O Acaso não sabe de nada
Alguém me chame de antipática, mas em alguns momentos dá uma vontade quase incontrolável de responder: "Obrigada por não ter lido absolutamente nada do que escrevi antes de postar seu comentário". É por essas e outras que eu acabo arranjando bem mais encrenca do que deveria.
A pessoa foi simpática, respondeu meu comentário... em minha caixa de comentários!! Ainda existe a netiqueta? Não custa nada colar um trecho de um texto antiiigo que publiquei no Blogólatras Anônimos e está arquivado no Sobre Blogs Sobre Blogs, sobre etiqueta blogueira:
"Ah, claro e nunca, jamais responda a um comentário que foi deixado em seu blog no blog de quem comentou... não existe coisa mais desagradável...quer dizer, existe sim, os comportamentos que já citei. Responda em seu próprio blog, se a pessoa quiser, volta lá e lê.
Se você quiser comentar no blog do seu leitor, comente algo referente ao post dele. É uma questão de respeito com os outros leitores da pessoa que comentou em seu blog, afinal de contas, ninguém vai entender nada, é comparável entrar em uma roda e interromper a conversa falando em um dialeto que ninguém domina, exceto seu interlocutor, quando você poderia falar uma linguagem compreensível a todos. Se quiser pode até dizer "respondi seu comentário no meu blog", aí quem quiser vai lá e lê, o comentário e a resposta. "
Ok, eu gostei muito da menina, embora ela não tenha entendido meu comentário. Agora das duas uma: ou ela vai antipatizar comigo para sempre (o que costuma acontecer) ou vai entender que não faço isso por mal, compreender o que estou dizendo e quem sabe até se interesse em me conhecer melhor e fazer uma amizadezinha básica.
Ou então eu contrario minhas próprias regras e comento a resposta lá nos comentários dela. Talvez assim ela ache esquisito e entenda melhor essa minha neurose. :)
A propósito, já que não vou responder ao comentário dela agora, colo um pedaço aqui, que acho de extrema importância ser esclarecido:
"Sobre "ser para sempre", eu não sei, vc não sabe, ninguém sabe! São sempre as nossas expectativas de q tudo corra bem. Mas no fundo é arriscado afirmar q algo é definitivo sob pena de ter um sofrimento ainda maior. Isso sim precisa se ter cuidado! No mais, q venham as grandes paixões, com ou sem açúcar e q "sejam eternas enquanto durem"
Se quiser paixão, tudo bem, é mais cômodo. Eu quero amor. E reafirmo o que sempre digo: relacionamento a gente faz dar certo. Desde a hora da escolha do parceiro até o último segundo de vida, relacionamento amoroso é construção eterna. Por isso eu afirmo que é definitivo sim, para a vida toda e todas aquelas bobagens que a gente aprende que não deve dizer.
E não tem essa de ser expectativa de que tudo corra bem. E aqui eu relembro as palavas da Laly , nos comentários do post de nove meses:
"o amor de vocês é lindo... E não vou dizer que espero que continue assim porque não espero nada, eu SEI que vai continuar assim porque vocês têm a consciência de que a beleza e a leveza de um relacionamento são coisas construídas."
É isso. Achar que tudo é por acaso, que o amor depende do destino para dar ou não certo é tirar a responsabilidade de cima dos nossos ombros e colocá-la sobre um unicórnio. Então, eu sei que é para sempre enquanto quero que seja para sempre e trabalho para isso. Se eu ficar esperando o "para sempre" cair do céu, o relacionamento acaba na primeira curva.
A vida toda é construção, batalha, luta, mudança, desconstrução, reconstrução, aparar arestas. Viver ao sabor do vento, do destino, dos acontecimentos é desperdiçar todas as mínimas chances de ser feliz. É jogar vida pela janela.
Achar que um relacionamento deve durar o tempo que o acaso quiser é jogá-lo pela janela. E não afirmar que é definitivo (quando se luta para isso) por medo de sofrer é garantir um sofrimento ainda mais certo. Aliás, tudo o que se faz ou que se deixa de fazer por medo de sofrer nos garante sofrimento. Isso eu aprendi a duras penas.
Acho que vivi uns oitenta anos nesses vinte e cinco, porque quero aprender rápido para não errar mais. Aprender com os meus erros, com os erros dos outros...
Sei que posso mudar, posso mudar de idéia, posso reconsiderar algumas coisas. Mas coisas que aprendi e confirmei se tornam absolutas simplesmente por provarem sua eficácia. Acredite, se eu dependesse do acaso, jamais conseguiria ter um relacionamento duradouro com alguém, porque sou uma pessoa difícil, de espírito livre, temperamento forte e variações bruscas de humor.
Saber que a solidez do amor, sua longuíssima duração e manutenção de um relacionamento saudável são coisas que se conquista por esforço (dos dois, é claro) é uma das verdades absolutas das quais não abro mão. Porque funciona.
E daqui a setenta anos a gente conversa :)
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Alguém me chame de antipática, mas em alguns momentos dá uma vontade quase incontrolável de responder: "Obrigada por não ter lido absolutamente nada do que escrevi antes de postar seu comentário". É por essas e outras que eu acabo arranjando bem mais encrenca do que deveria.
A pessoa foi simpática, respondeu meu comentário... em minha caixa de comentários!! Ainda existe a netiqueta? Não custa nada colar um trecho de um texto antiiigo que publiquei no Blogólatras Anônimos e está arquivado no Sobre Blogs Sobre Blogs, sobre etiqueta blogueira:
"Ah, claro e nunca, jamais responda a um comentário que foi deixado em seu blog no blog de quem comentou... não existe coisa mais desagradável...quer dizer, existe sim, os comportamentos que já citei. Responda em seu próprio blog, se a pessoa quiser, volta lá e lê.
Se você quiser comentar no blog do seu leitor, comente algo referente ao post dele. É uma questão de respeito com os outros leitores da pessoa que comentou em seu blog, afinal de contas, ninguém vai entender nada, é comparável entrar em uma roda e interromper a conversa falando em um dialeto que ninguém domina, exceto seu interlocutor, quando você poderia falar uma linguagem compreensível a todos. Se quiser pode até dizer "respondi seu comentário no meu blog", aí quem quiser vai lá e lê, o comentário e a resposta. "
Ok, eu gostei muito da menina, embora ela não tenha entendido meu comentário. Agora das duas uma: ou ela vai antipatizar comigo para sempre (o que costuma acontecer) ou vai entender que não faço isso por mal, compreender o que estou dizendo e quem sabe até se interesse em me conhecer melhor e fazer uma amizadezinha básica.
Ou então eu contrario minhas próprias regras e comento a resposta lá nos comentários dela. Talvez assim ela ache esquisito e entenda melhor essa minha neurose. :)
A propósito, já que não vou responder ao comentário dela agora, colo um pedaço aqui, que acho de extrema importância ser esclarecido:
"Sobre "ser para sempre", eu não sei, vc não sabe, ninguém sabe! São sempre as nossas expectativas de q tudo corra bem. Mas no fundo é arriscado afirmar q algo é definitivo sob pena de ter um sofrimento ainda maior. Isso sim precisa se ter cuidado! No mais, q venham as grandes paixões, com ou sem açúcar e q "sejam eternas enquanto durem"
Se quiser paixão, tudo bem, é mais cômodo. Eu quero amor. E reafirmo o que sempre digo: relacionamento a gente faz dar certo. Desde a hora da escolha do parceiro até o último segundo de vida, relacionamento amoroso é construção eterna. Por isso eu afirmo que é definitivo sim, para a vida toda e todas aquelas bobagens que a gente aprende que não deve dizer.
E não tem essa de ser expectativa de que tudo corra bem. E aqui eu relembro as palavas da Laly , nos comentários do post de nove meses:
"o amor de vocês é lindo... E não vou dizer que espero que continue assim porque não espero nada, eu SEI que vai continuar assim porque vocês têm a consciência de que a beleza e a leveza de um relacionamento são coisas construídas."
É isso. Achar que tudo é por acaso, que o amor depende do destino para dar ou não certo é tirar a responsabilidade de cima dos nossos ombros e colocá-la sobre um unicórnio. Então, eu sei que é para sempre enquanto quero que seja para sempre e trabalho para isso. Se eu ficar esperando o "para sempre" cair do céu, o relacionamento acaba na primeira curva.
A vida toda é construção, batalha, luta, mudança, desconstrução, reconstrução, aparar arestas. Viver ao sabor do vento, do destino, dos acontecimentos é desperdiçar todas as mínimas chances de ser feliz. É jogar vida pela janela.
Achar que um relacionamento deve durar o tempo que o acaso quiser é jogá-lo pela janela. E não afirmar que é definitivo (quando se luta para isso) por medo de sofrer é garantir um sofrimento ainda mais certo. Aliás, tudo o que se faz ou que se deixa de fazer por medo de sofrer nos garante sofrimento. Isso eu aprendi a duras penas.
Acho que vivi uns oitenta anos nesses vinte e cinco, porque quero aprender rápido para não errar mais. Aprender com os meus erros, com os erros dos outros...
Sei que posso mudar, posso mudar de idéia, posso reconsiderar algumas coisas. Mas coisas que aprendi e confirmei se tornam absolutas simplesmente por provarem sua eficácia. Acredite, se eu dependesse do acaso, jamais conseguiria ter um relacionamento duradouro com alguém, porque sou uma pessoa difícil, de espírito livre, temperamento forte e variações bruscas de humor.
Saber que a solidez do amor, sua longuíssima duração e manutenção de um relacionamento saudável são coisas que se conquista por esforço (dos dois, é claro) é uma das verdades absolutas das quais não abro mão. Porque funciona.
E daqui a setenta anos a gente conversa :)
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