Como Fazer Inimigos e Encolerizar Pessoas

Não é difícil. Não é necessário prática nem tampouco habilidade. Aliás, quanto menos habilidade você tiver, melhor. Se você tiver um nome enorme que comece com Vanessa e termine com Lampert, não se preocupe com esforço, fazer inimigos e encolerizar pessoas será um dom natural. Inclusive -e principalmente- quando você não tiver a menor intenção de que isso ocorra.
Comentários em blogs de desconhecidos serão sempre bem-vindos, assim como tiradas irônicas e sinceridade extrema, além de uma boa dose de impulsividade, é claro. Na maioria das vezes suas palavras serão distorcidas, mal compreendidas ou, simplesmente, ignoradas. As pessoas sentirão uma vontade irresistível de te detestar para todo o sempre e todas as suas tentativas de consertar a coisa farão com que o problema se torne ainda maior. Depois de vinte e cinco anos convivendo com isso, o melhor que tem a fazer é se acostumar com o fato.
Eu sou DDD, já disse. Desastrada, distraída e desligada. E não, distraída e desligada não são sinônimos, acredite. E isso vale para tudo, desde tropeçar na rua, quebrar copos em restaurante, esbarrar em garrafas de vinho em supermercados e derrubar uma pilha de latas de massa de tomate entre as gôndolas de um hipermercado famoso até causar confusões que envolvam terceiros, quartos e quintos sem ter a mínima intenção de sequer me envolver nelas.
Fiz três posts para compensar a ausência prolongada: um sobre uma menina desconhecida que teve um comportamento que eu julguei mal educado, outro para o Dave, comemorando dez meses de casamento e outro dando um apanhado geral das novidades e falando de quando nós maximizamos nossos problemas. Mas às vezes os problemas simplesmente surgem e nos perseguem e isso é chato.
Depois de um tempo longe da net, acabei escrevendo comentários em blogs que não costumo frequentar (em um deles nunca tinha ido e em outro costumo ir, sei lá, uma vez por mês) e fui mal interpretada em todos eles. Dia desses alguém me alertou de que eu escrevo de forma muito agressiva e acabo magoando as pessoas.
Não concordo e, além de não concordar, discordo veementemente. :) Me acho tão simpática! Acabo pagando o preço por ser completamente sincera, às vezes impulsiva e- o pior de todos os crimes - assinar meu nome, colocar meu endereço correto, dar a cara a tapa e não me esconder atrás de pseudônimos ou posts anônimos. Só isso já deveria me dar uma certa credibilidade diante de desconhecidos, mas por incrível que pareça, o fato de eu não me esconder e assim demonstrar algum caráter é solenemente ignorado por pessoas que não olham além de seus próprios umbigos. Paciência.
Acontece que hoje estou brava. Não com você ou com essas pessoas, mas comigo. Acho que o mais correto é ficar em torno do que é realmente seguro, sem arriscar meu nariz por aí, comentando em blogs de pessoas que não conheço e que muito provavelmente não têm absolutamente nada a ver comigo. Melhor que quem se identifique venha até mim naturalmente e estou plenamente satisfeita com os leitores que tenho.
De vez em quando aparecem pessoas dizendo "melhora que vai ser melhor"...risos...e não é difícil lidar com elas. O problema é que as pessoas estão tão centradas em seus próprios umbigos que levam tudo para o lado pessoal. Arrogante, antipática, exibida e - agora- agressiva. Essa Vanessa deveria desaparecer da face da blogosfera. Não, eu também não acho que sou o centro do universo. Ninguém está realmente preocupado com minha existência ou a falta dela neste lugar. Quem não gosta, simplesmente não volta, ou volta só para se torturar e isso deve fazer bem a essas pessoas.
Acho que cada um tem sua própria opinião e o que eu detesto você pode gostar e eu tenho que respeitar isso se quiser conviver decentemente contigo, como pessoas civilizadas fazem, mas a impressão que tenho é que só eu cresço, o resto da humanidade permanece em estado infantilizado constante. Às vezes espero uma atitude lúcida do meu interlocutor (eu costumo esperar essas coisas desde que voltei a acreditar na humanidade) e me decepciono profundamente. Já deveria ter me acostumado a essas decepções, mas cada vez que elas acontecem eu me sinto mais e mais idiota e fico muito, mas muito brava comigo.
Na adolescência havia uma lenda que dizia que eu era encrenqueira. Gostava de me meter em discussões enormes e tinha argumento para tudo, a ponto de vencer meu interlocutor pelo cansaço e não admitia não ter a palavra final. Depois aprendi que existiam discussões produtivas e discussões improdutivas e que tempo era algo valioso que não podia ser desperdiçado. Logo passei a evitar discussões improdutivas e aprendi que mais legal do que ver um idiota tentando defender sua tese equivocada é vê-lo esperneando, querendo uma discussão, enquanto você o ignora. E parei de caçar encrenca.
Mas a encrenca me caça, não é possível! Ela me persegue e eu sou a pessoa mais incompreendida desta blogosfera (e a mais dramática também. E exagerada). Um simples comentário (ou dois, no caso) conseguem encrencar não apenas a mim, mas a terceiros, quartos, quintos...prometo que a partir de hoje comentarei apenas nos blogs de vocês, conhecidos e de eventuais desconhecidos que se tornem conhecidos conforme forem comentando neste blog. Isso se eu não ficar irreversivelmente traumatizada e parar de comentar em qualquer lugar que seja.
Eu sou a autora involuntária de um best-seller nunca lançado: "Como fazer inimigos e encolerizar pessoas". Sem esforço, juro, sem esforço algum. Ser mal interpretada é praticamente um dom natural.
Fico entre a vontade de rir e a de chorar, lembrando de todas as vezes em que prometi que jamais dirigiria a palavra a uma pessoa que não tivesse absolutamente nada a ver comigo aqui na internet, a menos que ela dirigisse a palavra a mim primeiro (faz toda a diferença). Mas também isso pode reacender outra antiga lenda a meu respeito, a de que sou intolerante. Eu, particularmente, nunca conheci uma pessoa tão tolerante quanto eu, o que me faz ter de colar uma frase do post anterior e repetí-la a té voltar a acreditar: não existe uma pessoa que seja totalmente compreendida pelas outras, nem alguém que seja tão incompreendido quanto julga ser.
Pois é, o que é que eu faço? Agora entendo alguns amigos, ótimos escritores e blogueiros há séculos, que praticamente desistiram dos blogs, escrevendo algumas linhas uma, duas vezes por mês e retiraram os comentários. Outros, simplesmente, deletaram tudo e sumiram do mapa. Eu só não faço isso porque: 1- sou muito teimosa, 2- se todos os bons blogueiros sumirem do mapa, o que será dos bons leitores?
Aqui eu tenho que abrir um parêntese para responder àqueles que me acham arrogante e que porventura possam perguntar se eu me acho boa blogueira. Olha, eu gosto daqui, gosto do que escrevo. Se eu não gostar, quem vai gostar? Tenho ainda um monte de ressalvas em relação aos meus textos, mas felizmente também encontro quem goste. Como disse, é questão de opinião. Mas se todos os bons blogueiros desaparecerem, com certeza, seus bons leitores se contentarão com o que encontram aqui, ué. Lutarei até o último homem! (Tudo bem que eu só tenho um, que é o único e o último...mas pelo menos tenho um, se não tivesse nenhum, não poderia lutar até o último :))
Me lembro da minha ignorância, na época do Vansblog, achando que todo leitor novo que aparecia na verdade era alguém conhecido com outro nome e acusando meu stalker (é, eu tinha dois leitores, um deles era stalker...risos...) de ter cadastrado meu blog no google, após tê-lo encontrado ao fazer uma pesquisa....ele, com razão, me chamou de ignorante, explicando que o mecanismo de busca do google não necessita de cadastro. Dart. E descobri também que Blanda não era um pseudônimo dele, ou de outro cara que também achei que me perseguia, mas uma menina de verdade, que não me conhecia e que passou a ser minha leitora. Incrível! Início de blog é assim mesmo. Blogueiro com mania de perseguição, se achando o centro do universo. Depois passa.
PS: Me desculpem, eu não sou política, não consigo ser. Não vou atacar ninguém de graça, nem pagando. Se você se sentir atacado, pode estar certo de que não foi minha intenção. Sou a única pessoa do mundo que consegue ser chamada de agressiva sem dizer nenhuma ofensa, nenhum palavrão. Ou as pessoas são muito sensíveis ou eu sou muito insensível ou essa língua portuguesa é mesmo muito delicada. Eu sou uma das pessoas mais sensíveis que eu conheço, portanto só restam duas alternativas. E eu, que ia escrever pouco, acabei fazendo um post-monstro. Para variar.

Não é difícil. Não é necessário prática nem tampouco habilidade. Aliás, quanto menos habilidade você tiver, melhor. Se você tiver um nome enorme que comece com Vanessa e termine com Lampert, não se preocupe com esforço, fazer inimigos e encolerizar pessoas será um dom natural. Inclusive -e principalmente- quando você não tiver a menor intenção de que isso ocorra.
Comentários em blogs de desconhecidos serão sempre bem-vindos, assim como tiradas irônicas e sinceridade extrema, além de uma boa dose de impulsividade, é claro. Na maioria das vezes suas palavras serão distorcidas, mal compreendidas ou, simplesmente, ignoradas. As pessoas sentirão uma vontade irresistível de te detestar para todo o sempre e todas as suas tentativas de consertar a coisa farão com que o problema se torne ainda maior. Depois de vinte e cinco anos convivendo com isso, o melhor que tem a fazer é se acostumar com o fato.
Eu sou DDD, já disse. Desastrada, distraída e desligada. E não, distraída e desligada não são sinônimos, acredite. E isso vale para tudo, desde tropeçar na rua, quebrar copos em restaurante, esbarrar em garrafas de vinho em supermercados e derrubar uma pilha de latas de massa de tomate entre as gôndolas de um hipermercado famoso até causar confusões que envolvam terceiros, quartos e quintos sem ter a mínima intenção de sequer me envolver nelas.
Fiz três posts para compensar a ausência prolongada: um sobre uma menina desconhecida que teve um comportamento que eu julguei mal educado, outro para o Dave, comemorando dez meses de casamento e outro dando um apanhado geral das novidades e falando de quando nós maximizamos nossos problemas. Mas às vezes os problemas simplesmente surgem e nos perseguem e isso é chato.
Depois de um tempo longe da net, acabei escrevendo comentários em blogs que não costumo frequentar (em um deles nunca tinha ido e em outro costumo ir, sei lá, uma vez por mês) e fui mal interpretada em todos eles. Dia desses alguém me alertou de que eu escrevo de forma muito agressiva e acabo magoando as pessoas.
Não concordo e, além de não concordar, discordo veementemente. :) Me acho tão simpática! Acabo pagando o preço por ser completamente sincera, às vezes impulsiva e- o pior de todos os crimes - assinar meu nome, colocar meu endereço correto, dar a cara a tapa e não me esconder atrás de pseudônimos ou posts anônimos. Só isso já deveria me dar uma certa credibilidade diante de desconhecidos, mas por incrível que pareça, o fato de eu não me esconder e assim demonstrar algum caráter é solenemente ignorado por pessoas que não olham além de seus próprios umbigos. Paciência.
Acontece que hoje estou brava. Não com você ou com essas pessoas, mas comigo. Acho que o mais correto é ficar em torno do que é realmente seguro, sem arriscar meu nariz por aí, comentando em blogs de pessoas que não conheço e que muito provavelmente não têm absolutamente nada a ver comigo. Melhor que quem se identifique venha até mim naturalmente e estou plenamente satisfeita com os leitores que tenho.
De vez em quando aparecem pessoas dizendo "melhora que vai ser melhor"...risos...e não é difícil lidar com elas. O problema é que as pessoas estão tão centradas em seus próprios umbigos que levam tudo para o lado pessoal. Arrogante, antipática, exibida e - agora- agressiva. Essa Vanessa deveria desaparecer da face da blogosfera. Não, eu também não acho que sou o centro do universo. Ninguém está realmente preocupado com minha existência ou a falta dela neste lugar. Quem não gosta, simplesmente não volta, ou volta só para se torturar e isso deve fazer bem a essas pessoas.
Acho que cada um tem sua própria opinião e o que eu detesto você pode gostar e eu tenho que respeitar isso se quiser conviver decentemente contigo, como pessoas civilizadas fazem, mas a impressão que tenho é que só eu cresço, o resto da humanidade permanece em estado infantilizado constante. Às vezes espero uma atitude lúcida do meu interlocutor (eu costumo esperar essas coisas desde que voltei a acreditar na humanidade) e me decepciono profundamente. Já deveria ter me acostumado a essas decepções, mas cada vez que elas acontecem eu me sinto mais e mais idiota e fico muito, mas muito brava comigo.
Na adolescência havia uma lenda que dizia que eu era encrenqueira. Gostava de me meter em discussões enormes e tinha argumento para tudo, a ponto de vencer meu interlocutor pelo cansaço e não admitia não ter a palavra final. Depois aprendi que existiam discussões produtivas e discussões improdutivas e que tempo era algo valioso que não podia ser desperdiçado. Logo passei a evitar discussões improdutivas e aprendi que mais legal do que ver um idiota tentando defender sua tese equivocada é vê-lo esperneando, querendo uma discussão, enquanto você o ignora. E parei de caçar encrenca.
Mas a encrenca me caça, não é possível! Ela me persegue e eu sou a pessoa mais incompreendida desta blogosfera (e a mais dramática também. E exagerada). Um simples comentário (ou dois, no caso) conseguem encrencar não apenas a mim, mas a terceiros, quartos, quintos...prometo que a partir de hoje comentarei apenas nos blogs de vocês, conhecidos e de eventuais desconhecidos que se tornem conhecidos conforme forem comentando neste blog. Isso se eu não ficar irreversivelmente traumatizada e parar de comentar em qualquer lugar que seja.
Eu sou a autora involuntária de um best-seller nunca lançado: "Como fazer inimigos e encolerizar pessoas". Sem esforço, juro, sem esforço algum. Ser mal interpretada é praticamente um dom natural.
Fico entre a vontade de rir e a de chorar, lembrando de todas as vezes em que prometi que jamais dirigiria a palavra a uma pessoa que não tivesse absolutamente nada a ver comigo aqui na internet, a menos que ela dirigisse a palavra a mim primeiro (faz toda a diferença). Mas também isso pode reacender outra antiga lenda a meu respeito, a de que sou intolerante. Eu, particularmente, nunca conheci uma pessoa tão tolerante quanto eu, o que me faz ter de colar uma frase do post anterior e repetí-la a té voltar a acreditar: não existe uma pessoa que seja totalmente compreendida pelas outras, nem alguém que seja tão incompreendido quanto julga ser.
Pois é, o que é que eu faço? Agora entendo alguns amigos, ótimos escritores e blogueiros há séculos, que praticamente desistiram dos blogs, escrevendo algumas linhas uma, duas vezes por mês e retiraram os comentários. Outros, simplesmente, deletaram tudo e sumiram do mapa. Eu só não faço isso porque: 1- sou muito teimosa, 2- se todos os bons blogueiros sumirem do mapa, o que será dos bons leitores?
Aqui eu tenho que abrir um parêntese para responder àqueles que me acham arrogante e que porventura possam perguntar se eu me acho boa blogueira. Olha, eu gosto daqui, gosto do que escrevo. Se eu não gostar, quem vai gostar? Tenho ainda um monte de ressalvas em relação aos meus textos, mas felizmente também encontro quem goste. Como disse, é questão de opinião. Mas se todos os bons blogueiros desaparecerem, com certeza, seus bons leitores se contentarão com o que encontram aqui, ué. Lutarei até o último homem! (Tudo bem que eu só tenho um, que é o único e o último...mas pelo menos tenho um, se não tivesse nenhum, não poderia lutar até o último :))
Me lembro da minha ignorância, na época do Vansblog, achando que todo leitor novo que aparecia na verdade era alguém conhecido com outro nome e acusando meu stalker (é, eu tinha dois leitores, um deles era stalker...risos...) de ter cadastrado meu blog no google, após tê-lo encontrado ao fazer uma pesquisa....ele, com razão, me chamou de ignorante, explicando que o mecanismo de busca do google não necessita de cadastro. Dart. E descobri também que Blanda não era um pseudônimo dele, ou de outro cara que também achei que me perseguia, mas uma menina de verdade, que não me conhecia e que passou a ser minha leitora. Incrível! Início de blog é assim mesmo. Blogueiro com mania de perseguição, se achando o centro do universo. Depois passa.
PS: Me desculpem, eu não sou política, não consigo ser. Não vou atacar ninguém de graça, nem pagando. Se você se sentir atacado, pode estar certo de que não foi minha intenção. Sou a única pessoa do mundo que consegue ser chamada de agressiva sem dizer nenhuma ofensa, nenhum palavrão. Ou as pessoas são muito sensíveis ou eu sou muito insensível ou essa língua portuguesa é mesmo muito delicada. Eu sou uma das pessoas mais sensíveis que eu conheço, portanto só restam duas alternativas. E eu, que ia escrever pouco, acabei fazendo um post-monstro. Para variar.

<< Home