega para caramba, mas pelo menos feliz e bem humorada. Receita fácil para se manter uma Heiter em cativeiro. E isso, pelamordedeus, não é uma reclamação :)
PS: Gostaria de agradecê-los por terem me abandonado completamente neste espaço. Aliás, agradeço mesmo à minha amiga Blanda, já que se não fosse ela ter um pouquinho de pena desta que vos escreve, eu me sentiria falando com as paredes.
Sim, eu estou fazendo drama. Sim, estou fazendo uma coisa horrível, já que o elegante seria fingir que não percebi que ninguém, exceto a Blanda, comentou meus dois últimos posts. Mais elegante ainda seria fingir que não preciso de leitores. Convenhamos, se eu não precisasse de leitores, escreveria apenas em meus cadernos. Gasta menos :)

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