Saturday, June 11, 2005

Os gatos de Campo Grande

Dei um pulinho em Campo Grande, decidi em um dia, viajei no outro, não avisei ninguém, revi minha família, conheci gente que só conhecia por orkut e email (Mayara e Renan, adorei conhecê-los pessoalmente) e de ouvir falar. Voltei e mergulhei nesse clima de mudança, de viagem, apartamento a ser alugado, caixas a serem enviadas, todas aquelas pequenas coisinhas que formam uma coisona imensa que é o transporte de objetos, pessoas e gatos por via aérea de um ponto a outro, com quase dois mil quilômetros de distância.

Voltando a Campo Grande, assustei ao ver a Bianca, minha gatinha tricolor, que ficou com a minha mãe. Há três anos encontrei um filhote tricolor sendo chutado por crianças na entrada do camelódromo, em Campo Grande. Passei um sermão nas crianças, peguei a gatinha, devia ter uns dois meses, bem encardidinha, cheia de pulgas, com uma cicatriz no lábio, magrelinha e descabelada. Me contaram que havia mais dois filhotes ali, mas um morreu atropelado e o outro morreu de fome. Sobrou apenas aquela colorida assustadinha. Eu sabia que ela era linda, mas ninguém acreditou em mim. Arranjei uma caixinha de papelão, coloquei a gatinha dentro e a levei para uma clínica veterinária, foi vacinada, vermifugada, tomou banho, tirou as pulgas e chegou limpinha e cheirosa em casa. Minha mãe não gostou da idéia, mas eu disse que arranjaria um dono para o bichinho, como já havia feito com outros.

Felizmente ela se parecia com uma gatinha chamada Bianca, que tinha sido da mãe da minha avó, por esse motivo conquistou todo mundo que realmente tinha algum poder de influência: mamãe e vovó. Só não consegui convencer o Nermal, por isso a Bianca não pôde morar dentro de casa, dormindo em um quarto só dela, do lado de fora. Em menos de seis meses ela arranjou companhia: subiu no telhado e voltou com uma dupla na barriga. Uma das gatinhas, Noni, acabou fugindo e foi morar na casa da vizinha. A outra, Lili, está lá, arisca e grudada na mãe. Bianca é carinhosa, simpática, bagunceira, muito inteligente e...está o triplo do que era na última vez que eu a vi, em Setembro.

Ela foi castrada pela clínica veterinária de Auschwitz, a mesma onde funciona o hotelzinho no qual minha irmã hospedou a outra Bianca, a siamesa, que acabou saindo de lá desnutrida, estressada, pele e osso. Ao contrário de sua xará, a minha Bianca está uma bola...de boliche!!! Simplesmente imensa, como todos os outros gatos da família, aliás. A Lili também está enorme, os gatos da minha avó, Miu e Mimi, estão balofos!! O Miu está absurdamente grande e gordo.

Bianca era uma criaturinha esguia e delicada, agora parece cruzamento de persa com uma bola de futebol tricolor. Claro que com o passar dos dias acabei me acostumando, mas no primeiro dia o choque foi inevitável. A ponto de eu comprar um pacote de ração light e cogitar a hipótese de algum erro durante a castração que tivesse causado um distúrbio hormonal e outras viagens na maionese, que tiveram fim quando vi a Mimi e Miu, castrados há uns sete anos, por outro veterinário, de outra clínica e que, há nove meses estavam magrinhos, magrinhos. Acho que o ar de Campo Grande engorda os animais.

Antes que me perguntem, não, não engordei. Continuo com o mesmo peso, o mesmo tamanho, etc, etc, etc... Não que alguém se interesse por isso, é claro, mas enfim, acabo sempre falando mais do que me perguntam. Comprei algumas brigas, comecei alguns textos. Tirei umas fotos, pensei em coisas para escrever. Li dois livros, assisti um filme. Comi chocolate, resolvi algumas coisas, outras se resolverão a seu tempo.

Mais duas semanas de Rio de Janeiro.

PS: Pela foto nem dá para notar o tamanho da criatura, mas depois posto outras, no álbum, para dar a real dimensão da gatinha. Em primeiro plano, Bianca. Ao fundo, Lili.

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Comentários deste post (o haloscan os apaga de tempos em tempos)

Oi, Vanessa!!Nossa, q bom q vc me fez uma visita!!Toh meio preocupada com a questão do aluguel pois andei pesquisando e, ao contrário do q me disseram, achei muito caro... Mas só pesquisei em uma imobiliária, tenho esperança de q qnd meu marido chegar lá, o pessoal do trabalho dele dê outras dicas... Vamos ver..Um xêro e valeu!!
Vivien 06.12.05 - 1:24 pm