Os Suspensórios de Claudio Téllez

Ok, como ele demonstrou sua insatisfação por eu não ter comentado dessa importante peça da indumentária Claudiotellesca, escrevo este post. Ia comentar, mas ia acabar virando outro post, então resolvi deixar quieto.
No primeiro encontro, andávamos pela calçada e de repente Claudio ficou bastante indignado com um homem que passou por nós, porque o equivocado indivíduo usava cinto e suspensórios.
- O cara estava usando cinto e suspensórios! Que absurdo! A idéia do suspensório é justamente não precisar usar cinto!
- Deve ser porque ele não confia no cinto. Nem nos suspensórios. - Concluí.
A bem da verdade, se o cara não usasse cinto, Claudio ponderou, todos perguntariam o porquê de ele não estar de cinto. Para evitar esse tipo de questionamento, a criatura preferiu usar os dois. Na verdade, eu não notaria que o cara estava de cinto e suspensórios se o Claudio não tivesse dito nada. Para ser ainda mais franca, eu nem notaria que o cara estava de suspensórios, ou melhor, eu nem notaria o cara. Não enxergo lá muito bem e não costumo ver ninguém que passa por mim, a menos que eu esteja parada, observando as pessoas, ou que o indivíduo seja realmente suspeito, o que não era o caso do homem do cinto.
Eu já conhecia a lenda do diferente guarda-roupa de Claudio Téllez. No segundo encontro, Claudio apareceu vestido de Claudio Téllez: camisa, suspensórios, calça clara, sandálias e meia.
Essa de sandália com meia é minha conhecida. Esfriava um pouco e eu trocava qualquer sapato fechado por sandália com meia. Até que fui para Porto Alegre. Eu lá, feliz, com minha sandália com meia e minha sogra me compra (ou melhor, deu o dinheiro e obrigou Dave a comprar) um sapato fechado. Ela ficou com pena da pobre garota da sandália com meia. Não, não captou bem o espírito da coisa...risos...não dá para ser muito "estiloso" em Porto Alegre.
Eu, cara-de-pau, olhei descaradamente para os suspensórios, tentando identificar a estampa, para tirar a impressão incial. Bem, quando olha-se para aqueles suspensórios, a impressão é de que trata-se de suspensórios de oncinha. O que, convenhamos, soaria meio estranho de dizer.
Não entendo a estampa, mas já a vi em gravatas. Me parece um protozoário ciliado conhecido que não vejo desde os tempos das apostilas de biologia, no colégio. Claro que bem mais bonitinho. Deve ter um nome, sei lá.
Dave, por sua vez, achou interessante o suspensório de oncinha, mas não questionou, nem olhou muito, porque ele acha falta de educação ficar reparando na roupa dos outros. Aí fui eu explicar que não era oncinha, não era oncinha...risos...e, acreditem, não tem nada a ver com oncinha mesmo, aliás, acho até que a estampa é azul, não preta (e me parece ser desenhada, com outros tons por dentro) e o suspensório, amarelo.
E, claro, não usava cinto. Porque suspensórios existem para que não seja preciso usar cinto. E porque ele tem que ser coerente com a função do negócio. Eu, sinceramente, nunca havia reparado nessa funcionalidade...risos...algo me leva a crer que o barrigudo que passou por nós em Ipanema gostava de suspensórios por razões estéticas.
Eu até gostava de suspensórios na infância. Tive poucos, costumava usar com uma saia vermelha xadrez que eu tinha, mas conforme o tempo vai passando esse é um acessório ligeiramente desconfortável para mulheres. Ou melhor, para algumas mulheres.
Embora seja algo que confere um estilo interessante, principalmente quando mesclado com sandálias e meia ou uma boina estratégica. A mim denota personalidade. Se bem que não sou a melhor pessoa para discorrer sobre estilo aqui, afinal de contas, uma criatura que coloca dezenas de piranhas minúsculas pelos cabelos, usa blusa verde-limão com calça vermelha, brinco de papagaio, relógio no dedo (falando nisso, os ponteiros se suicidaram, tenho que levar ao relojoeiro para colocá-los de volta) e se acha discreta, não deve ter uma opinião isenta sobre o assunto. Se bem que tenho tentado agir naturalmente por aqui, controlando os excessos.
Bem, o que importa é que há séculos não via alguém com menos de quarenta anos que usasse suspensórios. E, pior, que ficasse bem com eles...risos... isso, sinceramente, deve ser um dom. :)
A propósito, repasso o link do artigo Idiotização Uniformizante, do Claudio, em que ele fala sobre um problema que já se tornou crônico no meio universitário e, de quebra, meus leitores e ex-colegas da primeira faculdade, reconhecerão a descrição de uma de suas mestras (minha, nunca foi).
PS: A idéia do close nos suspensórios como imagem do post foi do Dave :)

Ok, como ele demonstrou sua insatisfação por eu não ter comentado dessa importante peça da indumentária Claudiotellesca, escrevo este post. Ia comentar, mas ia acabar virando outro post, então resolvi deixar quieto.
No primeiro encontro, andávamos pela calçada e de repente Claudio ficou bastante indignado com um homem que passou por nós, porque o equivocado indivíduo usava cinto e suspensórios.
- O cara estava usando cinto e suspensórios! Que absurdo! A idéia do suspensório é justamente não precisar usar cinto!
- Deve ser porque ele não confia no cinto. Nem nos suspensórios. - Concluí.
A bem da verdade, se o cara não usasse cinto, Claudio ponderou, todos perguntariam o porquê de ele não estar de cinto. Para evitar esse tipo de questionamento, a criatura preferiu usar os dois. Na verdade, eu não notaria que o cara estava de cinto e suspensórios se o Claudio não tivesse dito nada. Para ser ainda mais franca, eu nem notaria que o cara estava de suspensórios, ou melhor, eu nem notaria o cara. Não enxergo lá muito bem e não costumo ver ninguém que passa por mim, a menos que eu esteja parada, observando as pessoas, ou que o indivíduo seja realmente suspeito, o que não era o caso do homem do cinto.
Eu já conhecia a lenda do diferente guarda-roupa de Claudio Téllez. No segundo encontro, Claudio apareceu vestido de Claudio Téllez: camisa, suspensórios, calça clara, sandálias e meia.
Essa de sandália com meia é minha conhecida. Esfriava um pouco e eu trocava qualquer sapato fechado por sandália com meia. Até que fui para Porto Alegre. Eu lá, feliz, com minha sandália com meia e minha sogra me compra (ou melhor, deu o dinheiro e obrigou Dave a comprar) um sapato fechado. Ela ficou com pena da pobre garota da sandália com meia. Não, não captou bem o espírito da coisa...risos...não dá para ser muito "estiloso" em Porto Alegre.
Eu, cara-de-pau, olhei descaradamente para os suspensórios, tentando identificar a estampa, para tirar a impressão incial. Bem, quando olha-se para aqueles suspensórios, a impressão é de que trata-se de suspensórios de oncinha. O que, convenhamos, soaria meio estranho de dizer.
Não entendo a estampa, mas já a vi em gravatas. Me parece um protozoário ciliado conhecido que não vejo desde os tempos das apostilas de biologia, no colégio. Claro que bem mais bonitinho. Deve ter um nome, sei lá.
Dave, por sua vez, achou interessante o suspensório de oncinha, mas não questionou, nem olhou muito, porque ele acha falta de educação ficar reparando na roupa dos outros. Aí fui eu explicar que não era oncinha, não era oncinha...risos...e, acreditem, não tem nada a ver com oncinha mesmo, aliás, acho até que a estampa é azul, não preta (e me parece ser desenhada, com outros tons por dentro) e o suspensório, amarelo.
E, claro, não usava cinto. Porque suspensórios existem para que não seja preciso usar cinto. E porque ele tem que ser coerente com a função do negócio. Eu, sinceramente, nunca havia reparado nessa funcionalidade...risos...algo me leva a crer que o barrigudo que passou por nós em Ipanema gostava de suspensórios por razões estéticas.
Eu até gostava de suspensórios na infância. Tive poucos, costumava usar com uma saia vermelha xadrez que eu tinha, mas conforme o tempo vai passando esse é um acessório ligeiramente desconfortável para mulheres. Ou melhor, para algumas mulheres.
Embora seja algo que confere um estilo interessante, principalmente quando mesclado com sandálias e meia ou uma boina estratégica. A mim denota personalidade. Se bem que não sou a melhor pessoa para discorrer sobre estilo aqui, afinal de contas, uma criatura que coloca dezenas de piranhas minúsculas pelos cabelos, usa blusa verde-limão com calça vermelha, brinco de papagaio, relógio no dedo (falando nisso, os ponteiros se suicidaram, tenho que levar ao relojoeiro para colocá-los de volta) e se acha discreta, não deve ter uma opinião isenta sobre o assunto. Se bem que tenho tentado agir naturalmente por aqui, controlando os excessos.
Bem, o que importa é que há séculos não via alguém com menos de quarenta anos que usasse suspensórios. E, pior, que ficasse bem com eles...risos... isso, sinceramente, deve ser um dom. :)
A propósito, repasso o link do artigo Idiotização Uniformizante, do Claudio, em que ele fala sobre um problema que já se tornou crônico no meio universitário e, de quebra, meus leitores e ex-colegas da primeira faculdade, reconhecerão a descrição de uma de suas mestras (minha, nunca foi).
PS: A idéia do close nos suspensórios como imagem do post foi do Dave :)

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