Parabéns, mamãe!

Depois de quatro anos de blog eu realmente acho que não tenho mais nada a dizer sobre ela, mas mamãe e eu ficamos mal acostumadas com esse negócio de post de aniversário. Se eu não escrevo nada, sinto que ficou faltando alguma coisa. Então peço licença para me repetir.
Acredito que minha mãe tenha sido uma das influências mais fortes em minha vida, responsável por tudo o que eu tenho de melhor. Porém, ela não pode ser responsabilizada pelo que tenho de ruim, isso é culpa minha, assumo. Minha mãe é uma pessoa maravilhosa, eu, nem tanto; minha mãe tem um ótimo coração e acredita que as pessoas sempre podem melhorar; eu desconfio de todo mundo e não acredito na possibilidade de melhora de quem não tem o menor interesse em mudar. Minha mãe tem uma facilidade enorme de jogar fora o que houve de ruim no passado e recomeçar; eu tenho tentado aprender isso com ela, embora ainda me agarre, vez ou outra, a registros históricos do que deveria esquecer. Herdei do meu pai uma nostalgia burra e não quero que ela seja tão inútil em mim quanto foi nele.
Minha mãe é animada e divertida, eu sou quase sempre rabugenta, extremamente crítica e caseira demais, costumo dizer que sou mais velha do que ela, e acho que sou mesmo. Trocamos as idades, na verdade ela tem 27 e eu tenho 67. Não leve em conta meu jeito despachado em público, sou extremamente extrovertida e gosto de brincar, mas dentro de mim tem uma velhinha de oitenta anos. Obrigada por achar que tenho apenas 67.
Minha mãe costuma dar segundas, terceiras e quartas chances às pessoas que a ferem, eu, mesmo também não guardando mágoa, prefiro guardar distância e - quando muito - dou segunda chance. Minha mãe é uma lady, elegante no vestir, no andar, nos gestos...eu gostaria de ter sua postura, mas precisarei de muitas e muitas aulas de pilates para evitar a coluna torta dos Resende (por que raios eu só puxei coisas ruins da família do meu pai? Os pêlos nos braços, a falta de cor, a coluna esquisita...bem, não reclamo...tem gente que puxou coisa pior ainda). Minha mãe tem uma cor maravilhosa, eu nasci desprovida de melanina; minha mãe tem 67 anos e eu, aos 27, tenho mais rugas do que ela.
Listo as diferenças porque posso garantir que são menores do que as semelhanças. Acima de tudo, construí com ela um canal de diálogo por conta de minha personalidade mais aberta, por querer e insistir em estreitar esse canal. Fico feliz por ter conseguido isso.
Ela foi muitas mulheres nesses vinte e sete anos que a conheço, tem se reinventado e aprimorado tudo o que aprendeu, tudo aquilo em que acredita, rejuvenesce a cada nova descoberta, não tem medo de novidades, ou, quando tem, as encara de frente. Se permitiu a fragilidade depois de anos de fortaleza, mas sobe no salto e acelera o trator quando é necessário.
Nunca escondeu sua humanidade, nunca escondeu a dificuldade que sentiu ao criar sozinha os cinco filhos. Sempre me mostrou a importância de valorizar o que eu tinha por dentro e não permitiu que eu alimentasse os complexos sobre a minha aparência física em minha fase larval...todos os complexos que eu tinha a maior razão em alimentar quando os colegas da escola me enchiam dos piores apelidos.
Esteve do meu lado nos momentos mais importantes da minha vida, e nos mais difíceis. Orou por mim e me deu conselhos valiosos, que carregarei comigo para sempre. Me ensinou o caminho por onde eu deveria andar, e, como bem previa a Bíblia, jamais me desviarei dele.
Nutro profunda admiração por sua inteligência, por seu senso de humor, por sua sabedoria, por sua capacidade de se renovar, por sua disposição (inclusive física, porque a pessoa faz ginástica há cinqüenta anos, sabe o que é isso?), aprendeu a usar o computador e a internet, voltou a trabalhar e a estudar depois de anos dedicados aos filhos, decidiu que vai se casar novamente, faz musculação e dança, e cozinha maravilhosamente bem (sim, eu estou fazendo propaganda da minha mãe...risos...). Quero ser igualzinha a ela quando crescer.
Mãe, agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade de conviver contigo, com uma pessoa tão maravilhosa que só me fez bem. E você merece ser muito, mas muito feliz, em todas as áreas da sua vida. E teremos muitos e muitos e muitos e muuuuuuitos anos de vida juntas, aprendendo a cada dia mais, crescendo, nos divertindo, aproveitando bastante o tempo que Deus nos dá por aqui, sem desperdício de energia com coisas ruins. Obrigada por tudo, pode estar certa de que tem em mim um apoio para qualquer situação. Não sabe o quanto me ajuda e me ensina, ainda hoje. Te amo, mãe, e espero que isso fique bem claro todos os dias, em todas as minhas atitudes.
Sem desmerecer o resto do pessoal, você e o Junior fazem essa família valer a pena. Como ele também fez aniversário recentemente, estendo a ele os parabéns e os desejos de muitas felicidades, saúde e muuuuuitos anos de vida. Com uma mãe como você, um irmão como o Junior e um marido como o Davison, a pessoa não precisa de mais nada na vida. E isso não é puxa-saquismo, eu juro! É a mais pura verdade. :-)

Depois de quatro anos de blog eu realmente acho que não tenho mais nada a dizer sobre ela, mas mamãe e eu ficamos mal acostumadas com esse negócio de post de aniversário. Se eu não escrevo nada, sinto que ficou faltando alguma coisa. Então peço licença para me repetir.
Acredito que minha mãe tenha sido uma das influências mais fortes em minha vida, responsável por tudo o que eu tenho de melhor. Porém, ela não pode ser responsabilizada pelo que tenho de ruim, isso é culpa minha, assumo. Minha mãe é uma pessoa maravilhosa, eu, nem tanto; minha mãe tem um ótimo coração e acredita que as pessoas sempre podem melhorar; eu desconfio de todo mundo e não acredito na possibilidade de melhora de quem não tem o menor interesse em mudar. Minha mãe tem uma facilidade enorme de jogar fora o que houve de ruim no passado e recomeçar; eu tenho tentado aprender isso com ela, embora ainda me agarre, vez ou outra, a registros históricos do que deveria esquecer. Herdei do meu pai uma nostalgia burra e não quero que ela seja tão inútil em mim quanto foi nele.
Minha mãe é animada e divertida, eu sou quase sempre rabugenta, extremamente crítica e caseira demais, costumo dizer que sou mais velha do que ela, e acho que sou mesmo. Trocamos as idades, na verdade ela tem 27 e eu tenho 67. Não leve em conta meu jeito despachado em público, sou extremamente extrovertida e gosto de brincar, mas dentro de mim tem uma velhinha de oitenta anos. Obrigada por achar que tenho apenas 67.
Minha mãe costuma dar segundas, terceiras e quartas chances às pessoas que a ferem, eu, mesmo também não guardando mágoa, prefiro guardar distância e - quando muito - dou segunda chance. Minha mãe é uma lady, elegante no vestir, no andar, nos gestos...eu gostaria de ter sua postura, mas precisarei de muitas e muitas aulas de pilates para evitar a coluna torta dos Resende (por que raios eu só puxei coisas ruins da família do meu pai? Os pêlos nos braços, a falta de cor, a coluna esquisita...bem, não reclamo...tem gente que puxou coisa pior ainda). Minha mãe tem uma cor maravilhosa, eu nasci desprovida de melanina; minha mãe tem 67 anos e eu, aos 27, tenho mais rugas do que ela.
Listo as diferenças porque posso garantir que são menores do que as semelhanças. Acima de tudo, construí com ela um canal de diálogo por conta de minha personalidade mais aberta, por querer e insistir em estreitar esse canal. Fico feliz por ter conseguido isso.
Ela foi muitas mulheres nesses vinte e sete anos que a conheço, tem se reinventado e aprimorado tudo o que aprendeu, tudo aquilo em que acredita, rejuvenesce a cada nova descoberta, não tem medo de novidades, ou, quando tem, as encara de frente. Se permitiu a fragilidade depois de anos de fortaleza, mas sobe no salto e acelera o trator quando é necessário.
Nunca escondeu sua humanidade, nunca escondeu a dificuldade que sentiu ao criar sozinha os cinco filhos. Sempre me mostrou a importância de valorizar o que eu tinha por dentro e não permitiu que eu alimentasse os complexos sobre a minha aparência física em minha fase larval...todos os complexos que eu tinha a maior razão em alimentar quando os colegas da escola me enchiam dos piores apelidos.
Esteve do meu lado nos momentos mais importantes da minha vida, e nos mais difíceis. Orou por mim e me deu conselhos valiosos, que carregarei comigo para sempre. Me ensinou o caminho por onde eu deveria andar, e, como bem previa a Bíblia, jamais me desviarei dele.
Nutro profunda admiração por sua inteligência, por seu senso de humor, por sua sabedoria, por sua capacidade de se renovar, por sua disposição (inclusive física, porque a pessoa faz ginástica há cinqüenta anos, sabe o que é isso?), aprendeu a usar o computador e a internet, voltou a trabalhar e a estudar depois de anos dedicados aos filhos, decidiu que vai se casar novamente, faz musculação e dança, e cozinha maravilhosamente bem (sim, eu estou fazendo propaganda da minha mãe...risos...). Quero ser igualzinha a ela quando crescer.
Mãe, agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade de conviver contigo, com uma pessoa tão maravilhosa que só me fez bem. E você merece ser muito, mas muito feliz, em todas as áreas da sua vida. E teremos muitos e muitos e muitos e muuuuuuitos anos de vida juntas, aprendendo a cada dia mais, crescendo, nos divertindo, aproveitando bastante o tempo que Deus nos dá por aqui, sem desperdício de energia com coisas ruins. Obrigada por tudo, pode estar certa de que tem em mim um apoio para qualquer situação. Não sabe o quanto me ajuda e me ensina, ainda hoje. Te amo, mãe, e espero que isso fique bem claro todos os dias, em todas as minhas atitudes.
Sem desmerecer o resto do pessoal, você e o Junior fazem essa família valer a pena. Como ele também fez aniversário recentemente, estendo a ele os parabéns e os desejos de muitas felicidades, saúde e muuuuuitos anos de vida. Com uma mãe como você, um irmão como o Junior e um marido como o Davison, a pessoa não precisa de mais nada na vida. E isso não é puxa-saquismo, eu juro! É a mais pura verdade. :-)
Labels: família, Mamãe, posts comemorativos

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