Não sei por que razão estou tão cansada. Ontem cheguei destruída em casa, dormi às sete da noite, o problema foi ter acordado hoje às oito da manhã. Dormir demais é um pouco pior do que dormir de menos para mim. Passo o dia inteiro como se estivesse com sono. Mas não estou com sono! É como se houvesse um ciclo de sono: oito horas são suficientes para que o indivíduo descanse. Passar de oito horas é como se voltasse ao início. Ou seja, para me sentir bem, ou eu deveria dormir oito horas ou dezesseis. Essa é a minha teoria.
Não pretendo testá-la, já que dormir dezesseis horas não é uma das coisas mais produtivas a se fazer. Não que eu faça as coisas pensando na produtividade, mas vejo os momentos desnecessários de sono como "horas mortas" (parafraseando o Davison). Talvez possam me fazer falta mais adiante. Ou não, como saberei?
Talvez o que me canse nessas noites longas de sono seja o ritmo alucinado dos meus sonhos de cansaço. Explico: quando estou cansada, tenho sonhos agitados, cheios de personagens, enredos malucos e intermináveis. Vinte mil histórias diferentes, em sequência. O pior é que me lembro da maioria delas, quando acordo.
Em meus sonhos hoje, uma superpopulação. Não tem nem aquela coisa especial de dizer a um amigo: "sonhei contigo hoje". A menos que eu omita que, além dele, toda a torcida do flamengo, do inter e do São Paulo habitavam meus sonhos naquela noite.
E a perseguição. Sempre tem uma cena de perseguição. Hoje foi em um carro, mas eu não conseguia ver em que pista estava, apenas ouvia as instruções. Só que o cara falava em uma língua estranha e me mandava virar "totalama para leste" e eu tinha que me lembrar de onde raios era o leste. Não, eu não tenho noção exata dos pontos cardeais, exceto o norte e o sul. Sou uma criatura totalmente desorientada. O resultado é que eu caía em todos os precipícios e saía da pista a todo instante. Não gostei da brincadeira.
E sonhei com o Nermalzinho. Em setembro fez dois anos que ele morreu, mas eu não esqueço. Ainda que eu tenha três novos gatinhos hoje, ele sempre vai fazer parte da minha história, das minhas lembranças, da minha infância. Foi um bom amigo. De vez em quando meu cérebro resolve colocar ele e a Lady em meus sonhos, às vezes com o Tiggy, a Ricota e o Gatão, e faz uma salada misturando Campo Grande, Porto Alegre e Rio de Janeiro, criando o lugar em que eu realmente gostaria de morar, que misturasse os melhores pontos e as pessoas especiais dessas três cidades e não me obrigasse a escolher entre elas, o que a vida, cruel, exige.
Não pretendo testá-la, já que dormir dezesseis horas não é uma das coisas mais produtivas a se fazer. Não que eu faça as coisas pensando na produtividade, mas vejo os momentos desnecessários de sono como "horas mortas" (parafraseando o Davison). Talvez possam me fazer falta mais adiante. Ou não, como saberei?
Talvez o que me canse nessas noites longas de sono seja o ritmo alucinado dos meus sonhos de cansaço. Explico: quando estou cansada, tenho sonhos agitados, cheios de personagens, enredos malucos e intermináveis. Vinte mil histórias diferentes, em sequência. O pior é que me lembro da maioria delas, quando acordo.
Em meus sonhos hoje, uma superpopulação. Não tem nem aquela coisa especial de dizer a um amigo: "sonhei contigo hoje". A menos que eu omita que, além dele, toda a torcida do flamengo, do inter e do São Paulo habitavam meus sonhos naquela noite.
E a perseguição. Sempre tem uma cena de perseguição. Hoje foi em um carro, mas eu não conseguia ver em que pista estava, apenas ouvia as instruções. Só que o cara falava em uma língua estranha e me mandava virar "totalama para leste" e eu tinha que me lembrar de onde raios era o leste. Não, eu não tenho noção exata dos pontos cardeais, exceto o norte e o sul. Sou uma criatura totalmente desorientada. O resultado é que eu caía em todos os precipícios e saía da pista a todo instante. Não gostei da brincadeira.
E sonhei com o Nermalzinho. Em setembro fez dois anos que ele morreu, mas eu não esqueço. Ainda que eu tenha três novos gatinhos hoje, ele sempre vai fazer parte da minha história, das minhas lembranças, da minha infância. Foi um bom amigo. De vez em quando meu cérebro resolve colocar ele e a Lady em meus sonhos, às vezes com o Tiggy, a Ricota e o Gatão, e faz uma salada misturando Campo Grande, Porto Alegre e Rio de Janeiro, criando o lugar em que eu realmente gostaria de morar, que misturasse os melhores pontos e as pessoas especiais dessas três cidades e não me obrigasse a escolher entre elas, o que a vida, cruel, exige.

<< Home