Feliz Ano Novo

Comecei o ano inciando um novo (e estranho) ciclo em minha vida. No dia 22 de Dezembro de 2003 deixei a casa da minha mãe e a faculdade, em Campo Grande e vim morar sozinha em Porto Alegre, para viver muito mais do que um grande amor que começou pela internet quatro meses antes.
Alternei períodos de insegurança extrema com momentos em que eu simplesmente não sabia como havia vivido quase 24 anos longe daqui. Em Maio, o noivado. Não foi surpresa para nenhuma das famílias, eles já sabiam desde o começo que nós tínhamos pressa, afinal de contas, esperamos muitos anos para nos encontrar, não havia motivo para esperar mais.
Passei meses sem cama, sem geladeira, sem fogão e sem mesa. Dormia em um sofá-cama emprestado e meu único móvel era a mesa do computador. Isso porque eu sou uma maluca que resolveu ir morar sozinha a quase dois mil quilômetros de casa sem antes montar decentemente o apartamento.
Em Junho, o casamento e o início de um outro ciclo em minha vida. Não houve grandes adaptações a se fazer. O dia-a-dia continuou o mesmo e a única diferença é que começamos a dormir juntos. Aliás, minha primeira noite foi a de núpcias, como eu havia planejado, mesmo tendo quem dissesse que isso era burrice, maluquice ou anunciasse que adiar e planejar assim a primeira vez era causa de frigidez e anorgasmia. Posso lhes garantir que eles estavam errados :)
Sou a favor de que cada um escolha seu momento adequado para iniciar o que for, independente das pressões alheias. No meu caso, eu não poderia ter feito escolha melhor, mas daí a obrigar os outros a me seguir ou julgá-los e condená-los (por não terem a cabeça clonada da minha) como fizeram comigo, já é falta de respeito. Cada um sabe de si.
A lua-de-mel foi toda documentada e transformada na série de textos linkados à esquerda. Minhas irmãs saíram de Campo Grande e minha mãe ficou sozinha, o que me gerou uma certa preocupação, mas eu tinha certeza de que Deus cuidaria bem dela e Ele providenciou uma amizade que era exatamente o que ela precisava, o que me deixou bastante tranquila e feliz, embora nem todo mundo tenha ficado tranquilo e feliz, por pura falta de atenção. Felizmente, agora está tudo bem.
Em Setembro, o Rio de janeiro. Minha tia morreu, meu gatinho também morreu no mesmo mês, aos 14 anos; foi um mês de rupturas dramáticas. Logo comecei dois cursos: um de teatro e outro chamado "Internet e Literatura", ministrado pela Claudia Letti, que se tornou uma grande amiga, muito querida mesmo, companheira de tardes regadas a Coca Light e queimaduras de praia. Me ajudou, principalmente nos períodos em que o Dave estava entre trabalhos, provas e muito estudo.
Das noites na arteclara guardo, além das aulas, o café, antes de ir embora e as conversas com a Claudia e o Cat, entre xícaras de café, latas de coca-cola e gotas de saudosismo.
Dave e eu também ficamos mais próximos, nosso relacionamento tornou-se bem mais sólido e crescemos bastante, com algumas brigas e muita conversa. O saldo, no final das contas, foi bem positivo.
Conheci a Carla, Claudio Téllez, Larissa, Blanda (depois de dois anos de amizade virtual), Patrícia e Marcelo Daltro, amigos que fiz graças ao blog. Infelizmente não deu para conhecer a Gerusa, o Gladstone (que vergonha, estou em falta com ele) e o William...desta vez .
Entalei no blogger.br e vim parar aqui, a contragosto. Acabei gostando. O lançamento do livro da Claudia trouxe para o "mundo real" outra amizade que se iniciava na internet: Paula Foschia e Paulo Polzonoff, nossos vizinhos. Graças à proximidade de nossos apartamentos, eles viraram companhia para tudo o que se possa imaginar, desde lançamentos de livros até passeios no supermercado. Não, não é só culpa da proximidade física, porque se eles fossem uns chatos sem nada na cabeça a gente não teria se animado a passear um único dia com eles.
Nos últimos dias, os mais corridos e agitados de toda a viagem, minha mãe foi nos visitar, passamos momentos agradáveis e só conseguimos ir à praia um dia, já que o sol nos pregou algumas peças e se escondeu durante a semana inteira. Mas valeu a pena, colocamos a conversa em dia e passeamos um bocado, nem a metade do que havíamos combinado, mas fica para a próxima etapa.
Enfim, o ano termina com nossa volta a Porto Alegre, em um intervalo do curso. Bom para matar a saudade, rever a família, passear mais um pouco, comer churrasco a um preço entre dez e vinte Reais (rodízio, tá?), pegar uma sessão de cinema a cinco Reais no Bourbon, ao lado de casa. Sim, ao lado de casa, eu não preciso nem atravessar a rua para ir ao Shopping, estou no céu :) Matar a saudade do café colonial em Gramado, torcendo para poder ter a boa companhia dos amigos por aqui antes mesmo de voltar.
E, para completar, arranjar minha primeira doença pós-casamento: uma faringite conjugada com uma otite feliz. Sim, segunda-feira fui ao médico e já estou sendo medicada, o que me possibilitou levantar da cama e fazer uma escova no cabelo por um motivo nada estético: ficar mais tempo sem precisar lavar a cabeça sem parecer um espanador. Cheguei em casa com ele bem escorridinho, mas nunca consigo mantê-lo assim por muito tempo...risos...depois de uma noite de sono e um pouco de umidade, ele já está esquisito. Provavelmente amanhã tasco o baby-liss.:)
Mamãe chegou hoje aqui e vai amanhã para Caxias com o Félix, que é um cara muito legal, um amigo muito querido de quem gostei já na primeira conversa. Em Caxias nos encontramos com eles e com minhas irmãs para passar a virada do ano em família. É uma pena que meus irmãos não possam estar conosco também, nem minha avó e meu primo.
O ano passou depressa, mas também me pareceu muito mais do que doze meses, de tanta coisa que aconteceu, tanto que a retrospectiva que escrevi ano passado foi bem curtinha. O que se passou no mundo estamos vendo a cada retrospectiva e a cada noticiário, afinal de contas o ano ainda não acabou e algumas coisas boas e outras terríveis continuam acontecendo. Ao mesmo tempo, no micro-cosmo que é a vida de cada pessoa, milhares de alegrias, pequenas tragédias e dramas acontecem diariamente. Minha retrospectiva é bem egocêntrica, uma análise do que mudou, do que aprendi e do que aconteceu durante esses doze meses aqui, do lado de dentro.
Aprendi a confiar cem por cento em Deus ao ver que eu não tenho o controle de tudo e sei muito pouco. Existe um momento na vida em que você descobre que chegou ao limite e não pode fazer mais do que aquilo, aí entra a fé, que é a certeza de que, mesmo você não conseguindo, as coisas vão acontecer da melhor maneira possível porque você entregou para Deus e ele pode fazer o que você não pode.
Um relacionamento com Deus sem intermediários, aprender a ter uma vida espiritual independente, esse ano, principalmente no início, me ensinou a confiar mais em Deus e a ter certeza de quem ele realmente é e o que ele pode fazer por mim.
Termino o ano renovada, mais amadurecida em todos os sentidos e sabendo do quanto ainda preciso crescer, amadurecer e aprender. Para te dizer a verdade, eu nem sei bem o que dizer a respeito deste ano porque ele me deixou tonta. Só o que eu tenho a dizer é que descobri que o escritor deste meu roteiro tem uma criatividade e tanto, caramba!
Sabe o que é mais legal nisso tudo? É você ver que não importa se é dia 31 de Dezembro ou 23 de Janeiro, a vida se renova a cada dia e a cada manhã novas oportunidades vão surgindo, só temos que aprender a enxergá-las. E continuo deslumbrada com tudo o que aconteceu e continua acontecendo, vivi grande parte da vida sozinha e triste, agora mereço ser feliz. Todo mundo merece. Mas a gente precisa aprender a lutar.
Agradeço a Deus por ter me proporcionado esse ano maravilhoso, esse relacionamento maravilhoso, tantas possibilidades para os próximos anos. Estamos fazendo planos e já pensando em como transformá-los em projetos e trazê-los para a realidade. Tenho certeza que no próximo ano teremos muito mais vitórias e lutarei por elas, até que cheguem.
Espero ter trazido algo de bom para vocês, também. Tenham certeza de que me ajudaram muito nesses momentos, vocês nem sabem o quanto. Só o fato de saber que tenho quem me lê, que acredita no meu trabalho, que atura minhas crises, que tem paciência para ler esses textos enoooormes e muitas vezes cansativos para caramba (cara, vocês deveriam ser canonizados) e que ainda volta, esperando para saber se essa maluca tem mais alguma novidade, me dá ainda mais vontade de continuar escrevendo e tocar meus projetos a sério.
Devo dizer que espero novidades para o começo do ano. :) Vocês já devem ter percebido que eu não costumo contar nada enquanto não está totalmente certo para não gerar nenhuma expectativa, portanto: paciência.
Embora a gente nunca saiba o que está por vir. A Bíblia diz, no livro de Provérbios, que o coração do homem faz planos, mas Deus é quem dá a palavra final, nem sempre os planos de Deus são os nossos planos, mas a Bíblia também diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e posso dizer que isso tem sido verdade na minha vida. Não conhecemos o livro, mas se conhecemos o escritor, podemos ficar tranquilos. E eu sei em quem tenho crido.
2004, que coisa, fica para trás. O início de uma nova vida, aquela pela qual esperei por tanto tempo, mas que parecia que nunca chegaria. Dá um certo friozinho na barriga... Minha vida adulta. Eu, às portas dos 25 anos, ainda com esse jeito de guria que espero jamais perder. Não quero ser aquelas adultas de cara amarrada, urgh!
Espero o próximo ano e desta vez com mais vontade de fazer acontecer. Eu sonho alto e algumas coisas ainda não sei exatamente como vou fazer acontecer, mas pretendo descobrir, lutar e conseguir, ainda em 2005, afinal de contas, eu sei em quem tenho crido.
PS: Vamos lá, não sei quando volto aqui para postar, então um tchauzinho para 2004 e um aceno para vocês, para que não fiquem preocupados (ok, ninguém se preocupou, mas tudo bem), sou a criatura adoentada com a cara mais saudável que eu conheço...risos...mas acreditem em mim, desta vez eu não estava exagerando. E me desculpem o post enorme, o ano nem foi tão imenso assim, mas é como eu disse, não sei quando posto de novo, então vocês podem, sei lá, ler esse texto à prestação :)

PS2: Sim, eu escrevo compulsivamente. Sim, abordo trinta e cinco mil assuntos ao mesmo tempo e faço um post enorme, torcendo para que alguém leia até o final. Quero me desculpar se tenho sido negligente com alguém, tipo demorar para responder e-mail, não responder comentários ou não dar muito sinal de vida além dos posts. Eu sou muito enrolada e desorganizada, uma das minhas resoluções de fim de ano é não ser mais tão desorganizada e enrolada no ano que vem. E vou conseguir, eu sei. Porque acabo passando uma mensagem errada e pôxa, não é o que eu quero.
Os comentários faço questão de responder, mesmo porque o haloscan os apaga depois de alguns meses, o que me deixa desesperada, porque não quero perdê-los, nem deixá-los simplesmente arquivados em meu computador, eles têm de estar no blog como foram postados, inclusive com os links, que é o que me dá mais trabalho. Nova resolução de ano-novo: responder comentários atrasados.
PS3: E façam o favor de comentar também, ou eu começo a achar que vocês estão todos bravos comigo e daqui a pouco entro naquelas crises insuportáveis de achar que esse blog é uma porcaria. E...que mais?... nem sei, acho que já falei tudo o que tinha que falar. Espero não ter esquecido ninguém. Se esqueci, por favor, me desculpe. Me lembre e eu faço um PS especial :)
PS4: Uma das coisas mais legais que aconteceu na blogosfera neste ano foi meu blog favorito ter sido reativado, o Diário de um Lunático. Ainda que não com a frequência com que ele costumava ser atualizado quando eu era tiete, mas ao menos mata a saudade. Valeu, Ed. :)
PS5: Um 2005 maravilhoso para todos vocês!!! De coração. Prometo escrever a quem estou devendo e-mail antes do ano acabar...risos... Beijos!
PS6: Desculpem o tamanho da foto que abre o post, devo ter assustado alguém...risos...
PS7: Acabaram as cores para os peésses. :)

Comecei o ano inciando um novo (e estranho) ciclo em minha vida. No dia 22 de Dezembro de 2003 deixei a casa da minha mãe e a faculdade, em Campo Grande e vim morar sozinha em Porto Alegre, para viver muito mais do que um grande amor que começou pela internet quatro meses antes.
Alternei períodos de insegurança extrema com momentos em que eu simplesmente não sabia como havia vivido quase 24 anos longe daqui. Em Maio, o noivado. Não foi surpresa para nenhuma das famílias, eles já sabiam desde o começo que nós tínhamos pressa, afinal de contas, esperamos muitos anos para nos encontrar, não havia motivo para esperar mais.
Passei meses sem cama, sem geladeira, sem fogão e sem mesa. Dormia em um sofá-cama emprestado e meu único móvel era a mesa do computador. Isso porque eu sou uma maluca que resolveu ir morar sozinha a quase dois mil quilômetros de casa sem antes montar decentemente o apartamento.
Em Junho, o casamento e o início de um outro ciclo em minha vida. Não houve grandes adaptações a se fazer. O dia-a-dia continuou o mesmo e a única diferença é que começamos a dormir juntos. Aliás, minha primeira noite foi a de núpcias, como eu havia planejado, mesmo tendo quem dissesse que isso era burrice, maluquice ou anunciasse que adiar e planejar assim a primeira vez era causa de frigidez e anorgasmia. Posso lhes garantir que eles estavam errados :)
Sou a favor de que cada um escolha seu momento adequado para iniciar o que for, independente das pressões alheias. No meu caso, eu não poderia ter feito escolha melhor, mas daí a obrigar os outros a me seguir ou julgá-los e condená-los (por não terem a cabeça clonada da minha) como fizeram comigo, já é falta de respeito. Cada um sabe de si.
A lua-de-mel foi toda documentada e transformada na série de textos linkados à esquerda. Minhas irmãs saíram de Campo Grande e minha mãe ficou sozinha, o que me gerou uma certa preocupação, mas eu tinha certeza de que Deus cuidaria bem dela e Ele providenciou uma amizade que era exatamente o que ela precisava, o que me deixou bastante tranquila e feliz, embora nem todo mundo tenha ficado tranquilo e feliz, por pura falta de atenção. Felizmente, agora está tudo bem.
Em Setembro, o Rio de janeiro. Minha tia morreu, meu gatinho também morreu no mesmo mês, aos 14 anos; foi um mês de rupturas dramáticas. Logo comecei dois cursos: um de teatro e outro chamado "Internet e Literatura", ministrado pela Claudia Letti, que se tornou uma grande amiga, muito querida mesmo, companheira de tardes regadas a Coca Light e queimaduras de praia. Me ajudou, principalmente nos períodos em que o Dave estava entre trabalhos, provas e muito estudo.
Das noites na arteclara guardo, além das aulas, o café, antes de ir embora e as conversas com a Claudia e o Cat, entre xícaras de café, latas de coca-cola e gotas de saudosismo.
Dave e eu também ficamos mais próximos, nosso relacionamento tornou-se bem mais sólido e crescemos bastante, com algumas brigas e muita conversa. O saldo, no final das contas, foi bem positivo.
Conheci a Carla, Claudio Téllez, Larissa, Blanda (depois de dois anos de amizade virtual), Patrícia e Marcelo Daltro, amigos que fiz graças ao blog. Infelizmente não deu para conhecer a Gerusa, o Gladstone (que vergonha, estou em falta com ele) e o William...desta vez .
Entalei no blogger.br e vim parar aqui, a contragosto. Acabei gostando. O lançamento do livro da Claudia trouxe para o "mundo real" outra amizade que se iniciava na internet: Paula Foschia e Paulo Polzonoff, nossos vizinhos. Graças à proximidade de nossos apartamentos, eles viraram companhia para tudo o que se possa imaginar, desde lançamentos de livros até passeios no supermercado. Não, não é só culpa da proximidade física, porque se eles fossem uns chatos sem nada na cabeça a gente não teria se animado a passear um único dia com eles.
Nos últimos dias, os mais corridos e agitados de toda a viagem, minha mãe foi nos visitar, passamos momentos agradáveis e só conseguimos ir à praia um dia, já que o sol nos pregou algumas peças e se escondeu durante a semana inteira. Mas valeu a pena, colocamos a conversa em dia e passeamos um bocado, nem a metade do que havíamos combinado, mas fica para a próxima etapa.
Enfim, o ano termina com nossa volta a Porto Alegre, em um intervalo do curso. Bom para matar a saudade, rever a família, passear mais um pouco, comer churrasco a um preço entre dez e vinte Reais (rodízio, tá?), pegar uma sessão de cinema a cinco Reais no Bourbon, ao lado de casa. Sim, ao lado de casa, eu não preciso nem atravessar a rua para ir ao Shopping, estou no céu :) Matar a saudade do café colonial em Gramado, torcendo para poder ter a boa companhia dos amigos por aqui antes mesmo de voltar.
E, para completar, arranjar minha primeira doença pós-casamento: uma faringite conjugada com uma otite feliz. Sim, segunda-feira fui ao médico e já estou sendo medicada, o que me possibilitou levantar da cama e fazer uma escova no cabelo por um motivo nada estético: ficar mais tempo sem precisar lavar a cabeça sem parecer um espanador. Cheguei em casa com ele bem escorridinho, mas nunca consigo mantê-lo assim por muito tempo...risos...depois de uma noite de sono e um pouco de umidade, ele já está esquisito. Provavelmente amanhã tasco o baby-liss.:)
Mamãe chegou hoje aqui e vai amanhã para Caxias com o Félix, que é um cara muito legal, um amigo muito querido de quem gostei já na primeira conversa. Em Caxias nos encontramos com eles e com minhas irmãs para passar a virada do ano em família. É uma pena que meus irmãos não possam estar conosco também, nem minha avó e meu primo.
O ano passou depressa, mas também me pareceu muito mais do que doze meses, de tanta coisa que aconteceu, tanto que a retrospectiva que escrevi ano passado foi bem curtinha. O que se passou no mundo estamos vendo a cada retrospectiva e a cada noticiário, afinal de contas o ano ainda não acabou e algumas coisas boas e outras terríveis continuam acontecendo. Ao mesmo tempo, no micro-cosmo que é a vida de cada pessoa, milhares de alegrias, pequenas tragédias e dramas acontecem diariamente. Minha retrospectiva é bem egocêntrica, uma análise do que mudou, do que aprendi e do que aconteceu durante esses doze meses aqui, do lado de dentro.
Aprendi a confiar cem por cento em Deus ao ver que eu não tenho o controle de tudo e sei muito pouco. Existe um momento na vida em que você descobre que chegou ao limite e não pode fazer mais do que aquilo, aí entra a fé, que é a certeza de que, mesmo você não conseguindo, as coisas vão acontecer da melhor maneira possível porque você entregou para Deus e ele pode fazer o que você não pode.
Um relacionamento com Deus sem intermediários, aprender a ter uma vida espiritual independente, esse ano, principalmente no início, me ensinou a confiar mais em Deus e a ter certeza de quem ele realmente é e o que ele pode fazer por mim.
Termino o ano renovada, mais amadurecida em todos os sentidos e sabendo do quanto ainda preciso crescer, amadurecer e aprender. Para te dizer a verdade, eu nem sei bem o que dizer a respeito deste ano porque ele me deixou tonta. Só o que eu tenho a dizer é que descobri que o escritor deste meu roteiro tem uma criatividade e tanto, caramba!
Sabe o que é mais legal nisso tudo? É você ver que não importa se é dia 31 de Dezembro ou 23 de Janeiro, a vida se renova a cada dia e a cada manhã novas oportunidades vão surgindo, só temos que aprender a enxergá-las. E continuo deslumbrada com tudo o que aconteceu e continua acontecendo, vivi grande parte da vida sozinha e triste, agora mereço ser feliz. Todo mundo merece. Mas a gente precisa aprender a lutar.
Agradeço a Deus por ter me proporcionado esse ano maravilhoso, esse relacionamento maravilhoso, tantas possibilidades para os próximos anos. Estamos fazendo planos e já pensando em como transformá-los em projetos e trazê-los para a realidade. Tenho certeza que no próximo ano teremos muito mais vitórias e lutarei por elas, até que cheguem.
Espero ter trazido algo de bom para vocês, também. Tenham certeza de que me ajudaram muito nesses momentos, vocês nem sabem o quanto. Só o fato de saber que tenho quem me lê, que acredita no meu trabalho, que atura minhas crises, que tem paciência para ler esses textos enoooormes e muitas vezes cansativos para caramba (cara, vocês deveriam ser canonizados) e que ainda volta, esperando para saber se essa maluca tem mais alguma novidade, me dá ainda mais vontade de continuar escrevendo e tocar meus projetos a sério.
Devo dizer que espero novidades para o começo do ano. :) Vocês já devem ter percebido que eu não costumo contar nada enquanto não está totalmente certo para não gerar nenhuma expectativa, portanto: paciência.
Embora a gente nunca saiba o que está por vir. A Bíblia diz, no livro de Provérbios, que o coração do homem faz planos, mas Deus é quem dá a palavra final, nem sempre os planos de Deus são os nossos planos, mas a Bíblia também diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e posso dizer que isso tem sido verdade na minha vida. Não conhecemos o livro, mas se conhecemos o escritor, podemos ficar tranquilos. E eu sei em quem tenho crido.
2004, que coisa, fica para trás. O início de uma nova vida, aquela pela qual esperei por tanto tempo, mas que parecia que nunca chegaria. Dá um certo friozinho na barriga... Minha vida adulta. Eu, às portas dos 25 anos, ainda com esse jeito de guria que espero jamais perder. Não quero ser aquelas adultas de cara amarrada, urgh!
Espero o próximo ano e desta vez com mais vontade de fazer acontecer. Eu sonho alto e algumas coisas ainda não sei exatamente como vou fazer acontecer, mas pretendo descobrir, lutar e conseguir, ainda em 2005, afinal de contas, eu sei em quem tenho crido.
PS: Vamos lá, não sei quando volto aqui para postar, então um tchauzinho para 2004 e um aceno para vocês, para que não fiquem preocupados (ok, ninguém se preocupou, mas tudo bem), sou a criatura adoentada com a cara mais saudável que eu conheço...risos...mas acreditem em mim, desta vez eu não estava exagerando. E me desculpem o post enorme, o ano nem foi tão imenso assim, mas é como eu disse, não sei quando posto de novo, então vocês podem, sei lá, ler esse texto à prestação :)

PS2: Sim, eu escrevo compulsivamente. Sim, abordo trinta e cinco mil assuntos ao mesmo tempo e faço um post enorme, torcendo para que alguém leia até o final. Quero me desculpar se tenho sido negligente com alguém, tipo demorar para responder e-mail, não responder comentários ou não dar muito sinal de vida além dos posts. Eu sou muito enrolada e desorganizada, uma das minhas resoluções de fim de ano é não ser mais tão desorganizada e enrolada no ano que vem. E vou conseguir, eu sei. Porque acabo passando uma mensagem errada e pôxa, não é o que eu quero.
Os comentários faço questão de responder, mesmo porque o haloscan os apaga depois de alguns meses, o que me deixa desesperada, porque não quero perdê-los, nem deixá-los simplesmente arquivados em meu computador, eles têm de estar no blog como foram postados, inclusive com os links, que é o que me dá mais trabalho. Nova resolução de ano-novo: responder comentários atrasados.
PS3: E façam o favor de comentar também, ou eu começo a achar que vocês estão todos bravos comigo e daqui a pouco entro naquelas crises insuportáveis de achar que esse blog é uma porcaria. E...que mais?... nem sei, acho que já falei tudo o que tinha que falar. Espero não ter esquecido ninguém. Se esqueci, por favor, me desculpe. Me lembre e eu faço um PS especial :)
PS4: Uma das coisas mais legais que aconteceu na blogosfera neste ano foi meu blog favorito ter sido reativado, o Diário de um Lunático. Ainda que não com a frequência com que ele costumava ser atualizado quando eu era tiete, mas ao menos mata a saudade. Valeu, Ed. :)
PS5: Um 2005 maravilhoso para todos vocês!!! De coração. Prometo escrever a quem estou devendo e-mail antes do ano acabar...risos... Beijos!
PS6: Desculpem o tamanho da foto que abre o post, devo ter assustado alguém...risos...
PS7: Acabaram as cores para os peésses. :)

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