Três anos de Porto Alegre

Há exatos três anos e três dias cheguei em Porto Alegre, para uma nova vida. Passou rápido, sem dúvida nenhuma, ainda estou começando esta nova fase. Três anos depois e tenho um marido, três gatos e um curso em andamento. Alguns amigos a mais, alguns a menos, vários livros e uns eletrodomésticos.
Não sinto falta de Campo Grande, não tenho o menor apego por aquela terra. Sinto falta da minha mãe, da minha avó, do meu primo e das minhas gatas, mas não da cidade. Adotei o Rio de Janeiro, adotei Porto Alegre, adoto qualquer lugar que me faça sentir em casa. Minha casa é onde estou à vontade, Campo Grande não me proporciona isso.
Houve quem achasse que meu casamento não duraria, houve quem afirmasse que eu nem iria casar, algumas pessoas julgaram que eu voltaria em poucos meses. Decepcionadas, constatam o óbvio: estamos apenas no começo.
Sinto-me tentada a fazer um balanço desses três anos e a pensar se realmente valeu a pena. Não penso duas vezes antes de dizer que vir a Porto Alegre foi a segunda melhor escolha da minha vida. A primeira foi casar com o Davison. Desnecessário dizer que não me arrependo de nada, minha vida só começou a tomar forma depois desses eventos.
Três anos passaram depressa, o tempo corre de mim. Ao mesmo tempo em que parece que sou recém-casada, sinto como se tivéssemos vivido cinqüenta anos em três. Passamos por muita coisa, por quase tudo, seguramos a barra da quase-morte, da quase-vida. Seguramos barra dos outros e da gente, aprendemos um com o outro, aprendemos observando terceiros, sobrevivemos a esses três tempestuosos anos, provados e aprovados pelo fogo. Entramos 2007 mais fortes e unidos, dois velhinhos com setenta anos de casados, em corpinho de trinta.
Se esses três anos e três dias valeram a pena? Que valeram, valeram, mas...pena? Que pena?
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Há exatos três anos e três dias cheguei em Porto Alegre, para uma nova vida. Passou rápido, sem dúvida nenhuma, ainda estou começando esta nova fase. Três anos depois e tenho um marido, três gatos e um curso em andamento. Alguns amigos a mais, alguns a menos, vários livros e uns eletrodomésticos.
Não sinto falta de Campo Grande, não tenho o menor apego por aquela terra. Sinto falta da minha mãe, da minha avó, do meu primo e das minhas gatas, mas não da cidade. Adotei o Rio de Janeiro, adotei Porto Alegre, adoto qualquer lugar que me faça sentir em casa. Minha casa é onde estou à vontade, Campo Grande não me proporciona isso.
Houve quem achasse que meu casamento não duraria, houve quem afirmasse que eu nem iria casar, algumas pessoas julgaram que eu voltaria em poucos meses. Decepcionadas, constatam o óbvio: estamos apenas no começo.
Sinto-me tentada a fazer um balanço desses três anos e a pensar se realmente valeu a pena. Não penso duas vezes antes de dizer que vir a Porto Alegre foi a segunda melhor escolha da minha vida. A primeira foi casar com o Davison. Desnecessário dizer que não me arrependo de nada, minha vida só começou a tomar forma depois desses eventos.
Três anos passaram depressa, o tempo corre de mim. Ao mesmo tempo em que parece que sou recém-casada, sinto como se tivéssemos vivido cinqüenta anos em três. Passamos por muita coisa, por quase tudo, seguramos a barra da quase-morte, da quase-vida. Seguramos barra dos outros e da gente, aprendemos um com o outro, aprendemos observando terceiros, sobrevivemos a esses três tempestuosos anos, provados e aprovados pelo fogo. Entramos 2007 mais fortes e unidos, dois velhinhos com setenta anos de casados, em corpinho de trinta.
Se esses três anos e três dias valeram a pena? Que valeram, valeram, mas...pena? Que pena?
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