Nem Tanto
O Rio de Janeiro é lindo. Em termos. Devo reclamar de algo que me incomoda há tempos. O que se ouve dizer é que o carioca é muito gente boa, animado, simpático, legal, etc, etc, etc...não é bem assim.
O pessoal na rua é, sim, bem legal, embora a maioria não tenha a mínima paciência com turistas. Mas sempre que alguém puxa conversa ou que se pede uma informação as pessoas são simpáticas.
Já os vendedores, balconistas e coisas do gênero não têm a mesma felicidade quando vêem a minha cara. Não, não acho que é um problema pessoal, é generalizado mesmo, eles não ficam felizes ao ver a cara de ninguém. Acho que nem a deles próprios.
Grossos, estúpidos e estressados. Sim, todo mundo é estressado neste lugar e dá para imaginar o motivo. Todo mundo meio desiludido, irritado, como se atender ao cliente fosse um favor.
Costumo ser a criatura mais educada do mundo, legal, amigável, etc...mas nos últimos dias tenho aprendido a deixar de ser legal quando não são legais comigo. Só assim funciona. É triste, mas é verdade. De outra forma, acabo pisoteada e chateada à toa. Então tenho que ressuscitar aquela Vanessa que tinha (?) fama de antipática e arrogante, para ver se assim passo menos raiva.
Ao mesmo tempo em que são estressadíssimos, parece que ninguém dá lá muita importância ao seu trabalho. Entendam bem, estou generalizando mesmo, tirando fora todas as exceções que vi porque, de outra forma, não haveria como destacar essa maioria que me incomoda.
Não sei se era assim antes, não me lembro, mas tenho a impressão de que anda piorando com o passar dos anos e o aumento da violência e do stress crescente que ela causa. Ou talvez seja só falta de educação mesmo. Ou todas as alternativas anteriores.
O fato é que isso acaba espantando boa parte dos turistas que ficam por aqui mais de uma semana. Deve ter alguma outra cidade litorânea, bonita também, sem o homenzinho inerte de braços abertos em cima do morro, pode ser, mas igualmente rica (ou até mais rica) em belezas naturais, sucos de fruta de verdade, água-de-côco e mulheres bonitas (levando-se em consideração o fato de que a maior parte do turismo neste lugar é sexual).
Está certo que a violência aqui é absurda, que as praias andam poluídas, que o trânsito é caótico, que isso, que aquilo, mas ficar carrancudo, estressado e grosseiro com os clientes é acrescentar à esta lista negativa um item desnecessário.
Felizmente todo mundo que conheci aqui (e dos quais já falei neste blog) me pareceu super gente boa, muito simpáticos e educados, bem o oposto do que ando vendo ultimamente. Justo eu que sempre faço brincadeiras, acabo amiga do garçom, da faxineira, do porteiro, de todo mundo, quase não tenho acesso a eles aqui de tão antipáticos que parecem.
No máximo retribuem minhas brincadeiras com um sorrisinho amarelo. Ou eu é que estou chata demais? Lembro que minha cunhada reclamava da grosseria dos atendentes cariocas quando veio morar aqui e eu a achava chata.
Porém, como disse, algumas pessoas são legais.
Além das que eu já falei, tem um cara muito legal que conheci chamado Cat (quando o conheci achei que ele era chato, mas ele finge que é chato para que as pessoas não percebam o quanto ele é legal, se é que vocês me entendem) e uma pessoa maravilhosa, que tem me dado uma força e tanto mesmo sem saber, já que faz com que eu me sinta em casa toda vez que conversamos.
Não tinha comentado dela ainda e cometi um crime e tanto não fazendo um post especial para a moça no dia 22, que foi seu aniversário. Só que acabei não conseguindo postar o texto comemorativo do aniversário de casamento e ficou tudo mais do que atropelado, mas ela sabe quantas felicidades desejei (e continuo desejando).
Mas...e olhem as reticências, essa moça, Claudia Letti, não é carioca, é gaúcha. Mas é uma gaúcha meio baiana, se é que me entendem, isso vindo de mim é um elogio. Talentosíssima, simpaticíssima, inteligentíssima, lindíssima, é uma pessoa mergulhada em superlativos.
Quase uma semana depois, mas antes tarde do que nunca, essas linhas são uma discreta homenagem atrasada à essa moça, de quem vocês ainda ouvirão falar muito, aliás. Um dia, quem sabe, ela passe por aqui e leia isso...risos...
Não sei chegar no blog da pessoa e dizer "olha o que escrevi de você no meu blog" sem que pareça "adorei seu blog, passa lá no meu" e vocês sabem o quanto sou traumatizada com esse tipo de coisa. Uma hora ela entra aqui e descobre. Aliás, ela não passa muito por aqui, acho, costuma me encontrar nos túneis subterrâneos nos quais me escondo na internet.
Confesso que muitas vezes prefiro meus túneis subterrâneos do que este lugar claro. Mas tudo tem sua hora e seu objetivo. As coisas que escrevo aqui, textos mais detalhistas ou mais agressivos, mais pessoais e identificados, não cabem em outro lugar além deste. Sou subdividida. Ao menos em alguma coisa consigo me organizar. Ou não.
De qualquer forma, já que ela agora faz parte de minha vida, nada mais justo do que inserí-la aqui, por mais que ela não apareça muito neste lugar. E não, isto não é uma reclamação. Ou talvez até seja. Embora ultimamente eu não tenha direito de reclamar de ninguém, já que ando em falta com todo mundo. Ok, ok, eu sou chata, mas não me abandonem. Vejo se amanhã escrevo mais. Estou atrasada. Inclusive em meus túneis subterrâneos virtuais.
O Rio de Janeiro é lindo. Em termos. Devo reclamar de algo que me incomoda há tempos. O que se ouve dizer é que o carioca é muito gente boa, animado, simpático, legal, etc, etc, etc...não é bem assim.
O pessoal na rua é, sim, bem legal, embora a maioria não tenha a mínima paciência com turistas. Mas sempre que alguém puxa conversa ou que se pede uma informação as pessoas são simpáticas.
Já os vendedores, balconistas e coisas do gênero não têm a mesma felicidade quando vêem a minha cara. Não, não acho que é um problema pessoal, é generalizado mesmo, eles não ficam felizes ao ver a cara de ninguém. Acho que nem a deles próprios.
Grossos, estúpidos e estressados. Sim, todo mundo é estressado neste lugar e dá para imaginar o motivo. Todo mundo meio desiludido, irritado, como se atender ao cliente fosse um favor.
Costumo ser a criatura mais educada do mundo, legal, amigável, etc...mas nos últimos dias tenho aprendido a deixar de ser legal quando não são legais comigo. Só assim funciona. É triste, mas é verdade. De outra forma, acabo pisoteada e chateada à toa. Então tenho que ressuscitar aquela Vanessa que tinha (?) fama de antipática e arrogante, para ver se assim passo menos raiva.
Ao mesmo tempo em que são estressadíssimos, parece que ninguém dá lá muita importância ao seu trabalho. Entendam bem, estou generalizando mesmo, tirando fora todas as exceções que vi porque, de outra forma, não haveria como destacar essa maioria que me incomoda.
Não sei se era assim antes, não me lembro, mas tenho a impressão de que anda piorando com o passar dos anos e o aumento da violência e do stress crescente que ela causa. Ou talvez seja só falta de educação mesmo. Ou todas as alternativas anteriores.
O fato é que isso acaba espantando boa parte dos turistas que ficam por aqui mais de uma semana. Deve ter alguma outra cidade litorânea, bonita também, sem o homenzinho inerte de braços abertos em cima do morro, pode ser, mas igualmente rica (ou até mais rica) em belezas naturais, sucos de fruta de verdade, água-de-côco e mulheres bonitas (levando-se em consideração o fato de que a maior parte do turismo neste lugar é sexual).
Está certo que a violência aqui é absurda, que as praias andam poluídas, que o trânsito é caótico, que isso, que aquilo, mas ficar carrancudo, estressado e grosseiro com os clientes é acrescentar à esta lista negativa um item desnecessário.
Felizmente todo mundo que conheci aqui (e dos quais já falei neste blog) me pareceu super gente boa, muito simpáticos e educados, bem o oposto do que ando vendo ultimamente. Justo eu que sempre faço brincadeiras, acabo amiga do garçom, da faxineira, do porteiro, de todo mundo, quase não tenho acesso a eles aqui de tão antipáticos que parecem.
No máximo retribuem minhas brincadeiras com um sorrisinho amarelo. Ou eu é que estou chata demais? Lembro que minha cunhada reclamava da grosseria dos atendentes cariocas quando veio morar aqui e eu a achava chata.
Porém, como disse, algumas pessoas são legais.
Além das que eu já falei, tem um cara muito legal que conheci chamado Cat (quando o conheci achei que ele era chato, mas ele finge que é chato para que as pessoas não percebam o quanto ele é legal, se é que vocês me entendem) e uma pessoa maravilhosa, que tem me dado uma força e tanto mesmo sem saber, já que faz com que eu me sinta em casa toda vez que conversamos.
Não tinha comentado dela ainda e cometi um crime e tanto não fazendo um post especial para a moça no dia 22, que foi seu aniversário. Só que acabei não conseguindo postar o texto comemorativo do aniversário de casamento e ficou tudo mais do que atropelado, mas ela sabe quantas felicidades desejei (e continuo desejando).
Mas...e olhem as reticências, essa moça, Claudia Letti, não é carioca, é gaúcha. Mas é uma gaúcha meio baiana, se é que me entendem, isso vindo de mim é um elogio. Talentosíssima, simpaticíssima, inteligentíssima, lindíssima, é uma pessoa mergulhada em superlativos.
Quase uma semana depois, mas antes tarde do que nunca, essas linhas são uma discreta homenagem atrasada à essa moça, de quem vocês ainda ouvirão falar muito, aliás. Um dia, quem sabe, ela passe por aqui e leia isso...risos...
Não sei chegar no blog da pessoa e dizer "olha o que escrevi de você no meu blog" sem que pareça "adorei seu blog, passa lá no meu" e vocês sabem o quanto sou traumatizada com esse tipo de coisa. Uma hora ela entra aqui e descobre. Aliás, ela não passa muito por aqui, acho, costuma me encontrar nos túneis subterrâneos nos quais me escondo na internet.
Confesso que muitas vezes prefiro meus túneis subterrâneos do que este lugar claro. Mas tudo tem sua hora e seu objetivo. As coisas que escrevo aqui, textos mais detalhistas ou mais agressivos, mais pessoais e identificados, não cabem em outro lugar além deste. Sou subdividida. Ao menos em alguma coisa consigo me organizar. Ou não.
De qualquer forma, já que ela agora faz parte de minha vida, nada mais justo do que inserí-la aqui, por mais que ela não apareça muito neste lugar. E não, isto não é uma reclamação. Ou talvez até seja. Embora ultimamente eu não tenha direito de reclamar de ninguém, já que ando em falta com todo mundo. Ok, ok, eu sou chata, mas não me abandonem. Vejo se amanhã escrevo mais. Estou atrasada. Inclusive em meus túneis subterrâneos virtuais.

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