Thursday, September 21, 2006

Algumas coisas

Este é o primeiro ano em que não votarei. Acho a maior sacanagem não existir o voto em trânsito. Não posso viajar a Campo Grande para votar (quem acompanha o blog sabe que fiz isso nas últimas eleições) e também não posso votar aqui, portanto sou obrigada a justificar.

Acho importante votar, se a gente não participar do processo, não funciona como protesto, sinto muito. O candidato mais votado ganhará da mesma forma. Quem não vota perde o direito moral de reclamar do governo. Está sendo negligente.

E não caiam naquela história que circula pela net dizendo que uma quantidade "x" de votos nulos anularia a eleição, é conversa. Dê uma lida Aqui. Ah, mas o cenário político está uma porcaria, os candidatos estão desacreditados e isso e aquilo... tudo bem, mas o voto ainda é a única arma que temos. A única mesmo, não se iludam.

Bem, mas neste pleito, infelizmente, não poderei interferir. Muito chateada, é claro, ao ser impedida de votar por não ter transferido meu título ainda (bem, este ano tive motivos). Logo que o TRE liberar, transfiro a coisa e aproveito para colocar meu nome de casada. Eu realmente não sei quem é aquela "Vanessa Resende" que vota em Campo Grande.

Engraçado. Passei 24 anos da minha vida atendendo por Vanessa Stella, Vanessa Rodrigues, Vanessa Santana ou Vanessa Resende e agora simplesmente estranho horrores ao ver algum desses nomes relacionados a mim. Vanessa Stella ainda me é simpático. Vanessa Resende, odeio, com todas as forças da minha cédula de identidade. Burrice minha não ter tirado esse sobrenome quando me casei. Seria um problema a menos. Meu nome não cabe nas linhas de formulários e eu me apresento como Vanessa Lampert. Ponto.

Achei que o nome do marido me ajudaria em minha busca por um nome que me fosse menos comum do que qualquer um dos meus outros nomes. Enorme surpresa tive ao fazer uma EgoSearch (parafraseando minha amiga Paula) no Google e descobrir outra Vanessa Lampert.


Já comentei sobre isso aqui, mas tenho que contar de novo. Bem, a mulher é uma inglesa de meia-idade que publica livros esotéricos. Sim, ela é escritora. Argh, ela publica auto-ajuda.

Logo de cara lê-se: "Vanessa Lampert é médium e clarividente". Cruzes! Não sou isso, não. Que chato, posso ser confundida com a autora dos livros: "Angel Messages for Peace and Love", "Guardian Angels", "Practical Kabbalah for Magic & Protection" e "Angel Voices". Nada contra, porém, nada a favor. Ela deve ter esse nome há mais tempo do que eu e não posso reclamar, mas a idéia de ser confundida com uma autora de auto-ajuda esotérica - parafraseando Edmund Bonaparte- não me proporciona encanto.

Mas ainda assim, "Vanessa Lampert" foi o nome mais bonitinho e menos comum que pude arranjar entre as combinações disponíveis em minha cédula de identidade. Na época em que me casei, teve quem condenasse o fato de adotar o nome do marido, como se isso fosse me despersonalizar. Bobagem, não me interessa o que dizem os numerólogos, nome não muda a personalidade de ninguém. E se minha vida mudou a partir do momento em que me casei, por que meu nome não poderia mudar?

É claro que se ele se chamasse Davison Vanerg ou Davison Chucrute, eu provavelmente teria ficado com meu nome de solteira, pelo simples fato de não me agradar a idéia de me tornar a sra "Vanessa Vanerg" ou "Vanessa Chucrute". Por mais amor que eu tivesse, por mais que minha vida virasse de cabeça para baixo, mudasse e se transformasse totalmente, continuaria assinando o nome de solteira.

Eu poderia também assinar "Vanessa Stella Lampert", mas a cacofonia do "SteLALAM" me impede de fazer isso com a literatura brasileira. Deixemos como está, que está de bom tamanho. Vanessa Lampert me dá mais credibilidade, apesar de poder confundir alguns incautos, ávidos por mensagens deixadas por anjos pacíficos e amorosos. Os anjos que me cercam - estou bem certa - são muito mais de guerra do que de paz e amor. Devem lutar contra um monte de coisas diariamente para manter a paz no mundo visível (a julgar pelo que eu vejo nesta vida). Eu, sinceramente, não me interesso em entrevistá-los para saber o que têm a dizer. Acho que -neste momento- eles não têm nada a declarar.

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