Em fase de crescimento

Vinte e três de janeiro de 2006 amanheceu chuvoso em Porto Alegre. Aquela chuvinha fina, silenciosa e constante, que enche as ruas de água. Céu fechado, nuvens espessas e escuras. Aqui dentro, reina a paz. Tranquilidade de viver um dia após o outro, como se uma nova vida se descortinasse por um simples abrir de olhos. Nunca tive vinte e seis anos. Há tempos me desliguei de números. Vivo, apenas isso, dias e mais dias, que correm e transcorrem, passam por mim a mostrar que a vida passa rápido e que pouca coisa por aqui realmente vale a pena. Amor, amigos, sentimentos sinceros e verdadeiros, um bom relacionamento com Deus e só. Fora o último item, todo o resto também passa.
Nunca tive vinte e seis anos. O tempo passa rápido. Olho no espelho, vejo o rosto da mulher que me tornei. O tempo passou. Uma ou outra nova linha que apenas eu noto, e que apenas eu sei por que está aqui. Ganhei brincos de gatinho, da minha cunhada. Comprei mais uma bolsa de ursinho, de pelúcia. Não fazia isso na adolescência. Quanto mais adulta fico, mais me convenço de que a liberdade de ser eu mesma é a maior das conquistas. Desde que isso não prejudique a ninguém, desde que eu não passe por cima de valores que são maiores do que eu.
As roupas continuam coloridas, o humor continua ácido. O coração está mais tranquilo, o cabelo vai crescendo, tudo anda mais leve. Vinte e seis anos e me encontro, diferente de antes, nova pessoa. Nunca tive mais do que vinte e seis anos, portanto, no momento, este é o ápice da minha sabedoria e maturidade, por isso eu me sinto uma anciã, sapientíssima, a desenhar maltraçadas linhas pretensamente profundas em um post de blog. Amanhã estarei mais velha do que hoje, mas não vou notar. Porque só o dia vinte e três de janeiro traz o sabor de crescimento.
Este aniversário marca uma nova fase na minha vida. O ano começa agora. Que venha 2006, com todas as alegrias que ele tem para nós. Porque já esgotei minha cota de dificuldade e sofrimento em 2005, agora só sobrou espaço para ser muito, mas muito feliz. Muita saúde para todos nós, que é só disso que a gente precisa.

Vinte e três de janeiro de 2006 amanheceu chuvoso em Porto Alegre. Aquela chuvinha fina, silenciosa e constante, que enche as ruas de água. Céu fechado, nuvens espessas e escuras. Aqui dentro, reina a paz. Tranquilidade de viver um dia após o outro, como se uma nova vida se descortinasse por um simples abrir de olhos. Nunca tive vinte e seis anos. Há tempos me desliguei de números. Vivo, apenas isso, dias e mais dias, que correm e transcorrem, passam por mim a mostrar que a vida passa rápido e que pouca coisa por aqui realmente vale a pena. Amor, amigos, sentimentos sinceros e verdadeiros, um bom relacionamento com Deus e só. Fora o último item, todo o resto também passa.
Nunca tive vinte e seis anos. O tempo passa rápido. Olho no espelho, vejo o rosto da mulher que me tornei. O tempo passou. Uma ou outra nova linha que apenas eu noto, e que apenas eu sei por que está aqui. Ganhei brincos de gatinho, da minha cunhada. Comprei mais uma bolsa de ursinho, de pelúcia. Não fazia isso na adolescência. Quanto mais adulta fico, mais me convenço de que a liberdade de ser eu mesma é a maior das conquistas. Desde que isso não prejudique a ninguém, desde que eu não passe por cima de valores que são maiores do que eu.
As roupas continuam coloridas, o humor continua ácido. O coração está mais tranquilo, o cabelo vai crescendo, tudo anda mais leve. Vinte e seis anos e me encontro, diferente de antes, nova pessoa. Nunca tive mais do que vinte e seis anos, portanto, no momento, este é o ápice da minha sabedoria e maturidade, por isso eu me sinto uma anciã, sapientíssima, a desenhar maltraçadas linhas pretensamente profundas em um post de blog. Amanhã estarei mais velha do que hoje, mas não vou notar. Porque só o dia vinte e três de janeiro traz o sabor de crescimento.
Este aniversário marca uma nova fase na minha vida. O ano começa agora. Que venha 2006, com todas as alegrias que ele tem para nós. Porque já esgotei minha cota de dificuldade e sofrimento em 2005, agora só sobrou espaço para ser muito, mas muito feliz. Muita saúde para todos nós, que é só disso que a gente precisa.

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