Sunday, October 23, 2005

Voltando daqui a pouco

Cumpri meu dever cívico. Sim, eu sou a única criatura que conheço que faz um troço desse, se desloca quase dois mil quilômetros para votar. Não fiz isso na eleição passada (para prefeito) e fiquei com um imenso sentimento de culpa depois. Acho que votar é mais do que necessário. Se eu justificar, votar em branco ou nulo, não vou poder reclamar depois do resultado da eleição. E eu gosto de reclamar :)

Logo que chegar em Porto Alegre, providencio meu novo título, de casada porto-alegrense. Achei o referendo imbecil, mas tem algo de útil: pelo menos nos perguntaram. Porque o governo poderia muito bem fazer uma medida provisória qualquer e nos impor o que ele bem entendesse. Não é verdade que o referendo foi feito às pressas para desviar a atenção da crise política, já que ele já estava previsto, com dia, mês e ano marcados, no estatuto do desarmamento, de 2003.

Na verdade, deveríamos ser consultados mais vezes. Gasta? Gasta, mas o dinheiro público já é jogado fora com tanta facilidade, pelo menos sabemos, neste caso, para onde ele está indo. Poderíamos ter sido consultados, por exemplo, antes da privatização das nossas estatais. Sim, nos elegemos indivíduos para que nos representem nas escolhas coletivas, mas perguntar, de vez em quando, não ofende. Enfim, finalmente nos livramos do bendito referendo e os spams histéricos poderão ter outros assuntos.

Matei um pouquinho de saudade da minha mãe, mas estou com um montão de saudade do Davison e amanhã volto às terras gaúchas. Como da vez anterior fiquei um mês e não consegui encontrar ninguém, desta vez decidi não avisar que estava na cidade. Resultado: encontrei quase toda a humanidade no shopping e no centro da cidade.

O pessoal da faculdade está se formando em março. É, eu poderia estar me formando (na verdade, se eu tivesse concluído da primeira faculdade, já estaria formada há dois anos, mas esse é outro departamento, a depressão me impediu de continuar) em março do próximo ano e seria mais uma jornalista no mercado.

Deixei a faculdade por seis meses para descansar, o semestre anterior havia sido muito desgastante, meu pai morreu e perdi todas as primeiras provas e duas semanas de aula. Levei o restante do semestre aos trancos e barrancos e só me salvei porque fiz amizade com gente realmente especial, como a Juliana, que me enfiou no grupo dela na última hora e me ajudou a conseguir notas importantes em trabalhos (mas eu fiz alguma coisa, tá?) mais de uma vez.

Encontrei essa moça e fiquei bastante feliz ao vê-la com seu novo namorado, abraçadinha com ele, conversando, sorrindo e dando beijinhos, como eu faço com o Davison. Depois que me apaixonei, virei boba, fico torcendo pela felicidade alheia e fazendo propaganda do casamento para todo mundo, porque namorar pode até ser legal, mas casar é muito bom!! A propósito, dia 21 completamos um ano e quatro meses de casados. Está cada dia melhor, juro.

Bem, continuando, eu poderia estar me formando agora, mas tive de parar para descansar. Seis meses depois, voltei às aulas, mas só assisti um mês de aulas, conheci o Davison e parei tudo para ir a Porto Alegre. Lá, enrolada com a mudança, não estudei e não passei no vestibular.

Depois veio a viagem para o Rio e os planos de faculdade ficaram para mais tarde. Poderia me formar no segundo semestre de 2006, se não tivesse ido para Porto Alegre, mas não me arrependo. A vida é feita de escolhas e as fazemos o tempo inteiro.

Desta eu não me arrependo. Posso recomeçar a faculdade no ano que vem, no outro ano, daqui a dez, vinte, trinta anos. Mas um amor como o que eu encontrei, não está disponível de seis em seis meses via provas de admissão. Nem pensei duas vezes. E novos planos surgiram, a faculdade será sim concluída, e em dez anos seremos todos jornalistas, do mesmo jeito, e eu estarei feliz com meu marido, porque estamos trabalhando para isso. Sem dramas, o tempo passa. E a Juliana me prometeu convite para a formatura. Vou cobrar.

Vi meu sobrinho número 4 (eles são numerados para facilitar a identificação). Ele é fofo!! Inteligente, criativo, alegre, ligado no 220. Pena que ficamos pouco tempo. Faz três anos mês que vem e eu não o via desde que tinha cinco meses de idade. Meu irmão voltou a morar em Campo Grande (mais ou menos, ele é piloto da Tam, então quase não pára em casa, mas a esposa dele e o "bebê" ficam em terra firme).

Finalmente a conexão aqui na casa da minha mãe voltou a funcionar. Ficou fora do ar a semana toda e eu achei que não conseguiria postar nada. Felizmente consegui, a tempo, e ainda pude postar uma foto linda que tiramos ontem aqui na sala. Minha mãe é linda!! Maravilhosa, em todos os sentidos, e conviver com ela é um dos maiores presentes que Deus me proporcionou, assim como conviver com o Davison e a família dele.

A parte ruim de ficar tanto tempo sem escrever é que de repente milhares de assuntos começam a rondar minha cabeça. Talvez consiga postar algo amanhã, caso não dê, fica para terça à noite ou quarta. Feliz fico por ter conseguido dar uma escapadinha e jogado esse texto imenso e desconexo neste espaço, as always. Campo Grande está com um calor suportável e eu peguei um bocado de chuva aqui. A chuva de Porto Alegre costuma ser fininha e constante. A de Campo Grande desaba, forte e grossa, sobre nossas cabeças. Dá medo...risos...

Claro, não posso deixar de lembrar que ontem foi aniversário da linda Claudia Letti . Linda por dentro e por fora, essa minha amiga deixou uma saudade carimbada forte aqui. E merece tudo de mais maravilhoso que Deus tem para dar a ela. Ano passado fui comemorar, pessoalmente, com ela. Este ano, mesmo longe e desconectada da net, não esqueci e mandei um recado rápido. Infelizmente, não pude entrar em contato com todo mundo que eu queria, mas em breve - prometo- voltaremos à nossa programação normal.

Ps: Wanda, quando eu viajo, os gatinhos ficam com o Davison, que gosta deles tanto quanto eu e cuida muito bem. Até agora, só ficamos uma noite fora e eles ficaram sozinhos, mas já planejamos levá-los na próxima viagem, já que adoram andar de carro, não estranham pessoas e a-mam novidades. Eu fico com o coração apertado por estar longe, morrendo de saudades. Então, encontrando um hotel que aceite, levaremos nossos bebês na próxima incursão a Granela e afins. :)

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Comentários (o haloscan apaga os comentários a cada quatro meses e como já perdi os de alguns posts anteriores, prefiro colá-los aqui, antes que sejam deletados):

Oi Vanessa, menina aqui no Rio o calor está terrível... e na segunda foi aquela chuva braba e o Rio de Janeiro parecia (geral)um mar.
Bom retorno.
Um beijinho pra vc e pra mãe bonita.
Luly