Monday, March 28, 2005

O Bebê



Sexta-feira ela me atraiu com chocolates à sua casa. Dave foi falando durante todo o caminho que roubaria o nenê da gatinha dela, aquela que só teve um filhote quando o segundo estava prometido para mim. Eu, preocupada, já que o Dave ficaria frustrado por não conseguir realizar o rapto, não desconfiei de nada.

Toquei a campainha e ela me recepcionou com um filhote no colo, de lacinho no pescoço e tudo. Dave já sabia de tudo, eu levei alguns segundos até entender o que se passava: era um presente para mim!

A gatinha é um filhote resgatado por um rapaz que colocou o anúncio no Multiply. Pelo que eu entendi, a mãe é uma gata que mora em uma praça no condomínio e que, não castrada, de tempos em tempos dá cria. O rapaz resgata os filhotes e encaminha para doação.

Levamos para casa. Confesso que estou meio desesperada, já que ela é um bebê. Um bebê minúsculo de dois meses!! Nunca precisei me preocupar com filhotes porque sempre tinha uma mamãe-gata por perto para cuidar deles. Sei cuidar de gato adulto e de velhinhos, mas agora tenho um nenê que está sob minha responsabilidade!!

Tento me comunicar com ela, mas ainda não consigo grandes progressos, já que - conforme dito aqui inúmeras vezes- ela é um bebê e não está afim de conversar, quer brincar.

Não se interessa muito por colo porque não quer ficar parada, o negócio dela é fazer bagunça, explorar cada canto da casa, brincar com tudo o que encontra pelo caminho, até desmaiar de sono em algum lugar.

Costuma dormir juntinho da gente, gosta de sapatear no teclado do laptop, o Davison tratou de ensiná-la a comer cabelo (lembranças da Bianquinha) e ela corre de lado, pulando. Tenta brincar com a gatinha no espelho, inconformada por não conseguir ver o que há atrás dele. É um bebê.

Ainda não temos um nome. Ou melhor, até temos, mas essas coisas assim, no começo, são passíveis de mudança. Ontem, lendo minha lista de nomes, a Paula comentou que parecia lista de mercado. Fui anotando as palavras mais "nomináveis" enquanto folheava uma revista Corpo a Corpo (estilo Boa Forma). Entre Ricota, Lentilha, Etecetera, Bolacha, Dieta, Trufa, Chérie, Sarah, Morena, Mel, Ane, Light, Nívea, Daisy e Dolly, escolhemos, provisoriamente, Ricota. Eu queria mesmo Trufa, mas Dave achou que não combinava.

Ela é aristocrata, tem pose de Lady (até pensamos nesse nome, mas seria falta de criatividade, não?), rosto expressivo, mas não consegui nenhum nome que combinasse isso tudo. Ficou Ricota mesmo.

Corre, pula, pára com cara de maluca, olhos esbugalhados, se divertindo. Derruba tudo o que vê pela frente e não mia, apita. É, apita. Mia sem abrir a boca e sai o som de um apitinho, um passarinho, qualquer coisa assim.

Tudo é novidade e eu confesso que estou torcendo para que ela cresça logo e fique mais tempo parada...risos.... aos poucos vamos estabelecendo contato, ela vai aprendendo a se comunicar, começa a entender o que digo e fica mais civilizada :)

Já comecei a chamá-la pelo novo nome, porque ela estava atendendo por "nenê". Enfim, ainda estamos abertos a sugestões. Por enquanto, é minha Ricota mesmo :)

Agora cansou de brincar e está dormindo entre os ursinhos de pelúcia, no chão. Passei o dia evitando que ela pisoteasse o teclado do laptop. É incrível, ela coloca as quatro patinhas em teclas estratégicas e descobre todos os atalhos para as coisas mais absurdas, atalhos que ninguém sabe que existem. É uma exploradora.

Prefiro deixá-la longe dos tais atalhos, vai que ela descobre um jeito de formatar todo o winchester usando apenas quatro teclinhas.... melhor não arriscar. Sem contar que o botão mais legal que ela encontrou no laptop foi o de desligar...juro! Entre todos os botõezinhos disponíveis, ela vai direto no "desligar".

Enfim, é essa a novidade da semana. Ainda estamos abertos a sugestões de quem achar que essa gatinha da foto, definitivamente, não tem cara de Ricota.

Mostrando que aprendeu direitinho a brincadeira que o Dave ensinou, caçando meu cabelo:




Eu e o nosso neném:





PS: Vendo nomes em uma lista de gatos no Multiply, comecei a testar, a certa hora resolvi chamá-la de Josephine e não é que ela achou o máximo? Atendeu na hora, ficou toda alegrinha, rolando, animada. Me confundiu um pouco, mas continuo a chamá-la de Ricota, até segunda ordem. Josephine é sacanagem!

Thursday, March 24, 2005

O Autor Desconhecido



Da primeira vez chegamos à noite, olhamos a estátua, a máquina de escrever, a agenda, os jornais e a caneta bic empoeirados sobre o banco, o olhar perdido no horizonte, observando a bela paisagem da orla do Leblon.

- Quem será esse? - Perguntei para o Davison, já procurando uma placa que identificasse a estátua. Absortos em nossa ignorância, não encontramos o nome do cara em lugar algum. Chegamos então à conclusão de que se tratava de uma homenagem ao Autor Desconhecido.

Sim, aquele mesmo que escreve os textos mais legais da internet, que a gente recebe por e-mail, lê em sites, em blogs e até em muito jornal por aí. O Autor Desconhecido é o profissional mais altruísta que existe, ele não quer divulgar seu nome nas coisas que escreve, seu intuito é apenas produzir para jogar ao vento, para espalhar a arte, para que o resultado de seu árduo trabalho seja de domínio público, como uma mente completamente desapegada, como a mãe que joga seus lindos filhos no mundo para que todos possam ter a oportunidade de carregá-los no colo. Ela vira as costas, não deixa nome, telefone, nem endereço, não deixa rastro. Definitivamente, um cara desses merece uma homenagem.

Dia desses resolvi voltar lá, para tirar foto da estátua do Autor Desconhecido. Uma garoa fina me acompanhou até que eu alcançasse o final do calçadão do Leblon, onde repousa a justa homenagem. Um gari, sentado ao lado da escultura atrapalhava a minha foto.

Resolvi sentar ali perto enquanto aguardava que o homem retomasse seu trabalho. Em vão. Levantei e olhei para os pertences do Autor Desconhecido, sua caneta, agenda, jornal e máquina de escrever...a garoa retirou a poeira e pude ver que havia, no jornal, algo escrito. Me aproximei e li: "Zózimo". Pensei alto:

- Não acredito que esta é a placa. - O gari ouviu e me explicou, em tom importante:
- Esse é o Zózimo.
- Ele era jornalista - Explicou o pipoqueiro, sentado próximo, ao que o gari completou, apaixonado:
- É, tinha uma coluna no Jornal do Brasil. Na verdade ele é mais do que isso. É o símbolo do carioca que sai do trabalho, olha o mar, observa a paisagem. Sem essa estátua o Leblon não seria o Leblon.

Após uma rápida aula do gari sobre a vida e obra de Zózimo Barroso, tirei minhas fotos, com os dois ao fundo, porque agora faziam parte do contexto, não?

Aprendi com tudo isso o que eu já sabia: não havia homenagem alguma ao Autor Desconhecido simplesmente porque não existe o Autor Desconhecido. O que existe é a preguiça e a falta de atenção que nos faz passar reto pela identidade do autor, a preguiça de retirar a poeira sobre as letras e descobrir quem escreveu aquele texto.

O autor desconhecido não existe. É só procurar um pouco e rapidinho a gente descobre quem ele é. É só ter um pouquinho de paciência e humildade para descobrir, nem que seja através de um gari.

O Zózimo de bronze, no entanto, torna-se o espelho de tantos autores desconhecidos que têm seus textos roubados e repassados sem autoria ou até mesmo assinados por outra pessoa. O legal da internet é poder divulgar textos interessantes, espalhar o que nos chama a atenção, mas sempre respeitando o trabalho alheio, colocando os devidos créditos e não repassando texto sem autor. Sempre checar, aliás, a autoria dos textos que recebemos por e-mail, fazendo uma rápida pesquisa no google com uma frase do texto entre aspas.

Enchi tanto o saco dos meus amigos (e da lista de amigos deles) com esse papo de respeito ao trabalho dos outros quando eles me mandavam textos que eu recebia sem autoria ou com autoria equivocada que hoje em dia ninguém mais me manda nada e eu fico sabendo pelos outros do que anda circulando na internet.

O problema é que quando esses textos saem da internet para a coluna de alguém em um jornal, por exemplo, ou como texto de estudo em uma sala de aula, a coisa complica. Dá a impressão de que escrever não é trabalho e que um texto brota do nada, assim, no papel, se auto-escrevendo.

Fiquei sabendo dia desses de um texto para o qual estou fazendo operação caça-créditos que foi parar em uma coluna de jornal sem que fosse citado o autor. Não é o único, eu sei, e a pessoa que o publicou certamente o fez achando que ele havia sido escrito pelo tal Autor Desconhecido do início deste post.

A partir do momento em que constatamos a inexistência dessa entidade, nos deparamos com um problema grave. Não é frescura querer que seu nome esteja atrelado a seu trabalho porque o escritor não tem outra forma de ter seu trabalho reconhecido e divulgado, ou seu nome vai com o seu texto, ou seu texto vai e seu nome fica.

Então, por Zózimo, tenhamos um pouco de respeito pelos escritores que abrem seu talento aqui na internet e façamos, cada um, a nossa parte. Tenho falado sobre isso aqui há muito tempo, mas agora decidi que algo mais específico deve ser feito.

Pensando nisso, acabo de criar o blog Autor Desconhecido, onde reunirei os textos roubados, falarei de seus autores e farei ali uma espécie de "banco de dados de textos perdidos", para facilitar as buscas de quem recebe texto sem autor. A idéia é transformar, em um futuro próximo, o blog em um site, com mecanismo de busca rápida de textos dentro de seu próprio conteúdo.

Já tenho bastante material, mas vou postando aos poucos. Comecei hoje com o texto "Querido Diário", da Patrícia Daltro e uma crônica escrita por ela, "O dia em que virei Spam" e colocarei nos próximos dias os outros textos citados aqui, da Runner e da Chapeuzinho Vermelho na mídia, além de outros que descobri recentemente e que me fizeram ver a urgência de criar esse espaço, com o depoimento dos respectivos autores.

Então, se quiserem conhecer, está bem no comecinho, aos poucos vou montando tudo, mas já está lá, para desmascarar o Autor Desconhecido.





PS: Obrigada a todos que nos deram parabéns pelos nove meses de casados. Fiquei especialmente feliz com o comentário do Ordisi Raluz que tem 34 anos de casado e é apaixonado pela esposa :) Estamos nesse caminho, Ordisi, bom saber que não somos os únicos a acreditar e viver o amor.

Vou responder todos os comentários na semana que vem (em final de semana e feriado é impossível responder comments), mas quero deixar anotado desde já o quanto fiquei feliz pela história que você contou, Túlio, do gatinho que resgatou na chuva. Feliz mesmo. Um dia você vai ter um amigo felino e vai ver como eles são legais e descobrir que tudo o que você ouviu de negativo sobre eles era fruto de puro preconceito. :)

Ok, vamos parar por aqui ou então vou acabar respondendo todos os comentários antes da hora e no PS...risos...

Monday, March 21, 2005

Nove Meses

Nove meses. Ainda não nasceu ninguém. Assim, posso provar que não casei grávida (acreditem ou não, muita gente cogitou essa hipótese) :). Enfim, nove meses é o período da gestação humana. Em nove meses geramos um relacionamento sólido, uma vida a dois.

Comemorando hoje nove meses de uma nova vida à qual ainda estamos nos acostumando, nos adaptando e descobrindo que ela não precisa seguir regras, ser igual à de nenhum outro casal, para que nossos erros sejam apenas nossos, sem repetir erro de ninguém, assim certamente poderemos corrigí-los com mais propriedade. Então descobrimos, dia após dia que na verdade estamos comemorando um ano e sete meses de namoro. Porque pouco mudou de lá até aqui e o que mudou, foi para melhor.

Mês passado fiz aquele texto contando o que poderia acontecer em oito meses, para provar que pode ser muito ou pouco tempo, dependendo do ângulo pelo qual se olha. Agora, não há como desvencilhar "nove meses" da idéia de uma gestação humana (ou bovina, mas este exemplo deixo de lado pela falta de romantismo que ele carrega).

Acho que o relacionamento todo é uma gestação, trabalhamos o amor, o carinho, o cuidado e a convivência e nasce, de tempos em tempos, mais cumplicidade, mais companheirismo e muito mais amor.

Parece que estamos casados há muitos anos, mal nos lembramos de como era a vida antes de juntarmos os computadores e continuamos frustrando aquelas (milhares de) pessoas que nos disseram "Ah, no começo é assim mesmo, espera só daqui a um ano..." Estamos chegando lá e está a cada dia melhor. Aliás, a melhor coisa que fizemos pelo nosso relacionamento foi casar. :) E se eu tivesse engravidado na lua-de-mel estaria nascendo alguém neste momento. A criaturinha, porém, deverá vir ao mundo daqui a algum tempo, ainda está meio cedo e, por mais que eu tenha uma vontade quase incontrolável de ter nenê, vou treinar antes com um gatinho...risos...

E o amor aumenta a cada dia. A cumplicidade e o companheirismo têm se renovado, de tempos em tempos. Até respirar tem sido mais fácil, o ar é leve, puro, delicioso...no Rio de Janeiro, em uma área de intenso tráfego de ônibus, achar o ar leve, puro e delicioso só pode ser coisa de gente apaixonada mesmo. Mas está, eu juro. A-do-ro respirar. E tomar água fria em goles enormes. Os gostos são mais fortes, as sensações são mais intensas, a vida parece estar mais palpável, as cores mais fortes... o amor faz isso, é?

Pessoas que não vejo há tempos quando me encontram (pessoalmente ou pela internet) e descobrem que casei se espantam, dizendo que eu não acreditava em amor e dizia que nunca iria casar. Bem, que eu não acreditava mais em amor eu me lembro, mas que dizia que nunca me casaria, não lembro mesmo. Apaguei completamente da memória, mas como isso foi dito por mais de duas pessoas, que nem se conhecem, parece ser verdade.

Acho que dizia que eu queria algo tão diferente, tão especial, era tão exigente, que de tanto ouvir que aquilo que eu esperava era impossível, começava a acreditar. Não existe nada impossível. Encontrei justamente o que queria, exatamente como queria, sem nem ao menos estar procurando.

Contei para uma amiga de uma roupa que queria usar em uma festa e, como não a encontrava em lugar nenhum, desenhei e falei com Deus, para que me fizesse encontrar aquele modelo. Encontrei essa minha amiga na festa, mostrei o desenho e a roupa, que era semelhante, mas bem melhor do que eu tinha desenhado e tinha saído, toda a produção, por bem menos da metade do preço que eu imaginava. Ela brincou, dizendo ao Dave que certamente eu também o tinha desenhado. Mas na verdade ele foi escrito.

Escrevi uma carta enorme para Deus, detalhando o homem que eu queria, com todas aquelas características que todo mundo dizia ser impossível encontrar em alguém. Fiz um voto com Deus, porque Ele promete a seus filhos "vida com abundância" e a minha vida estava incompleta. Ali agi a minha fé, crendo que Ele me daria aquela pessoa especial, e eu não queria menos. No mês seguinte o encontrei. E descobri que ele era ainda mais do que eu havia pedido. Tudo bem, eu não queria menos, mas não reclamei de ter vindo a mais :)

Acredite você ou não, Deus não é um ser distante, cruel, alheio às nossas necessidades. Se sabemos quem Ele é, o que quer para nós e o enxergamos como pai, podemos pedir aquilo que nos é impossível, crendo, sem duvidar, e Ele, como pai, certamente nos responderá. Então foi assim, amiga, ele não foi desenhado, mas foi escrito.

Porém eu jamais poderia sequer imaginar, quanto mais escrever, o que viria depois. O amor, a convivência, nossa vida a dois, nosso crescimento, as lutas e as vitórias, isso tudo Deus escreveu para mim, enquanto eu fazia a minha parte. E é a Ele que agradeço por esses nove meses de vitórias, de esperança, de amor, de felicidade, de novidades absolutas.

E agradeço também à minha outra metade (sim, porque eu era meia pessoa antes de conhecê-lo, vivendo meia vida, com meia alma), por mais brega que seja a expressão "minha outra metade". Esse negócio de amor é brega mesmo.
Mandei um e-mail, agradecendo...risos...

Decidi parar de falar tanto da gente por aqui (abro discreta exceção para o dia 21, até junho). Algumas pessoas gostam e vêem nisso a esperança de saber que existe relacionamento legal, um amor forte, duradouro e saudável. Para outras, ler sobre a felicidade alheia joga um holofote sobre sua própria infelicidade. Por isso prefiro guardar essa felicidade para nós, vivê-la intensamente do lado de cá.

Claro que de tempos em tempos não consigo evitar de falar sobre isso, mas tentarei fazê-lo de forma discreta (o máximo que consigo ser discreta). Nove meses se passaram e com nossa receitinha fácil de amor: não deixar acumular tristeza, resolver problemas na hora, sem deixar mágoas, fazer surpresas em dias comuns, nos esforçando para fazer o outro feliz, o relacionamento hoje está muito melhor do que no começo. E tende a melhorar :) Sempre.


PS: Te amo, Dave :) Espero que não fique bravo por eu ter postado nossa foto sem sua prévia autorização...risos...mas como você sempre diz que nós dois somos a mesma pessoa, autorizei por você :)

Saturday, March 19, 2005

NOVIDADE!!

:) Tem crônica minha no Crônica do Dia, com o título "Cedo Para Falar em Páscoa?". :) Devo agir naturalmente? :) :) :) :)

Quer ler? Então vai . :)

:) :) :) :) :)

Thursday, March 17, 2005

Gatos Fumantes

Apesar de ninguém ter comentado meus últimos três posts, estou colocando mais um. É que prometi mandar para uma amiga a seguinte reportagem, retirada da Revista Pulo do Gato . Pela relevância do tema, decidi também publicar aqui e no Gateira:

"Muito se diz sobre o vício do cigarro e muitos acreditam que abandonar o vício do fumo seja até mais difícil do que abandonar drogas como a cocaína. Mas se a própria saúde não for o suficiente para largar o vício, a saúde dos animais de estimação, principalmente os gatos, pode ser mais do que um impulso para jogar o maço de cigarros fora, inteiro.

Não são só as pessoas que saem perdendo com a fumaceira dos cigarros não: os gatos que moram em casas de fumantes têm muito mais chance de ficar doentes. Esses animais estão mais sujeitos ao linfoma felino, um tipo de câncer fatal. Eles têm duas vezes mais chances de adquirir o linfoma do que os gatos de não-fumantes. Isso porque além de serem fumantes passivos, inspirando a fumaça do cigarro, lambem a fumaça acumulada nos pêlos durante sua higiene. O estudo foi publicado no American Journal of Epidemiology "
Revista Pulo do Gato

Mais informações no site: Emedix
Isso também é interessante: sobre crianças, gatos e alergias.

E não me deixem aqui falando sozinha, caramba!
Update

No dia 04 de fevereiro postei algo sobre roubo de textos na internet, agora volto ao assunto. Acabei de descobrir outro roubo...ah, Senhor, que coisa séria. É o texto que circula por aí, sem autoria, com o nome de "Versões para a história da chapeuzinho vermelho", sobre como seria contada a história da chapeuzinho vermelho, pela mídia. Engraçadíssimo, o texto começa assim:

"CLAUDIA:Como chegar na casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho
NOVADez maneiras de levar um lobo à loucura na cama
MARIE-CLAIRE"Na cama com um lobo e minha avó", relato de quem passou por essa experiência"


O texto foi originalmente publicado no site Sub Rosa, é só rolar a página, está datado do dia 06 de Outubro de 2002. O autor é o jornalista Tom Taborda (não, ele não tem blog. Mas existe, mesmo assim :)), dono de um talento incontestável (como as três outras escritoras citadas em meus outros posts, que também já tiveram a infelicidade de virar spam) e que merece ter seu trabalho respeitado.

Portanto, anote aí: além de não repassar texto sem créditos e sempre checar a autoria do que você recebe, caso chegue às suas mãos um texto sobre o diário de uma dieta com um frango dançarino de Can-Can, avise que a autora é Patrícia Daltro, do http://acriaturaeamoca.blogspot.com, se chegar o texto sobre o outdoor da academia Runner com o final "Runner, querida, prefiro ser baleia", credite à Gabi, do http://elburgente.weblogger.com.br/ e se você receber um texto sobre as várias versões da mídia sobre a história da chapeuzinho vermelho, avise que o autor é o jornalista Tom Taborda (ainda que sem link, ele merece ser respeitado :)).

Sim, os textos são fantásticos, por isso mesmo devemos respeitar seus autores. Dizer que um texto não tem autor é mentira, atribuir a autoria a outra pessoa, é roubo. Repassar texto sem autor ou roubado, é conivência.

Wednesday, March 16, 2005

Oiê!

Passando rapidinho, para dar um "oi". Post curto porque o post abaixo, de respostas aos comentários, ficou suficientemente longo para que eu passe dias sem escrever, o que, infelizmente, não acontecerá...risos...

Por aqui, tudo bem. Jogamos Age of Empires (que é o Sims do Dave), escrevemos, comemos e passeamos. Listas de coisas para fazer e gente para encontrar. Tudo o que não tem em Porto Alegre. E hoje fiquei com vontade de fazer esta notinha "meu querido diário", que eu não fazia há algum tempo. Como diz o Garfield, velhos hábitos nunca morrem.

Passei em uma loja esses dias e li, em uma camiseta: "Couve, couve, couve, couve! COUVE!!" Li novamente. A mesma coisa. Estranhei. Certamente é uma linha vegetariana de roupas, exaltando verduras, legumes e frutas. Já ia procurar a versão "Alface, alface, alface, alface! ALFACE!!", "Brócolis, brócolis, brócolis, brócolis! BRÓCOLIS!!" ou "Abóbora, abóbora, abóbora, abóbora! ABÓBORA!!" Ou ainda "Pêssego, pêssego, pêssego, pêssego! PÊSSEGO!!" Quando resolvi ler pela terceira vez: "Love, love, love, love! LOVE!!"

Você sabe que seu romantismo está em baixa quando vê escrito LOVE e lê COUVE...
Uma parte dos comentários:



Deixa eu explicar uma coisa: não, eu não recebo meus comentários por e-mail. O haloscan até tem essa opção, mas apenas para contas pagas e a minha conta é gratuita. Porém eles têm um sistema ótimo que classifica os comentários por posts sim, mas que os coloca, na página de gerenciamento de comments, em ordem cronológica.

Isto é, se você colocar um comentário em algum post de Março de 2003 lá no Another Monster original, ele vai aparecer para mim junto dos comentários enviados para o último post, embora para você ele continue visível apenas lááááá no fim do mundo.

Por essa razão, se você chegou ao blog recentemente e de vez em quando tem vontade de comentar algum post antigo, pode ficar à vontade que eu estou sempre dando uma olhadinha na página de gerenciamento.

Desde que cheguei ao Rio, no entanto, eu não tinha logado no haloscan para checar se havia algum comentário em posts antigos. Hoje resolvi dar uma olhada e encontrei um comentário em um post jurássico. Acho que a menina (Silene) entrou pelo google e não percebeu que aquela página datava de 2003.

Mas li, entendi e gostei :) Por isso resolvi postar aqui com os outros. Tentarei não me alongar muito nas respostas porque acabei deixando acumular muita coisa.

Agora vamos a outras explicações. Eu sou uma pessoa enrolada. Enroladíssima, aliás. Uma das criaturas mais desorganizadas que você já conheceu (sim, porque você deve ter conhecido gente mais desorganizada por aí).

Adoro responder comentários, responder e-mails (a-do-ro receber e-mails), ajudar no que posso, comentar em blogs que gosto de ler, amo me comunicar com os outros e falar pelos cotovelos, mas infelizmente nem sempre consigo fazer tudo isso.

O que costuma acontecer bastante é a pessoa vir ao blog, me achar legal, mandar um e-mail (ou escrever um comentário) e diante da demora em receber uma resposta, mudar radicalmente a opinião a meu respeito. Acho injusto.

O dia em que eu fizer algo que te ofenda profundamente você terá todo o direito de mudar de opinião a meu respeito, mas o silêncio geralmente só significa que eu tenho sérias dificuldades em responder um e-mail com a rapidez que a netiqueta pede (ainda existe essa tal de netiqueta?) .

Mas eu respondo. Eu sempre respondo. Sou a única pessoa que conheço que tem cara-de-pau o suficiente para responder um e-mail depois de meses. E ainda tem a cara-de-pau de admitir isso publicamente e pedir que continuem escrevendo, afinal de contas, se ninguém mais escrever, eu não conseguirei mudar essa situação. Tenho que aprender a responder as coisas na hora em que elas chegam, não? Isso é educado.

As pessoas normais se chateiam quando a gente não escreve, não telefona (eu tenho problemas gravíssimos com telefone. Não sei ligar para ninguém), não dá notícias. Fui uma pessoa completamente isolada da humanidade durante muitos anos da minha vida, como alguns sabem. Há muito pouco tempo convivo socialmente com seres humanos, ainda estou aprendendo, por favor, tenham paciência :)

A propósito, meu telefone aqui no Rio continua o mesmo, tanto o celular quanto o do hotel. Só o apartamento mudou, é o número seguinte, no mesmo andar.

Agora, alguns comentários (o resto publico outro dia, ou então isso vai ficar imeeeeeenso):

"Adorei o texto sobre os homens...tens toda a razao...ih ihah meu tipo sanguineo e o+"
Silene
:) Ao menos alguém lê meus textos antigos. Aqui está o link para o texto ao qual ela se refere. Obrigada, Silene :)

Sobre a Bianca:

"Ei, adorei essa minha xará! Já te aviso que toda Bianca é manhosa e bagunceira, por demais! O que aconteceu com meu outro endereço? Tive que cancelar, porque estou sem dinheiro de tudo pra pagar o domínio... Coisas da vida! Bjs!"
Bia
Bia, manhosa e bagunceira deve ser mesmo uma característica do nome, já que minha outra Bianca, a tricolor que mora com a minha mãe, também é manhosa e bagunceira...mas também toda Bianca é linda e inteligente :) Por isso ninguém nem se incomoda tanto com a bagunça...risos... Beijos!

"Hey Van, tudo bem? Eu to morando sozinho agora em meu apto... é estressante porque tenho que me preocupar com muitos detalhes... Beijão."
Ciclope
Ciclope, por que foi morar sozinho? Bem, eu sei como é isso. Estressante, cansativo, solitário...eu não conseguiria morar sozinha por muito tempo, a gente percebe que muitas coisas que tinha naturalmente na casa da mamãe não caíam do céu...risos...e a louça se acumula, assim como a poeira nos móveis, no chão e as contas do mês. Mas o pior de tudo mesmo é se sentir sozinho à noite. Se eu não tivesse casado, já teria arranjado uns dois felinos para me fazer companhia há muito tempo. Boa sorte para você.

"Beijos à Bianca, e votos de felicidade para os filhotinhos que vêm. É isso aí, Van, a vida continua.Beijos para você também!"
Laly
Pois é...e o filhotinho não veio. A gata teve um filhote apenas, que a minha amiga já queria. Continuo aqui, triste, sem meu gatinho próprio. Que coisa. Mas é por pouco tempo, você vai ver :)

"Pois então né Han,eu penso,quem diria...antes não podia nem ter link do seu blog espalhado por aí "porque Campo Grande inteira saberia quem é você"!hehehe Deixa eu te contar uma história de uma gatinha siamesa linda que tive e que no auge da sua fase mais gorduxa,alguém levou-a pra longe.

Ela se chamava Frida,e certo dia,quando eu discutia com a minha irmã no quarto,nós não havíamos notado a presença de mais "alguém" lá (mais precisamente embaixo da cama),quando de repente,minha irmã dá aquele berro!!A Frida havia dado uma mordida nos pés dela porque ela estava gritando comigo!Rá,resolvemos fazer um teste,começamos a brigar de mentirinha e não é que a Frida vinha em nossa direção,não importa onde ela estivesse,morder o pé da que gritava mais alto!?!Coitadinha...mas era engraçado!Depois,há quem diga que os gatos são frios,indiferentes e interesseiros.Beijo,obrigada por comentar o meu comentário anterior!"
Cami
Hahaha...essa gatinha zelava pela manutenção da ordem da casa...risos...que graça! E quem diz que os gatos são frios, indiferentes e interesseiros é porque nunca teve um gato, nunca cuidou de um gatinho com amor, nunca se permitiu ter um relacionamento de amizade e respeito com um bichinho desses. São carinhosos, leais, sensíveis e muito sinceros. O resto é preconceito. Beijão!

Sobre oito meses de casamento:

"Que texto lindo! W"
Ronize Aline
:) Obrigada :)

"Lindo, Van!Parabéns!!!!!!!!"
Laly
:) Obrigada também :)

"Uma verdadeira aula de história este post,ulálá! :)Parabéns pelos 8 meses Van e Dave!"
Cami
Hehehe...deu trabalho, mas valeu a pena. O post e o casamento...risos....

"voçe e´muintooo feia PORA"
Gustavo
Algum problema com o seu teclado? Pela dificuldade em escrever, imagino que não saiba ler e por isso só viu as figuras. :) Não me incomodo quando alguém critica a minha aparência, meu problema é quando fazem isso escrevendo errado ou com palavras de baixo calão. Como a única palavra de baixo calão do post está mutilada, não me incomodo tanto assim :)

"ei esse tal de gustavo está de sacanagem né???isso eh alguma brincadeira entre amigos ou eh sério?????o cara eh uma anta da língua Portugesa e ainda se dá ao trabalho de deixar um post estúpido desse!!!!meu filho, vai estudar Português antes de perder seu tempo por aqui só pra falar M.............."
Dani
Dani, o único Gustavo que eu conheço é um rapaz muito educado e bem alfabetizado, primo do Dave, que mora aqui no Rio, certamente ele não é autor deste comentário porque sabe escrever. Não se irrite, o melhor a fazer nesses casos é ignorar. E alguém que escreve "voçe", com cedilha e sem acento, certamente bebeu demais :)

"ah Van vc eh linda e escreve divinamente !!!!! eu te adoro, vc já sabe..."
Dani
Eita, Dani, obrigada :) Puxa vida, quem não gosta de elogios? E o "escreve divinamente" me elogia mais do que o "é linda", mas obrigada pelos dois, viu? Porque além de ver as figuras, você também lê :) É o que diferencia os meus leitores dos leitores de muitos blogs que a gente vê por aí, vocês lêem tudo! Obrigada pelo apoio, viu? Beijos!

Sobre o Post "Chegando a Hora"

"Onnn,que meigo!Bom Van,desculpa a falta de informação, mas o que você pretende fazer lá no Rio?

Sabe,eu adoro o meu (o nosso) estado,acho que a nossa cultura é presente no dia-a-dia,seja nos traços físicos das pessoas,no linguajar,no churrasquinho com mandioca no final de semana,na polca paraguaia e no chamamé ou na roda de tereré,fora outros conceitos que realmente formam a identidade de uma cultura.

O que acontece justamente é que há algumas pessoas que preferem não se inserir nesta cultura,olham torto os "baileros" porque curtem música eletrônica,por exemplo.Tem gente que mora em Campo Grande e não conhece a história do Estado,há aqueles que jamais entraram na Casa do Artesão,mas conhecem a Disney,Londres,amam ir ao FSM,e não perdem um São Paulo Fashion Week,etc.Dizem que "isso aqui" é atrasado,chato,"caipira" demais.

Mas acho que estes estigmas existem em qualquer lugar...não é todo mundo que é completamente feliz e fiel aos costumes de onde nasceu,enfim. Eu mesma não ouço as músicas típicas daqui,porém não me considero menos sul-matogrossense do que quem ouve...ah,ser sul-matogrossense implica tanta coisa!Ser sul-matogrossense é ouvir "Campo Grande a capital do Mato Grosso" e não conseguir se segurar:"-É do SUL!!",hehehehe
Cami
Cami, infelizmente isso não acontece em larga escala, como no Rio Grande do Sul. A maioria do pessoal daí não é estimulado a valorizar o que é "da terra". Eu detesto música regional, por exemplo, tenho amigos baileiros, mas nunca fui a um baile na vida.

Meu pai tinha uma fazenda, mas nem ele nos incentivou a ter algum interesse por ela (e olha que em um certo período eu e meus irmãos adoraríamos ter aprendido mais sobe a vida rural), depois reclamava que ninguém gostava daquela coisa rural toda.

Mas o pior de tudo são as coisas "normais" feitas por pessoas da região, tipo literatura. Se existe um escritor regional, publicado por uma editora regional, todo mundo discrimina, achando que o cara é pouca coisa. Mas se ele de repente passa a ser publicado por uma grande editora e fica conhecido no eixo Rio-São Paulo, vira celebridade em Campo Grande.

Assim acontece com a música, com o teatro (teatro? Que teatro? Essa é uma arte que sobrevive aos trancos e barrancos no Mato Grosso do Sul. Simplesmente não tem espaço)...

Já em Porto Alegre o incentivo é bem maior. Se é deles, é mais valorizado e eles estão certíssimos com isso. Por isso existem editoras como a L&PM e a Artes e Ofícios, que são gaúchas, publicam gaúchos e alcançaram um espaço significativo no mercado, porque fazem um trabalho de qualidade com gente de qualidade.

E existe a Tepa, que tem um dos melhores cursos de teatro do Brasil, interpretação, aliás, é valorizada por lá, quem nunca ouviu falar, por exemplo, dos curtas gaúchos?

Eles têm escritores, atores, cantores de coisas normais que ninguém nunca ouviu falar fora do Rio Grande do Sul, mas que lá dentro são muito bem valorizados, o que, infelizmente, não acontece em larga escala em nosso estado. Não é nem questão de regionalismos, mas de valorizar o que temos de potencial da cultura geral. Se é que me faço entender. Beijos!

"Bom, primeiro quero desejar uma boa viagem e uma boa estadia na sua nova (ok, nem tanto) cidade.Depois queria dar um blog de um gaúcho: www.dellandrea.zip.net/. Esse blog é ótimo! Vale a pena.
:)
Beijos."

Túlio
Túlio, valeu a indicação. Fui lá e gostei muito do gaúcho :) Como eu ainda não conhecia? Obrigada, viu? Beijo!

"Vamos ver se dessa vez a gente se encontra.Beijitos,"
Gerusa.
Amém...risos...pelo que entendi, depende do Claudio, que é a única pessoa realmente ocupada da turma...risos...

"Bem, eu sou uma grande fã da culinária sul-mato-grossense, e acho Campo Grande uma cidade muito agradável. E lá tem Pizza Hutt (aqui no Rio, agora, tem de novo, mas não tinha no início do ano passado)!Mas é claro que eu amo o Pantanal. Não é à toa que já fui 6 vezes... O melhor é orgulharem-se de seus dons naturais, como os cariocas orgulham-se de suas praias, ora bolas.
:)Aguardamos todos a sua volta, ansiosamente!"

Laly
Laly, eu nunca fui ao Pantanal, tenho medo de mosquito...risos....e a Pizza Hut só resolveu aparecer por lá depois de eu ter me mudado para Porto Alegre. É sério! Quando saí de Campo Grande eles estavam terminando de construir o prédio. Sacanagem. Mas lá tem hipermercado 24 horas, que em Porto Alegre NÃO TEM!!!!!!

O problema é que o pantanal evoca (sabe-se lá por quê) uma imagem de um monte de mato e coisas rurais e o povo acaba achando que passa a imagem de que só tem índio e onça no Mato Grosso do Sul (e passa mesmo, né?). Mas é bobagem, fui a Bonito e me arrependi muito por causa da máfia de agências de turismo (estou devendo um texto sobre isso, aliás), mas ao Pantanal um dia vou, juro.

"Ah, uma observação: não sei se ficou claro, mas não considero Pizza Hut uma boa aproximação para a culinária sul-mato-grossense."
Laly
Não, não ficou claro...risos.... descobri que gosto da culinária sul-matogrossense depois de sair do mato grosso do Sul. Comi em um restaurante que tinha uma comida com o maior gosto (e cheiro) de comida de fazenda, chamado "O Pantaneiro", quando for a Campo Grande, não perca este lugar.

E em Campo Grande tem o melhor ortodontista do mundo, Doutor Jaime Bruno Zampieri. O Doutor Jaime Zampieri foi o único ortodontista educado, sincero, muito profissional e ético que encontrei naquele lugar. E olha que passei por vários antes dele.

É o culpado por meus dentes estarem organizados neste momento (embora minha gengiva não tenha colaborado muito com seu trabalho) e o principal responsável por eu só tirar foto de boca aberta (alguém já percebeu isso? Não é para ficar sexy, é para mostrar os dentes...risos....eu nunca tive dentes mostráveis na vida)...hehehehe....

"Menina, você anda brincando de cigana? rs Que bom saber que vai voltar para o Rio! Agora a gente se encontra para valer, o dia do lançamento só foi tira-gosto,rs, ainda mais que estou com a agenda completamente vazia, leia-se desempregada! rs. Mas, uma desempregada por opção e numa boa, na medida do possível. rsAndo com muitas saudades suas. Beijos."
Patrícia
Vixe, então somos duas...risos...mas eu consigo arranjar milhões de coisas para fazer, mesmo estando sem fazer nada, o que é incrível...risos... vamos marcar, a gente tem que se encontrar, tomar um suco, conversar, tirar fotos...risos... também estou com saudades. :) Beijão!

"Lembra de mim? Eu venho aqui as vezes saber das suas peripecias. E me informar sobre pimentoes verdes.A vida anda dificil, mas como esquecer as saudades?
Beijo."
cath linton
Ah, Cath, estava preocupada com seu sumiço, queria conversar contigo. Como estão as coisas? Estou morrendo de saudades, menina. E nunca esqueço de você, não...risos...a única pessoa que conheço que usa uma aliança de casamento de ouro branco. :) Não suma, viu? Beijos!

Sobre o post "Primeiras Impressões"

"Uma vez viajei até a Bahia de BRA. O preço é quase igual a um São Geraldo e eu me senti em um pau de arara aéreo devido à precariedade do avião. Mesmo assim achei divertidíssimo (em férias tudo é festa).Mas não sabia que eram à vontade os bolinhos Bauducco na Gol. Ah, a próxima vez que eu viajar pela Gol... Nham!"
Ed Gardenal
Vixe, será que era pior do que o meu vôo da Varig?...risos...e a comida? Você não falou da comida, ela é importantíssima para determinar a qualidade de um vôo...risos... Quanto à Gol, descobri na cara-de-pau.

Comendo o bolinho, fiquei com pena do Davison (que não estava comigo, eu estava voltando de Campo Grande em uma das viagens que fiz para cuidar do gato) e resolvi levar um para ele. Chamei a comissária e perguntei se poderia pegar outra caixinha, ela disse que sim e trouxe para mim. O rapaz do meu lado, depois que me viu com duas, se interessou e pediu também. Aproveitei e pedi outra :) A minha veio com um bolo de baunilha com recheio de morango e eu troquei com o menino...hehehe....peguei um de chocolate, que ele afirmou não gostar muito. Desde então faço a festa nos vôos da Gol :) A propósito, você é parente do Ed Bonaparte?

"Aaahhh tá!!heheE o Rio de Janeiro, continua lindo?Boa sorte aí pra vocês!"
Cami
Lindo, lindo, lindo :) E quente, quente, quente.... risos.... Obrigada!

"Isso que a sua vozinha falou foi uma gracinha. :)Adorei essa foto.Antes de poder comer à vontade na Gol, precisa andar pela PRIMEIRA vez de avião. Essa é uma das minhas frustrações.Beijos."
Túlio
Puxa, Túlio, isso é ainda mais básico.... Bem, fique de olho no site da Gol
http://www.voegol.com.br, às vezes tem umas promoções imperdíveis, como aquela vez em que eles venderam passagens por cinquenta Reais ou quando eles cobram o valor normal para uma passagem de ida e fazem a volta por um Real :) Vale a pena ficar de olho. Beijos!


Ufa, acabei de responder seus emails :o) Tava com saudade. legal, pq quando eu sumo vc comenta no meu blog, hahahahaha (foi inevitável, amiga).Adorei o comentário da sua vó... muito fofa!!! Beijos!!!
Blanda
Hahaha...não vá aprender isso, né? Foi pura coincidência, tá? E eu até hoje não respondi as suas respostas...argh....normal, né? Mas responderei, responderei...risos...ainda bem que você me entende. Beijos!

Monday, March 14, 2005

Um texto inútil



Estava pensando em um texto rápido e fácil, daqueles curtinhos, divertidos e práticos. Nada me vem à cabeça. Por esse motivo, decidi fazer hoje um texto bem inútil, porém honesto, com a declarada intenção de tapar buraco neste blog. Ninguém jamais foi tão honesto com vocês. Este texto serve apenas para encher linguiça. Minha foto, no alto do post, não tem absolutamente nada a ver com o conteúdo do mesmo, servindo apenas como mera ilustração vazia. Tão inútil quanto.

Depois de tantos e tantos anos de textos inteligentes e interessantes (procure nos arquivos e você encontrará um), resolvi fazer um que não diga absolutamente nada a ninguém. Se este texto não lhe disser nada, terei cumprido o meu propósito. O que não significa que alguém não possa compreendê-lo, a idéia é fazê-lo perfeitamente compreensível, porém absurdamente vazio. Porém, é bem provável que entre um parágrafo e outro eu comece a pensar e entre em algum assunto que realmente faça sentido. Isso é típico. Sempre começo um texto falando nada e daqui a pouco abordo algum assunto. Qualquer assunto.

Tentarei parar de escrever no exato momento em que algum assunto ameaçar surgir entre essas linhas. Porque busco um texto explicitamente inútil, que seja inócuo. Inodoro, incolor, insípido, insosso. Quantos textos inúteis lemos por aí? Porém eles não são honestos e tentam se passar por textos importantes e bem elaborados. Este não, este é honesto, é inútil, mal elaborado, em uma tentativa completamente desastrosa de escrever alguma coisa, de propósito.

O que leva uma pessoa a escrever um texto inútil, que nasceu para ser tapa-buracos? Tudo bem, isso me parece ser um assunto, por isso não será abordado. Conversamos tantas bobagens inúteis, gastamos tempo com conversas sem assunto, por que não escrever um texto completamente sem assunto? Tá bom, isso também é um assunto. Pulo.

Acabo de descobrir minha total incompetência em fazer um texto abertamente inútil e sem assunto com mais de três parágrafos. Porque eu quero um texto inútil, não cansativo. E este já está ficando cansativo. Fica aqui minha profunda e enorme admiração por pessoas que conseguem escrever capítulos inteiros de livros sem assunto, completamente inúteis e pretensamente interessantes. Merecem, sem dúvida alguma, meu mais absoluto respeito.



PS: Estou testando o Flickr, tentando entender para que serve.

Saturday, March 12, 2005

Amigos de verdade
*


Cuidei durante pouco mais de uma semana de uma gatinha que não podia mais se mover. Sempre tão ativa e companheira, a Lady definhava claramente e eu não queria enxergar. Acreditava com todas as minhas forças que mais uma vez ela iria contrariar todas as expectativas e ficar de pé novamente. Deitada, paralisada em sua caminha, apenas seu olhar tranquilo me seguia pela sala. Eu dava o remédio, água e comida pastosa em sua boquinha com a ajuda de uma seringa. No último dia ela esperou que eu chegasse do cursinho para se despedir, ir ao céu dos gatos e deixar um buraco imenso na minha alma.

No ano seguinte foi a vez do meu pai. Subitamente, infartado, sem que eu pudesse me despedir. Justamente no momento em que eu esperava um tempo para consertarmos tanta coisa mal resolvida. Ficou aquela frustração e mais uma vez um buraco no peito. Planejando me entregar a uma depressão que eu comodamente apelidei de luto, tingi os cabelos de preto, para não precisar me preocupar com a aparência enquanto eles desbotavam. Felizmente olhei-me no espelho, os cabelos bem mais escuros do que naturalmente são e minha cara apagada. Fui obrigada a olhar para mim (coisa que eu não queria fazer), inventar uma maquiagem diferente (foi quando adotei o lápis preto) e seguir a minha vida. Tanta coisa se seguiu, o processo, intrigas, roubos, lutas...não havia tempo para me deprimir.

Com a morte da Lady me apeguei mais ao Nermal, para que ele não se entristecesse demais pela falta da mãe. Antes de ela morrer eu entendi que havia me pedido para cuidar dele. Cuidei. Tínhamos nossos próprios códigos e ele era muito mais do que um amigo, era um irmão e tanto. Crescemos juntos, foram quase quinze anos de convivência diária que fizeram dele a minha companhia para todas as horas. Quando fui morar em Porto Alegre cogitei fortemente a possibilidade de levá-lo comigo. Mas o apego que ele tinha à minha mãe e a longa viagem de avião somadas à sua idade avançada me fizeram recuar.

Cheguei a ir a Campo Grande só para ficar com ele, enquanto minha mãe viajava. Ele adoeceu rapidamente, de um mal que não entendemos direito. De início, parecia dor de dente e eu acreditava que uma simples extração traria meu gatinho de volta à velha e redonda forma. Foram dias de esperança, voltei para Porto Alegre e em seguida para o Rio imaginando que meu gatinho sairia daquela sem grandes problemas. E então ele morreu. Assim, sem aviso prévio. Morreu e pronto. Eu não estava por perto, não pude me despedir dele como fiz com a Lady, não pude mostrar a ele que ele não estava sozinho. Ele estava sozinho.

A gente faz o que pode e na verdade a gente pode muito pouco. Porque eu fui atenta na hora de evitar um problema renal mais grave fazendo tratamento para os cálculos e trocando de ração, mas não fui atenta o suficiente para escovar-lhe os dentes periodicamente e evitar uma inflamação. Fui atenta na hora de cuidar para que a Lady não sofresse um aborto desnecessário depois do atropelamento, mas não fui atenta o suficiente para perceber que a bola que ela tinha na barriga era uma hérnia que lhe bloqueava o intestino. Meu pai foi atento na hora de parar de fumar após uma síncope, mas não foi atento o suficiente para tirar umas férias e fugir do stress.

E às vezes somos totalmente atentos, mas as coisas acontecem. Acontecem porque nosso corpo (e o dos animais) é frágil, é perecível e o ciclo da vida inclui a morte. Biblicamente, antes do homem desobedecer a Deus não havia a morte, a desobediência deu ao diabo a autoridade que pertencia a nós e a morte passou a existir. Os animais são vítimas inocentes do erro humano. Acreditando nisso ou não, sabemos que não temos controle sobre tudo, aliás, temos controle sobre poucas coisas.

Fazemos a nossa parte e não podemos fazer nada além. Lembrei disso tudo ao ver nos olhos de amigos muito queridos a dor que um dia já foi minha. E nessas horas a gente não tem mesmo o que dizer, só orar para que eles fiquem bem e estar ali para eles sempre que preciso. Eu o conhecia muito pouco, mas o suficiente para me apaixonar pelo gato mais sociável que já conheci, mais dócil, amável e tranquilo. Educado e espaçoso, estava seguro do amor que recebia e da liberdade que tinha dentro de casa. Muito simpático, o primeiro siamês red point que eu conheci na vida, para me mostrar que não, não era uma lenda. Um Lorde, dono da casa e chefe da ala felina da família. As gatinhas agora consolam as pessoas, eles sabem lidar com essas coisas muito melhor do que nós, ainda seres atrasados em compreender pacificamente as regras do jogo.

Não ia escrever sobre isso para respeitar a dor alheia. Mas a dor de repente virou minha também. Porque o que eu li no texto do Paulo,
eu poderia ter escrito em Setembro passado ou em agosto de 2001. Quem tem um amigo felino sabe o quanto essa conexão é poderosa.

Passei as duas últimas semanas enlouquecidamente tentando adotar um gato. Achei que nunca ia passar, mas a ferida finalmente cicatrizou e eu confesso que tenho saudade de uma companhia que mie. E quero dar a um gatinho a felicidade de ter um lar e uma amizade tão especial assim. Ainda lembro com uma profunda saudade dos meus grandes amigos, do presente que ganhei de Deus, que foi a convivência com aqueles dois, das nossas conversas, dos nossos códigos e dos nossos hábitos. De dormir com a cabecinha dele apoiada em meu braço, cantar para a minha gatinha, nossos rituais e rotinas...guardo no fundo do peito lembranças bonitas e a certeza de que eles estão muito bem. A certeza que aplaca a dor e me faz descansar, sabendo que a minha obrigação é viver da melhor forma possível, aproveitando a oportunidade que tenho e que foi tirada dos meus amigos. Porque eles não gostariam de me ver sofrer.

Não vou mais falar sobre isso porque sei que o silêncio alivia e conforta muito mais, cicatriza com muito mais eficiência do que qualquer palavra. Mas tinha que deixar aqui meus profundos sentimentos e meu desejo mais intenso de que volte a brilhar nos olhos da minha amiga aquela luz tão bonita que eu costumava ver. E Paulo, tenho certeza de que ele não gostaria nada nada de te ver entregue. Pegue um curto tempo de silêncio e depois reaja, ou ele vai olhar com aqueles olhinhos azuis lá de cima, impaciente, e dizer: "puxa vida, será que ele não aprendeu nada do que eu lhe ensinei?"

Fica a lembrança de três gatinhos que foram muito amados, que tiveram uma vida muito feliz e que tranquilamente foram morar no céu dos gatos muito antes do que esperávamos que fossem. Tiveram a vida feliz e tranquila, o amor e o carinho que a maioria dos gatos nunca chega a conhecer, abandonados nas ruas ou desprezados em casa. Eles sabiam do amor, do cuidado e da amizade, por isso certamente levaram consigo lembranças tão doces quanto as que guardamos conosco, para sempre.


* Foto: Montagem- Lady, Nermal e Candide


PS: As histórias do Nermal e da Lady ainda estão na página principal do gateira, se alguém ainda não leu.

Ps2: Hoje é aniversário do meu irmão, Vladmir. Talvez, quem sabe, ele tenha feito algum dia uma pesquisa com meu nome por aí e encontrado este blog. Nesse caso, vale registrar aqui meus parabéns e meus votos de felicidades.

Wednesday, March 09, 2005

Tic-Tac



Tic-tac dentro da minha cabeça, agora, tanto faz. Nem sempre a hora importa, a história importa. Só a história importa. Tudo passa, sempre passa, mas não importa. Continuar importa, a história, as tardes, tanta coisa, tantos planos. Tudo tem um tempo. Tudo tem seu tempo. Respeitar o tempo importa. A história importa. Fazer a história, construir, tentar, torcer. Tecer a história tecendo as tardes, sem temer o tempo. Sem tardar a história chega, completa, perfeita. Alguns tropeços pelo caminho fazem a estrada ainda mais reta quando se espera, quando se tenta, quando se evita atalhos. Outras tintas, ou estampas, tentando esconder o que realmente importa. A história importa. Só a história importa.

O Relógio
(Vinícius de Moraes)
Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia


PS: Tem post novo no Gateira há alguns dias.

Thursday, March 03, 2005

Primeiras Impressões



Ao chegar ao aeroporto descobrimos que a empresa não havia comprado a minha passagem, nem reservado, nem nada. Eu simplesmente não existia. Após incomodar bastante o rapaz da agência consegui encontrar um lugar no mesmo vôo, no mesmo avião, mas por outra companhia.
Dave ia pela Varig e eu pela Tam. Eu fazia parte de uma subespécie de passageiros: os embarcados pela Tam. O vôo era uma bagunça, sem assentos marcados, no maior estilo "ninguém é de ninguém" (os assentos, por favor) e acabamos sentando na última fileira do avião lotado.

O espaço era mísero, eu, com minhas pernas curtas sofri um bocado, imaginem o Dave, com suas pernas imeeeeeeeeeensas. Para completar, comissárias antipáticas, sem nem meio sorriso no rosto, vestidas com uniformes horríveis e pintadas com uma maquiagem muito estranha. Isso sem contar na comida horrenda, que já é tradicional na Varig. Como sempre, comi uma batata e meia (sempre tem batatas cozidas) e larguei a marmita ali.

Por isso eu prefiro a GOL. Não só por ter "a frota mais jovem do Brasil" (o que, convenhamos, não deve ser muito difícil) e espaço para respirar, mas também pelo atendimento diferenciado.

Eu me sinto em casa dentro de um avião da GOL (e não, não estou ganhando nada pela publicidade), as comissárias são sempre sorridentes (exceto por um robô que nos atendeu no último vôo...mas ela tinha problemas, acho que não conseguia mover músculo algum do rosto, coitada), os uniformes são normais...eu usaria aquela roupa para sair, por exemplo.

Dependendo do vôo a gente ganha barrinhas de cereal e pacotinhos de amendoim à vontade (você não sabia que é à vontade? É só pedir.) ou uma caixinha laranja simpática contendo um pacotinho com dois biscoitinhos salgados da Bauducco e um bolinho de chocolate da mesma marca (Também é à vontade e eu adoro esses bolinhos. Às vezes termino o vôo com o saldo de quatro caixinhas devoradas e a fama de fominha entre as comissárias e passageiros vizinhos), além de refrigerantes à vontade, água mineral e suco Mais (na Varig também tem, mas só de laranja. Na Gol sempre tem dois sabores).

Já vejo os vôos da Varig ou da Tam com a mesma má vontade com que sou atendida, ainda mais depois de todo aquele stress pré-viagem, já que quase tive que embarcar no compartimento de bagagem, dentro de uma caixa qualquer (a foto acima foi feita em Porto Alegre, na bagunça da mudança, antes desses acontecimentos. Poderia ter sido uma foto profética).

Tivemos que arcar com a despesa da passagem, mas como foi erro da empresa (em que o Dave trabalha), seremos ressarcidos (ao menos eles são justos). No hotel, o mesmo problema. Havia sido reservado apenas para o Davison, eu não existia. No quarto, duas camas separadas. Felizmente ficou tudo resolvido no final das contas.

Depois, o Rio de Janeiro. A primeira compra que fiz aqui (apenas comida, umas três ou quatro sacolas) deixou minha bolsa tão traumatizada que prometi não comprar mais nada neste lugar durante o mês inteiro.

E eu em missão impossível: fazer contenção de despesas no Rio de Janeiro. Ha-ha-ha. Mas juro que estou tentando. Nem comemos fora nesta semana para evitar gastos desnecessários.

A propósito, fizemos nossas panquecas doces (de massa doce) maravilhosas (mesmo com doce de leite de qualidade inferior ao uruguaio que usamos em Porto Alegre...mas fazer o quê? Era o único disponível nas redondezas. Ao menos a goiabada era a mesma) que ficaram meio assustadas no começo e nossa pizza perfeita que, infelizmente, não sobreviveu às massas prontas do Rio de Janeiro e ficou esquisita. Acho que terei que aprender a fazer massa de pizza.

Que ninguém imagine com isso que a pindaíba instaurou-se sobre nossa casa. Apenas resolvemos ser mais espertos e parar de gastar à toa. Descobrimos que se gastarmos menos, guardaremos mais e poderemos colocar em prática nossos projetos em um futuro próximo. Sim, demoramos oito meses para ter essa revelação...mas tivemos, é o que importa.

Mas estava com saudade do Rio e estou feliz de estar aqui. Contrariando minhas previsões do último post, não estou sentindo muita falta do Rio Grande do Sul. Talvez porque eu saiba que voltarei para lá em breve e que o negócio é aproveitar o Rio enquanto aqui estou. Minha saudade de Porto Alegre é essencialmente monetária e gastronômica. Meu estômago está com saudade. Minha carteira também.

Falei com pouca gente desde que chegamos, estou me readaptando ao local. Ainda não vi ninguém (conhecido, diga-se de passagem) e não consigo fazer o msn funcionar nesse computador (deixamos o grandão e trouxemos um laptop) e meus arquivos estão em algum lugar que só o Dave conhece e eu só me lembro de pedir a ele que os insira neste aparelho quando ele está no curso.

Meu Photopaint também não veio e estou alterando as fotos no Paint Brush (alterações de tamanho). A grande felicidade é que consigo jogar Sims aqui sem travar. Tudo bem que eu tenho tido mais o que fazer do que jogar Sims, mas é bom saber que consigo.
Novamente as pessoas olham para mim como se estivessem vendo um ET. Por minha experiência anterior eu sei que depois deste post tudo voltará ao normal e ninguém mais olhará para a minha cara.

A propósito, arrumei os arquivos. Agora eles estão na coluna verde, abaixo do blogchalk, divididos por meses. Eu não tinha notado que o link "Archives" não estava funcionando. E pelo visto ninguém lê mesu arquivos, ou já teria me avisado. Mesmo assim consertei os links com a inestimável ajuda do help do blogspot. Agora vocês podem se divertir com posts obsoletos quando eu demorar séculos para escrever neste lugar.

Clima chuvoso, neblina cobrindo o Cristo Redentor (pobres turistas) e o barulho incansável das máquinas da construção vizinha. Se não posso gastar à toa e nem ir à praia ou passear na floresta, para que sairei na chuva? (Provavelmente Dave me dará uns cinco motivos para que eu saia, mas eu posso fazer tudo amanhã, porque a probabilidade de não estar chovendo é bem maior. E caso esteja chovendo, dá na mesma)

Sim, ficou enorme. De novo. Ainda vou passar uma semana inteira fazendo posts de três linhas. Um por dia. Ver quanto tempo sobrevivo. Que coisa...


PS: A propósito, os arquivos anteriores a setembro de 2004 estão no Another Monster, que é o primeiro link da coluna "Também estou em". Lá o link de arquivos funciona.

PS2: Cath!!!! Finalmente um sinal de vida!!!! Estou morrendo de saudade, menina. Depois que seu blog foi tragado pelo Mblog, você desapareceu!!! Aliás, o pessoal do mblog deve ter ficado traumatizado com esse negócio de blog, porque a Mirianne também sumiu. Deixe seu e-mail ou me escreva...quero saber como estão as coisas. :)

PS3: Assim que estiver com meus arquivos volto a responder e-mails porque eu tenho uma lista com todas as tags dos links de vocês, que me facilita a vida. A menos que eu passe a responder comentários sem identificar os leitores com seus links, o que eu acho muito antipático, mas se vocês concordarem, até facilita.

PS4: Cami, Dave está fazendo um curso pela empresa em que ele trabalha, é quase uma pós-graduação, estou apenas acompanhando. Já estivemos aqui ano passado para a primeira etapa e agora ficaremos mais quatro meses.

PS5: Ontem foi aniversário da vovó. Fez 84 anos. Conversando com ela ao telefone, perguntei como ela se sentia fazendo oitenta e quatro anos. Ela respondeu:
- Quanto? Oitenta e quatro? Que horrô!

:) Foi exatamente o que eu pensei quando fiz vinte e cinco...