Em processo de (in)digestão
Anestesiada. É assim que me sinto agora. Estranho porque o meu normal seria estar brava, escrever um texto furioso e agressivo sobre toda a situação que se abriu para mim ontem. Mas acho que não vale a pena. É isso. Acho mesmo que não faz a mínima diferença. Tem gente que não merece um mísero esforço da minha parte, um mísero murro na mesa seria gastar energia demais com tal criatura.
O problema é que gastei meses intermináveis do ano passado vendo aumentar uma história que eu queria ver resolvida há muito tempo, mas não enxergava como. Para me proteger, fui agressiva com uma pessoa que eu julgava louca e mal intencionada. Não há como negar. Uma coisa é alguém te dizer, outra é você mesma ler coisas que a sua amiga faloude você para alguém e que não correspondiam com a verdade.
Sabe o que parece? Alguém quer ver o circo pegar fogo. O problema é que quando vi meu nome sendo usado em vão, resolvi interferir. Nada melhor do que pratos limpos. Explicando, confiei demais em uma pessoa que se revelou A decepção, com A maiúsculo mesmo, fez jogo duplo por pura infantilidade, me jogou contra uma pessoa por quem eu já não nutria nenhuma simpatia e aumentou uma história que poderia ter ajudado a esclarecer, se houvesse interesse. Então, eu fiquei como a neurótica, a outra pessoa ficou como a louca....
Olha, eu posso ter errado muito, errei demais mesmo. Assumo meus erros, tudo o que falo, tudo o que penso, o que acho. Não faço jogo duplo, não tenho duas caras. Detesto esse tipo de coisa e finalmente acordei. Abri os olhos mesmo, cresci, amadureci na marra em menos deum mês. Como é que pode? Quem tem interesse em crescer, um dia cresce, minha filha. Quem não tem...
Escrevi textos sobre essa história, esculhambei a tal pessoa algumas vezes, para ver se ela desaparecia da minha vida e me esquecia. Muitos desses textos foram postados no Another Monster. Nunca achei que magoava a moça, porque acreditava que ela me odiava e era falsa. A gente só se magoa com amigos, não com pessoas de quem a gente não gosta. Dessas a gente espera qualquer coisa.
Acabei falando bobagem sem medir consequências. Sobre mentira, falsidade, inveja, máscaras, etc, etc.. Ainda não sei exatamente o que pensar, mas a gente sente quando a outra pessoa está sendo sincera, está tentando, se esforçando. Pois é, então é isso. Eu tenho que dar o braço a torcer e admitir que estava errada em relação a essa pessoa. Ao menos em parte. O resto, vou descobrindo com o tempo, mas oprimeiro passo foi dado.
Quanto à outra...
Olha, eu não entendo. Se você gosta de mim, você gosta de mim. Se não gosta de mim, não finja que gosta. Pode falar que não vai com a minha cara, eu sempre levei na esportiva esse tipo de coisa. Só não suporto falsidade. Alguém falando de você para outra pessoa de um jeito, pelas costas, e na sua frente falando outra coisa, completamente diferente.
O pior de tudo é você ver palavras maldosas, para machucar mesmo, de graça, por mágoa, por maldade. Nunca fiz isso, nunca mesmo. Nas vezes em que disse palavras duras minha intenção nunca foi machucar ninguém, nem minha motivação era mágoa ou maldade, muito menos inveja. Era sempre querendo afastá-la, me proteger, ou provocar, indignada por alguma coisa que havia sido feita (ou que eu achava que havia).
Posso estar errada agora? Posso estar sendo injusta com alguém? Sinceramente, duvido. Acho mesmo que a verdade se descortinou diante de meus olhos e eu é que fui bobinha por confiar demais em quem não deveria e teimosa feito uma mula para não dar chance alguma a quem tinha o que dizer.
Peço desculpas à Tammy se fiz um julgamento errado. Se te fiz agum mal, não foi por querer, você viu como as coisas foram feitas e que não havia outra forma de eu te ver. O mais complicado é fazer uma retratação pública já que falei horrores dessa pessoa para algumas pessoas que lêem este blog. O negócio é que a gente tem que ter humildade para assumir que errou e boa vontade para tentar conhecer a outra pessoa, de verdade.
Não há amizade instantânea, eu ainda nem sei se poderemos ser amigas ou não, nossa situação sempre foi muito delicada, mas agora conseguimos construir uma ponte que nunca imaginávamos que pudesse existir. O importante é que não ficará problema não-resolvido pelo caminho e que não há mais possibilidade de uma inimizade entre nós, o que para mim já está de bom tamanho por enquanto.
Não quero problemas com ninguém, não quero ninguém triste por minha causa. O que passou, passou e eu não sou um burro empacado. Que não reste mágoa nem rancor, que a gente consiga manter uma conversa civilizada sem farpinhas imbecis por todos os lados.
Uma pessoa que mesmo conversando comigo todos os dias durante meses chegou a acreditar que eu pudesse ser capaz de odiar alguém e ficar feliz com o sofrimento alheio não merece a minha consideração porque não me conhece. E se não consegue entender minha preocupação por alguém que estava claramente confusa a meu respeito e não acredita (ou não entende)quando eu digo "cara, não é que eu não goste dela, eu não a conheço,como posso afirmar que gosto ou não gosto?" Não merece que eu gaste mais palavras.
Se realmente fosse minha amiga me conheceria e se me conhecesse saberia o quanto eu me preocupo com quem não está legal, o quanto eu quero ver a felicidade alheia, até mesmo de quem não gosta de mim. Quero mesmo. Tenho pena. Espero mesmo que um dia você cresça e consiga conviver com as pessoas com menos amargura e veneno. E tenha sensibilidade para entender como as pessoas são de fato.
Duro é você conviver tanto tempo com uma pessoa, acreditar nela, confiar mesmo e de repente acordar e não saber quem é ela de verdade. Quem falou comigo esse tempo todo? E tudo o que eu disse? Será distorcido e usado contra mim em quais tribunais? Eu sei o que disse, o que não disse, o que fiz, o que não fiz e assumo. Cada vez aprendo mais que o lance é confiar desconfiando, sempre. E agora, como contar essa história?
Fiquei muito chateada, muito mesmo. Mas minha consciência está tranqüila, meu coração está limpo. Cada um cuide de seu coração e mantenha longe dele sentimentos ruins em relação aos outros. Que cada um cuide de sua própria vida e conserte o que está incomodando. Que quando a gente puder interferir na vida de outras pessoas seja para unir, não separar, para consertar, não estragar tudo, para apaziguar, não jogar todo mundo na fogueira.
E se eu não tivesse falado com ela, como você queria? De que tamanho ficaria essa história? Quando isso seria resolvido? Qual é o interesse de uma pessoa em ver o circo pegar fogo?
Anestesiada, sabe? Não tenho mais o que resolver ou dizer para você, não troco mais uma palavra contigo. Sem mágoas, só quero distância. Diga o que quiser, pense o que quiser. Mas não para mim, por favor, respeite.
Anestesiada. É assim que me sinto agora. Estranho porque o meu normal seria estar brava, escrever um texto furioso e agressivo sobre toda a situação que se abriu para mim ontem. Mas acho que não vale a pena. É isso. Acho mesmo que não faz a mínima diferença. Tem gente que não merece um mísero esforço da minha parte, um mísero murro na mesa seria gastar energia demais com tal criatura.
O problema é que gastei meses intermináveis do ano passado vendo aumentar uma história que eu queria ver resolvida há muito tempo, mas não enxergava como. Para me proteger, fui agressiva com uma pessoa que eu julgava louca e mal intencionada. Não há como negar. Uma coisa é alguém te dizer, outra é você mesma ler coisas que a sua amiga faloude você para alguém e que não correspondiam com a verdade.
Sabe o que parece? Alguém quer ver o circo pegar fogo. O problema é que quando vi meu nome sendo usado em vão, resolvi interferir. Nada melhor do que pratos limpos. Explicando, confiei demais em uma pessoa que se revelou A decepção, com A maiúsculo mesmo, fez jogo duplo por pura infantilidade, me jogou contra uma pessoa por quem eu já não nutria nenhuma simpatia e aumentou uma história que poderia ter ajudado a esclarecer, se houvesse interesse. Então, eu fiquei como a neurótica, a outra pessoa ficou como a louca....
Olha, eu posso ter errado muito, errei demais mesmo. Assumo meus erros, tudo o que falo, tudo o que penso, o que acho. Não faço jogo duplo, não tenho duas caras. Detesto esse tipo de coisa e finalmente acordei. Abri os olhos mesmo, cresci, amadureci na marra em menos deum mês. Como é que pode? Quem tem interesse em crescer, um dia cresce, minha filha. Quem não tem...
Escrevi textos sobre essa história, esculhambei a tal pessoa algumas vezes, para ver se ela desaparecia da minha vida e me esquecia. Muitos desses textos foram postados no Another Monster. Nunca achei que magoava a moça, porque acreditava que ela me odiava e era falsa. A gente só se magoa com amigos, não com pessoas de quem a gente não gosta. Dessas a gente espera qualquer coisa.
Acabei falando bobagem sem medir consequências. Sobre mentira, falsidade, inveja, máscaras, etc, etc.. Ainda não sei exatamente o que pensar, mas a gente sente quando a outra pessoa está sendo sincera, está tentando, se esforçando. Pois é, então é isso. Eu tenho que dar o braço a torcer e admitir que estava errada em relação a essa pessoa. Ao menos em parte. O resto, vou descobrindo com o tempo, mas oprimeiro passo foi dado.
Quanto à outra...
Olha, eu não entendo. Se você gosta de mim, você gosta de mim. Se não gosta de mim, não finja que gosta. Pode falar que não vai com a minha cara, eu sempre levei na esportiva esse tipo de coisa. Só não suporto falsidade. Alguém falando de você para outra pessoa de um jeito, pelas costas, e na sua frente falando outra coisa, completamente diferente.
O pior de tudo é você ver palavras maldosas, para machucar mesmo, de graça, por mágoa, por maldade. Nunca fiz isso, nunca mesmo. Nas vezes em que disse palavras duras minha intenção nunca foi machucar ninguém, nem minha motivação era mágoa ou maldade, muito menos inveja. Era sempre querendo afastá-la, me proteger, ou provocar, indignada por alguma coisa que havia sido feita (ou que eu achava que havia).
Posso estar errada agora? Posso estar sendo injusta com alguém? Sinceramente, duvido. Acho mesmo que a verdade se descortinou diante de meus olhos e eu é que fui bobinha por confiar demais em quem não deveria e teimosa feito uma mula para não dar chance alguma a quem tinha o que dizer.
Peço desculpas à Tammy se fiz um julgamento errado. Se te fiz agum mal, não foi por querer, você viu como as coisas foram feitas e que não havia outra forma de eu te ver. O mais complicado é fazer uma retratação pública já que falei horrores dessa pessoa para algumas pessoas que lêem este blog. O negócio é que a gente tem que ter humildade para assumir que errou e boa vontade para tentar conhecer a outra pessoa, de verdade.
Não há amizade instantânea, eu ainda nem sei se poderemos ser amigas ou não, nossa situação sempre foi muito delicada, mas agora conseguimos construir uma ponte que nunca imaginávamos que pudesse existir. O importante é que não ficará problema não-resolvido pelo caminho e que não há mais possibilidade de uma inimizade entre nós, o que para mim já está de bom tamanho por enquanto.
Não quero problemas com ninguém, não quero ninguém triste por minha causa. O que passou, passou e eu não sou um burro empacado. Que não reste mágoa nem rancor, que a gente consiga manter uma conversa civilizada sem farpinhas imbecis por todos os lados.
Uma pessoa que mesmo conversando comigo todos os dias durante meses chegou a acreditar que eu pudesse ser capaz de odiar alguém e ficar feliz com o sofrimento alheio não merece a minha consideração porque não me conhece. E se não consegue entender minha preocupação por alguém que estava claramente confusa a meu respeito e não acredita (ou não entende)quando eu digo "cara, não é que eu não goste dela, eu não a conheço,como posso afirmar que gosto ou não gosto?" Não merece que eu gaste mais palavras.
Se realmente fosse minha amiga me conheceria e se me conhecesse saberia o quanto eu me preocupo com quem não está legal, o quanto eu quero ver a felicidade alheia, até mesmo de quem não gosta de mim. Quero mesmo. Tenho pena. Espero mesmo que um dia você cresça e consiga conviver com as pessoas com menos amargura e veneno. E tenha sensibilidade para entender como as pessoas são de fato.
Duro é você conviver tanto tempo com uma pessoa, acreditar nela, confiar mesmo e de repente acordar e não saber quem é ela de verdade. Quem falou comigo esse tempo todo? E tudo o que eu disse? Será distorcido e usado contra mim em quais tribunais? Eu sei o que disse, o que não disse, o que fiz, o que não fiz e assumo. Cada vez aprendo mais que o lance é confiar desconfiando, sempre. E agora, como contar essa história?
Fiquei muito chateada, muito mesmo. Mas minha consciência está tranqüila, meu coração está limpo. Cada um cuide de seu coração e mantenha longe dele sentimentos ruins em relação aos outros. Que cada um cuide de sua própria vida e conserte o que está incomodando. Que quando a gente puder interferir na vida de outras pessoas seja para unir, não separar, para consertar, não estragar tudo, para apaziguar, não jogar todo mundo na fogueira.
E se eu não tivesse falado com ela, como você queria? De que tamanho ficaria essa história? Quando isso seria resolvido? Qual é o interesse de uma pessoa em ver o circo pegar fogo?
Anestesiada, sabe? Não tenho mais o que resolver ou dizer para você, não troco mais uma palavra contigo. Sem mágoas, só quero distância. Diga o que quiser, pense o que quiser. Mas não para mim, por favor, respeite.

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