O Regresso
Ok, eu sumi. Nem o tradicional post de aniversário de casamento consegui publicar. Minha mãe passou uns dias conosco, junto com um amigo, Félix. É só amigo mesmo, continuo com a campanha "quero um namorado para a minha mãe" e, sendo assim, se você tem um tio, um amigo, um pai, um avô (sei lá quantos anos você tem, né?) legal, inteligente, confiável, viúvo ou divorciado, que queira se casar novamente, me comunique. :)
Mamãe sofreu um pequeno acidente em Campo Grande e machucou o joelho. Estava melhor, mas não pôde aproveitar tão bem o passeio porque uma dorzinha chata a acompanhou por todos esses dias. Encontramos meu irmão e família. Meu sobrinho está enorme e tagarela.
Tentamos ir ao Catete, mas o museu estava em greve... (sim, isso é tão absurdo quanto risível). No Forte de Copacabana, o Museu do Exército estava fechado por problemas elétricos. E também choveu um pouco. Marcamos nova visita. Pouca coisa colaborou desta vez...risos...mas fiquei feliz em revê-la, estava com saudade.
Agora me sinto recém-atropelada por um caminhão, tendo centenas de coisas a fazer, mas sem conseguir sequer pensar em todas elas. Aos poucos vou voltando ao normal. Desmarquei compromissos, deixei de encontrar pessoas, não liguei para ninguém.... está nublado lá fora, parece que vai chover.
Estou com sessenta quilos. Estava calculando uns sessenta e três, minha balança interior anda desregulada. Em Porto Alegre, ano passado, cheguei a pesar cinquenta e três quilos. Agora eu vejo o quanto estava um palito. Para quem passou a vida inteira lutando para engordar, atingi minha meta sem grandes dificuldades, já que passo o dia comendo (bobagem).
Quando eu quero dormir mais um pouquinho pela manhã os gatos acham milhares de brincadeiras para fazer, passam correndo por cima de mim, brincam com meus pés, puxam meu cabelo, tudo para me acordar. Depois que acordo, quando estou para levantar, eles se aninham junto de mim para tirar um cochilo.
Pensando bem, eu também sou meio assim. Me convenço das coisas quando elas não fazem mais o menor sentido e deixo para concordar quando já é tarde demais. Desisto do que já insisti muito e acaba parecendo que fiz tudo de propósito.
Acho que não existe uma pessoa que seja totalmente compreendida pelas outras, nem alguém que seja tão incompreendido quanto julga ser. E ter a noção exata do quanto meus problemas são ridículos me dá uma sensação de frustração enorme.
Porque você há de convir que enquanto a gente ainda acha que tem o maior dos problemas, que está afundado em desgraça, que ninguém mais compreende a dificuldade que é tentar sair do abismo e não conseguir porque só você sabe o quão profundo é esse abismo, dá uma sensação de se estar participando de algo grande e glorioso, mesmo que seja uma desgraça.
Porque não é uma desgraça qualquer. É uma desgraça imensa, profunda, dramática, absurda, incomparável, como se você estivesse mergulhado até o pescoço em areia movediça. Realmente, um grande ato.
Mas quando você se dá conta de que não existe essa dimensão toda, que a gente maximiza todos os problemas, que na verdade não sofremos mais do que ninguém e existem milhares de indivíduos sentindo a mesma coisa do que você agora, o holofote some. Pois é. O mundo já não gira em torno do seu umbigo e qualquer tentativa de dramatização parece ridícula - e é.
Não me sinto mais à vontade para ficar curtindo sofrimento ou alimentando sentimentos ruins. Quando você se acostuma é quase um vício, alimentar depressão traz um certo prazer sim, que ninguém assume. Mas sinto informar, é ridículo.
Ontem comecei a escrever um texto falando de perdas e revivendo o passado. Não terminei, nem cheguei à metade. Remoer aquilo tudo não me traria nada, qual era o sentido? Desisti do texto.
A gente só vive olhando para o passado, para o futuro distante ou - pior - para o futuro do pretérito quando quer fugir do presente. O hoje é tudo o que nós temos e já é o suficiente. O maior desafio é aprender a trabalhar com o que temos sem ficar desviando o foco a toda hora.
Tudo é difícil nesta vida, tudo é conseguido na base do esforço, da luta. Dentro da gente e fora também. Nada vai cair do céu, quanto mais a gente tenta fugir dos problemas, maiores e mais fortes eles ficam. O jeito é encarar, enfrentar. Fugir, se esconder, desviar, se lamentar não resolve, é burrice. Se a gente pode ter uma vida legal, feliz e tranquila se encarar de frente, não faz o menor sentido se desviar disso e se conformar com uma vida de angústia e infelicidade, achando que não dá para ser de outro jeito.
Bem, infelizmente a gente não pode enfiar as coisas na cabeça dos outros, como gostaria.
Mudando de assunto...
Algumas fotos do fim de semana:
Percebi que não tinha tirado uma foto sozinha com a minha mãe (com a máquina dela acho que sim, mas não tenho as fotos aqui), então fiz uma montagenzinha tosca. Nós, no jardim do Catete:

Eu e o Davison, no Piraquê (clube naval):


Eu, com o Corcovado ao fundo :)

Mamãe, Félix e Dave, no terraço do Shopping Botafogo:

Ps: Oi. Eu não tenho nada para falar no PS de hoje. Talvez até tenha, mas não me recordo no momento. Porém, ele não poderia deixar de existir :)
Ps2: Ah, sim, eu tenho muuuitos comentários acumulados, mas vocês sabem como sou, estou respondendo lentamente e, quando você menos esperar, eu publico :)
Ps3: Para compensar minha ausência prolongada (ok, ninguém sentiu minha falta, eu sei), hoje tem três posts!!! :) (oooh, graande coisa)
Ok, eu sumi. Nem o tradicional post de aniversário de casamento consegui publicar. Minha mãe passou uns dias conosco, junto com um amigo, Félix. É só amigo mesmo, continuo com a campanha "quero um namorado para a minha mãe" e, sendo assim, se você tem um tio, um amigo, um pai, um avô (sei lá quantos anos você tem, né?) legal, inteligente, confiável, viúvo ou divorciado, que queira se casar novamente, me comunique. :)
Mamãe sofreu um pequeno acidente em Campo Grande e machucou o joelho. Estava melhor, mas não pôde aproveitar tão bem o passeio porque uma dorzinha chata a acompanhou por todos esses dias. Encontramos meu irmão e família. Meu sobrinho está enorme e tagarela.
Tentamos ir ao Catete, mas o museu estava em greve... (sim, isso é tão absurdo quanto risível). No Forte de Copacabana, o Museu do Exército estava fechado por problemas elétricos. E também choveu um pouco. Marcamos nova visita. Pouca coisa colaborou desta vez...risos...mas fiquei feliz em revê-la, estava com saudade.
Agora me sinto recém-atropelada por um caminhão, tendo centenas de coisas a fazer, mas sem conseguir sequer pensar em todas elas. Aos poucos vou voltando ao normal. Desmarquei compromissos, deixei de encontrar pessoas, não liguei para ninguém.... está nublado lá fora, parece que vai chover.
Estou com sessenta quilos. Estava calculando uns sessenta e três, minha balança interior anda desregulada. Em Porto Alegre, ano passado, cheguei a pesar cinquenta e três quilos. Agora eu vejo o quanto estava um palito. Para quem passou a vida inteira lutando para engordar, atingi minha meta sem grandes dificuldades, já que passo o dia comendo (bobagem).
Quando eu quero dormir mais um pouquinho pela manhã os gatos acham milhares de brincadeiras para fazer, passam correndo por cima de mim, brincam com meus pés, puxam meu cabelo, tudo para me acordar. Depois que acordo, quando estou para levantar, eles se aninham junto de mim para tirar um cochilo.
Pensando bem, eu também sou meio assim. Me convenço das coisas quando elas não fazem mais o menor sentido e deixo para concordar quando já é tarde demais. Desisto do que já insisti muito e acaba parecendo que fiz tudo de propósito.
Acho que não existe uma pessoa que seja totalmente compreendida pelas outras, nem alguém que seja tão incompreendido quanto julga ser. E ter a noção exata do quanto meus problemas são ridículos me dá uma sensação de frustração enorme.
Porque você há de convir que enquanto a gente ainda acha que tem o maior dos problemas, que está afundado em desgraça, que ninguém mais compreende a dificuldade que é tentar sair do abismo e não conseguir porque só você sabe o quão profundo é esse abismo, dá uma sensação de se estar participando de algo grande e glorioso, mesmo que seja uma desgraça.
Porque não é uma desgraça qualquer. É uma desgraça imensa, profunda, dramática, absurda, incomparável, como se você estivesse mergulhado até o pescoço em areia movediça. Realmente, um grande ato.
Mas quando você se dá conta de que não existe essa dimensão toda, que a gente maximiza todos os problemas, que na verdade não sofremos mais do que ninguém e existem milhares de indivíduos sentindo a mesma coisa do que você agora, o holofote some. Pois é. O mundo já não gira em torno do seu umbigo e qualquer tentativa de dramatização parece ridícula - e é.
Não me sinto mais à vontade para ficar curtindo sofrimento ou alimentando sentimentos ruins. Quando você se acostuma é quase um vício, alimentar depressão traz um certo prazer sim, que ninguém assume. Mas sinto informar, é ridículo.
Ontem comecei a escrever um texto falando de perdas e revivendo o passado. Não terminei, nem cheguei à metade. Remoer aquilo tudo não me traria nada, qual era o sentido? Desisti do texto.
A gente só vive olhando para o passado, para o futuro distante ou - pior - para o futuro do pretérito quando quer fugir do presente. O hoje é tudo o que nós temos e já é o suficiente. O maior desafio é aprender a trabalhar com o que temos sem ficar desviando o foco a toda hora.
Tudo é difícil nesta vida, tudo é conseguido na base do esforço, da luta. Dentro da gente e fora também. Nada vai cair do céu, quanto mais a gente tenta fugir dos problemas, maiores e mais fortes eles ficam. O jeito é encarar, enfrentar. Fugir, se esconder, desviar, se lamentar não resolve, é burrice. Se a gente pode ter uma vida legal, feliz e tranquila se encarar de frente, não faz o menor sentido se desviar disso e se conformar com uma vida de angústia e infelicidade, achando que não dá para ser de outro jeito.
Bem, infelizmente a gente não pode enfiar as coisas na cabeça dos outros, como gostaria.
Mudando de assunto...
Algumas fotos do fim de semana:
Percebi que não tinha tirado uma foto sozinha com a minha mãe (com a máquina dela acho que sim, mas não tenho as fotos aqui), então fiz uma montagenzinha tosca. Nós, no jardim do Catete:

Eu e o Davison, no Piraquê (clube naval):


Eu, com o Corcovado ao fundo :)

Mamãe, Félix e Dave, no terraço do Shopping Botafogo:

Ps: Oi. Eu não tenho nada para falar no PS de hoje. Talvez até tenha, mas não me recordo no momento. Porém, ele não poderia deixar de existir :)
Ps2: Ah, sim, eu tenho muuuitos comentários acumulados, mas vocês sabem como sou, estou respondendo lentamente e, quando você menos esperar, eu publico :)
Ps3: Para compensar minha ausência prolongada (ok, ninguém sentiu minha falta, eu sei), hoje tem três posts!!! :) (oooh, graande coisa)

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