Look de inverno

Está frio. Está muito frio. Está muuuuuito frio. Não, você não entendeu, está horrivelmente frio e nem ficou frio ainda. Faz um frio horroroso nesta terra, e dizem que ainda nem é inverno. Está frio. Estou me repetindo, eu sei. O frio faz isso com meu cérebro.
A umidade aqui também é terrível, só serve para encher meu cabelo de frizz. Para quem não sabe, frizz é aquele arrepiado horrendo sobre os cabelos, principalmente os crespos, como o meu. Você olha e sabe que é frizz, pois pode quase ouvir o cabelo dizer "frizzzzzz" , movendo-se como se tivesse vida própria.
Não tive muita escolha. Além do frizz, está frio e úmido, para que meus cachinhos permaneçam cacheados e possam ser usados soltos, como eu gosto, tenho de lavar o cabelo todos os dias. Sim, eu lavo o cabelo todos os dias e não, ele não apodreceu até hoje, pelo contrário, está ótimo, obrigada. Infelizmente, estou sendo obrigada a espaçar essas lavagens, o que é horrível, porque tomar banho sem lavar o cabelo não é a mesma coisa. E meu cabelo fica um terror se eu não lavo. A saída é apelar para a escova.
É esquisito. Primeiro, eu descobri que meu cabelo cresceu assustadoramente. Depois, é muito estranho me ver de cabelo liso (ou semi-liso, porque minha nova cabeleireira faz voltinhas na escova....êêêê!!!), não parece a mesma pessoa. Agora que meu cabelo aprendeu a cachear, eu gosto dele com molinhas. Mas a escova é a única forma que eu encontrei de sair com o cabelo solto arrumado no inverno. E não pegar uma gripe por sair de cabeça molhada.
Particularmente, eu NUNCA peguei uma gripe por isso, mas só o fato de não encontrar quinhentas pessoas com cara de desespero ao me ver de cabelo molhado, dizendo "menina, seca esse cabelo antes de sair de casa!" já me deixa mais saudável. Essas alvas criaturas não têm a menor noção do que é secar um cabelo crespo ao sair do banho. Não, porque elas têm fios ridiculamente lisos, ou discretamente ondulados, e JAMAIS passaram pela experiência de se ver transformada em um espantalho após um secador assassino entrar em ação.
Recado aos brancos: cabelo crespo não se seca desta forma. Nem se pré-seca antes da escova. Se o secador vier, tem de vir junto alguma coisa para evitar que ele vire o cabelo do bozo. E eu prefiro me ver de madeixas lisas do que ver em mim alguma semelhança com o palhaço que tanta alegria me deu na infância, mas que - convenhamos - em matéria de estética era um tanto quanto prejudicado.
Apesar de eu de-tes-tar frio, percebi que esse clima gelado me traz boas sensações, culpa da memória afetiva, é claro. É como sentir um perfume que te remete a uma determinada época, sem que você tenha se dado conta antes. De repente, você está lá no passado. Esse clima frio me traz as boas lembranças da lua-de-mel em Granela, os primeiros meses de casada, antes de ir para o Rio... Fico mais feliz no frio, mais sentimental, também.
É esquisito dizer que fico mais feliz no frio, meu corpo está quase tendo um chilique porque eu não tenho camada adiposa suficiente, nem um isolante térmico decente que atenue o frio. Eu sinto o gelo nos ossos, sabe como é? Como se não conseguisse mover absolutamente nada. Minha única vantagem -já percebi - é andar o mais rápido que puder, para começar a sentir algum calor. Tem funcionado.
O corpo detesta o frio, mas minha memória afetiva e todo o equipamento emocional que ela desperta, prefere milhões de vezes esse climinha do Sul. O problema é que eu tenho zilhões de coisas para fazer neste momento, e o equipamento emocional burro quer ficar deitado, curtindo a brisa gelada, debaixo do edredon, descabelado como estiver. Aí dá aquela preguicite aguda do inverno e a gente quase morre se arrastando às seis da manhã para os compromissos diários. Nessas horas - e talvez apenas nessas horas - eu sinto uma falta descomunal do calor.
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Está frio. Está muito frio. Está muuuuuito frio. Não, você não entendeu, está horrivelmente frio e nem ficou frio ainda. Faz um frio horroroso nesta terra, e dizem que ainda nem é inverno. Está frio. Estou me repetindo, eu sei. O frio faz isso com meu cérebro.
A umidade aqui também é terrível, só serve para encher meu cabelo de frizz. Para quem não sabe, frizz é aquele arrepiado horrendo sobre os cabelos, principalmente os crespos, como o meu. Você olha e sabe que é frizz, pois pode quase ouvir o cabelo dizer "frizzzzzz" , movendo-se como se tivesse vida própria.
Não tive muita escolha. Além do frizz, está frio e úmido, para que meus cachinhos permaneçam cacheados e possam ser usados soltos, como eu gosto, tenho de lavar o cabelo todos os dias. Sim, eu lavo o cabelo todos os dias e não, ele não apodreceu até hoje, pelo contrário, está ótimo, obrigada. Infelizmente, estou sendo obrigada a espaçar essas lavagens, o que é horrível, porque tomar banho sem lavar o cabelo não é a mesma coisa. E meu cabelo fica um terror se eu não lavo. A saída é apelar para a escova.
É esquisito. Primeiro, eu descobri que meu cabelo cresceu assustadoramente. Depois, é muito estranho me ver de cabelo liso (ou semi-liso, porque minha nova cabeleireira faz voltinhas na escova....êêêê!!!), não parece a mesma pessoa. Agora que meu cabelo aprendeu a cachear, eu gosto dele com molinhas. Mas a escova é a única forma que eu encontrei de sair com o cabelo solto arrumado no inverno. E não pegar uma gripe por sair de cabeça molhada.
Particularmente, eu NUNCA peguei uma gripe por isso, mas só o fato de não encontrar quinhentas pessoas com cara de desespero ao me ver de cabelo molhado, dizendo "menina, seca esse cabelo antes de sair de casa!" já me deixa mais saudável. Essas alvas criaturas não têm a menor noção do que é secar um cabelo crespo ao sair do banho. Não, porque elas têm fios ridiculamente lisos, ou discretamente ondulados, e JAMAIS passaram pela experiência de se ver transformada em um espantalho após um secador assassino entrar em ação.
Recado aos brancos: cabelo crespo não se seca desta forma. Nem se pré-seca antes da escova. Se o secador vier, tem de vir junto alguma coisa para evitar que ele vire o cabelo do bozo. E eu prefiro me ver de madeixas lisas do que ver em mim alguma semelhança com o palhaço que tanta alegria me deu na infância, mas que - convenhamos - em matéria de estética era um tanto quanto prejudicado.
Apesar de eu de-tes-tar frio, percebi que esse clima gelado me traz boas sensações, culpa da memória afetiva, é claro. É como sentir um perfume que te remete a uma determinada época, sem que você tenha se dado conta antes. De repente, você está lá no passado. Esse clima frio me traz as boas lembranças da lua-de-mel em Granela, os primeiros meses de casada, antes de ir para o Rio... Fico mais feliz no frio, mais sentimental, também.
É esquisito dizer que fico mais feliz no frio, meu corpo está quase tendo um chilique porque eu não tenho camada adiposa suficiente, nem um isolante térmico decente que atenue o frio. Eu sinto o gelo nos ossos, sabe como é? Como se não conseguisse mover absolutamente nada. Minha única vantagem -já percebi - é andar o mais rápido que puder, para começar a sentir algum calor. Tem funcionado.
O corpo detesta o frio, mas minha memória afetiva e todo o equipamento emocional que ela desperta, prefere milhões de vezes esse climinha do Sul. O problema é que eu tenho zilhões de coisas para fazer neste momento, e o equipamento emocional burro quer ficar deitado, curtindo a brisa gelada, debaixo do edredon, descabelado como estiver. Aí dá aquela preguicite aguda do inverno e a gente quase morre se arrastando às seis da manhã para os compromissos diários. Nessas horas - e talvez apenas nessas horas - eu sinto uma falta descomunal do calor.
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Labels: Divagações sobre meu umbigo e sua importância para o universo., Futilidades de inverno
