Thursday, December 08, 2005

Há um ano, exatamente



Nesse dia eu descobri que tinha dois amigos realmente especiais. Não que eu não soubesse antes, mas é que nesse dia eu tive um estalo. Estava sentada no sofá branco (bege?), ao lado do Davison, olhando o movimento da sala quando a vi dar uma risada. Normal, ela estava conversando e sorriu. Nesse momento eu me dei conta de que aquilo era mais do que uma festinha de aniversário e que a coisa mais marcante daquele dia não seria o maravilhoso bolo de brigadeiro do Seu Edinélson, seria aquele momento, aquele bendito momento em que o tal estalo apareceu.

Durante todo o resto da noite, diversos estalos surgiram do nada. Mas não foram estaaaalos, foram mais como se eu tirasse fotos, instantâneos daqueles momentos, sensações e pensamentos. O gato lindo e espaçoso no sofá, a única festa de aniversário do mundo em que existem porta-copos PARA SEREM USADOS. E a aniversariante, neurótica, fiscalizava cada um deles, acho que até sem perceber. O casal, fofo, nos parabéns, mostrando que têm em comum muito mais do que a data de nascimento.

Saudade, é claro, mas acima de tudo uma vontade imensa de repetir essa comemoração, por muitos e muitos e muitos e muuuuuitos anos. Acredito que no próximo aniversário estarei lá, pessoalmente, para comemorar mais uma vez, tirar mais fotos, comer mais bolo e aproveitar muito melhor a companhia dessa dupla que é muito mais do que agradável, é indispensável.

E eu, que tinha certeza de que os veria pessoalmente ainda neste ano, limito-me a dar os parabéns via internet, planejando ligar mais tarde. Mas não me esqueço do tal do estalo, muito estranho, que me fez perceber que eu tinha à minha frente duas raridades (na verdade três, porque a Claudia também estava lá) de quem eu sentiria imensa falta quando não estivesse mais ali. Mas joguei o estalo para o lado e mandei ele ficar quieto, afinal de contas, não queria nem pensar que em breve não estaria mais ali, mesmo porque eu me fiava no fato de voltar em fevereiro, mesmo sem querer pensar que viria, definitivamente, no meio do ano. Mas nada é definitivo nessa vida e a gente nem sabe o que vai acontecer amanhã, embora eu tenha o péssimo hábito de ser dramática.

Será que se eu disser que a gente lembra deles todos os dias eles vão acreditar? Será que eles imaginam quantas e quantas vezes surgem no meio das nossas conversas, sem querer? Será que eles sentem tanta saudade daqueles dias quanto nós?

São mais do que especiais, mas eu não conheço palavra melhor. O problema com "especial" é que o termo está tão banalizado que não tem nada de especial em dizer que alguém é especial. Mas eles são especiais. Mesmo falando bobagem, mesmo não acreditando que a gente também fala bobagem, mesmo se escondendo entre uma bobagem e outra, a gente descobriu que eles são especiais. É claro que em alguns momentos eles não falam bobagem, mas mesmo nesses momentos eles são especiais.

E eu sabia que isso aconteceria. Sabia que ficaria feito uma velhinha saudosista olhando fotos, lembrando de datas, sentindo falta. Naquele momento do estalo tive uma visão de hoje. Mesmo depois que ela foi lá para dentro com o pessoal e ele ficou com a gente conversando na sala (eu, o Dave, a Claudia e uma garrafa de uísque). E saí de lá com aquela sensação boa de ter participado de um momento especial. E certa de que, se o Millôr escrevesse em inglês, seria o maior escritor vivo do mundo. Definitivamente. ;)



Paula (o nariz ainda em fase de "desinchamento"), meio brigadeiro (na mão da Paula), Dave (sim, ele é alto), eu (com alguns muitos quilos a mais), Paulo (ele não estava gordo, o ângulo é que não ajudou) e o copo (na mão do Paulo :))


Fofos!


Por favor, reparem nos dois copos sobre a mesa e nos porta-copos sob eles.



Para provar que o Paulo não estava gordo. E que a Paula estava linda.

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PS: Parabéns, Paula!!! E Parabéns Paulo, (que a imitou na data)!!!! Saibam que vocês são muito queridos e que por mais que pareçamos desnaturados, vontade não nos falta de ver vossas digníssimas caras novamente. Fofos, desejo a vocês uma vida longa, muito longa (muuuuuuuuuuito longa, Paulo, que sabe que isso é genético), feliz, cheia de realizações (positivas), vitórias e saúde. Muitos momentos maravilhosos e inesquecíveis! E que a gente esteja aí, ano que vem, para comemorar os trinta aninhos da dona Paula. Ah, e que sejamos convidados para isso, é claro...risos...

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