Nove Meses

Nove meses. Ainda não nasceu ninguém. Assim, posso provar que não casei grávida (acreditem ou não, muita gente cogitou essa hipótese) :). Enfim, nove meses é o período da gestação humana. Em nove meses geramos um relacionamento sólido, uma vida a dois.
Comemorando hoje nove meses de uma nova vida à qual ainda estamos nos acostumando, nos adaptando e descobrindo que ela não precisa seguir regras, ser igual à de nenhum outro casal, para que nossos erros sejam apenas nossos, sem repetir erro de ninguém, assim certamente poderemos corrigí-los com mais propriedade. Então descobrimos, dia após dia que na verdade estamos comemorando um ano e sete meses de namoro. Porque pouco mudou de lá até aqui e o que mudou, foi para melhor.
Mês passado fiz aquele texto contando o que poderia acontecer em oito meses, para provar que pode ser muito ou pouco tempo, dependendo do ângulo pelo qual se olha. Agora, não há como desvencilhar "nove meses" da idéia de uma gestação humana (ou bovina, mas este exemplo deixo de lado pela falta de romantismo que ele carrega).
Acho que o relacionamento todo é uma gestação, trabalhamos o amor, o carinho, o cuidado e a convivência e nasce, de tempos em tempos, mais cumplicidade, mais companheirismo e muito mais amor.
Parece que estamos casados há muitos anos, mal nos lembramos de como era a vida antes de juntarmos os computadores e continuamos frustrando aquelas (milhares de) pessoas que nos disseram "Ah, no começo é assim mesmo, espera só daqui a um ano..." Estamos chegando lá e está a cada dia melhor. Aliás, a melhor coisa que fizemos pelo nosso relacionamento foi casar. :) E se eu tivesse engravidado na lua-de-mel estaria nascendo alguém neste momento. A criaturinha, porém, deverá vir ao mundo daqui a algum tempo, ainda está meio cedo e, por mais que eu tenha uma vontade quase incontrolável de ter nenê, vou treinar antes com um gatinho...risos...
E o amor aumenta a cada dia. A cumplicidade e o companheirismo têm se renovado, de tempos em tempos. Até respirar tem sido mais fácil, o ar é leve, puro, delicioso...no Rio de Janeiro, em uma área de intenso tráfego de ônibus, achar o ar leve, puro e delicioso só pode ser coisa de gente apaixonada mesmo. Mas está, eu juro. A-do-ro respirar. E tomar água fria em goles enormes. Os gostos são mais fortes, as sensações são mais intensas, a vida parece estar mais palpável, as cores mais fortes... o amor faz isso, é?
Pessoas que não vejo há tempos quando me encontram (pessoalmente ou pela internet) e descobrem que casei se espantam, dizendo que eu não acreditava em amor e dizia que nunca iria casar. Bem, que eu não acreditava mais em amor eu me lembro, mas que dizia que nunca me casaria, não lembro mesmo. Apaguei completamente da memória, mas como isso foi dito por mais de duas pessoas, que nem se conhecem, parece ser verdade.
Acho que dizia que eu queria algo tão diferente, tão especial, era tão exigente, que de tanto ouvir que aquilo que eu esperava era impossível, começava a acreditar. Não existe nada impossível. Encontrei justamente o que queria, exatamente como queria, sem nem ao menos estar procurando.
Contei para uma amiga de uma roupa que queria usar em uma festa e, como não a encontrava em lugar nenhum, desenhei e falei com Deus, para que me fizesse encontrar aquele modelo. Encontrei essa minha amiga na festa, mostrei o desenho e a roupa, que era semelhante, mas bem melhor do que eu tinha desenhado e tinha saído, toda a produção, por bem menos da metade do preço que eu imaginava. Ela brincou, dizendo ao Dave que certamente eu também o tinha desenhado. Mas na verdade ele foi escrito.
Escrevi uma carta enorme para Deus, detalhando o homem que eu queria, com todas aquelas características que todo mundo dizia ser impossível encontrar em alguém. Fiz um voto com Deus, porque Ele promete a seus filhos "vida com abundância" e a minha vida estava incompleta. Ali agi a minha fé, crendo que Ele me daria aquela pessoa especial, e eu não queria menos. No mês seguinte o encontrei. E descobri que ele era ainda mais do que eu havia pedido. Tudo bem, eu não queria menos, mas não reclamei de ter vindo a mais :)
Acredite você ou não, Deus não é um ser distante, cruel, alheio às nossas necessidades. Se sabemos quem Ele é, o que quer para nós e o enxergamos como pai, podemos pedir aquilo que nos é impossível, crendo, sem duvidar, e Ele, como pai, certamente nos responderá. Então foi assim, amiga, ele não foi desenhado, mas foi escrito.
Porém eu jamais poderia sequer imaginar, quanto mais escrever, o que viria depois. O amor, a convivência, nossa vida a dois, nosso crescimento, as lutas e as vitórias, isso tudo Deus escreveu para mim, enquanto eu fazia a minha parte. E é a Ele que agradeço por esses nove meses de vitórias, de esperança, de amor, de felicidade, de novidades absolutas.
E agradeço também à minha outra metade (sim, porque eu era meia pessoa antes de conhecê-lo, vivendo meia vida, com meia alma), por mais brega que seja a expressão "minha outra metade". Esse negócio de amor é brega mesmo.
Mandei um e-mail, agradecendo...risos...
Decidi parar de falar tanto da gente por aqui (abro discreta exceção para o dia 21, até junho). Algumas pessoas gostam e vêem nisso a esperança de saber que existe relacionamento legal, um amor forte, duradouro e saudável. Para outras, ler sobre a felicidade alheia joga um holofote sobre sua própria infelicidade. Por isso prefiro guardar essa felicidade para nós, vivê-la intensamente do lado de cá.
Claro que de tempos em tempos não consigo evitar de falar sobre isso, mas tentarei fazê-lo de forma discreta (o máximo que consigo ser discreta). Nove meses se passaram e com nossa receitinha fácil de amor: não deixar acumular tristeza, resolver problemas na hora, sem deixar mágoas, fazer surpresas em dias comuns, nos esforçando para fazer o outro feliz, o relacionamento hoje está muito melhor do que no começo. E tende a melhorar :) Sempre.
PS: Te amo, Dave :) Espero que não fique bravo por eu ter postado nossa foto sem sua prévia autorização...risos...mas como você sempre diz que nós dois somos a mesma pessoa, autorizei por você :)

Nove meses. Ainda não nasceu ninguém. Assim, posso provar que não casei grávida (acreditem ou não, muita gente cogitou essa hipótese) :). Enfim, nove meses é o período da gestação humana. Em nove meses geramos um relacionamento sólido, uma vida a dois.
Comemorando hoje nove meses de uma nova vida à qual ainda estamos nos acostumando, nos adaptando e descobrindo que ela não precisa seguir regras, ser igual à de nenhum outro casal, para que nossos erros sejam apenas nossos, sem repetir erro de ninguém, assim certamente poderemos corrigí-los com mais propriedade. Então descobrimos, dia após dia que na verdade estamos comemorando um ano e sete meses de namoro. Porque pouco mudou de lá até aqui e o que mudou, foi para melhor.
Mês passado fiz aquele texto contando o que poderia acontecer em oito meses, para provar que pode ser muito ou pouco tempo, dependendo do ângulo pelo qual se olha. Agora, não há como desvencilhar "nove meses" da idéia de uma gestação humana (ou bovina, mas este exemplo deixo de lado pela falta de romantismo que ele carrega).
Acho que o relacionamento todo é uma gestação, trabalhamos o amor, o carinho, o cuidado e a convivência e nasce, de tempos em tempos, mais cumplicidade, mais companheirismo e muito mais amor.
Parece que estamos casados há muitos anos, mal nos lembramos de como era a vida antes de juntarmos os computadores e continuamos frustrando aquelas (milhares de) pessoas que nos disseram "Ah, no começo é assim mesmo, espera só daqui a um ano..." Estamos chegando lá e está a cada dia melhor. Aliás, a melhor coisa que fizemos pelo nosso relacionamento foi casar. :) E se eu tivesse engravidado na lua-de-mel estaria nascendo alguém neste momento. A criaturinha, porém, deverá vir ao mundo daqui a algum tempo, ainda está meio cedo e, por mais que eu tenha uma vontade quase incontrolável de ter nenê, vou treinar antes com um gatinho...risos...
E o amor aumenta a cada dia. A cumplicidade e o companheirismo têm se renovado, de tempos em tempos. Até respirar tem sido mais fácil, o ar é leve, puro, delicioso...no Rio de Janeiro, em uma área de intenso tráfego de ônibus, achar o ar leve, puro e delicioso só pode ser coisa de gente apaixonada mesmo. Mas está, eu juro. A-do-ro respirar. E tomar água fria em goles enormes. Os gostos são mais fortes, as sensações são mais intensas, a vida parece estar mais palpável, as cores mais fortes... o amor faz isso, é?
Pessoas que não vejo há tempos quando me encontram (pessoalmente ou pela internet) e descobrem que casei se espantam, dizendo que eu não acreditava em amor e dizia que nunca iria casar. Bem, que eu não acreditava mais em amor eu me lembro, mas que dizia que nunca me casaria, não lembro mesmo. Apaguei completamente da memória, mas como isso foi dito por mais de duas pessoas, que nem se conhecem, parece ser verdade.
Acho que dizia que eu queria algo tão diferente, tão especial, era tão exigente, que de tanto ouvir que aquilo que eu esperava era impossível, começava a acreditar. Não existe nada impossível. Encontrei justamente o que queria, exatamente como queria, sem nem ao menos estar procurando.
Contei para uma amiga de uma roupa que queria usar em uma festa e, como não a encontrava em lugar nenhum, desenhei e falei com Deus, para que me fizesse encontrar aquele modelo. Encontrei essa minha amiga na festa, mostrei o desenho e a roupa, que era semelhante, mas bem melhor do que eu tinha desenhado e tinha saído, toda a produção, por bem menos da metade do preço que eu imaginava. Ela brincou, dizendo ao Dave que certamente eu também o tinha desenhado. Mas na verdade ele foi escrito.
Escrevi uma carta enorme para Deus, detalhando o homem que eu queria, com todas aquelas características que todo mundo dizia ser impossível encontrar em alguém. Fiz um voto com Deus, porque Ele promete a seus filhos "vida com abundância" e a minha vida estava incompleta. Ali agi a minha fé, crendo que Ele me daria aquela pessoa especial, e eu não queria menos. No mês seguinte o encontrei. E descobri que ele era ainda mais do que eu havia pedido. Tudo bem, eu não queria menos, mas não reclamei de ter vindo a mais :)
Acredite você ou não, Deus não é um ser distante, cruel, alheio às nossas necessidades. Se sabemos quem Ele é, o que quer para nós e o enxergamos como pai, podemos pedir aquilo que nos é impossível, crendo, sem duvidar, e Ele, como pai, certamente nos responderá. Então foi assim, amiga, ele não foi desenhado, mas foi escrito.
Porém eu jamais poderia sequer imaginar, quanto mais escrever, o que viria depois. O amor, a convivência, nossa vida a dois, nosso crescimento, as lutas e as vitórias, isso tudo Deus escreveu para mim, enquanto eu fazia a minha parte. E é a Ele que agradeço por esses nove meses de vitórias, de esperança, de amor, de felicidade, de novidades absolutas.
E agradeço também à minha outra metade (sim, porque eu era meia pessoa antes de conhecê-lo, vivendo meia vida, com meia alma), por mais brega que seja a expressão "minha outra metade". Esse negócio de amor é brega mesmo.
Mandei um e-mail, agradecendo...risos...
Decidi parar de falar tanto da gente por aqui (abro discreta exceção para o dia 21, até junho). Algumas pessoas gostam e vêem nisso a esperança de saber que existe relacionamento legal, um amor forte, duradouro e saudável. Para outras, ler sobre a felicidade alheia joga um holofote sobre sua própria infelicidade. Por isso prefiro guardar essa felicidade para nós, vivê-la intensamente do lado de cá.
Claro que de tempos em tempos não consigo evitar de falar sobre isso, mas tentarei fazê-lo de forma discreta (o máximo que consigo ser discreta). Nove meses se passaram e com nossa receitinha fácil de amor: não deixar acumular tristeza, resolver problemas na hora, sem deixar mágoas, fazer surpresas em dias comuns, nos esforçando para fazer o outro feliz, o relacionamento hoje está muito melhor do que no começo. E tende a melhorar :) Sempre.
PS: Te amo, Dave :) Espero que não fique bravo por eu ter postado nossa foto sem sua prévia autorização...risos...mas como você sempre diz que nós dois somos a mesma pessoa, autorizei por você :)

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