Thursday, February 19, 2009

Oi, tudo bom?

2009 começou super animado. Ainda este mês terei novidades muito legais para compartilhar com vocês (não, não estou grávida, antes que alguém cogite essa hipótese). Os primeiros dois meses do ano foram recheados de trabalho e muita satisfação em aprender coisas novas e traçar novas metas.

Fevereiro está quase terminando, o horário de verão já se foi e o país se prepara para o carnaval. Vocês não fazem idéia do quanto isso está longe de minha realidade. A cada dia que passa sinto-me mais alienígena, pois não vejo a menor graça no que a maioria das pessoas costuma fazer para se divertir. Isso é bom, pois não tenho nem um pouco de interesse em me sentir menos alienígena.

Porto Alegre no carnaval é tudo de bom! A cidade fica vazia!!! Dirigir pela cidade é a coisa mais tranquila do mundo (pena que meu carro está sequelado), fica um silêncio... aqui onde eu moro é uma região boa de se passear, bem arborizada, tem um shoppingzinho bem perto. Só vou ao centro quando é realmente necessário, para ir à igreja ou mesmo para comprar alguma coisa que só exista por lá.

Estão terminando a construção do camelódromo no centro da cidade. O pessoal está dividido, sem saber se é uma boa idéia ou não. Eu acho graça, porque em Campo Grande foi a mesma coisa e aquele camelódromo (ou melhor, centro comercial popular) melhorou muito as vendas dos camelôs...sem contar que é bem mais tranquilo entrar lá para fazer compras do que comprar no meio da rua.

Campo Grande também tem algumas vantagens em relação ao horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais. Sábado à tarde tem uma porção de lojas abertas, ao passo que em Porto Alegre a semana acaba na sexta, praticamente. Campo Grande também tem dois hipermercados 24 horas, com toda a facilidade que isso traz. Aqui em Porto Alegre o primeiro supermercado 24 horas é relativamente recente e fecha nos feriados :-)

No entanto, algumas pessoas se superam em seu retrocesso. Soube que resolveram restringir o horário de funcionamento das lojas e que nada mais poderá abrir sábado à tarde ou domingo em Campo Grande. Que bonito, né? Para que evoluir se podemos involuir tão facilmente?

Não entendo essa vontade de andar na contramão do progresso. Há tempos quero escrever aqui sobre as azeitonas. Isso mesmo, as azeitonas. E preciso comentar isso neste post para não me esquecer de colocá-las em minha próxima postagem. Muitas azeitonas também estão fugindo desesperadamente do progresso (imagine isso). Mas não é culpa delas, coitadinhas. São vítimas inocentes (alguém já viu uma vítima culpada?)...só não mais vítimas, nem mais inocentes do que nós, os consumidores.

Não, não vou falar agora sobre isso, era só para me lembrar.

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Wednesday, June 18, 2008

Oi

Estou novamente gripada. Que saco. Antigamente eu vivia gripada, emendava uma gripe atrás da outra, garganta inflamada era normal e eu estava sempre rouca. Agora desacostumei, e passo muuuuito mal a cada gripe. Esta está bem parecida com a de Março: garganta inflamada, rouquidão, inflamação no ouvido, cansaço, dores musculares, tosse, dor de cabeça, tontura e enjôo. Pois é, minhas gripes não fazem acepção de sintomas, aceitam todos, em igualdade de condições.

Até ontem eu estava de cama, hoje decidi ficar de sofá, porque cansei do quarto. A pior parte de estar gripada é conseguir fazer o tal do repouso. Exige um nível quase budista de concentração para que eu consiga me manter parada em um mesmo lugar sem ficar ansiosa, irritada, sem ter um chilique pensando nas milhões de coisas que tenho a fazer e que poderia estar fazendo. E o frio é cruel.

Meu sono está entrecortado por dores horrorosas de garganta, como se tivesse de engolir uma faca a cada dez segundos depois das três da manhã. Posso garantir que não tenho tentado engolir facas em hora alguma do dia ou da noite, então é uma sensação esquisita. Amanhã terei de sair durante o dia e acredito que caminhar no frio intenso vá me ajudar a melhorar. Outra coisa chata de estar doente é que, por não dormir direito, tenho tido sonhos esquisitíssimos, um mais absurdo e ridículo do que o outro. É como se eu fosse obrigada a assistir a um filme ruim todas as noites. Ando muito chatinha, admito.

Para não falar só em desgraças, a alergia já era, estou novamente usando maquiagem e testei um esmalte da L'oreal que parece não ter dado reação alérgica. Comprei, no site da Alergohouse, um detergente biodegradável para lavar a louça, sem derivados de petróleo. Os outros agrediam minhas mãos e unhas, esse não tem feito estrago, limpa as louças super bem, é hiper concentrado, dura muuuito, a embalagem com 620ml custa R$6,60, mas vale a pena. O preço pago pelo uso dos detergentes comuns, a médio e longo prazo, é muito maior.

Voltarei para a cama agora porque quando eu tusso, minha cabeça dói como se meu cérebro quisesse explodir. Como eu não quero que ele exploda, vou deitar um pouquinho e descansar os olhos. Espero voltar qualquer dia desses com um post mais animadinho.

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Saturday, November 03, 2007

Internet é assim, ou você desaparece de uma vez ou participa alucinadamente. Porque se eu respondo dois scraps, os donos dos outro 2485 querem que eu responda também, e ficam chateadíssimos se isso não acontece. Se resolvo entrar em uma comunidade daquelas de sempre e responder alguns tópicos, pronto! Sou obrigada a escrever e-mail para todo mundo que resolver entrar em contato.

E o blog, então? Ai de mim se o atualizar, tenho de atualizar todos os outros e ainda responder e-mails, entrar no orkut e ler os blogs dos amigos. Acho que eu acostumei todo mundo mal. Algumas pessoas, que me conhecem melhor, sabem que se eu escrevi só no blog e não respondi emails, é porque não tive tempo. Quem não me conhece bem acha que eu deveria viver grudada na internet 24 horas por dia, fazendo tudo o que tenho de fazer online.

Na verdade, existe gente super organizada que consegue atualizar blog, entrar no orkut, ler e responder emails, ler os blogs dos amigos, as notícias de vários sites em pouquíssimo tempo, porque ainda sobram várias horas para comer, tomar banho, dormir, namorar, trabalhar, estudar, viver... isso para mim é um mistério. Um dia não apenas entenderei como essas pessoas fazem isso, como também aprenderei a fazer. Enquanto isso não acontece, faço o que posso, quando posso, como posso. Isso, é claro, se puder.

Espero um dia conseguir ser uma pessoa totalmente organizada, que sabe gerenciar seu tempo e faz um dia ter cinquenta horas. Talvez para isso eu precise trocar algum chip neste meu velho cérebro. Por enquanto já me sinto feliz em conseguir me concentrar em uma coisa de cada vez e terminá-la. Antes, nem isso. Como vê, estou evoluindo. Lentamente.

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Monday, June 18, 2007

Divagando, no gerúndio.


Acabei não escrevendo a crônica da semana passada, na Paradoxo. O pior é que eu tinha o que escrever, mas descobri onde estava o meu maior problema: organizar os horários. Em outras palavras, dormir mais cedo, acordar mais cedo. Isso faz toda a diferença, ao menos para mim. Fico infinitamente mais produtiva e com maior capacidade de organizar meu dia e cumprir todas as milhares de tarefas que escrevo na agenda antes de dormir e reviso assim que acordo.

A despeito da minha capacidade de ficar acordada feito coruja, dormir é sempre uma opção mais saudável. Para o bem da minha glândula pineal (ela fica meio irritada quando não consegue secretar melatonina decentemente), o sono da noite é indispensável. Não, não adianta ir dormir de madrugada e achar que será tudo normal. Deixo para dormir de madrugada só quando for obrigada, no caso de ter de trabalhar até tarde.

Quinta-feira tenho o bendito exame prático. Estou ficando traumatizada com aquilo, espero, sinceramente, que desta vez seja em outro lugar, com outros examinadores, e que ninguém me encha a paciência com a coisa do nome. Mas pretendo não me incomodar, não ficar nervosa nem se Hitler sentar no banco do carona para avaliar meu exame.

E eu tenho de passar na quinta por uma série de razões, primeiro, preciso dessa carteira com uma certa urgência e já sei dirigir suficientemente bem para merecê-la, segundo, se continuar pagando novas taxas de teste, vou à falência, porque tenho gasto mais do que ganho trabalhando (ou conseguido menos trabalho do que gostaria), terceiro, preciso mudar de assunto na coluna, que essa conversa de aulas de direção sem fim deve estar cansando os leitores.

O pior de tudo, continuando as lamúrias (a quem não me conhece: eu sou uma criatura dramática, fico imensamente feliz contando as coisas com adjetivos e superlativos totalmente desnecessários), é que o clima nesta cidade não tem ajudado.

Eu já me adaptei, eu já me adaptei, adoro Porto Alegre e estou bem feliz morando aqui, mas nunca havia passado por um inverno desses. Muito frio, muito frio, e quando o frio deu uma trégua, começou a chuva. Uma semana de chuva, e diz o Weather Channel, há possibilidade de chuva de hoje à noite até sexta-feira, certeza de pancadas de chuva sábado, domingo, segunda e terça e possibilidade de mais chuva na quarta. Entenderam? Está chovendo há uma semana e há previsão de chuva para esta semana inteira e metade da semana que vem! Como ouvi uma senhora comentar no ônibus: "vamos virar sapo!"

Particularmente, não me agrada a idéia de me transformar em um anfíbio, embora eu os ache muito bonitinhos. Não tenho nem medo nem nojo de sapos, rãs e afins (afins são bichinhos bem interessantes, por sinal), mas eu teria uma certa dificuldade de digitar e isso me faria falta.

Pois bem, hoje a chuva cessou (por pouco tempo, interrompe o site do Weather Channel) e o frio se instalou de forma nada compassiva. Diz o Weather Channel (sempre ele, o meu horóscopo, que checo todos os dias antes de sair de casa) que está doze graus. Não acredito. Eu sinto cinco. E ele diz que há sensação térmica de doze. Mentira.

O site do Terra diz que está onze graus na rua. Já disse, eu sinto cinco, eu acredito em cinco, posso até engolir que há sensação de seis ou sete, mas onze, não. O Weather Channel diz que estamos com 77% de umidade do ar, o Terra fala em 94%, faz mais sentido. É como se eu estivesse bem pertinho do freezer. E sim, sou exagerada, porque sei que quando saio e caminho, caminho, caminho (gosto de ir à pé em todos os lugares), logo começo a sentir calor.

Ok, essa última afirmação fez com que eu me sentisse uma alienígena, ainda mais sabendo que não era minha intenção fazer um post confuso, sem o menor foco narrativo. Aliás, uma das melhores coisas desse blog é justamente isso, me permite a verborragia (eu odeio essa palavra, não pelo seu significado, mas pela sonoridade. É um vocábulo feio, muito feio. Quase tão feio quanto a palavra "vocábulo") sem pretensões.

Falando nisso, ando com saudade da língua portuguesa. Ando em regime de extrema contenção de despesas e acabei eliminando todas as revistas desnecessárias, e, depois, todas as revistas necessárias. Há séculos não compro "Revista Língua Portuguesa", "Discutindo Literatura", "Discutindo a Língua Portuguesa", "Entrelivros" e outras que eu comprava escondido para não parecer uma chata de sandálias, mas que me deixam imensamente feliz com suas reportagens, inclusive quando me fazem ficar muito brava com os linguistas imbecis que de vez em quando escrevem uma bobagem ou outra por ali.

A parte mais legal dessas revistas é que você nunca sabe onde elas começam e onde terminam, parecem feitas em ordem totalmente caótica, você compra o número 22 na banca e no mês seguinte vai, crente de que conseguirá o número 23 e quando chega em casa, percebe que comprou o número 17. Nunca consegui comprar duas revistas de numeração consecutiva. Compro como se montasse um quebra-cabeça. Mas como suas reportagens costumam ser anacrônicas, não faz a menor diferença.

Eu gosto de revistas estranhas, há tempos olho as revistas femininas (porque há uma futilidade intrínseca em meu ser) apenas na internet, na casa da minha mãe ou em salas de espera, raramente as compro, a revista mais normal que entra nesta casa é a Super Interessante. Há tempos o Davison comprou a "Mundo Estranho", que faz jus ao nome. São informações absolutamente interessantes que não fariam a menor diferença se você continuasse sem saber, mas é uma leitura divertida. Sem contar revistas tipo "saúde", "viva saúde", "vida e saúde" e derivadas. Não temos muitas revistas de gente normal.

Arrumando a casa, descobri uma revista de fofoca: "A vida secreta das estrelas", da Scientific American. Estão lá os corpos celestes, tranquilos em sua vidinha pacata no infinito, e os chatos paparazzi tirando fotos e comentando sobre seu ciclo vital e demais detalhes íntimos. Gente desagradável.

Encontrei também uma edição do início da década da revista "Mad", que nunca mais vi mais gorda. Eu gosto de cartuns, mas sou extremamente chata para humor, tenho um humor ranzinza, que só se anima com tiradas realmente inteligentes. Encontrei algumas ali, e fiquei triste em saber, por fontes seguras, que aquele foi um dos últimos números interessantes da Mad, que depois se suicidou.

Comprei no Brique da Redenção (que é uma feirinha feita em um parque no centro da cidade, para onde toda a humanidade de Porto Alegre se desloca no domingo, e onde também funciona uma feira de vegetais orgânicos no sábado pela manhã) duas edições pré-históricas da revista Cruzeiro, da década de cinquenta, se não me engano, estão ali na minha gaveta, mas estou com preguiça de pegar para confirmar. Eis outra característica de minha personalidade (não a preguiça!): o apreço por coisas antigas, por registros históricos. Adoro museus, adoro estudar história, pesquisar a origem das coisas, ver como era a vida antes de eu pensar em deixar de ser uma poeirinha cósmica e vir para este mundo.

Quando eu era uma criança cheia de dúvidas e ainda achava que realmente existiam respostas, perguntei à minha mãe o que eu era antes de entrar na barriga dela, antes de me formar lá dentro. Onde eu estava? Ela me respondeu que eu estava no céu, era uma poeirinha cósmica. Estranhamente, a resposta me satisfez. Por anos eu acreditei que era uma espécie de purpurina (ou glitter, uma purpurina em pó, que gruda ad infinitum na pele e nas roupas) espacial. Isso me deixava feliz, e acho que construí uma parte de minha personalidade em cima do fato de ser, em essência, uma poeira cintilante. Por isso devemos tomar muito cuidado com o que dizemos às crianças.

No fundo, no fundo, devo admitir, ainda acredito, mais ou menos, nessa história de poeira cósmica, e é bem provável que a repasse aos meus filhos, se eu os tiver. Sei que foi apenas uma das muitas respostas criativas que minha mãe inventava para que eu parasse de perguntar sem ficar frustrada, mas talvez, quem sabe, faça sentido. Por outro lado, além de ridículo, é brega me imaginar uma poerinha cósmica, antes de me tornar um espírito, habitando um diminuto corpo em formação intra-uterina.

Não acredito em reencarnação porque, entre outras razões, inclusive as bíblicas, essa teoria contraria a teoria da poeirinha cósmica, a menos que se inventasse a poeirinha cósmica de segunda mão. A poeirinha cósmica é o pré-vida, e um espírito não volta à fase de poeirinha cósmica, portanto, não pode retornar à vida. Simples assim.

A teoria da poeirinha cósmica é muito extensa e talvez um dia eu escreva uma enciclopédia sobre isso. Mas ela é muito séria e eu comecei a formulá-la em torno dos três, quatro anos, quando tive meu primeiro contato com ela através da resposta da minha mãe. Portanto, são vinte e quatro anos de elocubrações e pesquisas incansáveis, que me trouxeram meus primeiros fios de cabelo branco este ano e quase me fizeram voltar à tintura, ao que resisti bravamente.

Provavelmente retorno apenas na quinta-feira, tempo suficiente para que vocês leiam esse texto assustadoramente extenso e percebam que eu deveria ser proibida de escrever quando acordo de bom humor.

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Saturday, June 09, 2007

Oi

Estou atualizando a coluna da Paradoxo hoje (ver post anterior) após quatro dias de inúteis tentativas. Tudo conspirou contra mim esta semana. Felizmente, consegui publicar antes que fosse tarde demais. Afinal de contas, sábado não é domingo.

Tenho lutado contra minha própria desorganização, a capacidade incrível que eu tenho de conseguir organizar a vida e os compromissos alheios e me embananar terrivelmente com as minhas coisas. Não digo que não tenho tempo, eu devo ter, porque existe gente com muito mais compromissos diários do que eu e que ainda conseguem tempo para fazer outras coisas. Tempo eu tenho, mas não consigo organizá-lo decentemente, de forma produtiva.

Me perco nas coisas que devo fazer, nas que deveria ter feito e nas que queria poder fazer em um futuro próximo ou distante. Tenho sido escrava de mim, escrava da agenda, escrava do tempo, escrava do caos. Sempre esperando o depois, o momento em que poderei fazer o que venho adiando há tanto tempo, um ou outro instante em que o tempo se distrai e consigo fazer o que realmente gosto. Como agora, em que aproveito o computador da casa do meu sogro, entre publicar a crônica atrasada e a instalação que o Davison quer fazer de um novo programa de segurança.

E estou sempre correndo, sempre despistando o tempo e a agenda, imaginando as respostas que escreverei aos emails atrasados, imaginando tantos outros que preciso escrever. Minha conexão está tendo piripaques desde quinta, o tempo continua a passar e a agenda não dá trégua.

Abandonei a agenda virtual que me mandava compromissos via email porque não consigo mais checar a caixa de entrada diariamente. Porém, como não cancelei o serviço, sempre que olho meu correio eletrônico, deparo-me com vários emails dizendo "não há compromissos para o dia de hoje". Quem me dera. O programa tira sarro da minha cara, me lançando uma realidade paralela que ignora tudo aquilo que tenho a fazer.

Felizmente ainda posso escapar para um lugar vazio dentro da minha cabeça (o quê? Você achava que não havia lugar vazio dentro da minha cabeça? hahahaha...nem te conto!) e descansar um pouco por lá, nas entrelinhas, enquanto penso em uma forma de ser várias.

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Tuesday, February 27, 2007

Hein?




Eu tinha que escrever sobre uma coisa muito importante, mas como não faço a menor idéia do que era, resolvi escrever sobre a amnésia. Eu tenho esquecido uma porção de coisas. E não acho isso nem um pouco legal, mas já assumi que é culpa da idade, porque começou mais ou menos na época em que eu estava para fazer um ano a mais do que tinha no ano passado.

A coisa é pior do que você imagina. Eu fiz 27 anos. Até aí nada de mais. O problema é que me preparei psicologicamente durante 2 meses para o fato de fazer aniversário. Nada de mais também, já que faço isso todos os anos. O problema é que passei novembro e dezembro falando como se eu já tivesse 27 anos. Me convenci tanto que quando fiz aniversário meu cérebro achou que estava fazendo 28. Resultado: se alguém me pergunta eu digo que tenho 28. Estou mentindo minha idade para mais!!! Devo estar mesmo maluca.

Comprei um creme anti-rugas novo, porque agora tenho 28 anos. E ando com um medo muito grande de ter puxado a pele da família do meu pai (essa frase ficou estranha, me imaginei puxando a pele das pessoas, o que, posso garantir, nunca fiz), que tem um prazo de validade muito curto. Pensando seriamente em inventar uma desculpa qualquer e tirar o sobrenome deles, para ver se engano meu dna e o faço pensar que sou clone da minha mãe. Quem sabe nessa consigo até uma corzinha?

Os cabelos brancos desistiram de nascer, depois que eu arranquei os dois pobres coitados que deram o ar de suas alvas graças. Nunca mais apareceu nenhum. Acho que ficaram com medo. Toquei terror nos despigmentadozinhos. Uhú! Estou me achando.

Como ando desmemoriada, não tenho o menor compromisso com assunto neste blog, nem com a literatura, nem com nada. Só quero escrever à toa, pode ser? Então tá. Acabou o mês, percebeu? 28 de fevereiro, março está aí, na nossa cara. Posso ser lugar-comum e dizer que este ano tem passado mais rápido do que o ano anterior? Do que todos os anos anteriores? Tem passado, não, está passando, assim, no gerúndio, em movimento. Constante movimento.

Faz tanto tempo que não escrevo nada que não sei se contei que trocamos o sofá abóbora por outro, verde-limão, de um tecido que aguenta arranhões de três gatos ao mesmo tempo. Eles são bonzinhos, e não costumam destruir coisas (os gatos, embora eu também nunca tenha visto nem tecidos nem sofás destruindo coisas), mas o tecido do sofá antigo era tão ruim, um emborrachado porcaria (não esqueçam que eu compro coisas baseada única e exclusivamente no critério "preço") que bastava o gato passar perto que ele já rasgava. De medo, decerto. Levou a sério a expressão "se rasgando de medo".

E o Gatão é muito forte. Ele parece gordo, mas são músculos :-) Então, mesmo de brincadeira, poderia ferir um sofá mais sensível. Como meu outro sofá era muito porcaria, ficava mais barato comprar outro do que mandar trocar o forro. Felizmente encontramos um sofá muito bom por um preço bem baixo. Na verdade compramos dois sofás, um de dois e outro de três lugares, muito bons e por menos do que gastaríamos em um sofá ruim como o anterior. Pegamos uma super-hiper-mega-assustadora promoção de fim de ano. Deu medo. Sério, era uma promoção muito promocional. Eu me assusto com promoções que se promovem demais assim. Coisas se liquidando, se jogando aos nossos pés totalmente desprovidas de amor próprio, se desvalorizando assim, sem razão!

Tudo bem, eu imagino que por ser um mostruário verde-limão, o jogo de sofá teria motivos de sobra para se desvalorizar daquele jeito, mas me assustei, da mesma forma. No começo achei que seria meio espalhafatoso colocar um sofá daquela cor no meio da sala, mas depois que lembrei que ele substituiria o cor de abóbora, me tranqüilizei. E acho que não preciso dizer que os gatos amaram. E que o verde-limão combinou com o amarelo listrado, o que é uma regra importantíssima para a permanência de um móvel nesta casa. Se não combinar com nosso único gato colorido, não serve para o apartamento.

Em breve, terei fotos de todos eles testando o sofá verde-limão, que está parecendo cada vez mais verde e menos limão. E esse tecido que já parece arranhado é perfeito para quem tem gatos. Mesmo que eles arranhem, não tem como ver. Eu juro que eles não arranharam, o sofá já veio assim.


PS: Espero que minha ausência prolongada não tenha causado danos cerebrais irreversíveis em ninguém.

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