Parabéns, mamãe!!!

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Mais algumas:

Para quem não me reconheceu, eu sou esta barriga redonda, escondida sob o vestido. O menino na foto é um de meus irmãos, Vladmir (que hoje ganha para abrir a cabeça dos outros com um objeto cortante...risos...ele é neurocirurgião e estou certa de que já ouviu piadinhas bem melhores a respeito). Em 1979.

Nesta foto, mamãe e eu, há vinte e quatro curtos anos, praticamente ontem. Eu era pequenininha, do tamanho de um botão. :-)

Aqui, em 2005, uma de minhas fotos preferidas, de quanto eu ainda conseguia me manter na faixa dos 58 Kg (não, eu não vou reclamar...hahahaha...)

Mamãe e vovó, este ano.

Para encerrar o post-homenagem, mamãe no lançamento do livro "Meu filho, minha filha", do meu querido Fabrício Carpinejar, que é a figura a quem ela abraça.
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Minha mãe completa neste dia 17 de julho seus 68 anos. Sua mente jovem acompanha o corpo super conservado em uma constante e irrefutável prova de que idade é apenas número, o que importa é a cabeça. O número que acompanha sua certidão de nascimento não define quem você é, muito menos deve arbitrar como você deve se parecer, o que deve fazer e em que precisa acreditar. Com minha mãe eu aprendo a cada dia e todos os dias ela cresce diante de mim como pessoa, me ensina a olhar para a frente, a dar a volta por cima, a ter coragem.
Aprendo com sua força, com seu caráter, com seu senso de humor, sua leveza, com sua capacidade de perdoar, de aprender, de crescer, de brincar e de falar sério, rápida e direta, sem toda essa prolixidade que me é peculiar. Minha mãe tem uma energia que poucas pessoas conseguem acompanhar (aí eu me incluo), e é, ao mesmo tempo, agitada e serena, frágil e forte (ok, eu sei o quanto isso é lugar-comum, mas grande coisa, o mundo é um imenso e redondo lugar-comum e todas as cartas de amor são ridículas, já dizia um certo Pessoa), com uma capacidade extraordinária de agrupar pessoas ao seu redor e de ser especial em cada uma dessas vidas.
Temos algumas coisas em comum, é claro, mas até mesmo nessas coisas eu tenho muito a aprender com ela. Assim como acontece comigo, ninguém que conheça minha mãe consegue ser indiferente a ela. Ou ama, quando a conhece de verdade, ou a detesta, por ver nela algo que gostaria de ter consigo, ou por burrice mesmo, por nem se interessar em conhecer a dona daquela postura impecável. O mais engraçado é quando tentam adivinhar como ela é baseando-se apenas na aparência: enganam-se feio. Mamãe é simples, divertida, inteligente, culta, sem preconceitos, sincera, direta e com um coração maravilhoso, foi capaz de criar seus cinco filhos sozinha de uma maneira tão extraordinária a ponto de meu pai, depois de todos nós já crescidos, tê-la elogiado e agradecido pela forma como ela nos criou. Ele recebia elogios pelos filhos e sabia que se não fosse ela, não seríamos assim.
É claro que depois de adultos, cada um faz suas próprias escolhas. Nem sempre os pais têm controle ou responsabilidade sobre o que os filhos se tornam. Minha mãe nos deu o seu melhor, e eu hoje dou o meu melhor para ela, sabendo que nada do que um filho possa fazer retribui o amor e esforço de uma boa mãe. Mesmo sem ser mãe eu sei disso.
Não sei quanto tempo temos neste mundo, ninguém sabe, na verdade. Hoje você está aqui, amanhã pode não estar mais, você pode morrer esta noite. O que realmente vale a pena? O que levamos desta terra? O que realmente faz diferença? A única coisa deste mundo que realmente pode ser considerada válida é o amor, o relacionamento que temos com aqueles que amamos, o que dizemos e, sobretudo, o que fazemos para e por aqueles que dizemos amar. O que fazemos com o tempo que Deus nos permitiu viver ao lado dessas pessoas é o que conta, no final.
Me esforço para que minha mãe sinta meu amor através das minhas atitudes, para que ela tenha certeza de que pode contar comigo em todos os momentos e para que Deus saiba que eu valorizo, honro e cuido da mãe que Ele me deu. O que eu não tive maturidade e condições para fazer por meu pai enquanto ele estava comigo, faço por minha mãe, até porque tenho certeza de que ele jamais concordaria com o contrário. Agradeço a Deus todos os dias por ter a oportunidade de fazer minha mãe ter momentos agradáveis ao meu lado e, quando estamos longe, através dos telefonemas freqüentes.
Gostaria que todos os filhos pensassem e agissem assim com seus pais (os dois, ou o que lhes sobrou), sem perder tempo. Só Deus é perfeito, seu pai pode não ser perfeito, sua mãe também não, mas eu te garanto que você também não é. E na maioria das vezes, na balança, ao final, nossos erros pesam muito mais do que os deles, não é à toa que um dos dez mandamentos é "Honra a teu pai e a tua mãe, para que te prolonguem seus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá".
Minha mãe, como filha, tem sido um grande exemplo para mim. O cuidado que ela tem com a minha avó, a preocupação, o amor, a entrega, só me fazem admirá-la ainda mais e também me incentivam a ter com ela o mesmo cuidado, o mesmo amor, pois certamente, se eu fosse mãe, gostaria de receber isso de meus filhos.
Mas minha mãe não é apenas mãe, ela é uma mulher, uma pessoa com vida própria, com amigos, com trabalho, com seus hobbies, a pessoa que ela redescobriu ser após os filhos saírem de casa, e que eu espero que seja a cada dia mais feliz e realizada. Porque merece e porque tem se esforçado para isso. Admiro sua força, sua beleza, sua alegria, sua inteligência, sua sabedoria, sua jovialidade, sua tranqüilidade e sua paz, que só Deus dá. E Ele tem se mostrado cada vez mais presente e atuante em nossa vida, à medida em que minha mãe entrega tudo em Suas mãos, Ele a fortalece, dá direção aos seus caminhos e dirige seus passos para a vitória.
É a essa estrela iluminada e vitoriosa que eu parabenizo por mais um ano de vida. Tenho certeza de que será uma vida muito longa e feliz, teremos ainda dezenas de aniversários a comemorar pela frente, e que a cada um deles tenhamos mais motivos para celebrar.
Te amo, mãe!
PS: A foto que abre este post é de antes de eu sequer pensar em nascer, antes mesmo de ela se casar com meu pai. Data do início da década de 60, a Dona Estela era simplesmente a Telita...que, aliás, ela não deixou de ser. O gurizinho ao seu lado é o Ben-Hur, seu irmão e seu grande amigo, que faleceu em 1984.
Aprendo com sua força, com seu caráter, com seu senso de humor, sua leveza, com sua capacidade de perdoar, de aprender, de crescer, de brincar e de falar sério, rápida e direta, sem toda essa prolixidade que me é peculiar. Minha mãe tem uma energia que poucas pessoas conseguem acompanhar (aí eu me incluo), e é, ao mesmo tempo, agitada e serena, frágil e forte (ok, eu sei o quanto isso é lugar-comum, mas grande coisa, o mundo é um imenso e redondo lugar-comum e todas as cartas de amor são ridículas, já dizia um certo Pessoa), com uma capacidade extraordinária de agrupar pessoas ao seu redor e de ser especial em cada uma dessas vidas.
Temos algumas coisas em comum, é claro, mas até mesmo nessas coisas eu tenho muito a aprender com ela. Assim como acontece comigo, ninguém que conheça minha mãe consegue ser indiferente a ela. Ou ama, quando a conhece de verdade, ou a detesta, por ver nela algo que gostaria de ter consigo, ou por burrice mesmo, por nem se interessar em conhecer a dona daquela postura impecável. O mais engraçado é quando tentam adivinhar como ela é baseando-se apenas na aparência: enganam-se feio. Mamãe é simples, divertida, inteligente, culta, sem preconceitos, sincera, direta e com um coração maravilhoso, foi capaz de criar seus cinco filhos sozinha de uma maneira tão extraordinária a ponto de meu pai, depois de todos nós já crescidos, tê-la elogiado e agradecido pela forma como ela nos criou. Ele recebia elogios pelos filhos e sabia que se não fosse ela, não seríamos assim.
É claro que depois de adultos, cada um faz suas próprias escolhas. Nem sempre os pais têm controle ou responsabilidade sobre o que os filhos se tornam. Minha mãe nos deu o seu melhor, e eu hoje dou o meu melhor para ela, sabendo que nada do que um filho possa fazer retribui o amor e esforço de uma boa mãe. Mesmo sem ser mãe eu sei disso.
Não sei quanto tempo temos neste mundo, ninguém sabe, na verdade. Hoje você está aqui, amanhã pode não estar mais, você pode morrer esta noite. O que realmente vale a pena? O que levamos desta terra? O que realmente faz diferença? A única coisa deste mundo que realmente pode ser considerada válida é o amor, o relacionamento que temos com aqueles que amamos, o que dizemos e, sobretudo, o que fazemos para e por aqueles que dizemos amar. O que fazemos com o tempo que Deus nos permitiu viver ao lado dessas pessoas é o que conta, no final.
Me esforço para que minha mãe sinta meu amor através das minhas atitudes, para que ela tenha certeza de que pode contar comigo em todos os momentos e para que Deus saiba que eu valorizo, honro e cuido da mãe que Ele me deu. O que eu não tive maturidade e condições para fazer por meu pai enquanto ele estava comigo, faço por minha mãe, até porque tenho certeza de que ele jamais concordaria com o contrário. Agradeço a Deus todos os dias por ter a oportunidade de fazer minha mãe ter momentos agradáveis ao meu lado e, quando estamos longe, através dos telefonemas freqüentes.
Gostaria que todos os filhos pensassem e agissem assim com seus pais (os dois, ou o que lhes sobrou), sem perder tempo. Só Deus é perfeito, seu pai pode não ser perfeito, sua mãe também não, mas eu te garanto que você também não é. E na maioria das vezes, na balança, ao final, nossos erros pesam muito mais do que os deles, não é à toa que um dos dez mandamentos é "Honra a teu pai e a tua mãe, para que te prolonguem seus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá".
Minha mãe, como filha, tem sido um grande exemplo para mim. O cuidado que ela tem com a minha avó, a preocupação, o amor, a entrega, só me fazem admirá-la ainda mais e também me incentivam a ter com ela o mesmo cuidado, o mesmo amor, pois certamente, se eu fosse mãe, gostaria de receber isso de meus filhos.
Mas minha mãe não é apenas mãe, ela é uma mulher, uma pessoa com vida própria, com amigos, com trabalho, com seus hobbies, a pessoa que ela redescobriu ser após os filhos saírem de casa, e que eu espero que seja a cada dia mais feliz e realizada. Porque merece e porque tem se esforçado para isso. Admiro sua força, sua beleza, sua alegria, sua inteligência, sua sabedoria, sua jovialidade, sua tranqüilidade e sua paz, que só Deus dá. E Ele tem se mostrado cada vez mais presente e atuante em nossa vida, à medida em que minha mãe entrega tudo em Suas mãos, Ele a fortalece, dá direção aos seus caminhos e dirige seus passos para a vitória.
É a essa estrela iluminada e vitoriosa que eu parabenizo por mais um ano de vida. Tenho certeza de que será uma vida muito longa e feliz, teremos ainda dezenas de aniversários a comemorar pela frente, e que a cada um deles tenhamos mais motivos para celebrar.
Te amo, mãe!
PS: A foto que abre este post é de antes de eu sequer pensar em nascer, antes mesmo de ela se casar com meu pai. Data do início da década de 60, a Dona Estela era simplesmente a Telita...que, aliás, ela não deixou de ser. O gurizinho ao seu lado é o Ben-Hur, seu irmão e seu grande amigo, que faleceu em 1984.
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Mais algumas:

Para quem não me reconheceu, eu sou esta barriga redonda, escondida sob o vestido. O menino na foto é um de meus irmãos, Vladmir (que hoje ganha para abrir a cabeça dos outros com um objeto cortante...risos...ele é neurocirurgião e estou certa de que já ouviu piadinhas bem melhores a respeito). Em 1979.

Nesta foto, mamãe e eu, há vinte e quatro curtos anos, praticamente ontem. Eu era pequenininha, do tamanho de um botão. :-)

Aqui, em 2005, uma de minhas fotos preferidas, de quanto eu ainda conseguia me manter na faixa dos 58 Kg (não, eu não vou reclamar...hahahaha...)

Mamãe e vovó, este ano.

Para encerrar o post-homenagem, mamãe no lançamento do livro "Meu filho, minha filha", do meu querido Fabrício Carpinejar, que é a figura a quem ela abraça.
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