Tuesday, August 29, 2006

Modelando




Não me reconheço mais. Uma das coisas mais legais em se estar vivo é justamente a possibilidade de se reinventar diversas vezes, como massinha de modelar.

Sou massinha de modelar. Assim, como aquelas que gosto de transformar em frutas, animais, rostos. Misturo cores, fico horas pensando em um novo formato, arrisco daqui e dali e sei que nunca vai secar. Pode até derreter um pouco, mas secar, jamais.

Essa é a desvantagem da massinha, na opinião de algumas pessoas, ela não se eterniza, nenhum arqueólogo do futuro vai encontrar esculturas em massinha de modelar no meio dos escombros de uma antiga civilização do século XX. Mas para mim é aí que reside a maior beleza de se trabalhar com massinha: ela é maleável, permite alterações e um dia simplesmente desaparece.

Uma vez resolvi fazer uma mulher inteira, comprei 500g de massinha branca e modelei separadamente cabeça, tronco, membros, pescoço e cabelos. Modelei também uma poltrona, sobre a qual ela sentava, sensual, nua, com as pernas ligeiramente inclinadas para a esquerda, olhando para o nada. Depois uni as peças, aproveitando o esqueleto de palitos de fósforos.

E lá ela ficou, na estante, por longos anos. Um dia, talvez pelas sucessivas alterações climáticas, talvez porque tivesse chegado a hora, talvez pela fragilidade de seu esqueleto, ela começou a desmontar. Primeiro foi o braço. Consegui consertar. Depois o outro braço. Depois a perna abaixo do joelho caiu, a outra perna, um talho na barriga e, por fim, desabou-lhe a cabeça. Decidi que era melhor não tentar mais consertar, a morte havia chegado para aquela estátua de massinha.

Porque a beleza da massinha está em ser simples. Complicar demais abrevia a vida.



PS: A lua de massinha que ilustra o post não foi feita por mim, mas pelo Davison, há quase dois anos. Ela continua viva, firme e forte, mesmo depois de viajar do Rio de Janeiro a Porto Alegre.

Monday, August 21, 2006



Isto é um gato. Um gato gordo dentro de um cubo revestido de pelúcia e carpete. Um gato brincando dentro do cubo. Este é um gato castrado, já de certa idade, que engordou por conta de uma compulsão alimentar (e não por causa da castração), faz dieta e passa o dia brincando. É o terror das bolinhas de borracha (ama aquelas de máquina, que pulam um monte, conseguidas com uma moedinha de um Real) e virou fã do tal arranhador em formato de cubo que ganhou.

Este é um gato que há seis meses vivia na rua, dormia em bocas-de-lobo, descansava sob a sombra da roda de um carro estacionado, vivia perigosamente. Comia dia sim, dia não, passava sede, apanhava do gato dono do território e estava cheio de vermes.

Foi resgatado magro, barrigudo, com o rosto inchado, a pele coberta de feridas e casquinhas, não havia como fazer-lhe um carinho. Um talho profundo sobre o focinho recusava-se a cicatrizar, o olho direito desaparecia sob o edema, de sua pálpebra pingava pus.

No veterinário foi castrado e demorou dez dias para que voltasse para casa, semi-recuperado das feridas. Chegando aqui, já desverminado, estranhou as janelas teladas, miou por quatro dias querendo sair e quando viu que não teria acesso à rua, resignou-se e foi procurar diversão dentro de casa. Foi assim que conheceu o encanto das bolinhas, principalmente as de borracha. Ficou doente, sarou e foi vacinado.

Hoje é um gato bonito, carinhoso, educado, brincalhão, alegre, esperto e saudável. Foi adotado adulto e por isso tem uma gratidão clara por quem o tirou daquela vida terrível.

Isso é para que aprendam, de vez por todas: não existe gato feio, existe gato mal cuidado. Um gatinho adulto pode te dar tantas alegrias quanto um filhote, e às vezes até mais. E gatos não perdem a fofura depois que crescem, eles são sempre gatos.

Wednesday, August 16, 2006

PARABÉNS, INTERNACIONAL

Acabo de assistir à final da Libertadores da América, torcendo pelo Internacional, porque se o São Paulo ganhasse, meus vizinhos gremistas trogloditas não me deixariam dormir. Os torcedores do Inter me parecem mais civilizados, ao menos os que moram ao meu redor.

O jogo foi belíssimo, o finalzinho super apertado, mas foi um jogo de verdade, emocionante. Qualquer um que ganhasse seria merecedor do título. O Davison concluiu o pensamento geral de quem assistiu ao jogo: se o Internacional ou o São Paulo (com seus respectivos treinadores) tivesse jogado contra a França, na Copa do Mundo, em vez da Seleção Brasileira, ganharíamos o mundial.

Eis um fantasma que nos perseguirá pelos próximos quatro anos. Pelo menos os colorados tiveram, em Porto Alegre, a alegria que o resto do Brasil não teve na alemanha. Tanto o São Paulo quanto o Inter brigaram pelo título, lutaram, jogaram bonito. Será que não dava para aprender?



PS: Aos gremistas que acaso caiam neste blog de pára-quedas via Google, favor leiam com atenção: não percam seu tempo discorrendo sobre a morte da bezerra nos comentários (quem acompanha este blog sabe que isso já aconteceu, em outra vez que falei sobre futebol gaúcho aqui), eu não torço para time algum (exceto para manter minha paz durante o sono quando preciso trabalhar às seis e meia da manhã do dia seguinte, como hoje), embora simpatize, sim, com o Inter.

Tuesday, August 15, 2006

Ok, não tenho tido tempo para nada. Só tenho aula em três dias da semana, mas acredite se quiser, passo o resto da semana inteira envolvida com coisas da faculdade. Isso porque estou levando a sério, ué, o curso é muito bom e quero aproveitar tudo.

Então passei quase uma semana sem saber o que era orkut, email, blog...só passava para dar uma olhada rápida (no orkut não, ou então não sairia mais) e saía correndo.

Mas atualizei o Autor Desconhecido, porque ele é um blog de utilidade pública. :-)

Fiz figuração para o comercial do hipermercado Big no final de semana, gravamos de madrugada e eu não reclamo nem um pouco, primeiro porque acho divertido, depois porque qualquer dinheiro que entrar é muito mais do que bem-vindo, estou correndo atrás de trabalho para continuar pagando o curso. Mas vale a pena, se é para fazer algo que eu tanto gosto.

O frio de São Leopoldo já não me assusta, tenho dois casacos violentos que me ajudam a suportar as temperaturas gélidas e sob eles nunca me esqueço de colocar algumas blusas, entre elas, uma mais fresquinha, porque nunca se sabe quando vai esquentar.

Dia desses passamos pelas quatro estações em um só dia. Começou no inverno, passou pela primavera, depois veio o verão e no final da tarde caía o outono. Haja jogo de cintura para driblar gripes e resfriados.

Ah, uma novidade triste: a senhora da qual falei no post anterior , Ligia Steigleder , desistiu do curso. Cheguei atrasada na sexta e recebi a notícia de que ela havia passado cedo por lá para se despedir, sofreu um acidente há um ano e ainda sente fortes dores nas pernas que a impedem de levar uma vida normal, caminha com dificuldade e acabou faltando a primeira semana de aula inteira por conta desse problema.

Fiquei chateada, porque torcia para vê-la dominando o computador, e também porque, no final das contas, não pude me despedir. Espero que consiga vencer esses desafios e que continue sua caminhada na literatura. E que um dia, quem sabe, retome o curso.

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Wednesday, August 09, 2006

Estou na aula :-)

Enquanto o professor tenta fazer os computadores funcionarem, podemos dar uma espiada na internet. Uma colega ao meu lado nunca mexeu em um computador em toda a sua existência, ela tem pouco mais de setenta anos e está ligeiramente apavorada com o novo mundo que se descortina à sua frente. Ao mesmo tempo, enquanto descobre-se capaz de manejar um mouse e digitar no teclado, enquanto aprende a usar o word e percebe que está superando os obstáculos, em seus olhos a empolgação quase infantil da descoberta.

Ok, a aula está começando. Vamos ao trabalho. :-)

Monday, August 07, 2006

Porque a vida é um Kinder Ovo





Não quero falar sobre nada, na gaveta de coisas que esperam, alguém grita que estava programado para hoje e eu mais uma vez posterguei (posterguei, não pôster gay). Ando muito mais procrastinadora do que deveria ou gostaria e isso é um palavrão. Escrita, a palavra fica infinitamente mais feia do que quando é falada, começo a me preparar para usá-la como xingamento: -"Sua procrastinadora!" ou - "Seu filho de uma procrastinadora!" ou "Seu postergador" - dito com a devida cara de nojo. O ato de procrastinar, para mim, é em si uma grande ofensa, é como se nem mesmo eu desse importância à minha vida e às coisas que já havia programado.

Premeditei uma faxina, por exemplo, que acaba de ser postergada. Três textos imploram para ser escritos, a impressora chora porque precisava trabalhar (tento consolá-la dizendo que eu também preciso, mas não funciona), o scanner grita que se suicidará se aquelas fotos (AQUELAS, ainda) não se jogarem dentro dele. As roupas precisam ser lavadas, assim como a louça e o lixo não me deixa esquecer que amanhã é dia de o lixeiro passar para recolher o lixo orgânico nessa cidade civilizada.

No meio dessa gritaria e desse escarcéu, tento me lembrar de algo que era mais urgente do que isso tudo, mas não consigo. Minha mãe ficou de ligar, mas o telefone ainda não tocou. Também estou devendo algumas coisas para ela, um cd, um perfume, uma carta, um número de telefone. Para outras pessoas, devo a resposta de um email, devo um contato a outra, a resposta de um recado a outra, devo uma visita a alguém, uma explicação, quem sabe. Devo, não nego, saldarei quando puder, quando conseguir.

Por enquanto tudo o que tenho a dizer é que a vida é um Kinder Ovo: uma casca superficial, doce, mas que acaba rápido e dentro tem uma surpresa baratinha, nem sempre esperada ou agradável. Não sabemos o que encontraremos dentro de um Kinder Ovo, mas a verdade é que é sempre algo totalmente inútil e geralmente o potinho de plástico que guarda a surpresa é mais legal e útil do que ela própria. Os potinhos, que deveriam ser desprezados pelas crianças, segundo a lógica de quem inventou o Kinder Ovo, são o que há de mais interessante no conceito do doce (eu costumava usar para guardar moedas). Isso é, literalmente, filosofia barata.



PS: Ok, eu sei que não tem nada a ver a foto com o texto, mas uma vida sem fotos de gatinhos é uma vida triste, vazia e sem sentido. :-D

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Sunday, August 06, 2006

Como se forma um escritor?

Saiu no segundo caderno da Zero Hora desta quarta-feira dia 2 de Agosto de 2006 uma matéria intitulada "Uma escola para autores", abordando a polêmica sobre o nome do Curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos. Segundo o artigo, houve debates e discussões na imprensa e na internet sobre se é possível formar escritores na universidade. Cita a poetisa Ana Peluso, que questiona a "formação de escritores", sugere que ficaríamos trancafiados na faculdade (juro que chamo a polícia se isso acontecer: é sequestro!) e refere-se a autores de internet de forma jocosa, como se ela própria não fosse uma.

A discussão me parece um tanto quanto surreal, visto que esta não é uma iniciativa nova, países como Estados Unidos, Portugal e Inglaterra já têm em seus currículos universitários o curso de Escrita Criativa. "Formação de escritores e agentes literários", para quem leu a proposta do curso no site da universidade (e para mim só está habilitado a criticar quem pelo menos leu a proposta e procurou entendê-la), nada mais é do que um curso de escrita criativa, voltado também para o mercado editorial, buscando capacitar profissionais para atuar como agentes literários. Julgar um curso pelo nome é o mesmo que julgar um livro pela capa. A idéia de questionar a legitimidade de um curso por não gostar do seu nome soa tão absurda quanto escrever uma crítica líterária de um livro com 500 páginas sem ter lido nada além do título. É uma atitude superficial, imatura, precipitada e irresponsável.

Nem mesmo eu, aluna da primeira turma, me vejo em condições de julgar o curso recém-nascido, mas estamos na segunda semana de aula e até agora tenho gostado do que se apresenta e do que o curso promete. Não vamos aprender a escrever, isso todo mundo já sabe. E achei que fosse desnecessário explicar que o curso não vai dar receita de bolo para construção de uma narrativa, de um poema ou mesmo de um bolo. Pelo que entendi do conteúdo programático e pelo que tenho visto até o momento, neste curso vamos mais ler do que escrever, ele nos oferecerá uma boa base teórica, mas não apenas isso, a oportunidade de nos colocar em contato com a realidade editorial, com a produção de texto de outros autores, com as técnicas de escrita, para educar nosso talento e organizar nossas idéias.

Já fui criticada uma vez quando disse que ninguém se torna escritor; ou nasce escritor ou será, no máximo, impostor. Mantenho a afirmação. Acontece do indivíduo nascer escritor e só descobrir isso bem mais tarde, outros percebem mais cedo, alguns nascem quase prontos, outros precisam de muita lapidação. Ocorre que o aprimoramento, o estudo, o trabalho é absolutamente necessario a qualquer escritor para seu desenvolvimento, ignorar isso é uma enorme arrogância e demonstra pequenez de espírito.

Mas e se ninguém que não tenha nascido com talento para escrever e inclinação para literatura pode se tornar escritor, para que serve um curso de formação de escritores? Existe um abismo enorme entre formação e artificialização, a Unisinos é a primeira universidade brasileira a levar para dentro do campus o trabalho que qualquer escritor decente tem sozinho, perdido entre seus livros, cadernos e canetas. Não se está fazendo nada além de oferecer uma formação universitária focada em literatura e produção textual. Qualquer pessoa que escreva tem um interesse absurdo e inesgotável de aprender, observar e absorver. Me espanta que alguém que se diz escritor não tenha a menor curiosidade a respeito de um curso que englobe todas as suas áreas de interesse: escrita criativa, literatura, linguística, cinema, história...além de ter a oportunidade de ouvir escritores já consagrados explicando seu processo criativo, falando de suas experiências com a literatura e com o mercado editorial.

Apaguemos da mente a idéia de que escrever dá-se por iluminação divina, sinto muito, mas a Bíblia já foi escrita, Deus encerrou sua produção literária ali e desde então quem quiser escrever de verdade deve enfrentar o fato de que escrever é trabalho e dá trabalho, organizar a atividade literária dentro de um curso universitário é uma iniciativa louvável, uma necessidade ignorada pelo nosso país até o momento. Nunca tive e nunca terei espécie alguma de experiência mediúnica para compor um texto, ele é fruto do meu trabalho, do meu cérebro, da prática exaustiva da escrita, da minha experiência pessoal, do meu estudo e das minhas leituras. Não entendo qual é a razão da celeuma em torno da criação de um curso de formação para escritores, ainda que lidos apenas por suas gavetas, o que já foi meu caso e já foi o caso de todos os escritores conhecidos e desconhecidos, de todos os tempos. Ninguém nasce distribuindo textos, muito menos sendo lido.

Ainda que eu me apresente como escritora, jamais me fecharia na arrogância de achar que dispenso qualificação profissional quando ela me foi oferecida, tenho muito a aprender e sei que uma das melhores características da nossa civilização é justamente qualificar profissionais na Academia, dando a quem tiver acesso à ela a oportunidade de absorver um conhecimento específico, organizado. Conforme sugeriu Fabrício Carpinejar, questionar o curso de formação de escritores, é questionar um curso de artes plásticas, de teatro, de cinema, de música, de dança.

Acalmem-se, escritores assustados, nós já sabemos escrever, estamos na faculdade apenas para estudar.


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PS: Agradeço imensamente os comentários do post anterior. É ótimo compartilhar as conquistas com pessoas que são tão especiais para mim e que gostam de mim mesmo sabendo que eu sou uma pessoa horrível que não conta as coisas com antecedência...risos...

Tuesday, August 01, 2006

Porque eu sou uma pessoa horrível que não conta as coisas com antecedência

Essa é a prova aos fofoqueiros de plantão (sim, eu tenho mania de perseguição...risos...) de que eles só ficam sabendo do que eu quero que saibam :-D

Mas acabo deixando na ignorância (no bom sentido) também o pessoal legal, que me apóia sempre, porque eu e o e-mail não somos os melhores amigos.

Quando eu estava fazendo jornalismo, dizia, com o mau humor que me era peculiar, que estava fazendo aquele curso não porque gostasse, mas porque não existia o curso que eu queria. Quando me perguntavam o que, sempre dizia que era algo relacionado a literatura e a escrita criativa.

Isso existe no exterior há séculos, mas aqui no Brasil não havia nem sombra de que alguém faria algo do gênero. Depois que saí da faculdade, procurei alternativas, cheguei a pensar em fazer letras, estava me preparando para um vestibular nada a ver com tudo isso (e que ainda vou fazer...risos..), mas sempre afirmando que não existia o curso que eu queria.

Pois eis que o primeiro curso do gênero no Brasil resolve abrir justamente em Porto Alegre. Iniciativa do jornalista e escritor Fabricio Carpinejar (que em breve será também conhecido como o pai da Mariana, que não só não escapará da literatura como já não escapou. Dá uma olhada no blog dessa menina de doze anos para entender do que estou falando), o Curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos conta, em sua primeira turma, com uma ilustre aluna: eu! É, eu sou uma pessoa horrível, passei no vestibular, na primeira e na segunda fase, fiz matrícula e me comprometi a contar apenas quando começassem as aulas. Eu acho que é sempre mais seguro guardar segredo, porque assim como tem gente ótima lendo este blog, também tem quem fique apenas "urubuzando".

Meus leitores não sofrem de cardiopatias. Eu vivo de dar-lhes sustos. Foi assim com o anúncio do namoro, do noivado e do casamento. Foi assim com a adoção dos gatinhos. Está tudo tranquilo, tudo normal e de repente, a Vanessa vem com uma novidade :-)

Então, desfeito está o mistério. Sim, estou fazendo faculdade. Finalmente é algo que realmente me interessa, o curso que sempre quis fazer. E minha universidade tem laguinho com patinhos, o que fez com que eu simpatizasse com ela à primeira vista. Também tem quero-queros com cara de poucos amigos (eu nunca vi um quero-quero com cara de muitos amigos. Eles têm mania de perseguição e acham que todo mundo é inimigo :-) ) e deve ter outros bichinhos universitários por lá aos quais ainda não fui apresentada.

Também não tive oportunidade de conhecer a famosa biblioteca da Unisinos, mesmo porque está muuuuito frio e a única coisa que consigo pensar ao sair da aula é correr para casa. Assim que o clima melhorar, começo a explorar o território.

Como não tem aula todos os dias, sobra tempo para cuidar do Davison, dos gatos e procurar mais coisas para fazer. Sem contar que o fato de ser um curso novo, bem direcionado, com alunos mais velhos, faz com que eu me sinta mais à vontade, sem a sensação de peixe fora d'água ao encarar uma sala cheia de adolescentes recém-saídos do ensino médio, como seria em um curso regular de letras, por exemplo.

E é o curso dos meus sonhos, dá um tempo. Não sei ainda o que esperar, mas o pouco que vimos fez com que eu me empolgasse um bocado. Bem, eu estava animadíssima para fazer uma oficina literária de seis meses, imagina como não fiquei ao saber do curso da Unisinos!

Agora sou uma acadêmica saltitante. :-D Finalmente, sem motivos para reclamar. E ainda me sentindo adulta no meio de tanta gente grande. Sem problemas em liberar as novidades por aqui, agora. E pensa bem, se inveja fosse algo tão destrutivo assim, Angelina Jolie já estaria morta há muito tempo. :-)