Sunday, December 12, 2004

Sinal de Vida



Olha só. Sempre acho que incomodo todo mundo, sempre. Acho que o universo inteiro se incomoda com a minha presença, mas não faço a mínima questão de fugir para que o planeta se sinta à vontade. Acostumem-se a mim, terráqueos.



Eu não tenho muito a contar. Os dias passam rápido e aproxima-se o momento da partida. Estou ligeiramente gripada. Já alugamos novo apartamento, por dois meses, mobiliado, no prédio onde morava o Olívio Dutra, dizem. Ao lado, um mini-shopping. Perto da casa dos meus sogros, muito providencial.



Fim de ano combinado em família, férias sem destino certo, retorno em fevereiro e planos que têm pressa. Neste momento, neste mesmo, dez para as onze da noite, eu só penso em descansar. Deitar no colchão de ar que colocamos no centro da sala, acampados que estamos, bem felizes, enquanto mamãe dorme no quarto. Posso dizer que minhas pernas e costas doem, resultado da longa caminhada de hoje e ontem.



Identificando alguns monstros aqui dentro de mim dos quais preciso me livrar. Estou sempre tomando decisões e aparando arestas. Talvez agora, cansada, garganta estranha, corpo meio ruim de gripe, eu devesse ficar na minha, deitada, esquecer o computador. Está mesmo me irritando o barulhinho das teclinhas "tlec, tlec, tlec, tlec..."



Começo a ficar chata, impaciente, irritada. Melhor mesmo fechar tudo e ir dormir. Antes que seja tarde.