Sunday, April 16, 2006

Considerações sobre a revelação do século

Existem duas vantagens imediatas de eu ter feito a revelação do post anterior: primeiro, eu já posso comentar meus próprios textos sem fazer de conta que eles são de outra pessoa. Segundo, eu já posso fazer propaganda quando Dave atualizar o Diário sem parecer que estou tietando um esnobe (é, Túlio...risos...), terceiro, eu posso contar com a inestimável ajuda de vocês para pressioná-lo a postar nos períodos em que ele deixa o Diário à míngua. E quarto, eu posso reciclar os textos meus que alguns nao leram e dos quais eu gosto marroumenos (parafraseando a Paula), mas que gostaria de compartilhar com a humanidade.

No começo o pessoal achava que Edmund e Josephine eram escritos pela mesma pessoa. Depois, quando perceberam que eu não era linear (ok, isso é um eufemismo para dizer que eu era confusa, caótica e não tinha o menor padrão para os textos, ao contrário do Dave, que construiu um personagem sólido e interessante, com texto claro e bem definido) viram que era mesmo outra pessoa.

Como eu não fiz exatamente uma personagem, a maioria dos textos trata de coisas que realmente aconteceram comigo ou devaneios do meu próprio cérebro. Claro, uma ou outra alegoria, mas sabe de uma coisa? Às vezes acho que ela se parece mais comigo do que a Vanessa Lampert. Ou não, enfim.

Tudo bem que os textos estão todos em Save the Planctons (minto, ainda há alguns no Manteiga Voadora), mas se eu postar alguns aqui, de vez em quando, poupo alguns cliques, já que ninguém foi mesmo visitar esses blogs. Fico feliz em saber que, mesmo não comentando, alguns de vocês, que não conheciam o Diário de um Lunático, foram conhecer.

E aos que já conheciam e não sabiam, desculpem o susto. :) Era o último mistério. Enfim, agora sim, minha vida é um livro semi-aberto.


A propósito, deixo com vocês (sabe-se lá quando volto, né?) um dos posts da Josephine, que talvez vocês possam gostar. O blogger.br estava com problemas em aceitar acentos e eu precisava postar. Como tantos outros usuários do blogger, fui obrigada a postar sem acento.


Domingo, Novembro 07, 2004

Texto curto, sem acentos

Nenhum medo de postar existe em mim. Nada me impede de escrever textos sem acentos, se o servidor assim deseja. Retirarei de minha vida todos os circunflexos, todos os agudos, crases, cedilhas e qualquer til que atravesse meu caminho. Nenhuma necessidade tenho de acentuar palavras.

Obviamente o texto deve ser curto. Ou o trabalho dobra e inexiste tempo que seja suficiente para tal empreitada. E inexiste outro assunto a ser abordado, fora a necessidade de escrever com total falta de acentos.

Existe a possibilidade de eu deixar escapar um ou outro acentozinho aqui ou ali, que acabe atrapalhando o andamento do texto, afinal de contas, acentos costumam ser muito perigosos. Neste momento, ao menos, acentos me detestam. Igualmente eu desconfio de suas caras abertas ou fechadas demais.

Portanto, mantenho-os longe deste aglomerado de letrinhas porque elas se encontram muito felizes sem os famigerados risquinhos estranhos que enfeitam a cabeça de nossas vogais em alguns momentos.

Invejo alguns idiomas, onde acentos passaram a ser mal vistos. Da mesma forma eu os vejo mal. Vejo mal, igualmente, escrever palavras acentuadas como se estivessem originalmente livres de acento. Me parece ser um ato criminoso.

Por isso decidi escolher justamente aquelas que dispensam tais caracteres, assim evito ofender alguma criatura gramatical e, ao mesmo tempo, livro-me de usar essas famigeradas entidades que tanto trabalho me deram nos dias anteriores.

Felizmente.