Primeiras Impressões

Ao chegar ao aeroporto descobrimos que a empresa não havia comprado a minha passagem, nem reservado, nem nada. Eu simplesmente não existia. Após incomodar bastante o rapaz da agência consegui encontrar um lugar no mesmo vôo, no mesmo avião, mas por outra companhia.
Dave ia pela Varig e eu pela Tam. Eu fazia parte de uma subespécie de passageiros: os embarcados pela Tam. O vôo era uma bagunça, sem assentos marcados, no maior estilo "ninguém é de ninguém" (os assentos, por favor) e acabamos sentando na última fileira do avião lotado.
O espaço era mísero, eu, com minhas pernas curtas sofri um bocado, imaginem o Dave, com suas pernas imeeeeeeeeeensas. Para completar, comissárias antipáticas, sem nem meio sorriso no rosto, vestidas com uniformes horríveis e pintadas com uma maquiagem muito estranha. Isso sem contar na comida horrenda, que já é tradicional na Varig. Como sempre, comi uma batata e meia (sempre tem batatas cozidas) e larguei a marmita ali.
Por isso eu prefiro a GOL. Não só por ter "a frota mais jovem do Brasil" (o que, convenhamos, não deve ser muito difícil) e espaço para respirar, mas também pelo atendimento diferenciado.
Eu me sinto em casa dentro de um avião da GOL (e não, não estou ganhando nada pela publicidade), as comissárias são sempre sorridentes (exceto por um robô que nos atendeu no último vôo...mas ela tinha problemas, acho que não conseguia mover músculo algum do rosto, coitada), os uniformes são normais...eu usaria aquela roupa para sair, por exemplo.
Dependendo do vôo a gente ganha barrinhas de cereal e pacotinhos de amendoim à vontade (você não sabia que é à vontade? É só pedir.) ou uma caixinha laranja simpática contendo um pacotinho com dois biscoitinhos salgados da Bauducco e um bolinho de chocolate da mesma marca (Também é à vontade e eu adoro esses bolinhos. Às vezes termino o vôo com o saldo de quatro caixinhas devoradas e a fama de fominha entre as comissárias e passageiros vizinhos), além de refrigerantes à vontade, água mineral e suco Mais (na Varig também tem, mas só de laranja. Na Gol sempre tem dois sabores).
Já vejo os vôos da Varig ou da Tam com a mesma má vontade com que sou atendida, ainda mais depois de todo aquele stress pré-viagem, já que quase tive que embarcar no compartimento de bagagem, dentro de uma caixa qualquer (a foto acima foi feita em Porto Alegre, na bagunça da mudança, antes desses acontecimentos. Poderia ter sido uma foto profética).
Tivemos que arcar com a despesa da passagem, mas como foi erro da empresa (em que o Dave trabalha), seremos ressarcidos (ao menos eles são justos). No hotel, o mesmo problema. Havia sido reservado apenas para o Davison, eu não existia. No quarto, duas camas separadas. Felizmente ficou tudo resolvido no final das contas.
Depois, o Rio de Janeiro. A primeira compra que fiz aqui (apenas comida, umas três ou quatro sacolas) deixou minha bolsa tão traumatizada que prometi não comprar mais nada neste lugar durante o mês inteiro.
E eu em missão impossível: fazer contenção de despesas no Rio de Janeiro. Ha-ha-ha. Mas juro que estou tentando. Nem comemos fora nesta semana para evitar gastos desnecessários.
A propósito, fizemos nossas panquecas doces (de massa doce) maravilhosas (mesmo com doce de leite de qualidade inferior ao uruguaio que usamos em Porto Alegre...mas fazer o quê? Era o único disponível nas redondezas. Ao menos a goiabada era a mesma) que ficaram meio assustadas no começo e nossa pizza perfeita que, infelizmente, não sobreviveu às massas prontas do Rio de Janeiro e ficou esquisita. Acho que terei que aprender a fazer massa de pizza.
Que ninguém imagine com isso que a pindaíba instaurou-se sobre nossa casa. Apenas resolvemos ser mais espertos e parar de gastar à toa. Descobrimos que se gastarmos menos, guardaremos mais e poderemos colocar em prática nossos projetos em um futuro próximo. Sim, demoramos oito meses para ter essa revelação...mas tivemos, é o que importa.
Mas estava com saudade do Rio e estou feliz de estar aqui. Contrariando minhas previsões do último post, não estou sentindo muita falta do Rio Grande do Sul. Talvez porque eu saiba que voltarei para lá em breve e que o negócio é aproveitar o Rio enquanto aqui estou. Minha saudade de Porto Alegre é essencialmente monetária e gastronômica. Meu estômago está com saudade. Minha carteira também.
Falei com pouca gente desde que chegamos, estou me readaptando ao local. Ainda não vi ninguém (conhecido, diga-se de passagem) e não consigo fazer o msn funcionar nesse computador (deixamos o grandão e trouxemos um laptop) e meus arquivos estão em algum lugar que só o Dave conhece e eu só me lembro de pedir a ele que os insira neste aparelho quando ele está no curso.
Meu Photopaint também não veio e estou alterando as fotos no Paint Brush (alterações de tamanho). A grande felicidade é que consigo jogar Sims aqui sem travar. Tudo bem que eu tenho tido mais o que fazer do que jogar Sims, mas é bom saber que consigo.
Novamente as pessoas olham para mim como se estivessem vendo um ET. Por minha experiência anterior eu sei que depois deste post tudo voltará ao normal e ninguém mais olhará para a minha cara.
A propósito, arrumei os arquivos. Agora eles estão na coluna verde, abaixo do blogchalk, divididos por meses. Eu não tinha notado que o link "Archives" não estava funcionando. E pelo visto ninguém lê mesu arquivos, ou já teria me avisado. Mesmo assim consertei os links com a inestimável ajuda do help do blogspot. Agora vocês podem se divertir com posts obsoletos quando eu demorar séculos para escrever neste lugar.
Clima chuvoso, neblina cobrindo o Cristo Redentor (pobres turistas) e o barulho incansável das máquinas da construção vizinha. Se não posso gastar à toa e nem ir à praia ou passear na floresta, para que sairei na chuva? (Provavelmente Dave me dará uns cinco motivos para que eu saia, mas eu posso fazer tudo amanhã, porque a probabilidade de não estar chovendo é bem maior. E caso esteja chovendo, dá na mesma)
Sim, ficou enorme. De novo. Ainda vou passar uma semana inteira fazendo posts de três linhas. Um por dia. Ver quanto tempo sobrevivo. Que coisa...
PS: A propósito, os arquivos anteriores a setembro de 2004 estão no Another Monster, que é o primeiro link da coluna "Também estou em". Lá o link de arquivos funciona.
PS2: Cath!!!! Finalmente um sinal de vida!!!! Estou morrendo de saudade, menina. Depois que seu blog foi tragado pelo Mblog, você desapareceu!!! Aliás, o pessoal do mblog deve ter ficado traumatizado com esse negócio de blog, porque a Mirianne também sumiu. Deixe seu e-mail ou me escreva...quero saber como estão as coisas. :)
PS3: Assim que estiver com meus arquivos volto a responder e-mails porque eu tenho uma lista com todas as tags dos links de vocês, que me facilita a vida. A menos que eu passe a responder comentários sem identificar os leitores com seus links, o que eu acho muito antipático, mas se vocês concordarem, até facilita.
PS4: Cami, Dave está fazendo um curso pela empresa em que ele trabalha, é quase uma pós-graduação, estou apenas acompanhando. Já estivemos aqui ano passado para a primeira etapa e agora ficaremos mais quatro meses.
PS5: Ontem foi aniversário da vovó. Fez 84 anos. Conversando com ela ao telefone, perguntei como ela se sentia fazendo oitenta e quatro anos. Ela respondeu:
- Quanto? Oitenta e quatro? Que horrô!
:) Foi exatamente o que eu pensei quando fiz vinte e cinco...
Ao chegar ao aeroporto descobrimos que a empresa não havia comprado a minha passagem, nem reservado, nem nada. Eu simplesmente não existia. Após incomodar bastante o rapaz da agência consegui encontrar um lugar no mesmo vôo, no mesmo avião, mas por outra companhia.
Dave ia pela Varig e eu pela Tam. Eu fazia parte de uma subespécie de passageiros: os embarcados pela Tam. O vôo era uma bagunça, sem assentos marcados, no maior estilo "ninguém é de ninguém" (os assentos, por favor) e acabamos sentando na última fileira do avião lotado.
O espaço era mísero, eu, com minhas pernas curtas sofri um bocado, imaginem o Dave, com suas pernas imeeeeeeeeeensas. Para completar, comissárias antipáticas, sem nem meio sorriso no rosto, vestidas com uniformes horríveis e pintadas com uma maquiagem muito estranha. Isso sem contar na comida horrenda, que já é tradicional na Varig. Como sempre, comi uma batata e meia (sempre tem batatas cozidas) e larguei a marmita ali.
Por isso eu prefiro a GOL. Não só por ter "a frota mais jovem do Brasil" (o que, convenhamos, não deve ser muito difícil) e espaço para respirar, mas também pelo atendimento diferenciado.
Eu me sinto em casa dentro de um avião da GOL (e não, não estou ganhando nada pela publicidade), as comissárias são sempre sorridentes (exceto por um robô que nos atendeu no último vôo...mas ela tinha problemas, acho que não conseguia mover músculo algum do rosto, coitada), os uniformes são normais...eu usaria aquela roupa para sair, por exemplo.
Dependendo do vôo a gente ganha barrinhas de cereal e pacotinhos de amendoim à vontade (você não sabia que é à vontade? É só pedir.) ou uma caixinha laranja simpática contendo um pacotinho com dois biscoitinhos salgados da Bauducco e um bolinho de chocolate da mesma marca (Também é à vontade e eu adoro esses bolinhos. Às vezes termino o vôo com o saldo de quatro caixinhas devoradas e a fama de fominha entre as comissárias e passageiros vizinhos), além de refrigerantes à vontade, água mineral e suco Mais (na Varig também tem, mas só de laranja. Na Gol sempre tem dois sabores).
Já vejo os vôos da Varig ou da Tam com a mesma má vontade com que sou atendida, ainda mais depois de todo aquele stress pré-viagem, já que quase tive que embarcar no compartimento de bagagem, dentro de uma caixa qualquer (a foto acima foi feita em Porto Alegre, na bagunça da mudança, antes desses acontecimentos. Poderia ter sido uma foto profética).
Tivemos que arcar com a despesa da passagem, mas como foi erro da empresa (em que o Dave trabalha), seremos ressarcidos (ao menos eles são justos). No hotel, o mesmo problema. Havia sido reservado apenas para o Davison, eu não existia. No quarto, duas camas separadas. Felizmente ficou tudo resolvido no final das contas.
Depois, o Rio de Janeiro. A primeira compra que fiz aqui (apenas comida, umas três ou quatro sacolas) deixou minha bolsa tão traumatizada que prometi não comprar mais nada neste lugar durante o mês inteiro.
E eu em missão impossível: fazer contenção de despesas no Rio de Janeiro. Ha-ha-ha. Mas juro que estou tentando. Nem comemos fora nesta semana para evitar gastos desnecessários.
A propósito, fizemos nossas panquecas doces (de massa doce) maravilhosas (mesmo com doce de leite de qualidade inferior ao uruguaio que usamos em Porto Alegre...mas fazer o quê? Era o único disponível nas redondezas. Ao menos a goiabada era a mesma) que ficaram meio assustadas no começo e nossa pizza perfeita que, infelizmente, não sobreviveu às massas prontas do Rio de Janeiro e ficou esquisita. Acho que terei que aprender a fazer massa de pizza.
Que ninguém imagine com isso que a pindaíba instaurou-se sobre nossa casa. Apenas resolvemos ser mais espertos e parar de gastar à toa. Descobrimos que se gastarmos menos, guardaremos mais e poderemos colocar em prática nossos projetos em um futuro próximo. Sim, demoramos oito meses para ter essa revelação...mas tivemos, é o que importa.
Mas estava com saudade do Rio e estou feliz de estar aqui. Contrariando minhas previsões do último post, não estou sentindo muita falta do Rio Grande do Sul. Talvez porque eu saiba que voltarei para lá em breve e que o negócio é aproveitar o Rio enquanto aqui estou. Minha saudade de Porto Alegre é essencialmente monetária e gastronômica. Meu estômago está com saudade. Minha carteira também.
Falei com pouca gente desde que chegamos, estou me readaptando ao local. Ainda não vi ninguém (conhecido, diga-se de passagem) e não consigo fazer o msn funcionar nesse computador (deixamos o grandão e trouxemos um laptop) e meus arquivos estão em algum lugar que só o Dave conhece e eu só me lembro de pedir a ele que os insira neste aparelho quando ele está no curso.
Meu Photopaint também não veio e estou alterando as fotos no Paint Brush (alterações de tamanho). A grande felicidade é que consigo jogar Sims aqui sem travar. Tudo bem que eu tenho tido mais o que fazer do que jogar Sims, mas é bom saber que consigo.
Novamente as pessoas olham para mim como se estivessem vendo um ET. Por minha experiência anterior eu sei que depois deste post tudo voltará ao normal e ninguém mais olhará para a minha cara.
A propósito, arrumei os arquivos. Agora eles estão na coluna verde, abaixo do blogchalk, divididos por meses. Eu não tinha notado que o link "Archives" não estava funcionando. E pelo visto ninguém lê mesu arquivos, ou já teria me avisado. Mesmo assim consertei os links com a inestimável ajuda do help do blogspot. Agora vocês podem se divertir com posts obsoletos quando eu demorar séculos para escrever neste lugar.
Clima chuvoso, neblina cobrindo o Cristo Redentor (pobres turistas) e o barulho incansável das máquinas da construção vizinha. Se não posso gastar à toa e nem ir à praia ou passear na floresta, para que sairei na chuva? (Provavelmente Dave me dará uns cinco motivos para que eu saia, mas eu posso fazer tudo amanhã, porque a probabilidade de não estar chovendo é bem maior. E caso esteja chovendo, dá na mesma)
Sim, ficou enorme. De novo. Ainda vou passar uma semana inteira fazendo posts de três linhas. Um por dia. Ver quanto tempo sobrevivo. Que coisa...
PS: A propósito, os arquivos anteriores a setembro de 2004 estão no Another Monster, que é o primeiro link da coluna "Também estou em". Lá o link de arquivos funciona.
PS2: Cath!!!! Finalmente um sinal de vida!!!! Estou morrendo de saudade, menina. Depois que seu blog foi tragado pelo Mblog, você desapareceu!!! Aliás, o pessoal do mblog deve ter ficado traumatizado com esse negócio de blog, porque a Mirianne também sumiu. Deixe seu e-mail ou me escreva...quero saber como estão as coisas. :)
PS3: Assim que estiver com meus arquivos volto a responder e-mails porque eu tenho uma lista com todas as tags dos links de vocês, que me facilita a vida. A menos que eu passe a responder comentários sem identificar os leitores com seus links, o que eu acho muito antipático, mas se vocês concordarem, até facilita.
PS4: Cami, Dave está fazendo um curso pela empresa em que ele trabalha, é quase uma pós-graduação, estou apenas acompanhando. Já estivemos aqui ano passado para a primeira etapa e agora ficaremos mais quatro meses.
PS5: Ontem foi aniversário da vovó. Fez 84 anos. Conversando com ela ao telefone, perguntei como ela se sentia fazendo oitenta e quatro anos. Ela respondeu:
- Quanto? Oitenta e quatro? Que horrô!
:) Foi exatamente o que eu pensei quando fiz vinte e cinco...

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