Sunday, August 26, 2007

Upside Down

Eu detesto mudanças. É, elas aconteceram aqui no blog. Escrita rupestre é o que tenho tido vontade de fazer. Passei meses sem vontade alguma de escrever, embora tenha escrito uma ou outra coisa em meus cadernos. Agora quero rabiscar as frases nas paredes da minha caverna.

A idéia do nome Maquinando foi dada por minha irmã há mais de quatro anos, quando eu estava criando meu primeiro blog no blogger.br; fazia um jogo de palavras com máquina de escrever, e eu achei bem interessante. Não acho mais. Porque maquinando, hoje em dia, me traz a idéia de maquinação, de planejamentos inescrupulosos, pobreza de espírito. Coisa que desprezo e me dá náuseas.

A intenção, sim, é mudar a URL. Ainda não fiz isso por falta de tempo, mesmo. Preciso urgentemente de um domínio próprio, eu sei, e tenho de aguentar os xingamentos de amigos (Sandra, você acaba de ser pluralizada), dizendo que espalhar-me em duzentos blogs não é nada inteligente, e que eu deveria criar um domínio próprio e concentrar todos os links ali. Pode ser.

Ocorre que eu gosto de me espalhar. Talvez, assim, um dia consiga me esconder. Tive uma crise de ostra nos últimos meses e minha vontade foi de apagar tudo, blog, orkut, fotos, tudo (durou um segundo essa vontade, mas ela existiu e merece registro). No entanto, para a infelicidade daqueles que não suportam mais ver a minha cara, eu sou maior do que a ostra. Mudo, a contragosto, para oxigenar o que não respira direito, luto contra minha tendência a acumular coisas, e jogo fora sem olhar muito bem. Melhor não saber.

A caverna é aqui dentro, e eu tenho fases. Aproveito o calor de quem não está em Porto Alegre para me esconder do vento e fazer o que tenho de fazer sem que me vejam, enquanto pensam que minhas mãos também se recolheram. Tudo está bem registrado.

Estou reclamando da exposição. Eu, que nunca me senti exposta. Vontade da caverna. Aqui, pelo menos, as coisas vão mudar. Quero minha escrita rupestre de volta. Não há espaço para reclamação, afinal de contas, o aviso é claro na caixa de comentários: "Isto não é uma democracia". Ainda bem.

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Wednesday, February 14, 2007

Azeitona

Eu tenho que mandar um email para a azeitona. Não, não vou explicar isso, é melhor que você não entenda, por enquanto. Não, a azeitona não é uma pessoa, é uma azeitona, mesmo. E eu tenho um email urgente para enviar à ela.

Duvido do fundo do meu coração que alguém, precisando enviar um email para uma azeitona, se interessaria em fazer uma confissão pública deste fato. Eu me interesso. E não me importa o que vão pensar ou deixar de pensar de mim, eu preciso resolver meu assunto com essa azeitona.

Na verdade, eu só quero agradecer. Enviar um reforço positivo para que ela continue sempre assim. Enquanto todas as outras mudaram, ela permaneceu, firme, inabalável. Não deve estar sendo nada fácil evitar o mergulho na corrente. Quero expressar meu apoio, ainda que ínfimo, para mostrar o quanto ela é importante para mim. O quanto é importante que ela continue como sempre foi.

A azeitona, estou bem certa disso, precisa da minha palavra de incentivo. Há muito tempo ensaio escrever esta mensagem, mas acabo sempre protelando, como costumo fazer com quase tudo. Amanhã farei o email para a azeitona, com todo o cuidado e carinho que ela merece, tenho aprendido com ela a me manter firme, não fazer alterações ruins que aparentemente facilitariam, mas, a longo prazo, estragariam tudo e me fariam tóxica.

Seguro firme contra a corrente, levantando, sempre, lutando, porque não há outra saída. Eu realmente não sei o que vai acontecer, comigo ou com a azeitona, mas é bom deixar sempre bem claro que ainda sou aquela. Sem conservantes. Eu, o sal e a água. E isso, olha só, quer dizer que continuo no páreo.

Prepare-se.

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