Saturday, October 23, 2004

  1. Se eu conseguisse apertar o botão "slow motion", facilitaria um bocado. Não consigo ouvir nem o som de minha voz. E hoje- quem há de negar - é sábado. Um dia aprendo a encaixar peças.

Editando, 24 de Outubro, Segunda-Feira:

2. Ok, vamos voltar ao normal. Confesso que o texto de cima ficou horrível e talvez a idéia fosse essa mesma. Mas após ser terrivelmente ofendida pela Hipácia (ela disse que, de tão incompreensível, o post poderia estar na bienal) decidi deixar essas abstrações para lá.

De agora em diante as coisas aqui serão concretas- e bem concretas. Preciso de um pedaço de tijolo e alguns quilos de cimento. Tudo bem que não dá para se fazer muita coisa com um pedaço de tijolo e alguns quilos de cimento, mas se vocês ignorarem esse detalhe, talvez faça algum sentido.

E se eu começasse a falar tudo de forma conceitual? Todos os textos herméticos, completamente incompreensíveis, sem sentido aparente, palavras soltas ao acaso? Será que alguém me chamaria de "grande gênio literário"?? Não. Diriam: "Caramba, a Vanessa ficou maluca".

Por isso gosto dos meus leitores. Cara, a coisa tem que fazer sentido. Não, não é necessário um sentido absoluto, porque pode fazer sentido para mim, mas não para você, aí vira um troço como o texto que postei aqui ontem (que na verdade tinha salvo como rascunho no sábado). Pode até não fazer um sentido absoluto, mas tem que te dizer algo.

O texto destacado até diz, mas em uma linguagem completamente alienígena, o que não cumpre seu papel artístico e literário que é a expressão e a comunicação.

Mas cumpre um papel bem menos nobre que é mostrar a superioridade do meu intelecto sobre o de todos vocês, já que apenas eu entendi o texto...risos...arte conceitual é egolatria. Alguém se lembra de "O direito de rir da roupa nova do rei"?

Pior é que, se meu texto até ontem fazia sentido, hoje me parece mesmo lixo conceitual . Mas um texto, para ser bom, deve falar com você todos os dias, não tagarelar a noite toda, calar-se pela manhã e morrer. Textos não morrem. A boa literatura permanece viva, intacta e falante para sempre.

E se eu separasse por versos, talvez até ganhasse algum concurso de poesia contemporânea. Ou não. Mas não interessa. Bom, ruim ou terrivelmente péssimo, é meu. E eu não sou artista contemporânea. Nasci no século passado.

PS: Quero opiniões sobre as novas cores do template (comparando com as antigas, presumo). Sugestões são sempre bem-vindas.