Ok, ela saiu do meu colo, está deitada ao meu lado, de barriga para cima. Já posso voltar a escrever. Estou atualizando o Autor Desconhecido, com bastante texto na fila para reconhecimento de paternidade e me espantando com a quantidade de textos da Martha Medeiros creditados a outros autores. A maioria deles publicados na antiga coluna dela no site Almas Gêmeas.
Cheguei à conclusão de que o fenômeno se deve ao botãozinho "envie este texto para um amigo", que faz com que o texto em questão vá parar na caixa de entrada de alguém. Com o nome do autor, é claro, mas a partir do momento em que cai na caixa de entrada de alguém, babau. Foi-se. Daí para perder-se o autor ou sofrer uma mutação e virar um texto-alien creditado a algum famosão é um pulo.
Estive pensando no Luis Fernando Verissimo e no Arnaldo Jabor. Muitos dos textos da Martha Medeiros são atribuídos a eles. Até aí, menos mal, já que ela escreve bem. O problema é quando aparecem aqueles textos "auto-ajúdicos", muitos mal escritos e de gosto duvidoso e tascam o nome do cara lá. Deve ser triste ver gente pensando que você seria capaz de escrever uma porcaria daquelas. Dá desânimo.
Indignante também constatar o quanto de texto de "autor desconhecido" existe por aí. Dá uma sensação de impotência tremenda quando a gente percebe que o autor se perdeu no primeiro e-mail. Falta de respeito com o trabalho alheio, falta de ética, falta de tudo. Dá desânimo, também.
Na verdade poucas coisas não dão desânimo na hora de fazer um trabalho desses. Uma delas é ver gente que publicou a informação errada colocar o nome do autor real. Ou então descobrir que tem gente que pesquisa e tenta descobrir o autor antes de publicar qualquer coisa. A internet e seus usuários ainda estão engatinhando em matéria de ética, mas isso não é exclusividade da web não, já que sempre foi mais fácil copiar na agenda um texto legal sem colocar o nome do autor, como se ele tivesse surgido por gênese espontânea. Pop! Brotou um texto na calçada!
O problema é que com a net a coisa se alastra e toma proporções cósmicas a ponto de um erro de autor ir parar em uma revista impressa, em jornais tidos como sérios, etc. Tanta irresponsabilidade dá medo. Prefiro continuar fazendo a minha parte e tentar não pensar no tamanho do problema. Quem saiba a gente consiga conscientizar o pessoal do foward e dos blogs fofos que texto não se auto-produz. Autor desconhecido ou autor conhecido em texto que você não conhece? O Google está aí para isso. Com um pouquinho de paciência e uma pesquisa simples você descobre o autor verdadeiro da coisa.
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Comentários (o haloscan apaga os comentários a cada quatro meses e como já perdi os de alguns posts anteriores, prefiro colá-los aqui, antes que sejam deletados):
Uma vez li uma entrevista com o Arnaldo Jabor que ele listava alguns dos vários textos que corriam na net como se fosse dele. Tinha até um que eu havia gostado, acho que chama-se "Mulher Perfeitinha", que fala pq os homens preferem mulheres imperfeitas às perfeitas.
Se não existe ética nem no mundo real, Vanessa, espantoso seria se no virtual tivesse. Uma pena.
Beijos.
Cheguei à conclusão de que o fenômeno se deve ao botãozinho "envie este texto para um amigo", que faz com que o texto em questão vá parar na caixa de entrada de alguém. Com o nome do autor, é claro, mas a partir do momento em que cai na caixa de entrada de alguém, babau. Foi-se. Daí para perder-se o autor ou sofrer uma mutação e virar um texto-alien creditado a algum famosão é um pulo.
Estive pensando no Luis Fernando Verissimo e no Arnaldo Jabor. Muitos dos textos da Martha Medeiros são atribuídos a eles. Até aí, menos mal, já que ela escreve bem. O problema é quando aparecem aqueles textos "auto-ajúdicos", muitos mal escritos e de gosto duvidoso e tascam o nome do cara lá. Deve ser triste ver gente pensando que você seria capaz de escrever uma porcaria daquelas. Dá desânimo.
Indignante também constatar o quanto de texto de "autor desconhecido" existe por aí. Dá uma sensação de impotência tremenda quando a gente percebe que o autor se perdeu no primeiro e-mail. Falta de respeito com o trabalho alheio, falta de ética, falta de tudo. Dá desânimo, também.
Na verdade poucas coisas não dão desânimo na hora de fazer um trabalho desses. Uma delas é ver gente que publicou a informação errada colocar o nome do autor real. Ou então descobrir que tem gente que pesquisa e tenta descobrir o autor antes de publicar qualquer coisa. A internet e seus usuários ainda estão engatinhando em matéria de ética, mas isso não é exclusividade da web não, já que sempre foi mais fácil copiar na agenda um texto legal sem colocar o nome do autor, como se ele tivesse surgido por gênese espontânea. Pop! Brotou um texto na calçada!
O problema é que com a net a coisa se alastra e toma proporções cósmicas a ponto de um erro de autor ir parar em uma revista impressa, em jornais tidos como sérios, etc. Tanta irresponsabilidade dá medo. Prefiro continuar fazendo a minha parte e tentar não pensar no tamanho do problema. Quem saiba a gente consiga conscientizar o pessoal do foward e dos blogs fofos que texto não se auto-produz. Autor desconhecido ou autor conhecido em texto que você não conhece? O Google está aí para isso. Com um pouquinho de paciência e uma pesquisa simples você descobre o autor verdadeiro da coisa.
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Comentários (o haloscan apaga os comentários a cada quatro meses e como já perdi os de alguns posts anteriores, prefiro colá-los aqui, antes que sejam deletados):
Uma vez li uma entrevista com o Arnaldo Jabor que ele listava alguns dos vários textos que corriam na net como se fosse dele. Tinha até um que eu havia gostado, acho que chama-se "Mulher Perfeitinha", que fala pq os homens preferem mulheres imperfeitas às perfeitas.
Se não existe ética nem no mundo real, Vanessa, espantoso seria se no virtual tivesse. Uma pena.
Beijos.
Quando vc fala dela no seu colo, penso na Polly, que tb não curte muito colo, mas quando vem, quer TODA a atenção só para ela, rs.
Beijos... e soco na cara de quem não credita texto (a brava, eu). Beijos.

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