Tuesday, February 27, 2007

Hein?




Eu tinha que escrever sobre uma coisa muito importante, mas como não faço a menor idéia do que era, resolvi escrever sobre a amnésia. Eu tenho esquecido uma porção de coisas. E não acho isso nem um pouco legal, mas já assumi que é culpa da idade, porque começou mais ou menos na época em que eu estava para fazer um ano a mais do que tinha no ano passado.

A coisa é pior do que você imagina. Eu fiz 27 anos. Até aí nada de mais. O problema é que me preparei psicologicamente durante 2 meses para o fato de fazer aniversário. Nada de mais também, já que faço isso todos os anos. O problema é que passei novembro e dezembro falando como se eu já tivesse 27 anos. Me convenci tanto que quando fiz aniversário meu cérebro achou que estava fazendo 28. Resultado: se alguém me pergunta eu digo que tenho 28. Estou mentindo minha idade para mais!!! Devo estar mesmo maluca.

Comprei um creme anti-rugas novo, porque agora tenho 28 anos. E ando com um medo muito grande de ter puxado a pele da família do meu pai (essa frase ficou estranha, me imaginei puxando a pele das pessoas, o que, posso garantir, nunca fiz), que tem um prazo de validade muito curto. Pensando seriamente em inventar uma desculpa qualquer e tirar o sobrenome deles, para ver se engano meu dna e o faço pensar que sou clone da minha mãe. Quem sabe nessa consigo até uma corzinha?

Os cabelos brancos desistiram de nascer, depois que eu arranquei os dois pobres coitados que deram o ar de suas alvas graças. Nunca mais apareceu nenhum. Acho que ficaram com medo. Toquei terror nos despigmentadozinhos. Uhú! Estou me achando.

Como ando desmemoriada, não tenho o menor compromisso com assunto neste blog, nem com a literatura, nem com nada. Só quero escrever à toa, pode ser? Então tá. Acabou o mês, percebeu? 28 de fevereiro, março está aí, na nossa cara. Posso ser lugar-comum e dizer que este ano tem passado mais rápido do que o ano anterior? Do que todos os anos anteriores? Tem passado, não, está passando, assim, no gerúndio, em movimento. Constante movimento.

Faz tanto tempo que não escrevo nada que não sei se contei que trocamos o sofá abóbora por outro, verde-limão, de um tecido que aguenta arranhões de três gatos ao mesmo tempo. Eles são bonzinhos, e não costumam destruir coisas (os gatos, embora eu também nunca tenha visto nem tecidos nem sofás destruindo coisas), mas o tecido do sofá antigo era tão ruim, um emborrachado porcaria (não esqueçam que eu compro coisas baseada única e exclusivamente no critério "preço") que bastava o gato passar perto que ele já rasgava. De medo, decerto. Levou a sério a expressão "se rasgando de medo".

E o Gatão é muito forte. Ele parece gordo, mas são músculos :-) Então, mesmo de brincadeira, poderia ferir um sofá mais sensível. Como meu outro sofá era muito porcaria, ficava mais barato comprar outro do que mandar trocar o forro. Felizmente encontramos um sofá muito bom por um preço bem baixo. Na verdade compramos dois sofás, um de dois e outro de três lugares, muito bons e por menos do que gastaríamos em um sofá ruim como o anterior. Pegamos uma super-hiper-mega-assustadora promoção de fim de ano. Deu medo. Sério, era uma promoção muito promocional. Eu me assusto com promoções que se promovem demais assim. Coisas se liquidando, se jogando aos nossos pés totalmente desprovidas de amor próprio, se desvalorizando assim, sem razão!

Tudo bem, eu imagino que por ser um mostruário verde-limão, o jogo de sofá teria motivos de sobra para se desvalorizar daquele jeito, mas me assustei, da mesma forma. No começo achei que seria meio espalhafatoso colocar um sofá daquela cor no meio da sala, mas depois que lembrei que ele substituiria o cor de abóbora, me tranqüilizei. E acho que não preciso dizer que os gatos amaram. E que o verde-limão combinou com o amarelo listrado, o que é uma regra importantíssima para a permanência de um móvel nesta casa. Se não combinar com nosso único gato colorido, não serve para o apartamento.

Em breve, terei fotos de todos eles testando o sofá verde-limão, que está parecendo cada vez mais verde e menos limão. E esse tecido que já parece arranhado é perfeito para quem tem gatos. Mesmo que eles arranhem, não tem como ver. Eu juro que eles não arranharam, o sofá já veio assim.


PS: Espero que minha ausência prolongada não tenha causado danos cerebrais irreversíveis em ninguém.

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