Saudade...

Hoje o Davison me mandou fotos dos gatinhos e depois, em conversa no yahoo messenger, ele ligou a web cam. Buáááá!!!! Saudade dos meus três bichinhos de estimação...
Os gatinhos estão enormes, a Ricota já está 100%, super esperta, brincalhona, agitada, fofíssima, engordando. O Tiggy está crescendo também, com a maior cara de gatão, não pára um segundo, é super curioso, brincalhão, animado e bagunceiro.
Vai começar a esfriar novamente. Aqui a umidade do ar está baixíssima e eu acordo sem conseguir respirar direito, um horror. Agosto nesta cidade é o clima do inferno e o povo não aprende, vira e mexe a gente passa por um foco de incêndio, o pessoal coloca fogo em terreno baldio, em lixo na rua, em pasto, em qualquer lugar. Em Porto Alegre, se você colocar fogo em lixo no quintal da sua casa o vizinho pode chamar a polícia e ela vem! Aqui, se você chamar a polícia por conta de uma queimada é bem capaz de o policial rir da sua cara.
E o ar fica carregado de fumaça. Cabelo, roupas, tudo com cheiro de fumaça e o ar seco e quente piora tudo. A idéia é ir embora o mais rápido possível, a passagem já está comprada e não vejo mais necessidade de ficar, já que minha idéia era defender a minha mãe e se não há quem ataque, não existe razão alguma para defensores. A partir do momento em que não houver mais nenhuma ameaça pairando no ar, voltar para casa é conseqüência.
Saudade do Davison, dos gatinhos, da nossa vida, dos nossos planos a curto e a longo prazo. Por outro lado, é sempre bom estar com minha mãe, minha avó, brincar com a Bianca e a Lily, reler antigos cadernos, garimpar textos e mais textos, aprender coisinhas culinárias e pegar algumas dicas com quem realmente entende das coisas.
Mas meu prazo de validade já está nas últimas, o telefone já não é mais suficiente, web cam é muito pouco, se eu ainda pudesse passar as madrugadas conversando via messenger com ele como quando éramos namorados, menos mal, mas ele está trabalhando, tem que dormir, descansar, eu também, vivo em uma agitação o dia inteiro, tenho que dormir ou capoto no meio da rua. Complicado.
A minha casa é paz. Pura paz, tranquilidade, calmaria apenas quebrada pela agitação natural dos gatinhos. É nossa ilha onde o mundo é lindo, tudo é colorido e as coisas sempre vão dar certo. É ali que recarregamos as baterias para a correria do dia-a-dia no mundo exterior, é para onde corremos quando queremos sossego e alegria. Dois lugares que me dão imenso prazer: a igreja e a minha casa. Na verdade uma é quase extensão da outra porque nas duas me sinto à vontade, em paz e perto de Deus.
Sempre me senti bem na casa da minha mãe também, na verdade todo mundo que vinha aqui comentava que se sentia bem, o clima era leve e a paz passeava pelos cômodos. Na minha casa, além de tudo, ainda tem meus três amores: os dois gatinhos tigrados e meu marido branquelo. Eles já fazem parte de mim de uma tal forma que ficar longe deles é ficar longe de mim.
Talvez por isso eu me olhe no espelho e não me reconheça direito. Não, não é por causa do olho inchado (está um horror, hoje à tarde o olho ficou tão irritado que parecia que eu tinha chorado o dia inteiro, o que- juro- não aconteceu), mas tudo na minha cara parece esquisito. Falta uma parte, faltam três pedaços: uma metade e dois pedacinhos.
Hoje acordei. Os dias estão menos corridos e desconfiei que estou em Campo Grande há vinte dias e não avisei ninguém. Perdi meu celular e com ele se foram todos os números telefônicos dos meus contatos campograndenses que provavelmente me baterão quando descobrirem que estive aqui e não contactei ninguém.
Mandei recado no orkut hoje para a mais alta das minhas amigas, que provavelmente poderá funcionar como uma antena para enviar ondas de informação aos outros :) O orkut é o máximo, super útil. Através dele estou conseguindo entrar em contato com minha prima que mora em Nova York, filha da minha tia que faleceu em Setembro, e com quem eu não falava há algum tempo.
Ela veio aqui para casa com dez meses e só saiu daqui aos dois anos. Eu ensinei a primeira palavra que ela falou: "Luz" (Ela dizia "Uixx") e em um trabalho conjunto com minha mãe a vi dar os primeiros passos. Corria com um andador pela casa toda, sempre bem alegre e um dia despencou a bordo dele, de um degrau alto que há entre a casa da minha avó e a da minha mãe. Mesmo o tombo sendo feio, ela não chorou, levantou rindo, achando legal.
Só voltamos a vê-la aos sete anos, já bem diferente do bebê que conhecíamos. Agora ela está perto de completar quinze (sim, eu estou velha) e eu quero saber quem é a moça que ela se tornou. Com a possibilidade de manter contato, a vontade de conhecê-la, conversar, fazer amizade surgiu de forma eufórica. Espero não ter assustado a menina...risos...

PS: O alívio chegou para todos, pelo visto não era apenas eu que estava angustiada com aquela situação. Adoro a solidariedade de vocês :) Eu também costumo me envolver e sofrer com os problemas dos outros como se fossem meus. É legal quando a gente vê uma situação de tensão se dissipar desta forma. Se eu estivesse em um lugar que tivesse alguma umidade no ar, respiraria aliviada. :)
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Comentários (o haloscan apaga os comentários após quatro meses e eu já perdi os dos posts anteriores, por isso prefiro colar aqui, antes que eles desapareçam)
Ai que lindinhos seus gatinhos. Muito chato ficar longe de quem a gente gosta, né? Meu love ainda tá viajando...
Bjinhos. Tammy

Hoje o Davison me mandou fotos dos gatinhos e depois, em conversa no yahoo messenger, ele ligou a web cam. Buáááá!!!! Saudade dos meus três bichinhos de estimação...
Os gatinhos estão enormes, a Ricota já está 100%, super esperta, brincalhona, agitada, fofíssima, engordando. O Tiggy está crescendo também, com a maior cara de gatão, não pára um segundo, é super curioso, brincalhão, animado e bagunceiro.
Vai começar a esfriar novamente. Aqui a umidade do ar está baixíssima e eu acordo sem conseguir respirar direito, um horror. Agosto nesta cidade é o clima do inferno e o povo não aprende, vira e mexe a gente passa por um foco de incêndio, o pessoal coloca fogo em terreno baldio, em lixo na rua, em pasto, em qualquer lugar. Em Porto Alegre, se você colocar fogo em lixo no quintal da sua casa o vizinho pode chamar a polícia e ela vem! Aqui, se você chamar a polícia por conta de uma queimada é bem capaz de o policial rir da sua cara.
E o ar fica carregado de fumaça. Cabelo, roupas, tudo com cheiro de fumaça e o ar seco e quente piora tudo. A idéia é ir embora o mais rápido possível, a passagem já está comprada e não vejo mais necessidade de ficar, já que minha idéia era defender a minha mãe e se não há quem ataque, não existe razão alguma para defensores. A partir do momento em que não houver mais nenhuma ameaça pairando no ar, voltar para casa é conseqüência.
Saudade do Davison, dos gatinhos, da nossa vida, dos nossos planos a curto e a longo prazo. Por outro lado, é sempre bom estar com minha mãe, minha avó, brincar com a Bianca e a Lily, reler antigos cadernos, garimpar textos e mais textos, aprender coisinhas culinárias e pegar algumas dicas com quem realmente entende das coisas.
Mas meu prazo de validade já está nas últimas, o telefone já não é mais suficiente, web cam é muito pouco, se eu ainda pudesse passar as madrugadas conversando via messenger com ele como quando éramos namorados, menos mal, mas ele está trabalhando, tem que dormir, descansar, eu também, vivo em uma agitação o dia inteiro, tenho que dormir ou capoto no meio da rua. Complicado.
A minha casa é paz. Pura paz, tranquilidade, calmaria apenas quebrada pela agitação natural dos gatinhos. É nossa ilha onde o mundo é lindo, tudo é colorido e as coisas sempre vão dar certo. É ali que recarregamos as baterias para a correria do dia-a-dia no mundo exterior, é para onde corremos quando queremos sossego e alegria. Dois lugares que me dão imenso prazer: a igreja e a minha casa. Na verdade uma é quase extensão da outra porque nas duas me sinto à vontade, em paz e perto de Deus.
Sempre me senti bem na casa da minha mãe também, na verdade todo mundo que vinha aqui comentava que se sentia bem, o clima era leve e a paz passeava pelos cômodos. Na minha casa, além de tudo, ainda tem meus três amores: os dois gatinhos tigrados e meu marido branquelo. Eles já fazem parte de mim de uma tal forma que ficar longe deles é ficar longe de mim.
Talvez por isso eu me olhe no espelho e não me reconheça direito. Não, não é por causa do olho inchado (está um horror, hoje à tarde o olho ficou tão irritado que parecia que eu tinha chorado o dia inteiro, o que- juro- não aconteceu), mas tudo na minha cara parece esquisito. Falta uma parte, faltam três pedaços: uma metade e dois pedacinhos.
Hoje acordei. Os dias estão menos corridos e desconfiei que estou em Campo Grande há vinte dias e não avisei ninguém. Perdi meu celular e com ele se foram todos os números telefônicos dos meus contatos campograndenses que provavelmente me baterão quando descobrirem que estive aqui e não contactei ninguém.
Mandei recado no orkut hoje para a mais alta das minhas amigas, que provavelmente poderá funcionar como uma antena para enviar ondas de informação aos outros :) O orkut é o máximo, super útil. Através dele estou conseguindo entrar em contato com minha prima que mora em Nova York, filha da minha tia que faleceu em Setembro, e com quem eu não falava há algum tempo.
Ela veio aqui para casa com dez meses e só saiu daqui aos dois anos. Eu ensinei a primeira palavra que ela falou: "Luz" (Ela dizia "Uixx") e em um trabalho conjunto com minha mãe a vi dar os primeiros passos. Corria com um andador pela casa toda, sempre bem alegre e um dia despencou a bordo dele, de um degrau alto que há entre a casa da minha avó e a da minha mãe. Mesmo o tombo sendo feio, ela não chorou, levantou rindo, achando legal.
Só voltamos a vê-la aos sete anos, já bem diferente do bebê que conhecíamos. Agora ela está perto de completar quinze (sim, eu estou velha) e eu quero saber quem é a moça que ela se tornou. Com a possibilidade de manter contato, a vontade de conhecê-la, conversar, fazer amizade surgiu de forma eufórica. Espero não ter assustado a menina...risos...

PS: O alívio chegou para todos, pelo visto não era apenas eu que estava angustiada com aquela situação. Adoro a solidariedade de vocês :) Eu também costumo me envolver e sofrer com os problemas dos outros como se fossem meus. É legal quando a gente vê uma situação de tensão se dissipar desta forma. Se eu estivesse em um lugar que tivesse alguma umidade no ar, respiraria aliviada. :)
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Comentários (o haloscan apaga os comentários após quatro meses e eu já perdi os dos posts anteriores, por isso prefiro colar aqui, antes que eles desapareçam)
Ai que lindinhos seus gatinhos. Muito chato ficar longe de quem a gente gosta, né? Meu love ainda tá viajando...
Bjinhos. Tammy

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